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WhatsApp começa a liberar comunidades e grupos com até 1.024 participantes

O WhatsApp começou a liberar o recurso de comunidades, que o transforma em uma espécie de mini-Slack (ou Discord), com “canais” que abrigam grupos temáticos.

À parte os possíveis maus usos, é uma abordagem interessante. O WhatsApp/Meta diz ter trabalhado “com mais de 50 organizações em 15 países para criar Comunidades que atendam às necessidades delas”, um esforço que transparece — pelas imagens, parece algo mais simples e acessível que outros aplicativos do tipo, algo essencial em um produto tão massificado.

O WhatsApp também ganhou grupos com até 1.024 usuários, chamadas de vídeo com 32 participantes e enquetes. Todas essas novidades só devem chegar ao Brasil em 2023, porém. Via WhatsApp.

PicPay encerrará aplicativo Guiabolso em novembro

O PicPay vai encerrar o Guiabolso em novembro. Compra em julho de 2021 para transformar-se em “protagonista em OpenBanking e acelerar marketplace financeiro”, o Guiabolso é (era?) um aplicativo simples de controle financeiro que se conectava às instituições bancárias do país.

“O objetivo é centralizar todas as funcionalidades, serviços e produtos em um único app, que é ainda mais completo”, disse a empresa em seu blog. O PicPay afirma que todas as funcionalidades do Guiabolso foram migradas para o app do PicPay.

Usuários do Guiabolso serão avisados do fim do aplicativo ao longo da semana e poderão baixar seus dados em formato de planilha eletrônica. Ótima escolha, aliás: bem flexível e à prova de aquisições e encerramentos abruptos. Via PicPay.

Apple vai cobrar taxa de impulsionamento de posts em apps de redes sociais no iOS

Junto às novas versões do iPadOS e macOS, a Apple atualizou várias diretrizes da App Store nesta segunda (24). Destaque para a que estende a “taxa Apple” (até 30%) às compras de impulsionamento em aplicativos de redes sociais, como Facebook, Twitter e Instagram.

No mesmo movimento, a Apple diminuiu consideravelmente o apelo dos NFTs no iOS (apps não podem vincular recursos e benefícios à venda de NFTs) e aumentou seu poder de controle, dando a si mesma o poder de rejeitar aplicativos que faturam/lucram com “eventos recentes” prejudiciais, como conflitos violentos e ataques terroristas (aplicativos de jornais entram nessa classificação?).

A partir do raciocínio de Neil Katz, dá para dizer que Apple é uma empresa “sui generis”: aumenta sobremaneira seu poder centralizador no momento em que a pressão por suas práticas momopolistas atinge o ápice e, ao mesmo tempo, consegue vender sua marca como premium mesmo vendendo várias dezenas de milhões de produtos todo trimestre. Via Apple, FOSS Patents, @neilkatz/Twitter (todos em inglês).

Quem precisa da Adobe? Estes estúdios de design usam apenas software livre

Print do Kdenlive com um projeto complexo, da Gunga, aberto.

Em janeiro de 2021, o jovem Dylan Field, co-fundador do Figma, serviço de prototipagem de interfaces digitais, disse que “o nosso objetivo é ser o Figma, não a Adobe” em uma conversa em que alguns usuários, insatisfeitos com a Adobe, especulavam quanto tempo levaria para o Figma desbancar a dona do Photoshop.

Quase dois anos depois, em setembro de 2022, a Adobe comprou o Figma por US$ 20 bilhões e Dylan, no mesmo Twitter, pareceu animado com a notícia de que sua empresa acabara de se tornar a Adobe.

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Obsidian chega à versão 1.0 e deixa “beta” de lado

Semana passada o Obsidian chegou à versão 1.0, trazendo uma reformulação visual e alguns novos recursos. Segundo a dupla de desenvolvedores, a marca não significa que o aplicativo de anotações está completo, nem que esteja livre de falhas. “Significa que estamos orgulhosos o bastante para abandonar a palavra ‘beta.’”

