No final de fevereiro, o Outline.com, site que burla paywalls, saiu do ar. Desde então, tentativas de acesso dão erro, “servidor não encontrado”.

Não que faltem alternativas (aqui tem várias; leia os comentários também), mas o Outline.com era bastante popular e o sumiço do serviço, estranho.

A Netflix anunciou que fará um teste no Chile, Costa Rica e Peru em que oferecerá uma opção de cobrança extra para quem compartilha a senha de contas Padrão e Premium com pessoas que não moram na mesma residência.

Segundo a empresa, o “super popular” compartilhamento de senhas também “criou alguma confusão em relação a quando e como a Netflix pode ser compartilhada”. Os termos de uso especificam que a senha do serviço “não [pode] ser compartilhados com pessoas de fora da sua família”.

A adição de usuários externos terá um custo menor e poderá ser convertida numa assinatura à parte no futuro, mantendo o histórico, listas e recomendações personalizadas.

A Netflix sempre fez vista grossa para o compartilhamento de senhas e há registros de declarações positivas à prática do CEO, Reed Hastings. Mas a realidade bate à porta: em 2021, a Netflix registrou o menor crescimento desde 2015, reflexo do arrefecimento da pandemia e do aumento da concorrência no setor.

Não há previsão de quando ou mesmo se esse novo modelo será oficializado e expandido para outros países. Via Netflix (em inglês).

O Brasil de Fato obteve documentos via Lei de Acesso à Informação que revelam os bastidores da entrada no Brasil da Starlink, o negócio de internet via satélites em órbita baixa da SpaceX, de Elon Musk.

Os documentos apontam que o Ministério das Comunicações pressionou a Anatel para acelerar a liberação da Starlink no país, ferindo a independência e autonomia da agência. Segundo Renata Mielli, da Coalizão Direitos na Rede e do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação, se provada a ingerência do ministério comandado por Fábio Faria, o processo de autorização do direito de exploração dos satélites da Starlink deverá ser refeito. Via Brasil de Fato.

Uma proposta para limitar criptoativos baseados na validação do tipo proof-of-work (PoW), que consome quantidades enormes de energia elétrica, foi rejeitada no Parlamento Europeu nesta segunda (14). A derrota foi de 30 votos contra 23. A proposta é parte do framework Markets in Crypto-Assets (MiCA), que busca regular o mercado de criptoativos nos 27 países do bloco.

As duas maiores criptomoedas do mundo, bitcoin e ether, usam blockchains baseadas em PoW. Estima-se que só o bitcoin consuma o mesmo tanto de energia que a Noruega — se o bitcoin fosse um país, seria o 27º mais gastão do mundo. Via Coindesk, The Verge (ambos em inglês).

Bacana esta iniciativa da Anatel em parceria com universidades públicas. Em dezembro, 745 receptores de TV piratas foram convertidos em minicomputadores e doados a escolas públicas. Teclados e mouses vieram de apreensões da Receita Federal. Via Anatel.

O projeto Além do Horizonte, idealizado pela Receita Federal de Minas Gerais em parceria com a Universidade Federal de Lavras (UFLA) e outras instituições de ensino superior, tem como objetivo dar destinação sustentável a receptores de sinais TV BOX apreendidos pelas ações de fiscalização realizadas pela Anatel, Receita Federal do Brasil e Agência Nacional do Cinema (Ancine).

O Twitter reverteu uma mudança no aplicativo para iOS liberada na última sexta (11) que tirou o poder do usuário de definir a cronológica como padrão.

“Nós ouvimos vocês”, disse a empresa ao anunciar a reversão nesta segunda (14). Com isso, o aplicativo para iOS volta a se comportar como antes, podendo ter a versão cronológica como padrão no lugar da algorítmica — basta tocar no ícone do brilho (✨) e escolhê-la —, e os do Android e web não serão afetados.

Isso não significa, porém, que o Twitter desistiu de mexer na experiência da timeline. Na mesma mensagem, a empresa disse que segue “explorando outras opções”. Via @TwitterSupport/Twitter (em inglês).

A Apple liberou o iOS 15.4 nesta segunda (14). A nova versão traz suporte ao Face ID com máscara (desde que você tenha um iPhone 12 ou mais recente) e novos emojis. O macOS 12.3, também já disponível, traz emojis aos computadores da marca e o Controle Universal, que permite compartilhar mouse e teclado entre Mac e iPad. Os outros sistemas da casa também foram atualizados, sem novidades significativas. Via MacMagazine (2).

O Telegram ganhou mais uma rodada de novidades. Destaques para o gerenciador de downloads completo e a compatibilidade com aplicativos de streaming, como OBS Studio e XSplit Broadcast, que coloca o Telegram na arena de serviços de streaming, como Twitch e YouTube. Via Telegram.

O Vanced, um aplicativo para Android que permite acessar vídeos do YouTube sem anúncios e com outros recursos inexistentes ou exclusivos da versão paga do app oficial, encerrou suas atividades.

