Desativar o Bluetooth não faz a bateria do seu smartphone durar mais

Sabe aquele velho ditado, “tudo que é demais, faz mal”? Aplica-se a smartphones também. Vejo amigos e conhecidos que, por excesso de zelo, acabam piorando a situação dos seus aparelhos ou vivendo de efeito placebo, graças a práticas que em algum ponto do passado podem até ter feito sentido, mas que hoje são inúteis ou até prejudiciais.

Caso em tela: Bluetooth. É raro vê-lo ativo por aí, ainda que mantê-lo desativado não aumente signifativamente a duração da bateria do smartphone. O mesmo se aplica a GPS, Wi-Fi, NFC etc.

Se você não consegue passar um dia longe da tomada, é pouco provável que desativar esses recursos vá mudar tal cenário. O fato de estarem ativos não significa que estão consumindo quantidades obscenas de recursos; o que gasta bateria, mesmo, é o uso que os apps fazem deles. No Android (e no futuro iOS 8), existe uma área nas configurações que “dedura” os apps gastões. Esses devem ser combatidos. Se achar que a bateria está esvaziando mais rápido que o normal, uma olhada ali pode revelar surpresas e solucionar o problema. (mais…)

O que importa: números enormes ou experiência de uso?

Quando se fala em gadgets, especificações costumam tomar um pedaço do debate. Antigamente isso fazia algum sentido: com processadores, memórias e outros elementos não tão avançados, qualquer ganho era importante. Hoje? Não mais. O iPhone está aí para provar: tem 1 GB de RAM e usa um SoC com processador dual core rodando a 1,3 GHz e, ainda assim, não sofre com problemas de desempenho. Pelo contrário. O diabo é enfiar isso na cabeça do consumidor.

O novo Moto X é um exemplo de reação a essa sede por números. O original, do ano passado, tinha um Snapdragon S4 Pro enquanto todos os demais eram lançados com a versão 800. Ainda que, por dentro, ambos fossem muito parecidos, a menção a “S4” criou um bloqueio em boa parte dos consumidores em potencial, aquela consciente desses nomes. Alguns sites “especializados” entraram na onda e colocaram o Moto X no segmento intermediário, mesmo ele oferecendo uma experiência de uso melhor que os topos de linha incontestáveis.

O mesmo vale para a tela. A do antigo, de 4,7 polegadas com resolução de 720p, era um “sweet spot”: grande o bastante para ver vídeos e jogar com conforto, pequena para não sacrificar portabilidade e uso com uma mão. (mais…)

Primeiros reviews do Moto 360 criticam bateria ruim e tamanho

O Moto 360 foi lançado hoje nos EUA e, com isso, caiu o embargo dos sites de tecnologia para a publicação dos reviews. E… bem, se isso é o melhor que Google & amigos podem fazer no momento, parece que ainda não chegou a hora dos gadgets vestíveis.

Pelas duas análises que já li, o 360 peca em bateria e tamanho. E a tela poderia ser melhor. O estilo foi ressaltado em ambos os reviews e, por fotos e vídeos, descontada a espessura ele parece mesmo bonito. Enfim, coisa para ver ao vivo quando chegar ao Brasil, em outubro (nada de preço local ainda). (mais…)

Rdio muda modelo de negócios e passa a oferecer versão gratuita

Rdio agora é gratuito.
Imagem: Rdio.

O Rdio, último bastião dos serviços de streaming de música sem versão gratuita, cedeu. A última reformulação do serviço coloca playlists geradas por algoritmos e pessoas em destaque e torna o acesso gratuito — com aqueles anúncios intermitentes para quem não estiver disposto a pagar.

Além disso, o visual foi levemente alterado e o menu lateral, simplificado. A tela inicial, rebatizada para Tendências, tem um resumão do que está rolando na sua rede de contatos e com os artistas que você segue. A Coleção, que permitia criar uma biblioteca de álbuns dentro do acervo de milhões de músicas que o Rdio oferece, passou a se chamar Favoritos e a englobar playlists também. Há outras mudanças menores e, no geral, a interface respira melhor agora.

O foco em playlist e a abertura ao modelo freemium são respostas a outros serviços do tipo, em especial o Spotify. O Rdio não divulga número de usuários ou quaisquer outras métricas, mas especula-se que sejam menores.

As mudanças já valem para o Brasil e, enquanto as cotas publicitárias não são preenchidas, calhaus dão dicas de uso e apresentam funções do serviço. No mínimo, ele tem potencial de ensinar as pessoas a pronúncia correta de “Rdio”.