Criado em 2020, o Obsidian é um dos favoritos da galera que aderiu a esses novos aplicativos de anotações com links internos, usados por quem deseja criar um “segundo cérebro” ou PKM (sigla em inglês para “gerenciador de conhecimento pessoal”). É gratuito para uso pessoal e tem uma base enorme de plugins, algo notável para um projeto tão recente.

Acho coisa demais, um tipo de gerenciamento de conhecimento que foca muito na forma, mas para quem gosta é difícil encontrar pontos fracos no Obsidian. Via Obsidian (em inglês).

O “modo rua” do Nubank

O Nubank reagiu às quadrilhas “limpa contas” — criminosos que roubam celulares para transferir valores de bancos digitais pelo aparelho — ao anunciar, nesta quinta (13), o “modo rua”.

Ainda em testes, ele permite definir limites menores para transações (a princípio, Pix, TED e boletos) quando o celular estiver fora do alcance de uma rede Wi-Fi segura.

Os testes do “modo rua” começam nos próximos dias, com uma base selecionada de clientes. O Nubank não informou quando o novo recurso será estendido a toda a base de clientes. É um paliativo que pode ser útil em determinadas situações.

No mesmo comunicado à imprensa, o Nubank lista outras medidas de segurança sem informar se são novas. Ali tem duas que parecem mais úteis que o “modo rua”: o “aviso de golpe”, que detecta transações atípicas, e uma nova ferramenta de atendimento prioritário para golpes e roubos, furtos e coerções. Para clientes, é bom ter esses links salvos nos favoritos. Via Nubank.

Airshow, o aplicativo de podcasts levinho do Feedbin

O pessoal do Feedbin lançou um aplicativo de podcasts para o iOS, o Airshow.

Com apenas 4 MB (!), ele traz uma abordagem bastante simplificada da experiência de ouvir podcasts. O objetivo, segundo os desenvolvedores, era criar um aplicativo “que tenha apenas os recursos necessários para ouvir e curtir os podcasts que você ama”.

Gostei do modo do modelo de organização, que separa as inscrições de favoritos (“bookmarks”). No segundo, o usuário pode salvar episódios avulsos de podcasts que não acompanha. E é só isso, ou seja, nada de etiquetas, pastas e outros arranjos mais complexos.

O Airshow é gratuito e oferece uma compra dentro do app (R$ 102,90/ano) para ativar a sincronia entre dispositivos — também exigida para notificar novos episódios. A depender do perfil de uso, como é o meu caso, é algo dispensável. Quem já tem uma assinatura do Feedbin ganha a sincronia do Airshow sem ter que pagar a mais. Via Feedbin (em inglês).

Em beta, Transmission 4 traz otimizações e suporte a BitTorrent v2 e torrents híbridos

O melhor cliente de torrent (na minha modesta opinião) foi atualizado depois de um hiato de dois anos e meio.

Ainda em beta, o Transmission 4 traz muitas novidades. Destaque para as otimizações no código, que, em um teste de estresse com 25 mil torrents, apresentou um uso 50% menor de ciclos de CPU e 70% menos alocações de memória, e o suporte ao protocolo BitTorrent v2 e a torrents híbridos.

Para quem usa macOS, o Transmission 4 ganhou uma versão nativa para chips Apple e um novo ícone no padrão pós-Catalina.

Mesmo em beta, baixei aqui e pareceu-me bastante estável. Use-o por sua conta e risco. Não há previsão para o lançamento da versão estável. Clique aqui para o download e a lista completa de novidades.

Pix deveria ser exemplo para WhatsApp e outros apps de mensagens

O Pix é um sucesso incontestável. Lançado em outubro de 2020 (começou a valer mesmo para a população dois meses depois, em 16 de novembro), o sistema de pagamentos instantâneos do Brasil caiu nas graças da população com a mesmo velocidade com que viabiliza transferências de valores sem custo às pessoas.

O Banco Central (Bacen), verdadeiro “pai do Pix”, mantém uma página atualizada em seu site mostrando a evolução do Pix segundo várias métricas.

