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Netflix testa cobrança de taxa extra para quem compartilha senhas

A Netflix anunciou que fará um teste no Chile, Costa Rica e Peru em que oferecerá uma opção de cobrança extra para quem compartilha a senha de contas Padrão e Premium com pessoas que não moram na mesma residência.

Segundo a empresa, o “super popular” compartilhamento de senhas também “criou alguma confusão em relação a quando e como a Netflix pode ser compartilhada”. Os termos de uso especificam que a senha do serviço “não [pode] ser compartilhados com pessoas de fora da sua família”.

A adição de usuários externos terá um custo menor e poderá ser convertida numa assinatura à parte no futuro, mantendo o histórico, listas e recomendações personalizadas.

A Netflix sempre fez vista grossa para o compartilhamento de senhas e há registros de declarações positivas à prática do CEO, Reed Hastings. Mas a realidade bate à porta: em 2021, a Netflix registrou o menor crescimento desde 2015, reflexo do arrefecimento da pandemia e do aumento da concorrência no setor.

Não há previsão de quando ou mesmo se esse novo modelo será oficializado e expandido para outros países. Via Netflix (em inglês).

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4 comentários

  1. Li que essa medida vai verificar o IP do usuário para solicitar uma espécie de e-mail de verificação e podendo incorrer na cobrança destas taxas extras, bloqueando o IP anterior após a nova autenticação. Me parece uma forma bem pouco eficiente de monitorar esse tipo de compartilhamento, pois mesmo que estejam falando apenas do IP do roteador da residência (não vou nem entrar no mérito de que cada smartv e celular tem o seu próprio), quase nenhuma casa no Brasil trabalha com IP dedicado e basta uma queda de energia para que mude o endereço do mesmo.

    Fora o fato de como alguém já levantou, e as pessoas que viajam por aí e querem assistir no seu celular em outro lugar, ou usando um chromecast na casa de alguém? Sei não, faltou esclarecer melhor isso. Só as ressalvas técnicas e a antipatia da medida, somados ao fato de que o Netflix é disparado o streaming mais caro dentre os mais populares, pode resultar numa repercussão bem negativa entre os usuários, sem contar as desistências.

    1. Não será só pelo IP, mas mesmo o IP tem características que permitem determinar a localização aproximada do acesso mesmo no caso de IPs dinâmicos — a maioria, como você bem observou.

      No mais, a Netflix também avalia outros sinais, como os identificadores dos dispositivos usados para a conexão. Isso provavelmente permitirá o uso sem sustos durante viagens, mais ou menos como os cartões de crédito “sabem” (mais ou menos) quando você está viajando ou quando seu cartão foi clonado/usado indevidamente em outra região.

  2. Posso estar falando besteira, mas creio que há também a concorrência com “não oficiais / pirataria” também.

    No Brasil (não sei em outros países, mas chuto alguns na AL também), há ofertas de serviços não oficiais, incluindo até pacote com sistemas de transmissão via IPTV. O custo fica equivalente a Netflix, ainda com a vantagem de ter um catálogo maior (o não oficial soma ofertas de programas de boa parte dos serviços por assinatura atuais, sem a barreira da empresa).

    Talvez isso também seja um motivo do teste não ser aqui – se houver isso por aqui, debanda a Netflix do país, e as pessoas migram para os não oficiais.

    1. Exatamente. O aumento de preços eventualmente vai ser o calcanhar de Aquiles da Netflix, ainda mais em paises pobres como o Brasil. Eu atualmente assino 4 outros serviços de streaming que juntos não dão o valor da Netflix sozinha. Creio que se a gestão do serviço continuar assim, em alguns anos ele vai começar a ruir e talvez ser comprada por uma empresa maior, tipo Microsoft.

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