Você ouve música no Spotify e descobriu um álbum novo legal. Quer compartilhar com um amigo, mas ele usa o Apple Music. O que fazer? O Combine.fm, um pequeno site criado por Jonathan Cremin, “traduz” links de um serviço para os demais. Suporta Spotify, YouTube Music, Apple Music, Deezer e o (finado) Google Play Music, e, até onde vi, só funciona com álbuns.
Quem cobre plataformas de redes sociais precisa estar muito atento a dois fatores: celeridade e mesmice. Há poucos dias, o escritor Chris Stokel-Walker publicou uma coluna no Business Insider reclamando do fato de que todos os apps de redes sociais estavam copiando recursos uns dos outros. Caso em tela: os “fleets” do Twitter, ou sua versão dos famigerados stories.
No texto, Chris exalta o Snapchat que, apesar de uma ou outra escorregada, seguia apegado às suas virtudes e peculiaridades. Nesta segunda (23), quatro dias depois da coluna ir ao ar, o Snapchat ganhou o “Holofote”, que é… uma cópia do TikTok. Via Snapchat.

O iOS 14 trouxe um novo recurso de privacidade chamado App Tracking Transparency (ATT). Ele exige que os desenvolvedores de aplicativos peçam autorização ao usuário para rastreá-lo em outros apps e sites. O ATT foi lançado junto ao iOS 14, em outubro, e a princípio seria obrigatório, mas graças à choradeira de empresas como o Facebook, a Apple adiou a obrigatoriedade do seu uso para o início de 2021.
O não obrigatoriedade não impede que os donos de apps já peçam a autorização dos usuários para rastreá-los. Deparei-me com o primeiro pedido do tipo neste domingo (22), no app Chess Time, da Haptic Apps. Ainda não tinha lido a tradução em português da mensagem. Ela diz:
“[App]” deseja permissão para rastrear você entre apps e sites de propriedade de outras empresas.
A mensagem menor, em texto sem negrito, aparentemente é de responsabilidade do desenvolvedor. A do Chess Time explica que o rastreamento ajudará a personalizar anúncios.
Após o primeiro pedido, uma nova área aparece dentro de Privacidade, nos Ajustes.
Em algum momento dos últimos meses, o Firefox Relay, foi liberado para todo mundo — no início, estava restrito a convites. Ainda em beta e grátis, ele oferece cinco “máscaras” (ou aliases). Espera-se que, se lançado oficialmente, a Mozilla ofereça um plano pago que remova esse limite.
O Firefox Relay permite criar “máscaras” de e-mail para proteger a privacidade do seu endereço. Em vez de dar o seu e-mail principal num cadastro qualquer, por exemplo, você cria uma máscara/alias (rl4as8r3@relay.firefox.com, por exemplo) que redirecionará mensagens ao seu endereço. Se um dia essa máscara/alias vazar ou começar a enviar mensagens indesejadas, bastará excluí-la para resolver o problema. Dica do leitor Ricardo Santos, via e-mail.
O WhatsApp baniu 1.004 contas que estavam fazendo envio em massa nas eleições municipais a partir de denúncias feitas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ou 31% das contas válidas denunciadas. Segundo a empresa, 63% das contas banidas já haviam sido excluídas automaticamente. Via TSE.
Pressão funciona? Sem alarde, o Google anunciou recentemente que a partir de maio de 2021 deixará de privilegiar a páginas AMP nos resultados da busca. “Toda página que estiver de acordo com as Políticas de conteúdo do Google Notícias será qualificada, e priorizaremos páginas com ótima experiência, implementadas usando AMP ou qualquer outra tecnologia da Web, conforme classificamos os resultados”, diz o anúncio.
AMP, ou Accelerated Mobile Pages, é um padrão criado pelo Google que limita os tipos de código que um site pode usar na construção de páginas e passa todas elas pelo cache do Google, o que gera acessos quase instantâneos. (Se estiver com tempo, leia este ensaio maravilhoso para entender o problema.) Até agora, apenas páginas AMP apareciam naqueles carrosséis de notícias nos resultados do Google, uma medida controversa e que tem cheiro, aparência e gosto de anticompetitiva. Via Google.
20#43
Especial
A vida sem Instagram
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Gaste pouco com o Surfshark e tenha acesso à Netflix de outros países
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Manual prático para retomar sua atenção do calabouço das redes sociais
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Vamos conversar?
