O Spotify atualizou seu site Loud & Clear com dados de pagamentos a artistas referentes a 2021. O total pago aumento 40% em relação a 2020, chegando a US$ 7 bilhões, e pela primeira vez mais de 1 mil artistas bateram a marca de US$ 1 milhão em receita no ano, um salto de 20,9% em relação ao ano anterior. Via Spotify (em inglês).

Todos esses dados devem ser encarados com um pé atrás. Afinal, o Spotify é parte interessada em dar a eles uma interpretação favorável e, como sabemos, tem muito artista por aí desanimado com o que recebe das plataformas de streaming

Do arquivo: O árduo caminho entre o meu dinheiro e os músicos em um mundo dominado pelo streaming (4/2021).

A parte de perguntas e respostas traz um debate interessante: o que o Spotify considera artista profissional. O serviço contesta a alegação de que todos os usuários que já enviaram uma música à plataforma, 8 milhões, são profissionais. Usando alguns critérios, como ter pelo menos dez músicas no serviço e o cruzamento de dados com plataformas de ingressos online, a estimativa do Spotify é de que a plataforma hospede 200 mil artistas profissionais.

Essa caracterização aproxima o Spotify do YouTube. E nem sou eu dizendo. Da seção de perguntas e respostas:

É verdade que oito milhões de pessoas já enviaram uma música para o Spotify — mas, da mesma maneira que enviar um ou dois vídeos ao YouTube não significa que essa pessoa esteja tentando ser um youtuber profissional, lançar algumas músicas em Spotify não significa ter uma carreira na música.

Jacson Barros era diretor do Departamento de Informática do DataSUS quando o Ministério da Saúde contratou a Amazon Web Services (AWS) para o armazenamento de dados do DataSUS, em abril de 2020. Em agosto de 2021, Jacson foi exonerado e, um mês depois, reapareceu como Gerente de Desenvolvimento de Negócios Estratégicos da AWS. Via Brasil de Fato.

O Ministério da Economia está preparando uma medida provisória para fechar brechas que marketplaces estrangeiros — AliExpress, Wish, Shein, Shopee e Mercado Livre — usam para não pagarem impostos sobre os produtos vendidos para brasileiros. A ideia é fazer a cobrança direto da fonte, na hora da compra, em vez de fazê-la na alfândega, quando os produtos entram no país, modelo vigente hoje e classificado como ineficiente — há estimativas de que apenas 2% dos pacotes são de fato verificados.

A movimentação ocorre após pressão de varejistas nacionais, como o bolsonarista Luciano Hang, da Havan, e Alexandre Ostrowiecki, presidente da Multilaser. Segundo O Globo, o assunto ganhou status de prioridade na equipe econômica e na Receita Federal. Via O Globo (sem paywall).

Parlamento e Conselho Europeu chegaram a um acordo das regras do Digital Markets Act (DMA), nova legislação criada para frear o domínio e as práticas anticompetitivas das grandes plataformas digitais. Entre as regras, estão a interoperabilidade de aplicativos de mensagens e direito ao consumidor de definir aplicativos e serviços padrões em sistemas operacionais. Essas obrigações serão impostas a empresas com valor de mercado acima de € 75 bilhões ou que tenham receita de pelo menos € 7,5 bilhões no bloco. A punição pelo descumprimento é de multa de 10% da receita global — ou 20%, em caso de reincidência. A previsão é que o DMA comece a valer no final do ano. Via Politico (em inglês), O Globo.

Na Argentina, ainda em fase de testes, o WhatsApp aumentou o tamanho máximo de arquivos que podem ser enviados pelos usuários — de 100 MB para 2 GB. (Não por coincidência, o novo limite é o mesmo existente no Telegram.)

Por ora, usuários argentinos podem enviar arquivos grandes entre si e para pessoas de outros países. Se tudo correr bem, como é de praxe, o novo teto para arquivos será estendido a fotos e vídeos e aos usuários no resto do mundo. Via La Nacion (em espanhol).

O Instagram está liberando novos modos de visualização do feed, ambos apresentados em ordem cronológica:

  • Seguindo (Following): É um feed só com fotos e vídeos de pessoas que você segue, ou seja, sem recomendações do algoritmo.
  • Favoritos (Favorites): É um feed com perfis que você segue e que foram incluídos numa lista de favoritos. Essa lista comporta até 50 perfis e pode ser editada livremente — os perfis adicionados ou removidos não são alertados disso.

A inclusão de perfis aos favoritos também serve de sinal ao algoritmo, que passa a dar um peso maior a esses no feed algorítmico/padrão.

O anúncio da novidade dá a entender que o feed algorítimico/padrão terá ainda mais “recomendações baseadas em seus interesses”.

