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Robôs falando com robôs… e nós, humanos?

O Product Hunt é um fórum muito popular entre startups para lançarem produtos e serviços. Em muitas situações, ele serve de termômetro para tsunamis que ainda estão longe de arrebentar em nós.

Diariamente, o Product Hunt envia um e-mail com os serviços/produtos mais votados do dia anterior. Nos dois primeiros dias úteis do ano, chamou a minha atenção o tanto de serviços que geram conteúdo com um clique usando inteligências artificiais nesses rankings:

  • TweePT3, um gerador de posts para o Twitter. Usa o GPT-3, da OpenAI.
  • Ansy, gerador de respostas para servidores no Discord. Usa GPT-3.
  • TweetEmote, outro gerador de posts no Twitter. Não especifica qual IA usa.
  • SuperReply, gerador de respostas para e-mails. Não especifica a IA usada.
  • Rizz, teclado para iOS gerador de respostas. Não especifica a IA.
  • LinkedIn Posts Generator, autoexplicativo, gera posts a partir de outros links, como se fossem resumos. Não especifica a IA.

Por um lado, a profusão dessas soluções acelera e pode até melhorar a comunicação. Por outro, em breve corremos o risco de estarmos falando com robôs o tempo todo, e de robôs estarem falando com robôs e… bom, onde ficamos nós, humanos?

Cofres de usuários do LastPass vazaram em incidente de agosto

O LastPass avisou na quinta-feira (22) que na invasão sofrida em agosto, divulgada no início de dezembro, cofres criptografados que armazenam as senhas dos usuários foram levados.

Além da demora em divulgar essa informação, a forma com que fez gerou críticas. Especialistas em segurança digital e até rivais dizem que o LastPass está minimizando a gravidade da situação e que o último comunicado, dias antes do Natal, preparou o terreno para jogar a culpa de possíveis senhas comprometidas nos usuários.

O The Verge fez um bom apanhado dessas reações.

A essa altura, não é exagero dizer que o uso do LastPass é um risco. Se for o seu caso, talvez seja uma boa tirar um dia para migrar para outra solução (1Password, Bitwarden e KeePassXC são alternativas recomendáveis) e trocar as senhas pelo menos dos serviços mais sensíveis. Via LastPass.

Bloco de notas ganhará abas no Windows 11

Print do Bloco de notas do Windows 11, em modo escuro, com duas abas.
Imagem: Windows Central/Reprodução.

Interrompo o recesso do Manual para dar uma notícia de última hora: o Bloco de notas do Windows 11 ganhará suporte a abas em algum momento próximo.

Um funcionário da Microsoft postou um print do aplicativo exibindo duas abas. (A janela também apresenta uma faixa vermelha em que se lê “Confidencial: Não debata os recursos nem tire prints”. Ops!)

Aplicativos similares ao Bloco de notas de outros sistemas operacionais, como o Editor de Texto do macOS e do Linux/Gnome (apps diferentes, apesar do mesmo nome), trabalham com abas há tempos. Nunca vi muita utilidade nelas nesse contexto, mas talvez seja só o meu fluxo de trabalho. Via Windows Central (em inglês).

Após dois anos de trabalho, Xfce 4.18 é lançado

Foi lançada nesta quinta (15), após dois anos de trabalho, a versão final do Xfce 4.18, ambiente gráfico para sistemas Linux e *BSD. Segundo os desenvolvedores, a traz “múltiplos novos recursos legais, um zilhão de correções de falhas e várias melhorias menores”.

O Xfce é um ambiente gráfico leve e que conserva uma estética e várias metáforas hoje clássicas, familiares, até, reminiscentes do Windows 95 e Gnome 2.

Um tour no site oficial, recheado de imagens, mostra as principais novidades do Xfce 4.18. Via Xfce (em inglês).

App Store ganha centenas de novos preços

A App Store agora aceita centenas de novos preços, incluindo valores redondos (R$ 5,00), menores que o antigo piso (no Brasil, era de R$ 4,90) e que podem chegar a US$ 10 mil (os 100 maiores preços só serão liberados mediante solicitação).

