O Ghost 5.0 foi lançado nesta segunda (23). Trata-se de um publicador para a web (CMS) focado em sites profissionais.

As novidades da nova versão são aperfeiçoamentos, na realidade: planos pagos personalizáveis, múltiplas newsletters, ofertas especiais, segmentação detalhada da audiência e analytics expandido.

O Manual do Usuário usa WordPress, que nos últimos anos tem expandido sua área de abrangência e deixado meio de lado os usuários interessados no formato blog/texto.

A proposta do Ghost, que segue independente, sem investidores externos e abrindo todo o seu código, é atraente e parece que está funcionando: a receita gerada por gente usando o Ghost quase quintuplicou em 2021. Via Ghost (em inglês).

Precisamos falar de cuecas

por Manual do Usuário

* Este é um post patrocinado. Leia o nosso compromisso ético.

Vestir-se bem transcende o que é visível aos outros. Sim, estamos falando das roupas de baixo, estamos falando de cuecas.

Não importa o seu estilo, uma cueca confortável é essencial. E por conforto entenda uma peça que não aperta (mas é segura), não enrola, que se ajusta às curvas do corpo.

A descrição acima é, não por coincidência, a das cuecas da Insider — as mais confortáveis do mercado.

As cuecas da Insider estão disponíveis em três modelos (Comfort, Performance e Slip), cores sóbrias e são ideais para quem tem uma rotina intensa e corrida.

E, como tudo que a Insider faz, repletas de tecnologia: anti-odor, evaporação rápida do suor, regulação térmica e fabricadas com um mix de tecidos para proporcionar o máximo conforto o dia inteiro.

Além das cuecas, a Insider tem outras peças essenciais, como camisetas, meias e shorts. E, claro, peças exclusivas para elas também — calcinhas, sutiãs, wingsuits e muito mais.

Use o cupom MANUALDOUSUARIO12 na hora de finalizar a compra e ganhe 12% de desconto em todo o site.

Precisa do Chrome? O ungoogled-chromium é uma alternativa livre da vigilância do Google

Por mais que alguém queira distanciar-se do Chrome, às vezes o navegador do Google se faz necessário.

Aconteceu comigo, numa participação em um podcast gravado num site que só funcionava no Chrome. Só que em vez de baixar o Chrome do Google, baixei o ungoogled-chromium, um projeto alternativo que tenta entregar um Chrome funcional sem qualquer vestígio do Google. E funcionou muito bem.

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Gente que grava shows com Nintendo 3DS e outros links legais

Todo sábado, um amontoado de links curiosos e/ou interessantes. Leia as edições anteriores.

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O fim do celular pequeno

Quem vai às compras atrás de um celular se intimida com a variedade de modelos disponíveis. São muitos e, apesar do volume, quase nenhum pequeno. Eric Migicovsky, que fez fama na década passada com o relógio inteligente Pebble, quer um celular Android pequeno. Será que vai conseguir?

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O ChromeOS como… porta de entrada para o Linux?

por Cesar Cardoso

Praticamente todo ChromeOS atual tem suporte ao container Crostini; basta ligar e começar a usar. A história oficial é que o container Linux é para poder desenvolver em um Chromebook — o grande objetivo do Crostini sempre foi rodar o Android Studio em uma plataforma Google —, no entanto, é um distribuição Linux dentro de um container, o que significa que você pode usar o Crostini para… aprender Linux.

Usar o ChromeOS para aprender Linux faz todo sentido: o container Crostini é simples, leve, está bem integrado com o ChromeOS, roda apps gráficos sem grandes problemas, roda os apps de terminal que todo mundo gosta/usa/precisa e… bom, se você cometer alguma bobagem, basta destruir o container e recomeçar, sem precisar partir para medidas drásticas como a reinstalação da máquina.

Aliás, é possível usar o container Linux do ChromeOS não apenas para aprender Linux, mas também diversas outras habilidades computacionais que podem ajudar no campo de estudo ou trabalho — programação, operação de sistemas, operação de provedores de cloud (AWS, GCP, Azure) etc.

Pois é. Não tinha pensado nisso, mas fica aí a dica.


