HalloApp: o segundo ato de um ex-executivo arrependido do WhatsApp

Em maio, um post no Twitter de Neeraj Arora viralizou. No fio, ele contou como foi engambelado por Mark Zuckerberg em 2014, quando o então Facebook comprou o WhatsApp por US$22 bilhões. Neeraj era diretor de negócios do aplicativo de mensagens e esteve diretamente envolvido na venda para o Facebook.

O desenrolar daquela história é conhecido a essa altura: Zuckerberg violou alguns dos compromissos que assumiu em 2014 com os fundadores do WhatsApp, como o de não cruzar dados dos usuários do Facebook com os de outras propriedades, e os fundadores acabaram saindo da empresa enquanto o WhatsApp continuou crescendo até se consolidar como um dos principais motores de comunicação da humanidade.

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Semana passada o Shazam completou 20 anos. Se você fizer as contas, o serviço que reconhece músicas e que hoje pertence à Apple precede os celulares modernos — o iPhone, “marco inicial” dessa fase, foi lançado há 15 anos.

Para celebrar a data, a Apple publicou um punhado de dados interessantes do Shazam, incluindo o seu formato original:

Agosto de 2002: O Shazam é lançado como um serviço de mensagens de texto (SMS) baseado no Reino Unido. Na época, os usuários podiam identificar músicas ligando para “2580” em seus celulares e segurando-os enquanto uma música tocava. Depois eles recebiam uma mensagem SMS dizendo o título e o(a) intérprete da canção.

Relacionado: uma entrevista da Folha de S.Paulo com Chris Barton, fundador do Shazam, que diz que não ficou rico com o aplicativo e agora está trabalhando em um sistema anti-afogamentos para piscinas. Via Apple (em inglês).

Como excluir mensagens automaticamente após um período no WhatsApp e no Signal

Aplicativos de mensagens há muito deixaram de ser meios de comunicação com pessoas conhecidas. Hoje, falamos com fornecedores, restaurantes, encanador, eletricista… pelo WhatsApp. (Em breve, espero, também pelo Signal.)

Essas mensagens muitas vezes são pontuais e não precisam ficar guardadas eternamente no seu celular, ocupando espaço e aparecendo nas pesquisas do histórico de conversas.

Felizmente, é possível configurar WhatsApp e Signal para que tratem toda nova conversa como temporária, ou seja, do tipo que se auto-exclui após um período determinado.

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O LibreOffice 7.4, lançado nesta quinta (18), traz melhorias pontuais nos três principais aplicativos da suíte, como suporte a imagens no formato WebP, opções de hifenização no Writer e extensão do limite de colunas para 16.384 no Calc. Aqui tem as notas da versão.

Nas melhorias e correções gerais, o foco da Document Foundation continua sendo a compatibilidade com arquivos do Microsoft Office. Segundo a fundação:

Os arquivos da Microsoft ainda são baseados no formato proprietário descontinuado pela ISO em 2008, e não no padrão ISO aprovado, de modo que eles escondem uma grande quantidade de complexidade artificial. Isso gera problemas com o LibreOffice, que adota um formato verdadeiramente padronizado (o OpenDocument).

Baixe aqui o LibreOffice 7.4 para Linux, macOS e Windows. Via Document Foundation (em inglês).

O WhatsApp para Windows agora é um aplicativo nativo, o que, segundo a Meta/WhatsApp, proporciona uma “nova experiência para computador” porque aplicativos nativos são “mais confiáveis e mais rápidos” e “projetados e otimizados para o sistema operacional do seu computador”.

Obrigado WhatsApp por nos deixar anos usando um aplicativo (baseado em Electron) não confiável e lento 👍

Baixe o novo WhatsApp na lojinha de apps do Windows. Alguém aí já testou? Via WhatsApp.

A tal atualização do Telegram que iria “revolucionar a maneira como as pessoas se expressam em aplicativos de mensagens” saiu e… bem, acho que Pavel Durov exagerou desta vez: a tal “revolução” são pacotes de emojis animados disponíveis apenas para usuários pagantes.