É uma visão impressionante:

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Apple e Meta bloqueiam The OG App, aplicativo alternativo de Instagram

Não demorou um dia para que Meta e Apple agissem para derrubar o The OG App, aplicativo que promete(ia?) uma experiência mais calma no Instagram.

A Apple removeu o aplicativo da App Store, citando violações em suas diretrizes. O aplicativo acumulou 10 mil downloads no iOS antes de ser bloqueado.

a Meta, empresa dona do Instagram, excluiu os perfis pessoais no Facebook e Instagram dos fundadores e funcionários da Un1feed, a startup por trás do The OG App. Um porta-voz da empresa disse ao TechCrunch que “este aplicativo [The OG App] viola nossas políticas e estamos tomando as medidas apropriadas”. Via TechCrunch, @TheOGapp_/Twitter(2) (em inglês).

Novo aplicativo alternativo promete a experiência original do Instagram

Os desenvolvedores Ansh Nanda e Hardik Patil lançaram o The OG App, um novo aplicativo para Android e iOS que lembra muito o Instagram de alguns anos atrás — sem Reels ou recomendações de perfis que a gente não segue.

A ideia é boa, e embora o The OG App use APIs oficiais do Instagram, algumas coisas funcionam meio na base da gambiarra, o que pode ensejar problemas.

A autenticação, por exemplo, usa métodos pouco ortodoxos que envolvem o login em regiões remotas usando sistemas Android, que os desenvolvedores destrincharam com engenharia reversa para fazer funcionar o The OG App.

Ansh e Hardik publicaram um fio no Twitter para esclarecer o modelo de autenticação. Para alguns, foi tarde demais — gente que teve o acesso ao Instagram bloqueado pela plataforma da Meta.

Vale lembrar, ainda, que outro aplicativo do tipo, o Barinsta (somente para Android), também sofria dos mesmos problemas e, pior, o desenvolvedor recebeu uma notificação extrajudicial da Meta exigindo o encerramento do aplicativo.

O The OG App tem versões para Android e iOS. No Brasil, apenas o aplicativo para Android aparece disponível. Use-o por sua conta e risco. Via TechCrunch (em inglês).

Audacity 3.2 ganha efeitos em tempo real e versão nativa para chips M1/M2 da Apple

O Audacity 3.2 finalmente ganhou versão nativa para chips Apple (M1/M2). A grande novidade — para todas as plataformas — é o suporte a efeitos em tempo real, incluindo plugins VST3. Explicações em vídeo e documentação (em inglês). Via Audacity, OMG! Ubuntu! (em inglês).

Pixelmator Pro 3.0 “Muse” traz +200 templates personalizáveis de alta qualidade

Print da tela de boas-vindas do Pixelmator Pro 3.0 anunciando os novos templates.

Do nada, saiu o Pixelmator Pro 3.0 “Muse”, uma grande atualização que traz como destaque +200 templates e mockups prontos para serem usados e bem personalizáveis. Parece muito uma resposta à facilidade do Canva.

Para quem já tem o Pixelmator Pro (à venda exclusivamente pela Mac App Store por R$ 225), a atualização é gratuita. O Pixelmator é a antítese da Adobe: preço único, sem pegadinha, custo-benefício imbatível. Das coisas de que sentiria falta se migrasse para outra sistema operacional desktop. Via Pixelmator (em inglês).

Gnome 43

O Gnome 43 está disponível. A nova versão do ambiente gráfico destaca o novo menu de configurações rápidas no canto superior direito e uma nova leva de aplicativos adaptados ao GTK 4 e libadwaita, incluindo o Arquivos (Nautilus). Não menos importante, o som de alerta padrão mudou — dizem os que ouviram, para um mais agradável.

O Gnome 43 fará sua estreia para valer no Fedora 37, que já está em beta e deve chegar à versão estável no final de outubro. Distribuições Linux do tipo “rolling release” devem disponibilizá-lo antes. Aos curiosos, dá para baixar a imagem do Gnome OS e rodá-la virtualizada no Boxes. Via Gnome (em inglês).