Adam Mosseri, diretor responsável pelo Instagram na Meta, anunciou algumas novidades para a plataforma. A principal? Conteúdo original terá maior peso no algoritmo do feed.

Com a mudança, o Instagram mira os vídeos do TikTok repostados no Reels, nome que o recurso clonado da rede chinesa ganhou no Instagram.

E a ironia dessa história, talvez você já tenha sacado, é que a cópia do TikTok está menos tolerante com conteúdo copiado do TikTok. Via @mosseri/Twitter (em inglês).

Netflix e a impossibilidade de negócios sustentáveis

Em março de 2017, o perfil oficial da Netflix no Twitter publicou que “amor é compartilhar uma senha”. Não era só uma piada do social media. Pouco menos de um ano antes, em julho de 2016, a empresa havia dito ao Business Insider que seus assinantes podiam “usar suas senhas da maneira que quisessem”, desde que não as revendessem.

A Netflix sempre tratou de forma permissiva o compartilhamento das suas senhas. Enquanto outras empresas que trabalham com assinaturas, como o Spotify, são bem rigorosas com quem pode e quem não pode usufruir do acesso compartilhado, a Netflix, como as declarações acima atestam, até incentivava esse comportamento. Era uma farra.

Uma farra está com os dias contados.

(mais…)

Brasileiros usam “carteiraço da LGPD” para dar o troco em spam no WhatsApp

Brasileiros usam “carteiraço da LGPD” para dar o troco em spam no WhatsApp, por Gabriel Daros no Uol Tilt:

O programador porto-alegrense Fernando Dandrea, de 29 anos, não tem ideia de como seus dados foram parar na mão da imobiliária Urban Company. Mas, quando recebeu a mensagem de um vendedor no WhatsApp, ele sabia exatamente como reagir. Exigiu ser informado quem havia autorizado aquele contato. E arrematou: “Solicito saber nos termos da Lei 13.709, LGPD: como obtiveram os dados e quais são eles?”

O vendedor até tentou contornar, com respostas vagas, mas acabou pedindo desculpas e desaparecendo.

[…]

No artigo 18, a LGPD diz que o titular dos dados poderá a qualquer momento solicitar a eliminação dos dados pessoais coletados, mesmo que a coleta tenha sido feita com consentimento.

Segundo Bruno Bioni, diretor do Data Privacy Brasil, a prática do “carteiraço” é válida, e não depende da intermediação de uma outra instituição para a exigência destes dados.

O Google lançou emblemas para extensões que atendam a certos critérios na Chrome Web Store. O objetivo, segundo a empresa, é facilitar aos usuários a descoberta de ótimas extensões e dar reconhecimento a quem as cria.

São dois emblemas: o de destaque (“featured”), concedido a desenvolvedores que seguem boas práticas de programação e as diretrizes de apresentação da loja, e o de editor estabelecido (“established publisher”), concedido a quem tem a identidade verificada pelo Google e um bom histórico de relacionamento com a empresa.

O Firefox já oferecia essa funcionalidade há tempos. Via Google (em inglês).

Parece que todo mundo resolveu virar as costas ao AMP, o cavalo de Troia do Google para dominar a web. Brave e DuckDuckGo anunciaram que vão bloquear páginas AMP e redirecionar os usuários às versões convencionais dos sites que ainda usam a tecnologia.

É uma boa medida, ainda que tardia. O próprio Google meio que desistiu do AMP no final de 2020, quando o formato deixou de ser condição para um site ter destaque nos resultados do buscador. Desde então, várias grandes publicações abandonaram o barco.

Para quem usa Firefox ou Safari, existem extensões para ignorar as páginas AMP — Redirect AMP to HTML (gratuito) para o Firefox, e Amplosion (R$ 16,90) e Overamped (R$ 10,90) para o Safari. Se você usa Chrome, deveria considerar outro navegador. Via WP Tavern (em inglês).

Post livre #313

Toda semana, o Manual do Usuário publica o post livre, um post sem conteúdo, apenas para abrir os comentários e conversarmos sobre quaisquer assuntos. Os comentários fecham segunda-feira ao meio-dia.

Nesta, por conta do feriado de Tiradentes, que cai na quinta (21), antecipei em um dia a abertura do post.

Nos últimos dias, três unicórnios brasileiros demitiram em massa.

O QuintAndar, que em agosto de 2021 levantou US$ 120 milhões na mesma rodada que em maio havia injetado US$ 300 milhões na empresa, mandou embora 4% da sua força de trabalho, segundo a própria empresa em resposta a rumores de que 20% dos funcionários haviam sido demitidos.

Na segunda (18), foi a vez da Loft, que atua no mesmo setor e concorre com o QuintoAndar. A empresa, que levantou US$ 425 milhões em março de 2021 — um recorde brasileiro à época —, demitiu 159. Em nota, a empresa afirmou que as demissões foram consequência da integração com a CrediHome, adquirida pela Loft oito meses antes.