O enrosco com a Apple se deu porque o Telegram animou os emojis da empresa, que compõem a fonte Apple Color Emoji e são protegidos por direitos autorais, ou seja, o fez sem autorização. Via Telegram, @durov/Telegram (em inglês).

Se o Telegram, um dos dez aplicativos mais populares do mundo, está recebendo este tratamento [da Apple], imagine as dificuldades enfrentadas por desenvolvedores de aplicativos menores.

— Pavel Durov, CEO do Telegram.

O desabafo de Durov diz respeito a uma atualização do Telegram presa há duas semanas no processo de revisão da App Store, da Apple.

Segundo o executivo, é uma atualização que vai “revolucionar a maneira como as pessoas se expressam em aplicativos de mensagens”. É de se duvidar, mas seguimos atentos. Via @durov/Telegram (em inglês).

O WhatsApp agora permite excluir mensagens para todos até 2 dias e 12 horas depois do envio. Bom!

Além disso, Mark Zuckerberg anunciou três novidades que chegarão em breve ao aplicativo, incluindo — finalmente — a opção de ocultar o status “Online”.

As outras duas são a saída de grupos “à francesa”, sem alertar todos os membros, e a proibição de prints em fotos que só podem ser visualizadas uma vez.

O prazo maior para excluir mensagens já está valendo. As três novidades anunciadas por Zuck, ainda não — e nem se sabe quando chegarão. Via @WhatsApp/Twitter, @zuck/Facebook, WABetaInfo (todos em inglês).

Outros jeitos de assistir a vídeos do YouTube

Não sei você, mas eu evito quanto posso o site e os aplicativos oficiais do YouTube. O algoritmo acerta? Sim, mas os riscos não compensam — tanto pelo lado ruim, ou seja, recomendações de vídeos esquisitos, quanto pelo menos ruim, quando você é tragado(a) por vídeos em sequência e só se dá conta após perder um tempão com bobagens.

Lá no YouTube (👀) já dei a dica do Invidious, um front-end alternativo mais leve, privado e sem a maioria dos problemas do front-end oficial.

Hoje, dou mais duas dicas: como rodar os vídeos em aplicativos desktop e como baixá-los para consumo offline. Além de evitar as recomendações do algoritmo, esses outros jeitos de assistir aos vídeos te livram da poluição visual e lerdeza do site do YouTube, dos anúncios e até mesmo do navegador.

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O Winamp 5.9 RC1 Build 9999 já pode ser baixado aqui (apenas para Windows).

É a primeira versão do player de música em quatro anos, um trabalho que envolveu “duas equipes de desenvolvimento e um hiato motivado pela pandemia”, escreveu Eddy Richman no anúncio oficial.

E… bem, apesar da demora, não espere ver muitas novidades. “Ao usuário final”, explica Eddy, “pode não parecer que há uma grande leva de mudanças, mas a maior e mais difícil parte do trabalho foi migrar o projeto inteiro do VisualStudio 2008 para o 2019 e fazê-lo compilar corretamente.”

Ele diz que, feito esse trabalho de base, “agora podemos nos concentrar mais nos recursos, seja corrigindo/trocando antigos ou adicionando novos”.

A nova versão do Winamp — ainda uma “release candidate”, ou seja, não é a versão final/estável — traz pelo menos duas melhorias mais notáveis: suporte ao Windows 11 e à reprodução de streams via https. Há, ainda, um punhado de atualizações e correções de CODECs.

Esta atualização não parece ter relação com o prometido “relançamento” do Winamp envolvendo streaming e NFTs, anunciado em 2021. Alívio para o pessoal prestes a tomar a quarta dose da vacina da covid-19 e que, por qualquer motivo, ainda ouve música por arquivos MP3 — como nos bons tempos. Via Winamp (em inglês).

