O cara marca uma audiência com o presidente e daqui a pouco o presidente está sentado e o cara no celular, conversando com o cara que ele não marcou a audiência. Então, no meu gabinete não entra com celular, celular fica na portaria e nenhuma reunião eu permito celular.

— Luis Inácio Lula da Silva, presidente do Brasil.

Será Lula leitor deste Manual do Usuário? Via @LulaOficial/YouTube.

Muitos de vocês podem estar se perguntando como temos uma equipe no buscador que está iterando e construindo todas essas coisas novas e, de alguma forma, os usuários ainda não estão muito contentes.

— Prabhakar Raghavan, vice-presidente sênior do Google.

A CNBC obteve o áudio de uma reunião interna do Google em que a empresa debateu o impacto da crise do Reddit na satisfação dos seus usuários. Raghavan lidera o buscador do Google.

Faz algum tempo que uma galera acrescenta “reddit” aos termos da pesquisa para ir direto às comunidades do Reddit, onde pessoas reais escrevem, evitando o oceano de chorume escrito para SEO que polui o Google. Agora imagine o estrago que IAs gerativas tipo ChatGPT causarão… Via CNBC (em inglês).

O diálogo é para melhorar uma regulação, para que ela não seja aparentemente boa, mas que possa vir a ser perversa para todo mundo. Essa é a nossa ideia.

— Fabio Coelho, presidente do Google Brasil.

O comentário refere-se a iniciativas como o projeto de lei 2630/20, empacado no Congresso, em parte, por pressão de Google e Meta. O que significam “aparentemente boa” e “perversa” para o Google, porém, suspeito que Coelho não diria em público.

O executivo falou a jornalistas durante o Google for Brasil, evento anual da empresa para o mercado local, nesta terça (27). Lá, o Google anunciou um bocado de coisas, como um novo escritório para o Google Cloud em São Paulo e projetos em parceria com o governo e empresas privadas. Via Folha de S.Paulo [sem paywall], Google.

Minha lição do Twitter e de Elon no Twitter é que [ele] está reafirmando que podemos construir um negócio muito bom neste espaço em nossa escala.

— Steve Huffman, CEO do Reddit.

E, de repente, tudo faz sentido. Via NBC News (em inglês).

Todas as demonstrações deles [Apple, do Vision Pro] eram de uma pessoa sentada em um sofá, sozinha. Essa poderia ser a visão do futuro da computação, mas não é a que eu quero.

Mark Zuckerberg, comentando o Vision Pro da Apple em uma reunião com funcionários da Meta.

Zuckerberg tem um argumento, mas talvez não seja a pessoa melhor posicionada para fazê-lo. Ficar sentado, sozinho, com um headset de realidade virtual não me parece muito melhor que ficar de pé, sozinho, com um headset de realidade virtual. Via The Verge (em inglês).

Mitigar o risco de extinção causado pela IA deve ser uma prioridade global ao lado de outros riscos em escala social, como pandemias e guerra nuclear.

+350 executivos, pesquisadores e engenheiros envolvidos com inteligência artificial.

A carta aberta acima (inteiro teor) foi publicada pelo Centro de Segurança da IA. A brevidade é intencional, tem por objetivo reunir no mesmo coro vozes preocupadas que talvez discordem em detalhes, mas encaram a emergência da IA como uma ameaça.

Há nomes de peso ali, como os de Sam Altman (CEO da OpenAI), Demis Hassabis (CEO do Google DeepMind) e Geoffrey Hinton e Yoshua Bengio, pioneiros em redes neurais e tidos como “pais” da IA moderna. Via New York Times (em inglês).

Minha conta do Twitter diz que eu assinei o Twitter Blue. Eu não assinei. Minha conta do Twitter diz que eu cedi meu número de telefone. Eu não cedi.

— Stephen King, escritor.

Em uma rara promessa cumprida, nesta quinta (20) o Twitter de Elon Musk removeu os selos azuis de verificação legados, leia-se não atrelados à assinatura do Twitter Blue.

O escritor Stephen King, o jogador de basquete Lebron James e ator William Shatner continuaram com o selo mesmo sem serem assinantes do Twitter Blue. Segundo o The Verge, Musk está pagando pessoalmente para essas pessoas.

Não me recordo de uma deterioração de marca tão rápida e espetacular como a do selo azul do Twitter.

O que antes era motivo de certo orgulho, no mínimo um atestado de veracidade e/ou autoridade, virou uma marca radioativa que, no fim, cada vez mais ganha o status de sinalização de alpinistas sociais e picaretas em potencial. Algo de que pessoas legítimas, como King, querem distância.

Para gente como Musk, dinheiro é sinônimo de autoridade. Quando se deparam com coisas como o selo azul, cuja autoridade deriva exatamente do fato de que não podia ser comprado, se surpreendem. Por consequência, testemunhamos esse festival de pobreza de espírito e constrangimento. A decadência do Twitter segue firme e forte. Via @stephenking/Twitter, The Verge (ambos em inglês).

Não tem game falando de amor. Não tem game falando de educação. É game ensinando a molecada a matar. Eu duvido que tenha um moleque de 8, 9, 10, 12 anos que não esteja habituado a passar grande parte do tempo jogando essas porcarias.

— Luiz Inácio Lula da Silva, presidente do Brasil.

