A Samsung anunciou nesta quinta (17) novas versões dos seus celulares de volume para o mercado brasileiro, Galaxy A53 e Galaxy A33.

É interessante a diferença com que Apple e Samsung tratam suas linhas inferiores. O iPhone SE mais recente recicla um visual de oito anos atrás e apenas atualiza componentes-chaves, como o processador e antenas (5G). O Galaxy A53, por outro lado, tem cara de 2022, com tela grande quase sem bordas e de 120 Hz, 5G e múltiplas câmeras atrás. É um conjunto atraente.

Nesta nova safra de Galaxy A, a Samsung estendeu a longevidade das atualizações prometidas: os dois aparelhos terão quatro do Android e cinco anos das de segurança.

O preço sugerido do Galaxy A53 é de R$ 3,5 mil, mas entre 17 de março (lançamento) e 8 de maio, será vendido por um preço promocional de R$ 2,7 mil — e vai de brinde um par de fones de ouvido Galaxy Buds Live. Será surpresa se a Samsung vender uma unidade que seja desse Galaxy A53 a preço cheio, visto que em dois meses a tendência é o preço de celulares Android despencar no varejo.

O Galaxy A33 chega dia 19 de abril, ainda sem preço definido. Via Samsung.

Quanto vale um “link na bio”? Para o serviço pioneiro do tipo, o australiano Linktree, muito dinheiro. Nesta quarta-feira (16), o Linktree anunciou uma extensão da rodada de investimento série B liderada pela Index Ventures e Coatue Management que injetou mais US$ 110 milhões no negócio. Com o novo aporte, o Linktree foi avaliado em US$ 1,3 bilhão. (Encare essas avaliações com um pé atrás.)

É bem maluco pensar que um negócio de US$1,3 bilhão existe e dependa exclusivamente de um recurso (ou limitação) de três redes sociais — Instagram, TikTok e Twitter. Nelas, os usuários só têm espaço para inserir um link, daí o caso de uso do Linktree e seus vários clones. Para contexto, em 2012 o próprio Instagram foi comprado por US$1 bilhão pelo Facebook (hoje, Meta). Via TechCrunch (em inglês).

Uber, 99, Rappi e iFood têm notas pífias em avaliação sobre trabalho decente no Brasil

Uber, 99, Rappi e iFood têm notas pífias em avaliação sobre trabalho decente no Brasil, por Tatiana Dias no The Intercept:

Nessa edição do relatório [da Fairwork], a primeira feita no Brasil, foram avaliadas seis empresas — e a nota máxima foi 2, colocando o país entre os piores lugares do mundo para os trabalhadores de plataformas.

Rappi, GetNinjas e Uber Eats zeraram — isso significa que não pontuaram absolutamente nada nos critérios de “trabalho decente”. O Uber atingiu a mísera nota 1. O iFood e a 99, as empresas melhor avaliadas, conseguiram uma risível nota 2 — e isso depois de se movimentarem, ao saberem da existência do ranking, para cumprir alguns dos critérios levantados pelos pesquisadores.

A íntegra do relatório pode ser baixada no site da Fairwork.

No final de fevereiro, o Outline.com, site que burla paywalls, saiu do ar. Desde então, tentativas de acesso dão erro, “servidor não encontrado”.

Não que faltem alternativas (aqui tem várias; leia os comentários também), mas o Outline.com era bastante popular e o sumiço do serviço, estranho.

A Netflix anunciou que fará um teste no Chile, Costa Rica e Peru em que oferecerá uma opção de cobrança extra para quem compartilha a senha de contas Padrão e Premium com pessoas que não moram na mesma residência.

Segundo a empresa, o “super popular” compartilhamento de senhas também “criou alguma confusão em relação a quando e como a Netflix pode ser compartilhada”. Os termos de uso especificam que a senha do serviço “não [pode] ser compartilhados com pessoas de fora da sua família”.

A adição de usuários externos terá um custo menor e poderá ser convertida numa assinatura à parte no futuro, mantendo o histórico, listas e recomendações personalizadas.

A Netflix sempre fez vista grossa para o compartilhamento de senhas e há registros de declarações positivas à prática do CEO, Reed Hastings. Mas a realidade bate à porta: em 2021, a Netflix registrou o menor crescimento desde 2015, reflexo do arrefecimento da pandemia e do aumento da concorrência no setor.

Não há previsão de quando ou mesmo se esse novo modelo será oficializado e expandido para outros países. Via Netflix (em inglês).

Post livre #308

Toda semana, o Manual do Usuário publica o post livre, um post sem conteúdo, apenas para abrir os comentários e conversarmos sobre quaisquer assuntos. Os comentários fecham segunda-feira ao meio-dia.

O Brasil de Fato obteve documentos via Lei de Acesso à Informação que revelam os bastidores da entrada no Brasil da Starlink, o negócio de internet via satélites em órbita baixa da SpaceX, de Elon Musk.

Os documentos apontam que o Ministério das Comunicações pressionou a Anatel para acelerar a liberação da Starlink no país, ferindo a independência e autonomia da agência. Segundo Renata Mielli, da Coalizão Direitos na Rede e do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação, se provada a ingerência do ministério comandado por Fábio Faria, o processo de autorização do direito de exploração dos satélites da Starlink deverá ser refeito. Via Brasil de Fato.