Post livre #248
A vida sem Instagram
No dia 18 de novembro de 2018, pouco depois do meio-dia, excluí o meu perfil no Instagram (veja como fazer). Já vinha ensaiando havia semanas, sem o app no celular nem acesso via web, pelo computador. Achei que fosse sentir falta, mas aí não senti.
Gaste pouco com o Surfshark e tenha acesso à Netflix de outros países
A internet é global, mas há algumas diferenças importantes ao acessá-la de diferentes países. VPNs como o Surfshark, que patrocina o Manual do Usuário esta semana, ajudam a ver a rede como se estivéssemos em outros países e a curtir as peculiaridades de cada local, como acervos diferentes da Netflix.
Post livre #248
Toda semana, o Manual do Usuário publica o post livre, um post sem conteúdo, apenas para abrir os comentários e conversarmos sobre quaisquer assuntos. Ele fecha no domingo por volta das 16h.
Somente canais de parceiros do YouTube, canais com uma quantidade mínima de inscritos e horas visualizadas e que sinalizam interesse no programa, veiculavam anúncios na plataforma de vídeos do YouTube. Isso mudou. Uma atualização dos termos de serviço publicada nesta quarta (18) informa que, aos poucos, o YouTube passará a inserir anúncios mesmo em canais que não são monetizados — e sem dividir a receita gerada por eles com seus proprietários.
O YouTube diz que esta medida “é parte dos nossos investimentos contínuos em novas soluções que ajudem os anunciantes a alcançar, com responsabilidade, a escala total do YouTube para se conectarem com suas audiências e aumentarem seus negócios”.
Uma semana depois de anunciar o fim da gratuidade do Google Fotos, o Google faz outro movimento similar no YouTube. Via Social Media Today, YouTube (em inglês).
Toda quinta, na newsletter do Manual (cadastre-se), indico quatro leituras longas/de fôlego publicadas em outros sites — artigos e reportagens, basicamente. Seria o máximo se esse trabalho fosse coletivo, feito com a sua ajuda. Indique ali nos comentários uma leitura longa da última semana que você acha que deveria ser lida por mais gente. Vale em português ou inglês.
A partir de 1º de janeiro de 2021, a Apple reduzirá pela metade — de 30% para 15% — a taxa cobrada na venda de apps e compras dentro de apps publicados na App Store àqueles que faturaram até US$ 1 milhão em 2020. O programa é “opt-in”, ou seja, quem for elegível precisará sinalizar interesse nele, e valerá também desenvolvedores recém-chegados à App Store.
É um evidente resultado da pressão que a Apple vem tomando de empresas como Spotify, MatchGroup (do Tinder), Epic (do Fortnite) e Basecamp, que reclamam da taxa de 30% cobrada pela Apple e de algumas políticas da App Store. A nova taxa reduzida ajuda na defesa da Apple e beneficia muitos desenvolvedores (provavelmente a maioria deles), e só a elas — às grandonas, que se posicionam mais firmemente, continua tudo igual. Tim Sweeney, fundador e CEO da Epic, disse que a Apple tenta, com essa estratégia, causar divisão entre os desenvolvedores. Em nota, o Spotify afirmou o óbvio: que a novidade não altera em nada as rusgas da empresa com a Apple e a App Store. Via Apple, Variety (em inglês).
Dois meses após entrar no ramo de podcasts nos Estados Unidos, a Amazon repete o movimento no Brasil. A oferta de podcasts fica dentro do Amazon Music, ou seja, é similar ao Spotify. Outra semelhança é a presença de podcasts exclusivos. O primeiro — e único, mas não por muito tempo — é o A música do dia, em que o jornalista e músico Nelson Motta apresenta 101 músicas que marcaram sua vida. Via TechTudo.
Google e Mozilla lançaram novas versões dos seus navegadores prometendo menos consumo de recursos do computador.
O Chrome 87 agora prioriza abas em primeiro plano. Na prática, segundo testes internos do Google, a nova versão reduz o consumo de CPU em cinco vezes e estende a autonomia da bateria (qual?) em 1,25 hora. Em velocidade, a empresa promete que ele agora inicializa 25% mais rápido e carrega páginas 7% mais rápido. Via Google (em inglês).
No Firefox 83, a Mozilla promete que seu navegador está 15% mais rápido no carregamento de páginas, 12% mais responsivo e que reduziu o consumo de memória em 8%. Uma novidade legal é uma opção que força conexões HTTPS (criptografadas), similar a extensões como a HTTPS Everywhere. Via Venturebeat (em inglês).
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