Outra novidade importante é uma automação para manter a equivalência de preços em todas as fachadas (175) e moedas (44) com que trabalha.

A conferir como essa maior granulação afetará os preços dos aplicativos e assinaturas da App Store.

A medida, vale mencionar, é resultado de um acordo que a Apple costurou com a Justiça dos Estados Unidos em agosto de 2021. Via Apple (em inglês).

Telegram e WhatsApp deixam simplicidade de lado para organizar grupos caóticos

Faz tempo que aplicativos de mensagens deixaram de ser versões melhoradas do SMS. Eles evoluíram: hoje são, também, utilitários e a base de comunidades, e as empresas que os desenvolvem têm apoiado essas transformações.

Recursos como as comunidades do WhatsApp e os tópicos do Telegram reconhecem o uso dos aplicativos de mensagens para comunidades. São versões limitadas de aplicativos mais modernos que têm isso no DNA, como Slack e Discord, ainda que simplificadas para não assustar quem não tem familiaridade com o formato.

Se vai colar, é outra história. Por um lado, comunidades/tópicos prometem ajudar na organização de grupos que por vezes se tornam caóticos, mas ao mesmo tempo jogam contra a simplicidade que permitiu a esses aplicativos se tornarem onipresentes.

O Telegram lançou nesta terça (6) uma expansão dos tópicos, agora disponíveis para grupos com pelo menos 100 membros (antes, o piso era 200). A explicação no anúncio oficial é confusa; talvez na prática seja mais simples. Devo ativar isso no grupo de assinantes do Manual. (Apoie o site para participar.)

Quanto ao WhatsApp, o recurso de comunidades, que já foi liberado lá fora, só será lançado no Brasil em 2023. Culpa das eleições, ou do mau uso do WhatsApp em eleições passadas. Via Telegram.

LastPass sofre invasão, a segunda em 2022

O LastPass sofreu outra invasão — a segunda em 2022. De acordo com a empresa, os invasores usaram informações obtidas no ataque anterior, de agosto, para acessar uma nuvem de terceiros usada pela empresa e conseguirem informações dos clientes/usuários. As senhas armazenadas no serviço, que são criptografadas, não foram afetadas.

Desde 2015, somente em dois anos (2018 e 2020) o LastPass não foi alvo de ataques ou apresentou falhas de segurança. Para um serviço que gerencia senhas, é um histórico ruim, ainda que, segundo a empresa, em nenhum momento as senhas em si tenham sido afetadas. Fica difícil confiar.

Felizmente, existem alternativas melhores no mercado, como 1Password, Bitwarden e KeePassXC — os dois últimos, gratuitos e de código aberto. Se você é um dos 33 milhões de usuários que o LastPass alega ter, talvez seja boa ideia começar a planejar uma migração. Via LastPass (em inglês).

Criadores do Tweetbot estão desenvolvendo o Ivory, aplicativo para Mastodon

A Tapbots, pequeno estúdio que desenvolve o melhor aplicativo para Twitter, o Tweetbot, anunciou que está trabalhando em um aplicativo para Mastodon.

O vindouro aplicativo já tem nome, Ivory, e terá versões para iOS e macOS.

O Tweetbot continuará sendo desenvolvido e deve ganhar, em breve, uma nova versão para macOS.

Uma versão alpha do Ivory já está em testes, mas ainda não há data de lançamento. Via @ivory@tapbots.social (em inglês).

Qual o problema com o Lensa, aplicativo de selfies criadas por inteligência artificial?

Um raio cai duas vezes no mesmo lugar? O novo aplicativo sensação nas redes sociais, o Lensa, é cria da Prisma Labs, que em 2016 viralizou com um aplicativo similar, o Prisma, que transformava selfies em ~arte. Lembra dele?

O Lensa não é novo (foi lançado em dezembro de 2018), mas viralizou na última semana após o lançamento dos “avatares mágicos”, selfies criadas por inteligência artificial a partir de fotos enviadas pelo usuário. As selfies são pagas, custam a partir de R$ 16,90.

Leitores do Manual do Usuário estão se perguntando qual a pegadinha e se o Lensa tem alguma cláusula nefasta em sua política de privacidade que mereça atenção, como era o caso do FaceApp, de 2019.