Pinguins Móveis é uma newsletter semanal documentando e analisando a marcha do Linux por todos os cantos da eletrônica de consumo — e, portanto, das nossas vidas. Inscreva-se aqui.

Atualização (14h30): Foi pior do que alguém poderia imaginar. A partir de agora, quando alguém pedir a definição de viralatismo, mostrarei o vídeo abaixo (via Uol):

Elon Musk tem um encontro marcado com o presidente Jair Bolsonaro (PL) nesta sexta-feira (20), em São Paulo.

A agenda oficial, segundo o ministro das Comunicações, Fábio Faria, consiste em “tratar com o governo brasileiro sobre conectividade e proteção da Amazônia” — manobra em que o governo interferiu indevidamente na Anatel para acelerar autorizações no Brasil da Starlink, de Musk.

Segundo a Folha de S.Paulo, “empresários de diversos ramos, como telecomunicações, finanças e energia, também foram convidados a comparecer”, e assessores de alguns desses empresários temem que o encontro vire palanque eleitoral para Bolsonaro.

N’O Globo, Lauro Jardim, que deu a notícia em primeira mão, lembrou que Musk virou uma espécie de ídolo da extrema-direita desde que anunciou a intenção de comprar o Twitter. “O bolsonarismo espera que, com Musk no comando, o Twitter fique mais amigável à extrema-direita.” O negócio está “temporariamente suspenso” por iniciativa de Musk, que (supostamente) desconfia do volume de contas falsas na rede social. Via O Globo, Folha de S.Paulo.

Isso não era nem uma questão. Nunca foi. Temos que ter respeito pelas pessoas que trabalham com o cinema. E com isso quero dizer todas as pessoas, incluindo o pessoal que vende pipoca.

— Tom Cruise.

Durante a divulgação Top Gun: Maverick, no Festival de Cannes, Tom Cruise exaltou o cinema e disse que jamais permitiria que o filme estreasse direto no streaming.

“Sabe, eu vou aos cinemas até hoje. Entro na sala disfarçado e assisto aos filmes como qualquer um.” Via Folha de S.Paulo.

Cansado do Google, desenvolvedor do FairEmail encerra projeto

O desenvolvedor Marcel Bokhorst encerrou seu aplicativo para Android, o cliente de e-mail FairEmail, após acusar o Google de “sinalizá-lo falsamente como ‘spyware’”.

O FairEmail foi removido da Play Store e da F-Droid, não será mais atualizado e Marcel não prestará mais suporte aos usuários. “O Google venceu”, disse ele em um fórum de discussões ao anunciar sua decisão.

Em mensagens anteriores, Marcel reclama de decisões arbitrárias do Google na revisão de atualizações do FairEmail. O último problema foi a acusação de spyware. “De acordo com o Google, o FairEmail é um spyware porque envia a lista de contatos [do usuário].”

Nesta quarta (18), Marcel submeteu uma atualização do FairEmail removendo o recurso supostamente problemático. “Pode ser um choque, mas se não conseguir resolver isso com o Google, será o fim do projeto. Tentei dialogar com o Google várias vezes, mas eles não oferecem quaisquer detalhes do que o aplicativo está supostamente fazendo errado.”

Quatro horas depois, o desenvolvedor recebeu uma resposta padrão e escreveu: “Removi todos os meus aplicativos da Play Store e não darei mais suporte ou manutenção a eles. O Google venceu. Boa sorte.”

Os links, de fato, não funcionam mais. No site oficial do FairEmail, uma mensagem em vermelho diz: “Todos os meus projetos foram encerrados depois que o Google falsamente sinalizou o FairEmail como spyware sem uma oportunidade razoável de apelação. Não haverá mais desenvolvimento nem suporte.”

Além das rusgas com o Google, Marcel parece estar exaurido. Ele menciona, em uma das mensagens, que sua namorada está doente. Em outra, reclama (e classifica como “problema central”) o excesso de pedidos de ajuda dos usuários e os reviews negativos que seus aplicativos recebem, sem que o Google dê a chance de respondê-los.

Também se coloca como um problema, dizendo-se “um desenvolvedor velho e resmungão, que talvez devesse se aposentar”.

O FairEmail é (era?) uma referência em aplicativos de código aberto, padrões em algumas ROMs alternativas do Android, como o /e/OS.