Para alternar entre os feeds, é só tocar no logo do Instagram no canto superior esquerdo da tela. Quando o recurso for disponibilizado na sua conta, o que deve acontecer ainda nesta quarta (23.mar), uma animação indicará o local. Via Meta (em inglês).

Vez ou outra, o WhatsApp GB, uma variante pirata/alternativa do aplicativo oficial do WhatsApp para Android, volta ao noticiário pelo risco que ensejam de banimento temporário da conta do usuário. Via Núcleo, Folha de S.Paulo, O Globo, G1.

O assunto não é novo. Pelo menos desde 2018 já havia alertas relacionados ao WhatsApp GB, ou GBWhatsApp. E, antes disso, de outros aplicativos similares, como WhatsApp Plus e WhatsApp Holo.

O WhatsApp GB oferece “super poderes”, como ver mensagens e status apagados pelos remetentes, e alguns recursos menos polêmicos, mas inexistentes no aplicativo oficial, como temas visuais diferentes.

O problema é que o WhatsApp/Meta proíbe o uso de aplicativos alternativos para acessar a rede do WhatsApp e ameaça com suspensão aqueles que se arriscam a usá-lo. Deve ser uma dor de cabeça tão frequente que o WhatsApp GB é citado nominalmente na documentação do aplicativo a respeito de banimentos temporários.

Além do risco no uso, a obtenção do WhatsApp GB também é perigosa. O aplicativo não está disponível na Play Store, ou seja, é preciso baixá-lo de sites desconhecidos. Numa dessas, a pessoa interessada pode dar o azar e instalar um aplicativo adulterado/malicioso no celular.

Por tudo isso, e por mais tentador que sejam os recursos exclusivos do WhatsApp GB e de outros aplicativos alternativos, fica o conselho: evite-os.

O YouTube atualizou suas diretrizes de comunidade referentes às eleições de olho nas de outubro, aqui no Brasil. Além de regras que já existiam, como a proibição de certos conteúdos que desinformam — dia e horário de votar errados, quem pode e que não pode candidatar-se etc. —, a plataforma de vídeos do Google anunciou algumas mudanças, com destaque para a proibição de questionar a legitimidade das eleições de 2018, um dos esportes favoritos do atual presidente, futuro candidato à reeleição e usuário assíduo da plataforma de vídeos Jair Bolsonaro (PL). Via YouTube.

A Roku anunciou o OS 11, nova versão do sistema operacional das suas caixinhas de streaming, TVs e caixas de som. A grande novidade é a estreia dos álbuns de fotos. A partir do aplicativo para celular, os usuários podem enviar fotos e vê-las no aparelho e na proteção de tela. Esses álbuns podem ser compartilhados e criados em conjunto com outros usuários.

O OS 11 traz, ainda, novos modos de áudio para as caixas de som da marca, uma nova área de curadoria de conteúdo dos canais mais usados, “O que assistir”, na tela inicial e outras melhorias menores, todas descritas nos links ao lado. O Roku OS 11 será liberado gradualmente “nas próximas semanas”. Via blog da Roku, suporte da Roku (ambos em inglês).

A Apple atualizou o aplicativo do Apple TV+ no Google TV e Android TV e removeu o recurso de aluguel e compra de vídeos. Segundo fontes da Apple que falaram a John Gruber, do blog Daring Fireball, o que motivou tal degradação nesses aplicativos do Apple TV+ foi o fim de um acordo com o Google que isentava a Apple de pagar taxas da Play Store — a mesma que a Apple defende ser válida na sua App Store e arrastou a empresa para uma barulhenta disputa judicial com a Epic Games, do jogo Fortnite.

Até aí, como observa Gruber, tudo certo: a Apple agiu como orienta desenvolvedores insatisfeitos com a taxa da App Store a agir, ou seja, tirou a venda digital de circulação da loja de aplicativos do Google. O problema é que, no lugar dos botões de compra e aluguel, a Apple colocou um tutorial ensinando os usuários a comprarem e alugarem esses itens em seus dispositivos Apple ou na web. As diretrizes da App Store proíbem esse tipo de abordagem. Via FlatpanelHD, Daring Fireball (ambos em inglês).

Nos últimos dias, plataformas digitais anunciaram reajustes nos preços para refletir a inflação e a alta no preço dos combustíveis:

  • 99: Aumento de 5% no preço do quilômetro rodado.
  • iFood: Aumento de 13% na rota mínima (de R$ 5,31 para R$ 6) e de 50% no quilômetro rodado (de R$ 1 para R$ 1,50).
  • Uber: Aumento temporário de 6,5% no preço das corridas.