4 novidades do Galaxy Note 4 que merecem a sua atenção

Vez ou outra brinco com a Samsung, mas quando ela acerta é fácil (e digno) reconhecer. O Galaxy Note Edge, que chamou a atenção na IFA por motivos controversos, não foi a única grande novidade da empresa. O Galaxy Note 4 também foi anunciado, compartilhando praticamente todas as configurações com o Edge, menos a estranha tela curvada à direita.

Após ler e ver muita coisa, algumas características do Note 4 chamam a atenção. Separei e listei algumas delas aqui. (mais…)

O novo Moto G está maior e melhor — e disponível hoje no Brasil

Nessa madrugada a Motorola anunciou, em Chicago, EUA, as novas iterações do Moto G e Moto X. Pelo visual, com duas grades frontais (que, nesses casos, são mesmo para alto-falantes estéreo), fazem a dupla parecer versões crescidas do Moto E. Do menor da turma também vem o revestimento anti-respingos, que permite atender a chamadas na chuva sem pifar o smartphone, e no caso do Moto G, o gerenciamento dinâmico e automático de dois SIM cards.

O novo Moto G

https://www.youtube.com/watch?v=D–bEp8i_tc

Em configurações, mudam algumas coisas. O novo Moto G, que sucede o campeão de vendas no mercado brasileiro, mantém boa parte das antigas: SoC (Snapdragon 400), RAM (1 GB) e memória interna (8 ou 16 GB) são os mesmos.

Ele muda em alguns pontos importantes: a tela aumentou (de 4,5 para 5 polegadas, afinal gostamos mesmo é de telão), a câmera melhorou (de 5 para 8 mega pixels, e a abertura da lente está maior) e agora há o desejado slot para cartão microSD em todas as versões. Tudo isso baseado no feedback dos consumidores, o que nem sempre se traduz nas melhores decisões — Homer e seu carro que o digam. De qualquer forma a Motorola está com crédito e, salvo o tamanho do Moto X (mais sobre isso abaixo), as novidades parecem todas acertadas. (mais…)

Microsoft redefine o conceito de smartphone topo de linha e anuncia Lumia para selfies

Novos Lumias anunciados em Berlim.
Foto: Microsoft.

A Microsoft anunciou novos Lumias em Berlim, na IFA. O Lumia 730 (e sua variante 4G single SIM, o Lumia 735) carrega a grande responsabilidade de suceder o queridinho 720, um smartphone intermediário que fazia jus à classificação e de quem só ouvi elogios. Já o Lumia 830 é… curioso.

A Microsoft apresenta o Lumia 830 como um “smartphone topo de linha acessível”, no sentido financeiro da palavra. Comparado aos principais produtos da concorrência, ele realmente custa menos, cerca de US$ 420. É praxe smartphones do segmento high-end custarem ~US$ 650. (mais…)

E o Nokia X, afinal, é lançado no Brasil

Hoje cedo estava fazendo a ronda diária pelas promoções da B2W quando me deparei com o Nokia X sendo vendido na Americanas (e com desconto! E na cor verde!):

Nokia X vendido no Brasil.

A Americanas, embora seja do mesmo grupo do Submarino, até onde sei não tem um programa de vitrine para lojas menores — da outra vez que o Nokia X apareceu por aqui, foi nessa modalidade e não tinha o aval da subsidiária da Nokia. Isso me deixou intrigado: o Nokia X foi lançado no Brasil?

Entrei em contato com a assessoria da Microsoft e ela confirmou que, sim, o aparelho está disponível aqui com a bênção oficial. Mas com ressalvas: trata-se de “um volume pequeno” que está sendo comercializado sem qualquer esforço em marketing e com uma distribuição reduzida. Afinal, agora a Microsoft é só Windows Phone, certo?

O preço sugerido do Nokia X é de R$ 499 e a Americanas já vende ele com desconto, por R$ 399. Pelo tom da assessoria e o histórico recente (havia um evento marcado para anunciar o aparelho que foi cancelado em cima da hora), parece ser apenas uma desova de estoque. E assim termina a curta, dramática e intrigante história do Android da Nokia/Microsoft.

É preciso prestar atenção para notar as novidades do Xperia Z3 (mais: outros anúncios da Sony na IFA)

Novos produtos da Sony anunciados na IFA.
Foto: Sony.

A Sony vem mantendo um ritmo frenético de atualizações do seu principal smartphone. O Xperia Z3, anunciado ontem na IFA, é a quarta geração (Z, Z1 e Z2 antes) em menos de dois anos.

