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Os preços do iPhone 5s e 5c no Brasil são assustadoramente caros

Os preços do iPhone 5s no Brasil assustam.
Foto: Apple/Reprodução.

O lançamento oficial dos novos iPhones no Brasil será na sexta-feira, mas os preços do iPhone 5s e 5c já foram revelados. Prepare-se: eles são assustadoramente caros.

A tabela foi divulgada pela TIM e ratificada pela Saraiva — que já tirou do ar a página onde ela aparecia. Confira:

  • iPhone 5c (16 GB): R$ 1.999
  • iPhone 5c (32 GB): R$ 2.399
  • iPhone 5s (16 GB): R$ 2.799
  • iPhone 5s (32 GB): R$ 3.199
  • iPhone 5s (64 GB): R$ 3.599

Talvez algum esteja escapando da minha memória, mas não me lembro de outro smartphone recente, com exceção do iPhone 5 de 64 GB vendido diretamente pela Apple, que tenha chegado aos R$ 3.000.

O Felipe fez as contas e o aumento no preço do iPhone 5s em relação aos valores cobrados no lançamento do modelo anterior, o iPhone 5, ultrapassa a valorização do dólar no período. A variação fica entre 16,7% e 20%, enquanto a moeda estrangeira, normalmente apontada como culpada pelos valores salgados dos gadgets por aqui em conjunto com os impostos, subiu 11% no mesmo período.

Comparar os novos preços com os dos iPhone 5 é um exercício curioso:

Gráfico com preços de iPhone no Brasil.

Haverá festas de lançamento em shoppings à meia noite de quinta para sexta-feira, com distribuição de brindes e ofertas especiais para os corajosos que enfrentarem fila para pagar tão caro por um smartphone. Os locais podem ser vistos no Giz.

A perspectiva de que os estoques iniciais, provavelmente limitados, deverão sumir em poucas horas tem respaldo nos modelos anteriores. Todo ano o iPhone chega aqui mais caro, todo ano a história se repete. É aquela velha questão: enquanto houver quem pague, por que fugir dessa precificação maluca? Comentamos isso, aliás, no último podcast.

Uma das alternativas a pagar tão caro em um iPhone novo é trazer de fora. Com a questão do 4G, não é todo iPhone que é compatível com a infraestrutura brasileira — embora no 3G qualquer um funcione sem problemas. Mesmo que o 4G não seja um fator importante para você no momento, a diversidade de modelos de um mesmo iPhone afeta a garantia: a Apple local só presta suporte aos modelos que são comercializados aqui. O MacMagazine explica bem quais países vendem o mesmo iPhone vendido no Brasil e que, portanto, pode recorrer à garantia local.

Além de comprar de fora, uma última saída para quem não considera um Android ou Windows Phone no bolso é apelar para modelos usados de iPhone 5. O hardware é virtualmente o mesmo do iPhone 5c, ou seja, ainda tem fôlego para gastar, e de segunda mão os valores ficam mais digeríveis. E, questão de gosto, o visual do iPhone 5 para muita gente é mais bacana que o do 5c. (Eu também acho!)

Foi isso o que fiz para ter um “iPhone da redação”:

O iPhone da redação.
Foto: Rodrigo Ghedin.

22 comentários

  1. Só uma coisa,ta foda ser brasileiro..onde chegamos a discutir o valor de um aparelho como qualquer outro. Penso que quem quiser gastar o que tem ou não pra adquirir certo produto que o faça e foda-se! A verdade é que dinheiro é dinheiro e o sistema ja corrompeu a classe jobs.Basta nos contentar e cada um gastar com o que lhes convém.Peace.

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        1. Que tal pegar um pouco leve? Só pq o cara quer um iPhone e está disposto a pagar os absurdos preços praticados aqui, não quer dizer automaticamente que é um imbecil. Cada um com suas prioridades. Claro que alguns vão ser imbecis, mas outros simplesmente gostam do sistema e estão dispostos a pagar mais por isso.

          Eu realmente queria comprar um 5C. Gostei bastante do visual, gosto mais do iOS que o Android que uso hoje, etc. Mas não nesses preços. Não por um celular do ano passado.

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          1. Você não deve ter entendido que é, em grande parte, por causa de pessoas assim que a Apple, Sony e outras empresas exploram o resto dos consumidores brasileiros. Isto é, uma minoria que quer esbanjar dinheiro prejudica a maioria que deseja preços justos.

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  2. Ostentação, absurdo, falta de noção. Junção de tudo isso (e mais) faz com que o mundo ache que nós brasileiros somos muito ricos (ou muito trouxas). Enquanto isso, tô aqui feliz pois adquiri um Galaxy S4 4G novo por R$ 1.200,00.