Os reajustes de 99 e Uber já estão valendo. Os do iFood entram em vigor no dia 2 de abril.

A remuneração de motoristas e entregadores foi apontada como um dos problemas mais graves no relatório da Fairwork. Das seis plataformas analisadas, apenas a 99 garantia o salário mínimo aos trabalhadores. Via LABS.

Saiu melhor que encomenda a pressão que o Supremo Tribunal Federal (STF), via decisões do ministro Alexandre de Moraes, impôs ao Telegram. Ele não só conseguiu estabelecer contato com o aplicativo, como teve as demandas atendidas e excedidas. Leia a íntegra da decisão (PDF).

O Telegram indicou um representante no Brasil, o advogado Alan Campos Elias Thomaz, e informou ao STF uma série de medidas para conter a desinformação na plataforma e colaborar com a Justiça brasileira, como o monitoramento dos 100 canais mais populares (que respondem por 95% das mensagens visualizadas no aplicativo), acordos com agências de checagem nacionais e monitoramento do que a imprensa e o Twitter brasileiros falam do Telegram. Também anunciou mudanças técnicas no app para rotular conteúdos marcados como falsos pelas agências. Via Núcleo, STF.

Por muito tempo, usuários do WhatsApp Web reclamaram da obrigatoriedade de se manter o celular ligado e conectado para conversarem pelo computador. No final de 2021, o WhatsApp liberou uma atualização que dispensava o celular, mas que gerou outros tipos de problemas — piores que o antigo.

O problema é que a mágica ainda está meio capenga. A Naná DeLuca reuniu algumas reclamações típicas do novo WhatsApp Web na Folha de S.Paulo, como a demora para carregar as mensagens ao abri-lo, as mensagens que demoram a aparecer ou nem aparecem e recursos que parecem não funcionar bem, como a prévia de links.

Em nota ao jornal paulista, o WhatsApp disse que está “trabalhando em melhorias para tornar a experiência mais rápida e confiável nesses aparelhos.”

Cuidado com o que desejas… Via Folha de S. Paulo.

O ministro do STF Alexandre de Moraes revogou na tarde deste domingo (20.mar) o bloqueio imposto ao Telegram em todo o país, afirmando que o aplicativo cumpriu as determinações judiciais feitas na véspera — entre elas, indicar um representante no Brasil, bloquear mais canais ligados a Allan dos Santos e apagar uma mensagem do canal do presidente Jair Bolsonaro (PL) do ano passado, que linkava um inquérito sigiloso da Polícia Federal relacionado à invasão hacker ao TSE.

Segundo o G1, Moraes afirmou que o Telegram foi notificado às 16h44 do sábado e, às 14h45 deste domingo, informou ao STF que tinha cumprido as demandas da lista. Via G1, Jornal Nacional.

O CEO do Telegram, Pavel Durov, disse nesta sexta-feira (18) que houve uma “falha na comunicação” com o Supremo Tribunal Federal (STF), o que levou o ministro Alexandre de Moraes a pedir o bloqueio do aplicativo no Brasil.

Na mensagem publicada em seu canal no Telegram, Durov alega ter havido “um problema com e-mails” trocados com o STF, o que explicaria as ignoradas do Telegram às autoridades brasileiras. Em seguida, ele pediu desculpas pela negligência e admitiu que o Telegram poderia ter feito um trabalho melhor.

O CEO do Telegram disse que o mal entendido ocorreu porque o STF usou um endereço antigo, de uso geral, nas tentativas de contato. “Como resultado, não soubemos da decisão no início de março que continha uma extensão de um pedido de bloqueio [de fevereiro, os canais de Allan dos Santos]. Felizmente, encontramos e processamos a ordem, e comunicamos o STF hoje.”

Pavel Durov mandou o manjado “não recebi o e-mail”. Difícil acreditar que o pessoal do Telegram não conheça e não use regras de encaminhamento de mensagens.

Na nota, Durov diz ainda que pediu ao STF para reconsiderar o bloqueio do Telegram por alguns dias, devido aos milhões de brasileiros que confiam no aplicativo. Em troca, prometeu indicar um representante no Brasil e criar um protocolo de reações para futuras questões urgentes como a que ensejou a decisão do bloqueio.

Ele finaliza a nota dizendo estar certo de que, uma vez estabelecido um canal confiável de comunicação, o Telegram estará apto a cumprir ordems de bloqueio e retirada de conteúdo de canais públicos ilegais no Brasil. Disse, ainda, que a guerra na Ucrânia tem sobrecarregado as equipes de moderação de conteúdo há três semanas.

Leia a nota, na íntegra e em inglês, no link ao lado. Via @durov/Telegram (em inglês).