Peritos da PF usam equipamento que quebra senha mesmo com celular desligado
g1.globo.com
Em seu blog, a jornalista do G1 Julia Duailibi diz que a Polícia Federal usa um equipamento que quebra senha mesmo com celular desligado
, o que estaria causando pânico entre os engravatados de Brasília.
Como funciona esta maravilha tecnológica?
A tecnologia da PF não permite meio-termo: ou se extrai tudo, ou nada. Segundo a apuração do blog, os peritos “baixam” o conteúdo integral do dispositivo para depois analisá-lo. Isso significa que conversas, fotos, e-mails e registros antigos, mesmo que não relacionados diretamente ao caso, estarão expostos aos investigadores. É essa devassa total em aparelhos de figuras tão conectadas que explica o clima de terror na capital.
Não explica muita coisa. Palpites?
Até onde eu sei o GreyKey mencionado depende de vulnerabilidades no SO do telefone. Para iOS, por exemplo, parou de funcionar nas versões 18+. O Celebrite funciona da mesma forma, mais ou menos (já sei bem menos sobre esse). Mas ele não funciona direito em iOS 18+ ou que tenham um Secure Enclave forte.
Pra Android é mais ou menos a mesma coisa (depende de vulberabilidade) mas a extração é feita sempre via file-based.
Votos: 0A PF é a única policia do país que pode ter contrato com a israelense Celebritte. Eles estão usando soluções deles para fazer isso.
O G1 publicou uma matéria na sequencia, pra explicar em detalhes:
https://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2026/01/17/como-funcionam-tecnologias-que-extraem-dados-de-celulares-e-que-a-pf-tem-usado-no-brasil.ghtml
Votos: 0Existem equipamentos de manutenção e desenvolvimento de hardware os quais se consegue copiar (ou sobrescrever) o conteúdo dos chips de armazenamento na placa do celular. Eles provavelmente usam isso pra extrair uma cópia do conteúdo, e aí tentam quebrar a criptografia num outro equipamento (uma estação de trabalho ou laptop)
No caso do Android, a criptografia do armazenamento usa um negócio chamado luks, onde você tem uma chave longa que é usada pra criptografar o disco em si. e você tem uma ou mais chaves que são usadas para criptografar a chave de verdade, que são as que a gente digita no aparelho pra desbloquear quando ele liga. Desse jeito o sistema é tão seguro quanto essa chave do usuário (senha/pin) seja complexa o suficiente. Na prática, boa parte das pessoas usa um pin de 4-6 dígitos, que é relativamente tranquilo de quebrar por força bruta, especialmente se foram só dígitos mesmo). Não tenho idéia sobre iOS, mas deve ser algo equivalente.
Votos: 0A única coisa sensata foi ela dizer da gaiola de Faraday para evitar que o aparelho seja resetado/inutilizado remotamente. Os demais, se fosse tão simples, eles teriam usado o mesmo sistema para ler os discos rígidos dos computadores do DD, que foi a TNT de uns 15 anos atrás, uma época pré-Sérgio Moro, que o juiz da vez era o De Sanctis.
Votos: 02008. A capa da Carta Capital sobre as investigações à época: https://sebodomessias.com.br/revista/diversos/carta-capital-ano-2008-n-512-o-dono-do-brasil.
Votos: 0O problema com o Dantas foi mais profundo. Eu me lembro que estava na matemática e fazia um curso de Criptografia RSA na época e ele foi assunto no curso. Ele usava AES256, que até hoje segue intocável.
A PF usou ataque de dicionário contra ele por 6 meses e o FBI ficou 1 ano com os HDS dele e também não conseguiu decriptar.
Acho que hoje em dia, o jeito mais “simples” é por side-channel. Mesmo assim precisa de muita sorte para ter uma implementação capenga (senha fraca ou outra questão).
A promessa é sempre a mesma: “quando vier o computador quântico” …
Votos: 0Eu nunca espero muito de jornalismo não especializado na área de “tecnologia”.
Votos: 0Por isso que acesso sites como o Manual.
Ver toda a mídia mainstream apenas falando como o meta verso era o futuro com jornalistas “especializados” aparecendo com camisetas estampadas e bonecos funko ao fundo me fez desistir de vez.
É como saber quem é que vai falar de futebol quando você vê o jornalista de sapatênis.
Ao mesmo tempo que não duvido que a matéria também pode ser uma isca e provocação, o que imagino é como dito: copia o celular bit a bit e ao invés de tentar quebrar a senha do celular no celular, faz em um computador dedicado a isso.
Quanto a criptografia, imagino que eles tentam replicar os codigos do celular no computador para criar um ambiente próximo ao que o sistema estava originalmente. tipo, copiar o número de série de cada componente e qualque outro código anexo.
Votos: 0Eu lembro de ter ouvido em algum podcast que ele usam uma gaiola de Faraday pra impedir conexão com sinal e coisas do tipo
Votos: 0Foi no Medo e Delírio, ouvi esse episódio hoje mais cedo hehe
Votos: 0A gaiola de Faraday naot explica coisa lalguma. Também ouvi ontem, mas no máximo diz como o download doa dados é protegido de interferências externas. Mas o nó da questão é como o download ey feito com o celular desligado.
Votos: 0A gaiola de Faraday nesse caso, pelo que entendi, é para que caso o dono do aparelho utilize a função de apagar dados do celular remotamente usando a conta google/apple dele.. o celular dentro da gaiola fica sem nenhuma conexão, logo não vai receber esse comando via rede para apagar os arquivos. Dessa forma preservando o conteúdo do aparelho para a polícia conseguir realizar a perícia.
Votos: 0O meu palpite….
Votos: 0Eles copiam o sistema operacional inteiro mesmo com o aparelho desligado, transferem para uma máquina virtual e começam a fazer brute force. Se ocorre algum reset ou bloqueio basta inciar a VM novamente.
Provavelmente é o First Mille, comprado pela Abin no governo Bolsonaro. Todos os celulares tem falhas de segurança que estas empresas exploram.
Votos: 0Tem um vídeo onde ela falou no programa ao vivo, no caso do celular desligado, o nome do programa que ela falou é GrayKey se não me engano.
Votos: 0Se for um desses conhecidos, teria que ser uma nova versão. \*Acho\* que elas não são exclusivas da PF; várias polícias civis têm acesso a essas ferramentas.
Votos: 0Meu palpite é que eles usam força bruta para acessar diretamente o armazenamento do dispositivo, dados RAW. Querem já lidou com recuperação de dados tá ligado nisso. A primeira etapa consiste em extrair bit a bit os dados do dispositivos e uma segunda etapa é discernir que tipos de dados são, por exemplo: imagem, documentos e etc pois eles vêm sem mesmo com extensão dos arquivos
Votos: 0E como quebram a criptografia com o dispositivo desligado? Salvo engano, nesse estado (ou com aquele bloqueio de emergência) a criptografia é mais rígida que a do simples bloqueio da tela.
Votos: 0Assim, a decriptação não faço ideia eu estava falando da etapa posterior KKK
Votos: 0Pensei em algo nesse sentido (aliás, fiz recentemente exatamente esse procedimento), mas, como o Ghedin falou, a questão é a criptografia do boot, né? Essa é mais complicada.
Votos: 0