E a Facily, uma plataforma de e-commerce social que em dezembro levantou US$ 135 milhões, demitiu em massa também. O número exato ainda não é conhecido, mas já rola no LinkedIn uma planilha com informações de contato dos profissionais mandados embora que, até o momento, contém 85 nomes. Via Estadão, InfoMoneyNicole Oliveira/LinkedIn.

Atualização (12h05): Segundo o Startups, 30% dos funcionários da Facily (260 pessoas) foram demitidos.

A portaria 167 da Receita Federal, publicada no Diário Oficial da União nesta terça (19), autoriza o Serpro a vender dados pessoais sob a guarda da Receita para terceiros. Se nada mudar até lá, a medida passa a valer em 1º de maio.

Entre os dados possíveis de serem vendidos estão alguns considerados sensíveis e que, se frutos de vazamento, devem ser comunicados às autoridades, segundo a LGPD. Coisas como e-mail, telefone, CPF e CNPJ. A lista completa é quilométrica e está anexada à portaria.

No mesmo dia, o deputado federal André Figueiredo (PDT-CE) deu entrada em um projeto de decreto legislativo na Câmara para sustar os efeitos da portaria. Ele alega que a decisão da Receita Federal fere a LGPD e o inciso X do artigo 5º da Constituição, e que falta transparência quanto ao modo como a venda de dados pelo Serpro será feita. Via Convergência Digital, Capital Digital.

A Netflix esperava ganhar 2,5 milhões de novos assinantes no primeiro trimestre de 2022. Perdeu 200 mil. Foi a primeira retração da base de assinantes desde 2011. Não só: a previsão para o próximo trimestre é de nova retração, uma perda de 2 milhões de assinantes.

Parece, afinal, que a Netflix bateu no teto. E isso não vai sair barato para os usuários — literalmente.

Na conversa com investidores após a divulgação do balanço, Reed Hastings, CEO da empresa, sugeriu a criação de um plano mais barato sustentado por anúncios, similar ao que a HBO Max oferece nos Estados Unidos.

Reed também falou do compartilhamento de senhas, que a Netflix começou a atacar. Hoje, a empresa tem 222 milhões de assinantes pagantes e outras 100 milhões de casas usam senhas compartilhadas pelos assinantes (leia-se: sem pagar nada). A Netflix já está testando uma cobrança adicional para essa galera que não paga pelo acesso.

O compartilhamento de senhas é um dos motivos apontados pela empresa para justificar a retração. O acirramento da competição no setor de streaming nos últimos três anos e os “macro-fatores”, como a pandemia, a guerra da Ucrânia e a inflação, também são citados na carta aos investidores.

As ações da Netflix despencaram 25% nas negociações pós-pregão. Via Netflix (PDF), CNBC (ambos em inglês).

Na última quinta (14), a Meta anunciou uma grande atualização do WhatsApp: as comunidades, recurso que agrega grupos em HUBs e permite disparar mensagens para até ~2,5 mil pessoas de uma só vez.

A empresa reafirmou o compromisso feito ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), de não alterar o funcionamento do WhatsApp até as eleições deste ano. No Brasil, as comunidades só chegarão depois de outubro, quando ocorre o pleito.

Jair Bolsonaro (PL), candidato à reeleição presidencial, não gostou da exceção feita ao Brasil. “É inadmissível, inaceitável, e não vai ser cumprido”, disse em uma motociata em São Paulo, na sexta (15). No dia seguinte, o presidente disse que solicitaria uma reunião com o WhatsApp.

Do outro lado, o Ministério Público Federal (MPF) quer adiar ainda mais as comunidades do WhatsApp. Em um ofício do órgão enviado ao WhatsApp e obtido pela Reuters, o MPF sugeriu a possibilidade de deixar as comunidades no Brasil para 2023.

O MPF citou expressamente os eventos de 6 de janeiro de 2021 nos Estados Unidos, quando, incitada pelo então presidente norte-americano, o republicano Donald Trump, uma turba invadiu o Capitólio, causando ferimentos e mortes.

O WhatsApp tem dez dias para responder o questionamento do MPF.

Em nota à Reuters, o WhatsApp esclareceu que a decisão de congelar novas funcionalidades antes do fim das eleições brasileiras de 2022 não é fruto de um acordo com o TSE, mas sim uma iniciativa da empresa. Via LABS News, O Globo.

China vai regular tipografias cafonas nos meios de comunicação

por Shūmiàn 书面

Ganhou uma bolada quem apostou que iria para frente aquela proposta apresentada durante as Duas Sessões sobre a regulação de tipologias cafonas.

A SixthTone chamou a atenção nesta semana para uma campanha governamental, iniciada no começo do mês, com o objetivo de promover a autorregulação no uso de caracteres chineses pelas empresas de rádio, televisão e internet. O alvo da regulação seriam fontes que apresentam caracteres despadronizados, feios ou estranhos, ou que violem as normas, significados culturais e padrões estéticos dos caracteres chineses.