Na mensagem publicada no Twitter, a equipe do Vanced não especifica o motivo. Especula-se que tenha sido por pressão dos advogados do Google/YouTube.

Em outra mensagem, o perfil diz que a atual e última versão do Vanced continua funcionando muito bem, e continuará “até ficar datada em mais ou menos dois anos”.

O perfil ainda indica uma alternativa: o YouTube Premium (pago; R$ 20,90 no Brasil). É uma opção. Outra é o New Pipe. Via @YTVanced/Twitter (2) (3) (em inglês.)

O Twitter alterou o funcionamento da tela inicial do seu app para iOS, tornando impossível definir a timeline cronológica como padrão. Agora, o botão das estrelinhas (✨) ativa uma nova aba de “Últimos posts” (cronológica), que fica ao lado da “Home” (algorítmica), que continua sendo a padrão. Antes, o botão alternava entre elas e mantinha a seleção do usuário. A novidade chegará em breve ao Android e web.

Para quem prefere a timeline cronológica (e/ou manter a sanidade), aplicativos de terceiros são uma boa alternativa, como o TweetDeck(web/computadores), Tweetbot (iOS), Harpy e Fenix 2 (Android). Via @TwitterSupport/Twitter (em inglês).

A Meta abriu uma exceção à diretriz das suas redes sociais que proíbem conteúdo de incitação à violência. Na Rússia e em alguns países do seu entorno, usuários do Facebook e do Instagram agora podem desejar a morte de invasores russos sem que o conteúdo seja vetado pela moderação.

A diretriz também abre espaço para posts que se refiram à morte dos presidentes Vladimir Putin (Rússia) e Alexander Lukashenko (Belarus), aliado do Kremlin e conhecido como o último ditador da Europa.

O e-mail interno, revisado pela Reuters, que deu a notícia em primeira mão, diz que a permissão só se aplica ao exército russo e no contexto da invasão da Ucrânia: “A política de Discurso de Ódio continua proibindo ataques aos russos.” Em nota à Reuters, um porta-voz da Meta reforçou esse aspecto da nova orientação.

A embaixada da Rússia nos Estados Unidos condenou a nova diretriz da Meta e exigiu que o governo de Joe Biden interfira e pare o que chamou de “atividades extremistas” da empresa de redes sociais. Via Reuters (2) (em inglês).

Começa a valer nesta quinta (10) a obrigatoriedade do prefixo 0303 para ligações e mensagens de texto (SMS) de telemarketing ativo, ou seja, prática de oferta de produtos ou serviços por meio de ligações ou mensagens telefônicas, previamente gravadas ou não. Via Agência Brasil.

O iMovie, editor de vídeos super simples da Apple, ganhará dois novos recursos em abril: Magic Movie e Storyboards. O primeiro lembra muito as Memórias do Fotos, presente desde o iOS 10. Ele meio que monta o vídeo automaticamente a partir de vídeos e fotos carregados no projeto. No Fotos, é um negócio mágico. Demorou para aparecer no iMovie, onde ele parece ser mais poderoso, com 20 opções de estilos de vídeo.

Stodyboards são modelos de tipos de vídeos para auxiliar a produção pelo usuário. Parece uma variação mais manual do Magic Movie.

Apesar da boa novidade, não foi desta vez que o iMovie ganhou uma opção de GC (gerador de caracteres) livre. É algo básico, mas ausente no aplicativo e de maneira alguma suficiente para fazer alguém pagar R$ 1,7 mil no Final Cut Pro, o “iMovie Pro” da Apple. Via Apple, Apple Insider (em inglês).

O TikTok lançou uma distribuidora de música digital, a SoundOn. Por ela, músicos podem distribuir seu trabalho nas plataformas da ByteDance — o próprio TikTok, o streaming de música Resso e o aplicativo de edição de vídeo CapCut —, além de plataformas rivais populares, como Spotify, Apple Music e Deezer.

Nas plataformas da ByteDance, os músicos recebem 100% dos royalties. Nas rivais/de terceiros, o repasse é de 100% no primeiro ano e 90% depois.

Além de cuidar da burocracia da distribuição, a SoundOn promete colocar as músicas dos seus representados à disposição da audiência gigantesca do TikTok e do seu poder de viralização. A proposta tem mais apelo junto a músicos novatos.

A SoundOn está disponível no Brasil, Estados Unidos, Indonésia e Reino Unido. Via TechCrunch (em inglês).

Já faz alguns anos que os grupos são o motor de crescimento (ou o que sustenta a relevância) do Facebook. Nesta quarta (9), a Meta lançou novas ferramentas para ajudar os administradores de grupos a fazerem seu trabalho.

A mais interessante é uma opção que, se ativada, rejeita automaticamente publicações dos membros “identificadas como portadoras de informações falsas” pelas agências de checagem de fatos parceiras da Meta. Com isso, a empresa espera reduzir a disseminação de desinformação nos grupos. Via Meta.