Um vídeo de 2017 do Ronaldo Lemos, editado e tirado de contexto, está circulando em grupos de WhatsApp como argumento contra a urna eletrônica brasileira. Em uma coluna, Ronaldo pede para que parem de usá-lo e explica que “essa tentativa de propaganda com a minha fala é enganosa e absurda”. Fala-se muito dos perigos de deepfakes, mas um simples Movie Maker nas mãos de alguém mal intencionado já é capaz de causar muitos estragos. Via Folha de S.Paulo (com paywall).

A versão final do Sublime Text 4 (macOS, Ubuntu e Windows) foi lançada. Trata-se de um editor de texto/código com foco em velocidade — e, de fato, fiquei surpreso com sua agilidade em comparação ao Atom, que costumo usar para fuçar no código do Manual do Usuário. As maiores novidades são a nova interface, suporte ao Apple M1 e Linux ARM64, uso da GPU para renderizar a interface e alguns novos recursos de manipulação de código. Via Sublime Text (em inglês).

Esta versão do Sublime Text traz uma mudança importante em seu licenciamento. Agora, a aquisição do aplicativo dá direito a uma janela de três anos de atualizações, sejam elas pequenas ou grandes (tipo um “Sublime Text 5”). Após esse período, o usuário perde direito às atualizações, mas mantém a última versão por tempo indeterminado. Segundo a empresa, esses termos permitem a ela “entregar atualizações mais frequentes e empolgantes assim que elas estiverem prontas”, dispensando-os de terem que esperar uma grande versão para entregá-las.

A licença do Sublime Text 4 custa US$ 80 (por tempo limitado; preço normal é US$ 99), mas, até onde sei, é possível usá-la gratuitamente em troca prompts periódicos para comprar a licença — como o WinRAR.

O Twitter atualizou sua API v2. Agora, apps de terceiros podem mostrar quem curtiu tuítes e a lista de bloqueados, recursos removidos em 2018. Com isso, apps como Tweetbot poderão voltar a mostrar curtidas. Via Twitter (em inglês).

Quase um mês depois de uma lavagem de roupa suja em público que arranhou a sua imagem e custou-lhe 1/3 da força de trabalho, as coisas parecem estar calmas no Basecamp. Em seu blog, David Heinemeier Hansson relata que na semana mais caótica eles perderam assinantes do serviço de e-mail Hey, mas ganharam novos no Basecamp, e que depois disso as coisas voltaram à normalidade e começaram a contratar novos funcionários para os cargos vagos. Via @dhh/Hey World (em inglês).

Como conseguir um emprego na área de tecnologia

por Manual do Usuário

Oferecimento:
Logo do Revelo UP.

Em maio, a Revelo ganhou as páginas do Manual do Usuário para falar do Revelo UP, seu programa de financiamento de cursos na área de tecnologia. Estamos próximos do fim da campanha, uma boa hora para revisitar os principais pontos do programa a fim de ajudá-lo(a) a dar um up na carreira.

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Achados e perdidos #17

Todo sábado, pego uns links que acumulei ao longo da semana e que, embora curiosos e/ou interessantes, não renderam nem notinhas, e os publico num compilado que chamo de “achados e perdidos”. É um conteúdo mais leve, curto, quase lúdico — a cara do fim de semana.

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Isso significa que o uso do formato AMP não é mais obrigatório e que qualquer página, independentemente da pontuação nas Principais métricas da Web ou do status da experiência na página, estará qualificada para aparecer no carrossel de notícias principais.

Google.

A atualização do algoritmo do buscador do Google, prevista para junho, acaba com o privilégio do AMP de aparecer em certos locais das páginas de resultados. Agora, os critérios para a veiculação passam a ser os “web vitals” (em inglês).

Para entender o que é o AMP e por que ele é nocivo à web aberta, leia isto.

O ministro das Comunicações, Fábio Faria, enviou um ofício às operadoras móveis que atuam no Brasil sugerindo que elas removam o ícone do 5G da tela do celular de quem já tem acesso ao 5G DSS, uma tecnologia que combina antenas 4G para aumentar a velocidade. Via TeleTime.

Acontece que, como o TeleTime explica aqui, o 5G DSS é 5G segundo os padrões internacionais de telecomunicações. Por que, então, o ícone 5G preocupa tanto o ministro? No ofício, ele mesmo explica:

Assim, a população brasileira é induzida a concluir, erroneamente, que: (i) a tecnologia 5G já foi implantada no Brasil; (ii) não resultou em melhoria significativa da qualidade dos serviços móveis; e (iii) é injustificado o empenho do Governo federal na realização da maior licitação de autorização de uso de radiofrequências da história do Brasil.

O Twitter relançou o programa de verificação de contas, suspenso desde 2017. No anúncio, a empresa explica que “[o] selo azul é uma forma de ajudar as pessoas a identificar contas autênticas de grande interesse público”, o que “leva a conversas mais saudáveis ​​e esclarecedoras”. Há uma lista categorias elegíveis — a saber: poder público; empresas, marcas e organizações sem fins lucrativos; jornalismo; entretenimento; esportes; ativistas e outros indivíduos influentes. Via Twitter.

Por esses critérios, eu e o Manual somos elegíveis, e embora ter um selo de verificado nunca tenha sido uma prioridade ou mesmo um desejo, vou nos candidatar. Para você que usa Twitter, faz alguma diferença dialogar/seguir perfis verificados ou não?

Google e o “greenwashing” da privacidade

Depois de passar em branco em 2020 por causa da pandemia, o Google retomou seu grande evento anual para desenvolvedores, o Google I/O, nesta semana. (Um resumo de 16 minutos.) Na abertura, a empresa apresentou uma nova identidade visual para seus produtos, o Android 12 e, curiosamente, recursos de privacidade. Sim, o Google.

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Post livre #269

Toda semana, o Manual do Usuário publica o post livre, um post sem conteúdo, apenas para abrir os comentários e conversarmos sobre quaisquer assuntos. Ele fecha no domingo à noite.

A ameaça de Jair Bolsonaro (sem partido) avançou da retórica para um esboço de decreto que proíbe as empresas donas de redes sociais de excluírem conteúdo com base em seus termos de uso. Com algumas exceções, a única via para excluir um conteúdo seria a judicial.

Especialistas consultados pela Folha afirmaram que o texto é ilegal e inconstitucional, além de trazer riscos ao debate na esfera pública — conteúdos que desinformam não poderia ser removidos sem a judicialização, e o Judiciário poderia ser soterrado com ações triviais. Para eles, uma regra do tipo deveria passar pelo Congresso, e não ser criada via decreto da Presidência.

Para Bolsonaro, que já teve conteúdos excluídos por todas as grandes plataformas — Facebook, Twitter e YouTube —, essas redes cerceiam a interação direta entre ele e seus seguidores, e o decreto daria “liberdade e punições para quem porventura não respeite isso”. Via Folha de S.Paulo.

O Pix é um sucesso absoluto. O sistema de pagamentos completou seis meses no último domingo (16) com números gigantescos:

  • R$ 1,109 trilhão movimentado em 1,547 bilhão de transações.
  • 242 milhões de chaves cadastradas.
  • 75 milhões de usuários, ou 45% da população adulta brasileira.

Em abril, o volume transacionado por Pix superou os de TED, DOC, cheque e boleto somados. Via Banco Central.