A Apple mexeu na configuração padrão do Safari no macOS 12.4. Estava perdendo alguns cabelos tentando entender por que ele não abria uma série de sites — notadamente, a versão clássica do Reddit — até descobrir isso.

A “culpada” é uma configuração do próprio Safari. Em Privacidade, o item Ocultar endereço IP de rastreadores vem ativado por padrão no macOS 12.4. Bastou desmarcá-lo para que os sites voltassem a abrir normalmente.

O mesmo ocorre no Mail, onde a opção se chama Ocultar Endereço IP. Por padrão, não carrego imagens/elementos externos ao abrir uma mensagem. Com essa opção ativada, quando clico no botão para carregá-los, nada acontece. Basta desmarcá-la para que o Mail volte a se comportar normalmente.

As duas opções do Safari e do Mail são versões restritas aos respectivos aplicativos da Retransmissão Privada, ainda em beta, que, segundo a Apple, “oculta seu endereço IP e a atividade de navegação no Safari, além de proteger seu tráfego não criptografado na internet. Assim, ninguém pode ver quem você é e que sites visita, nem mesmo a Apple”.

É uma espécie de Tor nativo, embutido no sistema, condicionado ao iCloud+, a versão paga do serviço de nuvem da Apple. Saiba mais aqui.

Na tela de ativação global do recurso, na área ID Apple, dentro das preferências do macOS, a Apple avisa que “alguns sites podem apresentar problemas, como mostrar conteúdo de região incorreta ou exigir passos adicionais para início de sessão”.

Post livre #317

Toda semana, o Manual do Usuário publica o post livre, um post sem conteúdo, apenas para abrir os comentários e conversarmos sobre quaisquer assuntos. Os comentários fecham segunda-feira ao meio-dia.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o Telegram oficializaram, em sessão plenária nesta segunda (16), um acordo contendo diversas ações para combater a desinformação eleitoral na plataforma. Leia a íntegra do memorando de entendimento (PDF).

Edson Fachin, presidente do TSE, destacou durante a sessão plenária que este é o primeiro acordo do tipo, com um órgão eleitoral, que o Telegram celebra no mundo.

O acordo prevê a criação de um canal do TSE no Telegram (@tsejus, já no ar), de um robô tira-dúvidas (similar ao do WhatsApp), um canal extrajudicial de denúncias para uso do TSE e novos alertas de conteúdo falso em publicações na plataforma. Via TSE, O Globo.

Compartilhamento de dados do Google é assustador

Compartilhamento de dados do Google é assustador, por Parmy Olson na Bloomberg Línea:

Cada vez que você abre um aplicativo em seu telefone ou navega na web, um leilão pela sua atenção acontece nos bastidores, graças a um próspero mercado de dados pessoais. O tamanho desse mercado sempre foi difícil de definir, mas um novo relatório do Conselho Irlandês para as Liberdades Civis, que faz campanha agressiva há anos nos Estados Unidos e na Europa para limitar o comércio de dados digitais, agora trouxe um número. O relatório, que o conselho compartilhou com a Bloomberg Opinion, afirma que as plataformas de anúncios transmitem os dados de localização e os hábitos de navegação de americanos e europeus cerca de 178 trilhões de vezes por ano. De acordo com o relatório, o Google transmite o mesmo tipo de dados mais de 70 bilhões de vezes por dia em ambas as regiões.

É difícil para os humanos visualizarem esses números, mesmo que as máquinas os calculem confortavelmente todos os dias – mas se o uso de nossos dados pessoais pudesse ser visto da mesma forma que a poluição, estaríamos cercados por uma névoa quase impenetrável que fica mais espessa à medida que interagimos com nossos telefones. Quantificando de outra maneira: por meio de atividade online e dados de localização, uma pessoa nos EUA é exposta 747 vezes por dia a anúncios em tempo real, de acordo com os dados. O conselho diz que sua fonte não identificada tem acesso especial a um gerente de uma campanha publicitária realizada pelo Google (esse número não inclui dados pessoais transmitidos pelo Facebook da Meta Platform (FB) ou pelas redes de anúncios da Amazon (AMZN), o que significa que a verdadeira medida de todos os dados de transmissão é provavelmente muito maior).