Já tem gente associando a fala de Lula ao arroubo do deputado Zé Trovão, que dia desses sugeriu suspender a venda de todos os jogos violentos por 30 dias.

O recorte que Lula faz é correto. Jogos destinados a maiores de idade por retratarem mortes e violência, como os das franquias Call of Duty e Free Fire, são acessados livremente por crianças. Via GE, Veja.

Aplicativos de celular não serão o principal caminho para futuros jogos [da franquia] Mario.

— Shigeru Miyamoto, diretor e fellow da Nintendo.

A retirada da Nintendo diz muito do estado dos video games em celulares. Apesar de todos os seus defeitos, a Nintendo respeita a mídia enquanto atividade recreativa e entrevistas como essa de Miyamoto passam a impressão de que tem algo além do dinheiro em jogo.

Fora alguns redutos, como o Apple Arcade e títulos com uma pegada mais artística, o sucesso em celulares fica cada vez mais condicionado a dinâmicas exploradoras, microtransações desonestas e técnicas que estimulam o vício e a compulsão. Uma pena. Via Variety (em inglês).

Eles [mineradores] compraram um monte de coisas [da Nvidia] e depois acabaram colapsando porque [criptomoedas] não trazem nada de útil para a sociedade. A IA traz.

— Michael Kagan, CTO da Nvidia.

A relação da Nvidia com mineradores de criptomoedas sempre foi meio… tumultuada.

Em 2021, a empresa implementou um software em seus chips gráficos que limitava artificialmente a capacidade deles em minerar criptomoedas.

Depois, em 2022, a Nvidia foi acusada por acionistas de ocultar informações a respeito do impacto das criptomoedas em seu negócio.

Em outro trecho do papo de Kagan com o The Guardian, ele faz um “mea culpa”, dizendo que nunca acreditou que criptomoedas fossem boas à humanidade, que a Nvidia vende seus produtos a quem está disposto a comprá-los, “mas você não redireciona a empresa para apoiar quem quer que seja”. Via The Guardian (em inglês).

Eu sabia que tinha acabado de testemunhar o avanço mais importante na tecnologia [IA gerativa] desde a interface gráfica.

Bill Gates, cofundador da Microsoft e filantropo, falando da “era da inteligência artificial”.

Um eterno otimista, Gates vê usos benevolentes e revolucionários para a inteligência artificial — do tipo desenvolvido pela OpenAI e Google — em setores deficitários no mundo, em especial saúde e educação.

Na parte em que aborda os usos na educação, ele admite que “computadores não tiveram o efeito na educação que muitos de nós na indústria esperavam”.

Posso estar sendo negativo aqui, mas algo me diz que a história se repetirá com a inteligência artificial…

Via Gates Notes (em inglês).

Por ora, vamos encerrar os coleccionáveis digitais (NFTs) para nos concentrarmos em outras formas de apoiar criadores, pessoas e empresas.

— Stephane Kasriel, Líder de comércio e tecnologias financeiras da Meta.

A investida da Meta no delírio coletivo chamado NFTs não durou um ano.

É natural que conteúdos sobre grandes acontecimentos apareçam nas redes sociais, pois é assim que as pessoas se comunicam há anos. Mas a responsabilidade pelos acontecimentos ocorridos no Brasil em 8 de janeiro é de quem infringiu a lei ao invadir e destruir prédios públicos.

— Meta, em comunicado à imprensa não assinado.

A Meta publicou alguns números de conteúdos relacionados às eleições de 2022 no Brasil removidos do Facebook e Instagram para tirar o corpo fora do caos que se instalou em Brasília no 8 de janeiro, quando golpistas bolsonaristas invadiram e depredaram as sedes dos três poderes da República.

É desejável que o Poder Público se envolva mais nessa questão, que haja uma regulação, mas a coisa não foi bem como a Meta tenta pintar com esse comunicado. Estudo recente sobre o papel das redes no episódio concluiu que elas poderiam ter feito mais. Via Meta.

A grande ideia é que além de falarmos com nossos amigos e família todos os dias, vamos falar com a inteligência artificial todos os dias.

— Evan Spiegel, cofundador e CEO da Snap.

A frase foi dita por Spiegel ao The Verge no contexto do lançamento do “My AI”, um contato baseado no ChatGPT lançado dentro do Snapchat. (Por ora, apenas para assinantes do Snapchat+.) O ChatGPT do Snapchat tem mais salvaguardas e se parece com uma pessoa, característica desaconselhada por especialistas.

Estamos vivendo o momento “coloca blockchain em tudo” das IAs gerativas, com a diferença de que, até agora, há uma empresa, a OpenAI, passando o rodo no mercado. Via The Verge, Snap (ambos em inglês).

O JWST tirou as primeiras fotos de um planeta fora do nosso sistema solar.

— Bard, a inteligência artificial gerativa do Google.

O equívoco acima do Bard, o concorrente do Google para o ChatGPT, da OpenAI, apareceu no vídeo do anúncio do Bard, assinado por Sundar Pichai, nesta segunda (6).

A primeira foto de um exoplaneta foi feita em 2004 pelo VLT do Observatório Europeu do Sul, em Cerro Paranal, no Chile. Descobri isso clicando no primeiro link de uma pesquisa no DuckDuckGo. Via @IsabelNAngelo/Twitter (em inglês).