Estamos trabalhando para levar NFTs ao Instagram a curto prazo. Não estou pronto para anunciar o que será isso exatamente, mas nos próximos meses [teremos] o recurso de trazer alguns dos seus NFTs para dentro [do Instagram], e depois tornar possível gerar novos NFTs dentro daquele ambiente.

— Mark Zuckerberg, em painel no South by Southwest.

A ideia de trabalhar com NFTs, já ventilada em 2021 por outros executivos da Meta, conecta-se com o alardeado metaverso. Em outro momento da conversa, Zuckerberg explicou que roupinhas de avatares no metaverso da companhia poderão ser geradas e negociadas como NFTs. Via O Globo, Engadget (em inglês).

Dois prints parciais do Explorer do Windows 11 mostrando anúncios em texto do OneDrive e do Microsoft Editor.
Imagens: @teroalhonen/Twitter e @flobo09/Twitter.

Usuários do Windows 11 que testam novas versões preliminares do sistema depararam-se com anúncios no Windows Explorer (vide imagens acima). A descoberta causou reações fortes entre outros usuários, temerosos de que o Explorer se torne outra superfície para anúncios no sistema operacional da Microsoft.

Em nota ao site BleepingComputer, porém, Brandon LeBlanc, gerente de produtos da Microsoft, afirmou que “isto era um banner experimental que não foi feito para ser publicado externamente e já foi desligado”, uma declaração que suscita questionamentos: se não foi feito para ser “publicado externamente”, foi feito para quê? Via @teroalhonen/Twitter, @flobo09/Twitter, BleepingComputer (todos em inglês).

Uma proposta para limitar criptoativos baseados na validação do tipo proof-of-work (PoW), que consome quantidades enormes de energia elétrica, foi rejeitada no Parlamento Europeu nesta segunda (14). A derrota foi de 30 votos contra 23. A proposta é parte do framework Markets in Crypto-Assets (MiCA), que busca regular o mercado de criptoativos nos 27 países do bloco.

As duas maiores criptomoedas do mundo, bitcoin e ether, usam blockchains baseadas em PoW. Estima-se que só o bitcoin consuma o mesmo tanto de energia que a Noruega — se o bitcoin fosse um país, seria o 27º mais gastão do mundo. Via Coindesk, The Verge (ambos em inglês).

Bacana esta iniciativa da Anatel em parceria com universidades públicas. Em dezembro, 745 receptores de TV piratas foram convertidos em minicomputadores e doados a escolas públicas. Teclados e mouses vieram de apreensões da Receita Federal. Via Anatel.

O projeto Além do Horizonte, idealizado pela Receita Federal de Minas Gerais em parceria com a Universidade Federal de Lavras (UFLA) e outras instituições de ensino superior, tem como objetivo dar destinação sustentável a receptores de sinais TV BOX apreendidos pelas ações de fiscalização realizadas pela Anatel, Receita Federal do Brasil e Agência Nacional do Cinema (Ancine).

O escritório em casa do desenvolvedor front-end Matheus Fantinel

Nesta seção, leitores do Manual gentilmente abrem um pedacinho da sua intimidade para nos mostrar seus escritórios domésticos, onde trabalham, estudam e/ou se divertem, e explicam os produtos e fluxos de trabalho que usam. Veja outros escritórios e, se puder, envie o seu também. O texto abaixo é de autoria do Matheus.

(mais…)

Na China, usuários agora podem desligar algoritmos de personalização na internet

por Shūmiàn 书面

Desde o início deste mês está em vigor a nova regulação chinesa de algoritmos de recomendação, aprovada no final de 2021. Como falamos por aqui e durante um cafezinho, a iniciativa de Pequim permite que netizens chineses possam avaliar como algoritmos tomam decisões com base em seu perfil de usuário e até desativar completamente a personalização. Esses algoritmos definem preços de produtos, conteúdos sugeridos, resultados de busca — praticamente tudo que acessamos na internet hoje. Assim, o mundo está atento ao impacto da nova legislação, pois, se algo similar for adotado por mais países, poderá mudar a internet como a conhecemos hoje (e deixar muita gente feliz). Nossa curadoria 100% humana garante que vale a pena ler esta análise sobre o assunto escrita pelo especialista em inteligência artificial Alberto Romero.


A Shūmiàn 书面 é uma plataforma independente, que publica notícias e análises de política, economia, relações exteriores e sociedade da China. Receba a newsletter semanal, sem custo.

O Twitter reverteu uma mudança no aplicativo para iOS liberada na última sexta (11) que tirou o poder do usuário de definir a cronológica como padrão.

“Nós ouvimos vocês”, disse a empresa ao anunciar a reversão nesta segunda (14). Com isso, o aplicativo para iOS volta a se comportar como antes, podendo ter a versão cronológica como padrão no lugar da algorítmica — basta tocar no ícone do brilho (✨) e escolhê-la —, e os do Android e web não serão afetados.

Isso não significa, porém, que o Twitter desistiu de mexer na experiência da timeline. Na mesma mensagem, a empresa disse que segue “explorando outras opções”. Via @TwitterSupport/Twitter (em inglês).

A Apple liberou o iOS 15.4 nesta segunda (14). A nova versão traz suporte ao Face ID com máscara (desde que você tenha um iPhone 12 ou mais recente) e novos emojis. O macOS 12.3, também já disponível, traz emojis aos computadores da marca e o Controle Universal, que permite compartilhar mouse e teclado entre Mac e iPad. Os outros sistemas da casa também foram atualizados, sem novidades significativas. Via MacMagazine (2).