O mais estranho é que cada vez que o número depois do Z aumenta as novidades para a versão anterior diminuem. Comparado ao Z2, o Xperia Z3 mudou pouco: (mais…)

Galaxy Note Edge, com tela dobrada na lateral

A tela curvada/dobrada do Galaxy Note Edge.
Foto: Sean O’Kane/The Verge.

Munido de toda a sabedoria que a área de comentários em sites de tecnologia concentra, um leitor do The Verge resumiu a aberração acima, mostrada hoje em Berlim:

Vencedor do futuro prêmio “Lembra quando eles fizeram aquilo?”

Em nota relacionada: e os canhotos, como ficam?

Outro comentário, esse do David Pierce no acima referido post:

A Samsung não tem certeza absoluta [da função da tela estendida] e depois de alguns minutos usando o Galaxy Note Edge ficou claro que embora bem implementada e útil, a ideia como um todo ainda não está amadurecida.

Desisto.

Graças a uma pessoa, o mundo ganhou 12 milhões de fotos históricas digitalizadas

Ilustração de 1873.
Imagem: Internet Archive Book Image/Flickr, 1873.

Contar histórias não é uma exclusividade das palavras. Imagens podem dizer muito também. Assim pensa Kalev Leetaru, da Universidade de Georgetown, responsável por extrair 12 milhões de fotos e ilustrações históricas de uso livre e pesquisáveis a partir de 600 milhões de páginas de livros.

Leetaru alterou o software usado pelo Internet Archive para digitalizar livros, incluindo nele a capacidade de separar, extrair e etiquetar imagens. Até então o programa convertia o texto em PDF e descartava o material visual. Segundo o próprio:

Durante todos esses anos as bibliotecas têm digitalizado seus livros, mas tratado eles como PDFs ou trabalhos de texto pesquisáveis. Elas têm focado nos livros como uma coletânea de palavras. Isso [o software] inverte a situação.

As imagens estão sendo enviadas a um perfil no Flickr, que já conta com quase 3 milhões delas. Ainda há muito trabalho pela frente e Leetaru espera que seu software seja usado por outras bibliotecas ao redor do mundo a fim de preservar e difundir imagens que, de outra forma, estariam fadadas à clausura e degradação do tempo.

Via The Wire.

Culpar o iCloud pelo vazamento das fotos de celebridades é um erro duplo

No último domingo, fotos íntimas de celebridades vazaram em redes sociais e sites “especializados”. Entre as vítimas estavam Kate Upton, Jennifer Lawrence, Kirsten Dunst e outros famosos — o número deles pode chegar a cem.

A repercussão tem sido grande porque, ora, são celebridades nuas. Na mesma velocidade com que as fotos se espalharam, empresas supostamente envolvidas com a obtenção das imagens e usadas posteriormente para a disseminação delas começaram a agir a fim de minimizar os estragos. Twitter e imgur estão banindo usuários que compartilham as fotos e o Google tem limpado sistematicamente os resultados da busca para omiti-las.

Ainda não se sabe o que foi usado como vetor para o ataque, muito menos qual ou se alguma falha foi explorada. Na imprensa, porém, não demorou muito para que uma suposição se alastrasse: a culpa do iCloud. (mais…)

[Review] Tegra Note, o tablet Android para quem joga

Marca tradicional entre entusiastas de PCs, a Nvidia ainda busca a mesma reputação em dispositivos móveis com seu SoC Tegra. Até agora, mesmo com cinco gerações, ainda não convenceu nem a mídia, nem os consumidores de que o coração verde é um diferencial que vale a pena exigir na hora de comprar um smartphone ou tablet. O último a desembarcar no Brasil com a missão de reverter tal cenário é o Tegra Note, da Gradiente.

Equipado com o SoC Tegra 4, o Tegra Note é, antes de um produto da Gradiente, um projeto da própria Nvidia. O modelo de distribuição lembra bastante o de integradores nacionais que licenciam dispositivos de OEM chineses e só fazem o rebranding e/ou a montagem no Brasil. O mesmo Tegra Note é vendido por fabricantes diferentes dependendo da região do globo onde você estiver — nos EUA, EVGA; no Reino Unido, Advent; na Rússia, Gigabyte, e assim por diante.

Um tablet de sete polegadas, o Tegra Note promete ser rápido, especialmente em jogos, sem se esquecer de outras características importantes nesse tipo de equipamento, como boa tela e longa autonomia. Ele cumpre a promessa? Veremos a seguir. (mais…)

As renderizações 3D no catálogo da Ikea

Mais uma peça do catálogo da Ikea.
Imagem: Ikea.

