O Instagram está liberando novos modos de visualização do feed, ambos apresentados em ordem cronológica:

  • Seguindo (Following): É um feed só com fotos e vídeos de pessoas que você segue, ou seja, sem recomendações do algoritmo.
  • Favoritos (Favorites): É um feed com perfis que você segue e que foram incluídos numa lista de favoritos. Essa lista comporta até 50 perfis e pode ser editada livremente — os perfis adicionados ou removidos não são alertados disso.

A inclusão de perfis aos favoritos também serve de sinal ao algoritmo, que passa a dar um peso maior a esses no feed algorítmico/padrão.

O anúncio da novidade dá a entender que o feed algorítimico/padrão terá ainda mais “recomendações baseadas em seus interesses”.

Para alternar entre os feeds, é só tocar no logo do Instagram no canto superior esquerdo da tela. Quando o recurso for disponibilizado na sua conta, o que deve acontecer ainda nesta quarta (23.mar), uma animação indicará o local. Via Meta (em inglês).

Vez ou outra, o WhatsApp GB, uma variante pirata/alternativa do aplicativo oficial do WhatsApp para Android, volta ao noticiário pelo risco que ensejam de banimento temporário da conta do usuário. Via Núcleo, Folha de S.Paulo, O Globo, G1.

O assunto não é novo. Pelo menos desde 2018 já havia alertas relacionados ao WhatsApp GB, ou GBWhatsApp. E, antes disso, de outros aplicativos similares, como WhatsApp Plus e WhatsApp Holo.

O WhatsApp GB oferece “super poderes”, como ver mensagens e status apagados pelos remetentes, e alguns recursos menos polêmicos, mas inexistentes no aplicativo oficial, como temas visuais diferentes.

O problema é que o WhatsApp/Meta proíbe o uso de aplicativos alternativos para acessar a rede do WhatsApp e ameaça com suspensão aqueles que se arriscam a usá-lo. Deve ser uma dor de cabeça tão frequente que o WhatsApp GB é citado nominalmente na documentação do aplicativo a respeito de banimentos temporários.

Além do risco no uso, a obtenção do WhatsApp GB também é perigosa. O aplicativo não está disponível na Play Store, ou seja, é preciso baixá-lo de sites desconhecidos. Numa dessas, a pessoa interessada pode dar o azar e instalar um aplicativo adulterado/malicioso no celular.

Por tudo isso, e por mais tentador que sejam os recursos exclusivos do WhatsApp GB e de outros aplicativos alternativos, fica o conselho: evite-os.

O YouTube atualizou suas diretrizes de comunidade referentes às eleições de olho nas de outubro, aqui no Brasil. Além de regras que já existiam, como a proibição de certos conteúdos que desinformam — dia e horário de votar errados, quem pode e que não pode candidatar-se etc. —, a plataforma de vídeos do Google anunciou algumas mudanças, com destaque para a proibição de questionar a legitimidade das eleições de 2018, um dos esportes favoritos do atual presidente, futuro candidato à reeleição e usuário assíduo da plataforma de vídeos Jair Bolsonaro (PL). Via YouTube.

A Roku anunciou o OS 11, nova versão do sistema operacional das suas caixinhas de streaming, TVs e caixas de som. A grande novidade é a estreia dos álbuns de fotos. A partir do aplicativo para celular, os usuários podem enviar fotos e vê-las no aparelho e na proteção de tela. Esses álbuns podem ser compartilhados e criados em conjunto com outros usuários.

O OS 11 traz, ainda, novos modos de áudio para as caixas de som da marca, uma nova área de curadoria de conteúdo dos canais mais usados, “O que assistir”, na tela inicial e outras melhorias menores, todas descritas nos links ao lado. O Roku OS 11 será liberado gradualmente “nas próximas semanas”. Via blog da Roku, suporte da Roku (ambos em inglês).

A Apple atualizou o aplicativo do Apple TV+ no Google TV e Android TV e removeu o recurso de aluguel e compra de vídeos. Segundo fontes da Apple que falaram a John Gruber, do blog Daring Fireball, o que motivou tal degradação nesses aplicativos do Apple TV+ foi o fim de um acordo com o Google que isentava a Apple de pagar taxas da Play Store — a mesma que a Apple defende ser válida na sua App Store e arrastou a empresa para uma barulhenta disputa judicial com a Epic Games, do jogo Fortnite.

Até aí, como observa Gruber, tudo certo: a Apple agiu como orienta desenvolvedores insatisfeitos com a taxa da App Store a agir, ou seja, tirou a venda digital de circulação da loja de aplicativos do Google. O problema é que, no lugar dos botões de compra e aluguel, a Apple colocou um tutorial ensinando os usuários a comprarem e alugarem esses itens em seus dispositivos Apple ou na web. As diretrizes da App Store proíbem esse tipo de abordagem. Via FlatpanelHD, Daring Fireball (ambos em inglês).

