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Governo proíbe Apple de vender iPhone no Brasil e multa a empresa em R$ 12 milhões

A Senacon, órgão ligado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, proibiu a Apple de vender iPhones no Brasil e aplicou uma multa de R$ 12 milhões à empresa devido à ausência do carregador de parede na caixa do celular.

No despacho (leia a íntegra) publicado no Diário Oficial da União nesta terça (6) e assinado pela diretora Laura Postal Tirelli, a Senacon alega que a Apple infringiu dispositivos do decreto nº 2.181/97, como a prática de venda casada e venda de produto incompleto.

Além de proibir a venda em território nacional, a Senacon também pediu a cassação das homologações junto à Anatel de todos os modelos de iPhone a partir do iPhone 12. Do despacho:

Vislumbra-se que, mesmo com aplicação das multas administrativas levadas a efeito pelos PROCONs do país, e das condenações judiciais aplicadas no território nacional, a Apple Computer Brasil não tomou nenhuma medida com vistas a minimizar o dano, permanecendo até a presente data vendendo aparelhos celulares sem carregadores. E como se vê da Nota de Repúdio anexada, avalizada por todos os Procons Estaduais e demais integrantes do Sistema Nacional de Defesa do Consumidor, a prática da representada de retirar os carregadores das embalagens dos smartphones comercializados é veementemente repudiada pelos órgãos e entidades de defesa do consumidor atuantes em território nacional.

Via Estadão.

17 comentários

  1. o_O Mas que doideira é essa?

    O engraçado é isso acontecer um tempo depois do vendedor da Jequiti no governo ir ter dado uma voltinha só para cobrar o 5G da Apple…

    E sim, de fato se é para vender carregadores junto (no sentido de já está embutido no preço e pode vir mesmo em uma embalagem a parte) com o celular, que seja. Mas este tipo de atitude, ao meu ver, acaba mais dando gás para o mercado cinza / informal.

    (Ou também pode servir para inflacionar ainda mais os preços da Apple)

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  2. Eu tenho opinião impopular, mas acho muito, mas muito errado o Governo intervir no que uma empresa precisa entregar junto dos seus produtos. A única regra é que na embalagem do produto este claro o que ela contém – o consumidor não pode alegar que falta a informação. Não vou entra na questão de apelo ecológico, corte de custos sem repasse ao consumidor e afins, mas independente de ser Apple, Samsung, Xiaomi, o que realiza o carregamento do aparelho é o cabo, que vem incluso. O adaptador de parede é apenas um meio, assim como um notebook, TV, videogame, aparelho de som, carro, entre outros.

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    1. Concordo. O erro da Apple foi não ter dado um ‘período de transição’ das tecnologias.
      Você vem com o iPhone 11 == Cabo USB-A + Adaptador de tomada USB-A.

      Quando lançam o iPhone 12, retiram o adaptador de tomada e mudam o cabo para USB-C, alegando meio ambiente e que ‘todo mundo já tem cabo e adaptador antigo e pode usá-los’.

      Ok. Mas partindo do princípio que você teve uma vida de iPhone (ou Android) que vieram com adaptadores de tomada USB-A, você não consegue usar o cabo que veio no iPhone, pois é USB-C. Então você teria de comprar um acessório (mesmo que de terceiro) para usar o cabo USB-C ou comprar um cabo USB-A para usar o adaptador que você já tem.

      Resumindo: A Apple vende um dispositivo que “te força” a comprar um acessório para usá-lo (seja comprando com ela ou com terceiros).

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      1. No caso da Samsung você tem 30 dias pra pedir um carregador. A Apple poderia simplesmente feito o mesmo.

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    2. Concordo com você em parte, mas também concordo um pouco com o Gustavo.
      A real é que é uma sacanagem da Apple, pura e simples; a ecologia é uma desculpa. Mas compra quem quer também. Se eu fosse usuário de iPhone, esse lance do carregador seria um bom motivo pra eu mudar de marca de aparelho.

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      1. Assim, respondendo você, Gustavo, e o Rodrigo, eu acredito que a atitude comercial da Apple seja imoral, mas não ilegal. E a punição em si, independente de qual fosse a empresa, é o que me incomoda. O Estado não deve interferir no produto que eu vendo, a menos que exista regulamentação, lei ou portaria específica sobre isso. Eu vejo que há motivo para punir, mas sim para abrir uma discussão para regular o mercado.

        O correto seria fazer como na França, em que a lei obriga a vender smartphones com fone de ouvido ou na UE que vai regulamentar que todos aparelhos vendidos usem um mesmo padrão de carregamento (USB-C).

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        1. Se é ilegal ou não, é algo beeem em aberto. O despacho da Senacon cita dispositivos legais que enquadram a conduta da Apple no campo da ilegalidade, como a prática de venda casada e “venda de produto incompleto ou despido de funcionalidade essencial”.

          É passível de questionamento? Com certeza. Porém não acho que é uma decisão arbitrária. Há, de fato, um evidente prejuízo ao consumidor — se ele não tiver um carregador ou um cabo compatível (lembrando que o do iPhone tem uma ponta Lightning e outra USB-C), vai usar o celular como?

          Eu mesmo tive que comprar um carregador de parede. Vendi o meu celular antigo e, por óbvio, vendi com o carregador junto. O celular novo veio sem. Morri com um gasto que, de verdade, não deveria ter.

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          1. Na mosca Ghedin. Temos leis que devem ser cumpridas. Na Europa já haviam tomado decisão semelhante. Salvo engano, até a caixa lá era diferente para acomodar o carregador.

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          2. É um bom argumento e como você disse, tudo está aberto a questionamentos. E sim, sem dúvidas o consumidor é prejudicado, mas a sentença também não beneficia ele (nós)… Concorda que não seria mais justo obrigar a empresa a indenizar quem comprou seu aparelho sem o adaptador de parede? Obrigá-la a fazer como a Samsung, que se dispôs a enviar um item para quem solicitasse (ouvi dizer que a demora chega a 6 meses para receber). O cenário que vai acontecer vai ser a Apple voltar a oferecer o adaptador de parede junto do aparelho, com um aumento no preço final. No fim a ação do MJ foi punir por punir, sem benefício evidente pra sociedade.

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    3. É essencial o estado intervir. O ‘livre mercado autoregulando’ é um devaneio sustentado para iludir que sua vida é ruim por que há uma luta entre esse estado opressor e o capitalismo libertador enquanto você trabalha para dar lucro e qualidade de vida para outras pessoas, não a si mesmo.

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  3. na parte da tarde já virá outra canetada mágica do governo para derrubar esse documento, como sempre o Estado melhorando nossas vidas :D #ironia
    se a moda pega, já já vêm Samsung, Xiaomi…

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    1. Depende de quanta propina a Apple der para o pessoal do Ministério

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  4. Quero da minha opinião . Acho certo vir o adpitador porquê é muito caro o celular. E o adpitador original e muito mais seguro do que uma réplica. O adpitador original e melhor.

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  5. A retirada do carregador é muito mais questão comercial para redução de custos e maximizar o lucro, o meio ambiente foi só uma desculpa “perfeita”. Acredito que a Apple achou que a retirada do carregador seria tão tranquilo quanto a retirada do p2.

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  6. É pra isso que o Estado serve. Se deixar correr solto, vão cobrar até pelo licenciamento do Ios.

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  7. mais uma lei inútil como tantas outras…

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