O site CGSociety bateu um papo com Martin Enthed, gerente de TI da agência interna da Ikea, e descobriu que 75% dos produtos no catálogo da fabricante é representado por renderizações 3D em vez de fotos tradicionais. Entre a primeira imagem do tipo, em 2006, e o número expressivo de hoje, passaram-se oito anos. Há dois, em 2012, as renderizações correspondiam a 25% do catálogo segundo apresentação do próprio Enthed na SIGGRAPH. A computação gráfica não é promessa, é realidade na publicidade — e a imagem acima, feita em computadores, prova isso.

O que parece ineditismo é, na prática, bem mais comum do que se imagina. Não é de hoje que várias indústrias recorrem ao poder dos computadores para retocar ou mesmo criar, do nada, o material publicitário dos seus produtos. Ou vai me dizer que você acreditava que esses Ashas dançando e se multiplicando na tela eram apenas aparelhos bem adestrados ou obra de alguma engenhoca? (mais…)

A grande oportunidade do NFC

No próximo dia 9 a Apple fará um evento onde, se os rumores baterem, revelará um (ou mais de um) novo iPhone e o iWatch, ou alguma coisa “vestível”.

Faz algum tempo que a esteira de rumores tem cravado com precisão o que a Apple anuncia, logo o novo iPhone com tela maior deve se confirmar. Quanto ao gadget vestível, as informações são menos concretas. John Paczkowski do Recode, que antecipou a data do evento, disse que o novo produto só estará nas lojas no começo de 2015. A distância explicaria o silêncio dos sites de rumores — sem produção, não tem o que vazar.

Talvez a única certeza seja a de que o gadget vestível da Apple não será em nada parecido com o que já se tem no mercado. Nem o “campo de distorção da realidade” é capaz de consertar produtos sem apelo como os da primeira geração do Android Wear e os vários da Samsung rodando Tizen.

Em nota relacionada, parece que a Apple finalmente suportará o NFC. É o que John Gruber sugere e, em um desses vazamentos do novo iPhone, identificaram um módulo NFC. No mínimo, ele facilitaria o pareamento com o suposto gadget vestível, mas o potencial extrapola essa aplicação e, em última instância, pode respingar (e beneficiar) fabricantes Android que há anos trazem a tecnologia que, salvo em uma ou outra aplicação aqui no ocidente, é subutilizada.

Esse assunto surgiu no grupo de discussão do site no Facebook (apenas para assinantes). Lá, desenvolvemos um bom raciocínio sobre as implicações que, se concretizada, essa nova configuração de mercado pode desencadear. O que alguns chamam de “campo de distorção da realidade” é, na prática, poder, influência — e méritos da Apple por alcançar tal patamar. Com ela suportando o NFC, as chances dele vingar e se espalhar em outras indústrias, criando o ecossistema de que algo do tipo precisa para se estabelecer, aumentam dramaticamente.

É um cenário similar ao dos smartphones pré-iPhone, ou dos tablets pré-iPad. A analogia, mais rasa, também se aplica nesse hipotético: juntas ou em investidas solitárias, Google, Samsung e outras não conseguiram difundir o NFC. Hoje o máximo que dá para fazer aqui no Brasil é trocar fotos e informações de contato tocando dois celulares e recarregar seu cartão do metrô em São Paulo.

O fato da Apple entrar na jogada não é uma certeza de que o NFC decolará. O Passbook, criado meio que como uma resposta a um dos casos de uso mais típicos do NFC, a substituição da carteira pelo smartphone, tem utilidade mas está longe de ser unânime.

E ainda que tenha a força do iPhone, a própria tecnologia precisa resolver alguns problemas graves antes de almejar a mesma difusão que outros componentes do smartphone moderno sustentam, como câmera e 3G/4G. Falta segurança, faltam aplicações originais e úteis, falta até mesmo compatibilidade (paywall) — dependendo do fornecedor da antena NFC, ele funciona ou não com uma série de acessórios e terminais.

Compartilhar um contato tocando dois smartphones é muito legal. Pagar a conta do restaurante fazendo o mesmo gesto? Por favor! A Bloomberg relata que a Apple firmou acordos com Visa, MasterCard e American Express, e se onde há fumaça, há fogo… Embora tecnologicamente viável, ainda é preciso alinhar uma série de fatores externos para tornar isso realidade. O iPhone não é a peça que falta, mas pode ser aquela que dá uma visão geral e facilita o encaixe das restantes.