Achei que a estratégia de lançar aplicativos “lite” para celulares lentos era coisa do passado, mas a Microsoft acabou de soltar o Outlook Lite com 5 MB e a promessa de funcionar bem até em redes 2G. Apenas para Android e em alguns países, Brasil entre eles. Via TechCrunch (em inglês).

O Discord para Android passou a ser desenvolvido em React Native, um framework para desenvolver aplicativos multiplataforma criado pela Meta (sim, a do Facebook e Instagram).

Até aí, tudo bem. O problema é que os usuários detestaram a nova versão. No subreddit do Discord o carinho da torcida está intenso.

A ideia desses frameworks multiplataforma é otimizar o trabalho. Em vez de criar dois apps, um para Android, outro para iOS, com eles é possível escrever apenas um código e, com modificações mínimas, compilar aplicativos para dois ou mais sistemas.

O aplicativo do Discord para iOS já era feito em React Native. O do Android, com ferramentas nativas, usadas para criar apps somente para Android. Isso tornava o desenvolvimento do app para iOS mais ágil e gerava retrabalho — tudo o que era feito em um não podia ser reaproveitado no outro.
A adoção do React Native resolve esse problema dos engenheiros e programadores, mas cria outro para os usuários: o novo aplicativo parece bem pior.

Quando algo assim acontece, é raríssimo que a empresa volte atrás — há muito investimento de tempo e trabalho nessas transições.

No comunicado oficial, que o Discord intitulou “uma empolgante atualização para o Discord no Android”, a empresa afirma que “continuará trabalhando para tornar o app do Android o melhor que ele pode ser”. Via Discord, @sandofsky/Twitter (ambos em inglês).

AppJusto e o desafio de um delivery justo, com Rogério Nogueira

Neste Guia Prático, Rodrigo Ghedin e Jacqueline Lafloufa recebem Rogério Nogueira, co-fundador do AppJusto, plataforma de delivery e entregas que — como o próprio nome diz — se posiciona como uma alternativa mais justa a todos os envolvidos: restaurantes, entregadores e consumidores. Quais os diferenciais do AppJusto? E para concorrer com o iFood, como faz? Modelos de investimento coletivo, como o adotado pelo AppJusto, podem funcionar em larga escala? Ouça e descubra.

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Print do aplicativo da Netflix para iPadOS, exibindo a mensagem: “Você está prestes a sair do aplicativo e acessar um site externo. A transação não será realizada com a Apple.”
Imagem: Netflix/Reprodução.

O aplicativo da Netflix para iOS e iPadOS passou a incluir um link externo (na web) para contratação do serviço.

Em setembro de 2021, a Apple foi obrigada pela Justiça dos Estados Unidos a permitir esse movimento dos chamados “aplicativos leitores”, aqueles que oferecem um ou mais dos seguintes tipos de conteúdo digital como principal funcionalidade: revistas, jornais, livros, áudio, música ou vídeo.

Antes disso, aplicativos leitores tinham que dividir a receita das assinaturas com a Apple, o que levava muitos deles — como o da Netflix — a simplesmente não oferecem a opção de pagamento pelo app do iOS/iPadOS.

O link externo é fornecido por uma API da Apple. Ao tocar nele, antes de chegar ao destino (um site), o iOS/iPadOS exibe uma mensagem padrão (imagem acima cortesia do MacMagazine). Via 9to5Mac (em inglês), MacMagazine.

Antecipando-se ao Digital Markets Act (DMA), o Google anunciou que permitirá o uso de sistemas de pagamento alternativos a aplicativos (e só, não vale para jogos) na região da União Europeia. Nesse arranjo, os aplicativos terão que pagar uma taxa apenas três pontos percentuais abaixo da cobrada pelo Google em seu sistema de pagamento próprio.

O percentual é similar ao que a Apple descontando nos locais e circunstâncias em que tem sido obrigada a abrir a App Store para sistemas de pagamento alternativos, como para os apps de namoro na Holanda (de 30% para 27%) e para todos na Coreia do Sul (de 30% para 26%). Nesses termos, não parece uma saída vantajosa… Via Google, Apple (2) (todos em inglês).