Nos últimos dias, plataformas digitais anunciaram reajustes nos preços para refletir a inflação e a alta no preço dos combustíveis:

  • 99: Aumento de 5% no preço do quilômetro rodado.
  • iFood: Aumento de 13% na rota mínima (de R$ 5,31 para R$ 6) e de 50% no quilômetro rodado (de R$ 1 para R$ 1,50).
  • Uber: Aumento temporário de 6,5% no preço das corridas.

Os reajustes de 99 e Uber já estão valendo. Os do iFood entram em vigor no dia 2 de abril.

A remuneração de motoristas e entregadores foi apontada como um dos problemas mais graves no relatório da Fairwork. Das seis plataformas analisadas, apenas a 99 garantia o salário mínimo aos trabalhadores. Via LABS.

Saiu melhor que encomenda a pressão que o Supremo Tribunal Federal (STF), via decisões do ministro Alexandre de Moraes, impôs ao Telegram. Ele não só conseguiu estabelecer contato com o aplicativo, como teve as demandas atendidas e excedidas. Leia a íntegra da decisão (PDF).

O Telegram indicou um representante no Brasil, o advogado Alan Campos Elias Thomaz, e informou ao STF uma série de medidas para conter a desinformação na plataforma e colaborar com a Justiça brasileira, como o monitoramento dos 100 canais mais populares (que respondem por 95% das mensagens visualizadas no aplicativo), acordos com agências de checagem nacionais e monitoramento do que a imprensa e o Twitter brasileiros falam do Telegram. Também anunciou mudanças técnicas no app para rotular conteúdos marcados como falsos pelas agências. Via Núcleo, STF.

Por muito tempo, usuários do WhatsApp Web reclamaram da obrigatoriedade de se manter o celular ligado e conectado para conversarem pelo computador. No final de 2021, o WhatsApp liberou uma atualização que dispensava o celular, mas que gerou outros tipos de problemas — piores que o antigo.

O problema é que a mágica ainda está meio capenga. A Naná DeLuca reuniu algumas reclamações típicas do novo WhatsApp Web na Folha de S.Paulo, como a demora para carregar as mensagens ao abri-lo, as mensagens que demoram a aparecer ou nem aparecem e recursos que parecem não funcionar bem, como a prévia de links.

Em nota ao jornal paulista, o WhatsApp disse que está “trabalhando em melhorias para tornar a experiência mais rápida e confiável nesses aparelhos.”

Cuidado com o que desejas… Via Folha de S. Paulo.

O ministro do STF Alexandre de Moraes revogou na tarde deste domingo (20.mar) o bloqueio imposto ao Telegram em todo o país, afirmando que o aplicativo cumpriu as determinações judiciais feitas na véspera — entre elas, indicar um representante no Brasil, bloquear mais canais ligados a Allan dos Santos e apagar uma mensagem do canal do presidente Jair Bolsonaro (PL) do ano passado, que linkava um inquérito sigiloso da Polícia Federal relacionado à invasão hacker ao TSE.

Segundo o G1, Moraes afirmou que o Telegram foi notificado às 16h44 do sábado e, às 14h45 deste domingo, informou ao STF que tinha cumprido as demandas da lista. Via G1, Jornal Nacional.

O CEO do Telegram, Pavel Durov, disse nesta sexta-feira (18) que houve uma “falha na comunicação” com o Supremo Tribunal Federal (STF), o que levou o ministro Alexandre de Moraes a pedir o bloqueio do aplicativo no Brasil.

Na mensagem publicada em seu canal no Telegram, Durov alega ter havido “um problema com e-mails” trocados com o STF, o que explicaria as ignoradas do Telegram às autoridades brasileiras. Em seguida, ele pediu desculpas pela negligência e admitiu que o Telegram poderia ter feito um trabalho melhor.

O CEO do Telegram disse que o mal entendido ocorreu porque o STF usou um endereço antigo, de uso geral, nas tentativas de contato. “Como resultado, não soubemos da decisão no início de março que continha uma extensão de um pedido de bloqueio [de fevereiro, os canais de Allan dos Santos]. Felizmente, encontramos e processamos a ordem, e comunicamos o STF hoje.”

Pavel Durov mandou o manjado “não recebi o e-mail”. Difícil acreditar que o pessoal do Telegram não conheça e não use regras de encaminhamento de mensagens.

Na nota, Durov diz ainda que pediu ao STF para reconsiderar o bloqueio do Telegram por alguns dias, devido aos milhões de brasileiros que confiam no aplicativo. Em troca, prometeu indicar um representante no Brasil e criar um protocolo de reações para futuras questões urgentes como a que ensejou a decisão do bloqueio.

Ele finaliza a nota dizendo estar certo de que, uma vez estabelecido um canal confiável de comunicação, o Telegram estará apto a cumprir ordems de bloqueio e retirada de conteúdo de canais públicos ilegais no Brasil. Disse, ainda, que a guerra na Ucrânia tem sobrecarregado as equipes de moderação de conteúdo há três semanas.

Leia a nota, na íntegra e em inglês, no link ao lado. Via @durov/Telegram (em inglês).