Ainda segundo a SixthTone, embora especialistas ressaltem que deve haver algum espaço para a liberdade artística na tipografia, a proposta parece ter agradado netizens, especialmente aqueles que valorizam a preservação da cultura tradicional chinesa.


A Shūmiàn 书面 é uma plataforma independente, que publica notícias e análises de política, economia, relações exteriores e sociedade da China. Receba a newsletter semanal, sem custo.

Demorou, mas enfim o aplicativo oficial do Mastodon chegou ao Android. O aplicativo é bem parecido com a versão para iOS, lançada em julho de 2021.

Feito para usuários iniciantes no fediverso, o ambiente descentralizado onde o Mastodon foi construído, o aplicativo oficial é criticado por usuários de longa data por ocultar algumas características avançadas da plataforma, como o feed da instância.

Para quem está chegando agora, porém — e parece ser bastante gente, preocupada com a possibilidade de Elon Musk adquirir o Twitter —, o app é uma introdução suave e bem feita ao universo do Mastodon.

Encontre o aplicativo aqui. (Se você usa iPhone, o link é este.) Via @Gargron@mastodon.social.

O Twitter optou por não ceder — ao menos, não sem lutar — à investida de Elon Musk para adquirir 100% da empresa por US$ 43 bilhões e torná-la privada outra vez.

Na sexta-feira (15), o conselho de administração do Twitter votou por unanimidade a favor do uso da “poison pill” (“pílula venenosa”, em tradução livre) para dificultar a vida de Musk.

A “poison pill” é um mecanismo de defesa contra aquisições hostis previsto no estatuto de empresas listadas na bolsa. Ao engolir a pílula envenenada, as regras acionárias mudam.

Se um indivíduo ou grupo adquirir mais de 15% das ações do Twitter no mercado aberto, ou seja, sem o aval do conselho, outros acionistas ganharão o direito de comprar ações com desconto.

Essa manobra compra tempo para o conselho negociar a aquisição com o proponente da aquisição hostil e encarece o prêmio sobre o valor das ações que ele teria que desembolsar para comprar toda a empresa.

A “poison pill” do Twitter tem validade até 14 de abril de 2023. Via Seu Dinheiro, Valor Investe.

O varejo brasileiro é digital. Levantamento feito pela repórter Daniele Madureira, da Folha de S.Paulo, a partir dos balanços financeiros de grandes varejistas nacionais, constatou que elas já vendem mais pela internet do que nas lojas físicas:

  • Via (Casas Bahia e Ponto): 59% das vendas no digital;
  • Magazine Luiza: 71%; e
  • Lojas Americanas: 76%.

Apesar disso, as lojas físicas ainda são importantes pela logística, como ponto de apoio e até para emanar confiança aos consumidores. Tanto que, nesse mesmo período, as varejista continuaram abrindo novas lojas físicas.

Esse caldeirão do novo varejo brasileiro ainda tem outros ingredientes importantes, como o WhatsApp, os marketplaces e a pandemia. Via Folha de S.Paulo.

Como fazer transcrição de áudio e gerar legendas de forma rápida e 100% online

por Manual do Usuário

* Este é um post patrocinado. Leia o nosso compromisso ético.

A Reshape é uma plataforma online de inteligência artificial para geração de transcrições de áudios, legendas de vídeos e traduções. A forma mais prática e rápida para deixar seus conteúdos mais acessíveis e prontos para serem consumidos em diversos idiomas.

Além da converter áudio ou vídeo em texto de forma automática e um editor interativo para você realizar qualquer tipo de ajuste dentro do seu navegador, a Reshape também oferece o serviço de revisão humana com uma equipe especializada pronta para revisar suas transcrições, legendas e traduções, com controle de qualidade rigoroso, seguindo as melhores práticas textuais e de legendagem e acurácia de até 99%.

A Reshape possui integração nativa com os principais provedores de hospedagem de conteúdos (Vimeo, YouTube, Kaltura, Vzaar, entre outros). Os conteúdos são sincronizados para a plataforma e as legendas são remetidas para os respectivos vídeos de forma automatizada. Tudo de maneira simples e sem necessidade de esforço técnico.

Explore todo o potencial dos seus conteúdos com a Reshape

Transcreva anotações, entrevistas e aulas gravadas sem dificuldades com a Reshape. Encontre qualquer trecho em horas de gravações de maneira rápida e fácil. Utilize todo o poder da IA para criar transcrições, legendas e expandir seus conteúdos para novos formatos. Ideal para aulas online, dissertações, entrevistas, palestras, podcasts, reuniões, seminários e webinars.

Crie sua conta agora e experimente 30 minutos grátis. Você ainda pode economizar 20% na compra de qualquer plano disponível no site utilizando o cupom MANUALDOUSUARIO20.