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  3. Já vi pesquisas acadêmicas que indicavam uma valorização da exclusividade na sociedade brasileira acima da verificada nas outras sociedades. Explico-me: o grau de satisfação na posse de um determinado bem é maior quando for um bem que poucos possuem. E, curiosamente, a diferença entre ter e não ter, é menor do que entre ter com exclusividade e ter quando todo mundo tem. Colocando em números para ilustrar, supondo que o nível de satisfação de uma pessoa seja 2. Quando ela adquire o bem esse nível aumenta para 10, mas apenas se só ela tiver esse bem (ou um grupo reduzido, uma “elite). Agora se for um bem que todo mundo tem, o nível de satisfação aumenta apenas para 4. Esse fenômeno de se sentir melhor quando você tem uma coisa que poucos possuem é comum do ser humano, ocorre em todas as sociedades, em menor ou maior grau, mas na sociedade brasileira essa grau é mais elevado. Talvez isso justifique um pouco a tendência do brasileiro de aceitar pagar mais caro por bens de consumo. Nesse sentido, para o brasileiro quanto mais caro melhor, já que menos pessoas terão e com isso ele se sentirá mais satisfeito.

    Agora deixando as pesquisas acadêmicas de lado, pensem um pouco. Se o iPhone 6 fosse lançado no Brasil por um preço muito abaixo de todos os outros iPhones. R$ 1.000, por exemplo. Quantos donos de iPhone ficariam incomodados com esse preço baixo porque agora “a massa” poderia ter iPhone e este deixaria de ser um símbolo de status?

    Lembram da gritaria dos donos de iPhone quando o Instagram foi lançado pra Android?

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    1. Exato, o brasileiro ama a sensação de exclusividade, vide várias figuras que temos por aí (me desculpem citar a recente piada, mas o ‘Rei do Camarote’ deixa isso explícito), e, infelizmente, é algo que praticamente se aprende na cultura e dificilmente será retirado. E é justamente disso que as empresas se aproveitam.

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    2. Rogério, corretíssimo. Agora você como Economista ainda deve pensar: Mas este efeito é ruim para a sociedade como um todo? E como economista também deve ter a resposta. Sim.
      Isto cria um efeito indexador na economia como um todo.
      Exemplo: Os preços dos imóveis dispararam, basicamente tudo inflou. Além da pressão de demanda há a pressão indexadora. Ou seja, pessoas ligadas ao mercado imobiliário lucraram mais, estas por sua vez consomem mais, que por sua vez aumenta a demanda. Por outro lado, as pessoas que não estavam ligadas ao mercado imobiliário notou que quem estava ligado ao setor passou a ganhar mais do que ganhava no passado e novamente este terceiro aumentará seus preços para se equiparar ao setor imobiliário, pois se no passado com a renda deste terceiro ela podia comprar 1 casa com os rendimentos de 1 ano de trabalho, ela ainda irá querer comprar esta mesma casa pelos rendimentos de 1 ano de serviço.
      E o que isto tudo tem a ver?
      Estes efeitos são visto por aí das mais variadas formas. Agora que a Sony se achou no direito de descaradamente por seu PS4 ao preço de 4.000,00 e dizer que a culpa é dos impostos (mentira!). A Samsung havia subido o preço do S4 no lançamento, as montadoras de carros passaram a aumentar periodicamente seus veículos, toda economia está sendo descaradamente inflada, e por conta de um governo incompetente e cidadãos ignorantes temos esta beleza de país.
      Nos Estados Unidos a grande maioria do povo boicota um produto quando percebe inconsistência no preço, isto favorece a concorrência pois serão mais valorizados. Na Brasil, concorrentes sem nome são desprezados e por isto empresas competentes como a Positivo sofrem, não vendem e não lucram e não tem caixa para investir em P&D e melhorar seus produtos a ponto de competir mundialmente.
      É Obrigado Dona Dilma
      Obrigado também as pessoas que estiveram tomando conta deste país desde os primórdios que sempre se preocuparam com o enriquecimento próprio as custas de grande massa de brasileiros.
      No meu ponto de vista o Brasil não tem jeito!

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  4. Vou pra fila vender meu pendrive de 16 GB por 300 reais. 25% de desconto.

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  5. A questão é simples: A Apple não quer vender iphone 5S no Brasil. Ela quer apenas desovar os estoques de 5c que estão encalhados pelo resto do mundo.

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  6. Eu entendo que eles vendem caro porque pagamos, a questão é o porquê nós pagamos esse preço e outros países não. Será que nossa cultura de ostentação é muito maior que dos demais países? Ou será que as empresas simplesmente aproveitam para botar culpa nos impostos (desculpa que cola com muita gente)?

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