Cuidado com “VPNs para acessar o Telegram” como forma de burlar o bloqueio do aplicativo determinado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) nesta sexta (18). Dada a natureza de uma VPN, é o tipo de coisa que pode ser uma isca para hacking, golpes e invasões.

Ao conectar-se a uma VPN, todo o tráfego do/para o seu celular ou computador passa por um servidor de terceiro, o da VPN. Alguém mal intencionado poderia interceptar essa conexão e coletar dados ou meta dados. Esta matéria do nosso arquivo explica o que é uma VPN e como ela funciona.

Se for usar uma VPN, use uma conhecida e de boa reputação. Algumas sugestões (a lista não é exaustiva):

  • VPNs confiáveis que oferecem planos gratuitos limitados: ProtonVPN e TunnelBear.
  • VPNs confiáveis pagas: Mullvad, NordVPN e SurfShark.

Surfshark e NordVPN já anunciaram no Manual do Usuário.

Um cuidado, porém: na decisão, o ministro Alexandre de Moraes determinou sações civis e criminais, além de multa diária de R$ 100 mil, a “pessoas naturais e jurídicas que incorrerem em condutas no sentido de utilização de subterfúgios tecnológicos para continuidade das comunicações ocorridas pelo Telegram”.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que provedores do Brasil inteiro bloqueiem o acesso ao Telegram. A Anatel está orientando os provedores. Em caso de descumprimento, essas empresas serão multadas em R$ 100 mil por dia.

A notícia foi apurada em primeira mão pela Rede Globo/G1 e confirmada por outras redações, como CNN e Núcleo. Clique aqui para ler a decisão na íntegra (PDF).

Na decisão, Moraes disse que “a plataforma Telegram, em todas essas oportunidades, deixou de atender ao comando judicial, em total desprezo à Justiça Brasileira. […] o desrespeito à legislação brasileira e o reiterado descumprimento de inúmeras decisões judiciais pelo Telegram, – empresa que opera no território brasileiro, sem indicar seu representante – inclusive emanadasdo SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – é circunstância completamente incompatível com a ordem constitucional vigente, além de contrariar expressamente dispositivo legal”. Via G1, CNN.

Em Curitiba, agora passageiros do transporte público podem pagar a passagem com cartões de débito e crédito e celulares — em todos os casos, por aproximação. O novo método passa a valer nesta sexta (18) nos 22 terminais e nas 335 estações-tubo da cidade e, em um mês, estará ativo dentro dos ônibus, nas 254 linhas da capital.

Na nova modalidade, é cobrada uma taxa extra de despesa bancária de R$ 0,12, ou 2,07% do valor da passagem, de R$ 5,50.

Há menos de um mês, a Urbs, estatal municipal que administra o transporte público em Curitiba, aplicou um aumento de 22% no preço da passagem, o que levou a capital paranaense a ter o transporte público mais caro entre as capitais brasileiras, empatada com o Distrito Federal. Via Prefeitura de Curitiba, Plural.

A Samsung anunciou nesta quinta (17) novas versões dos seus celulares de volume para o mercado brasileiro, Galaxy A53 e Galaxy A33.

É interessante a diferença com que Apple e Samsung tratam suas linhas inferiores. O iPhone SE mais recente recicla um visual de oito anos atrás e apenas atualiza componentes-chaves, como o processador e antenas (5G). O Galaxy A53, por outro lado, tem cara de 2022, com tela grande quase sem bordas e de 120 Hz, 5G e múltiplas câmeras atrás. É um conjunto atraente.

Nesta nova safra de Galaxy A, a Samsung estendeu a longevidade das atualizações prometidas: os dois aparelhos terão quatro do Android e cinco anos das de segurança.

O preço sugerido do Galaxy A53 é de R$ 3,5 mil, mas entre 17 de março (lançamento) e 8 de maio, será vendido por um preço promocional de R$ 2,7 mil — e vai de brinde um par de fones de ouvido Galaxy Buds Live. Será surpresa se a Samsung vender uma unidade que seja desse Galaxy A53 a preço cheio, visto que em dois meses a tendência é o preço de celulares Android despencar no varejo.

O Galaxy A33 chega dia 19 de abril, ainda sem preço definido. Via Samsung.

Quanto vale um “link na bio”? Para o serviço pioneiro do tipo, o australiano Linktree, muito dinheiro. Nesta quarta-feira (16), o Linktree anunciou uma extensão da rodada de investimento série B liderada pela Index Ventures e Coatue Management que injetou mais US$ 110 milhões no negócio. Com o novo aporte, o Linktree foi avaliado em US$ 1,3 bilhão. (Encare essas avaliações com um pé atrás.)

É bem maluco pensar que um negócio de US$1,3 bilhão existe e dependa exclusivamente de um recurso (ou limitação) de três redes sociais — Instagram, TikTok e Twitter. Nelas, os usuários só têm espaço para inserir um link, daí o caso de uso do Linktree e seus vários clones. Para contexto, em 2012 o próprio Instagram foi comprado por US$1 bilhão pelo Facebook (hoje, Meta). Via TechCrunch (em inglês).