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Apple elege BeReal como aplicativo do ano para iOS

A Apple divulgou os vencedores do App Store Awards, a premiação anual dos melhores aplicativos das suas plataformas. O do BeReal, rede social “autêntica”, foi eleito o aplicativo do ano para iOS — em um momento curioso em que a Apple se estranha com o Twitter.

No iPadOS, a honraria foi do GoodNotes 5, aplicativo de anotações com bom suporte à caneta. No macOS, MacFamilyTree 10, um aplicativo de quase R$ 200 para criar árvores genealógicas.

Veja os demais ganhadores no link ao lado. Via Apple (em inglês).

Se a internet revolucionou como consumimos sexo, por que estamos transando menos?

Foto de cima, de uma cama desarrumada com lençóis brancos, com dois pares de pernas entrelaçados.

por Guilherme Felitti

Em 1903, dois imigrantes que chegaram aos Estados Unidos fugindo do Império Russo deram à luz a um sujeito chamado Gregory Pincus. Ninguém sabia ainda, mas Pincus seria considerado, décadas mais tarde, um gênio. Depois de se formar em biologia na Universidade de Cornell e defender com sucesso seu mestrado e doutorado na Universidade de Harvard, Pincus encontrou a grande área da biologia que o interessava: a reprodução e o papel dos hormônios nela.

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Evernote é comprado por empresa italiana

O Evernote, aplicativo de anotações pioneiro, foi vendido por valor não divulgado à Bending Spoons, empresa italiana especializada em aplicativos móveis.

No comunicado oficial, Ian Small, CEO do Evernote, diz que com a venda, o Evernote “aproveitará a comprovada experiência e as amplas tecnologias proprietárias” da Bending Spoons para melhorar o aplicativo — que, não faz muito tempo, em 2020, passou por uma reformulação profunda em todas as plataformas, adotando o framework Electron.

Um “case” de pioneirismo que não se converteu em domínio, o Evernote parecia inescapável em algum momento do início dos anos 2010, com seus aplicativos onipresentes e, até então, funcionais.

A startup levantou US$ 290 milhões entre 2007 e 2014 e, em algum momento depois disso, meio que se perdeu: funcionalidades básicas passaram a falhar, aplicativos diversos foram lançados e até produtos físicos, como cadernos Moleskine e meias (!), passaram a ser vendidos com a marca Evernote.

Em paralelo, algumas decisões de negócio, em especial a imposição de limitações rígidas ao plano gratuito (sincronia apenas entre dois dispositivos) somada a um forte aumento dos planos pagos e uma tentativa desastrosa de atualizar a política de privacidade em 2016, afugentaram muitos usuários. Via Evernote (em inglês).

Novas versões dos aplicativos gráficos Affinity mantém modelo de negócio de compra única

A suíte de aplicativos gráficos Affinity, da Serif, chegou à segunda grande versão com muitas novidades, mantendo o modelo de compra única, marcando oposição à Adobe e seu modelo por assinatura. As licenças da suíte Affinity valem para as três plataformas em que os aplicativos estão disponíveis (iPadOS, macOS e Windows).

Para celebrar o lançamento, o pacote completo (Designer, Photo e Publisher) está com 40% de desconto, saindo a US$ 99,99. Via Serif.

Alternar entre conversas no Microsoft Teams ficou até 39% mais rápido

A Microsoft anunciou uma atualização do Teams, sua plataforma de colaboração profissional, com a promessa de mais rapidez. Jeff Chen, líder de produto do Teams, no blog da Microsoft:

A ação mais comum para um usuário no Teams é alternar entre diferentes conversas, canais e feeds de atividades. Ao longo dos últimos dois anos, alternar entre conversas agora é 32% mais rápido; alternar entre canais é 39% mais rápido.

Chamou-me a atenção o tanto de “gordura” que a Microsoft conseguiu tirar da “ação mais comum” (e, convenhamos, trivial) no dia a dia dos usuários do Teams, um indício forte do quão pesado é o aplicativo. Via Microsoft (em inglês).