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O melhor lifehack para a sua produtividade? Dormir

Foto em p&b de mulher dormindo.

“Produtividade” é algo que todos buscamos. Executar mais tarefas com mais facilidade – quem pode não querer isso? Na busca pela otimização quase sempre recorremos a incrementos: se eu passar a fazer isso, produzirei mais; se comprar esse equipamento, trabalharei com mais conforto. Mas e se o contrário se apresentar como um caminho? E se, para produzir melhor, você precise produzir menos?

Uma coisa que nunca entendi é a ideia de madrugar em cima de um projeto. Ou estudando. Entendo a glamourização do ato, como quando Tim Cook escreveu no Twitter ter dormido um pouco mais que o habitual para um grande dia, até as… 4h30 da manhã. De fato, dormir pouco faz com que pareçamos mais importantes e reforça a ideia de trabalho duro, mas não é sinônimo de produzir melhor. Com frequência, troca-se qualidade por quantidade, o que não é interessante em muitas áreas.

Quando minhas pálpebras ganham vida própria, o foco passa a se perder com facilidade e para continuar é preciso recorrer a líquidos baseados em cafeína, algo está errado. Eu estou no lugar errado. Deveria estar em uma cama, não trabalhando.

Recentemente assisti a uma animação do TED-Ed que explica os benefícios cognitivos do sono. Em outras palavras, por que vale mais a pena tirar a noite véspera de uma prova ou de uma apresentação importante para dormir em vez de estudar ou ensaiar:

Domingo passado comecei a experimentar a rotina de 8h de sono por noite. Não foi muito difícil – costumo dormir em torno disso –, mas levei a meta a sério e programei não um, mas dois alarmes. Além do da manhã, configurei um para a noite também, a fim de me avisar a hora de ir para a cama.

Funcionou, como mostram as estatísticas de sono da Shine:

Tela do app da Misfit com minha semana de sono.

Em busca das 8h de sono diárias

A Fundação Nacional do Sono, dos EUA, divulgou recentemente uma nova tabela de períodos de sono recomendados de acordo com a idade. Adultos e jovens adultos (dos 18 aos 64 anos) se inserem na faixa entre 7 e 9h de sono por noite. Parece-me um número satisfatório e está dentro daquele senso comum, de que precisamos de 8h de sono por noite.

Gráfico mostrando as horas de sono recomendadas para adultos.
Fonte: Fundação Nacional do Sono.

Entrar nesse ritmo exige disciplina. Às vezes não se está com sono na hora em que é preciso dormir a fim de acordar a tempo dos compromissos do dia seguinte chegando às desejadas 8h de sono. O lance é ir para a cama assim mesmo. Uma hora, salvo se houver outras forças agindo contra (insônia, preocupações etc), o sono vem. E, claro, existem ações que podem ser feitas com antecedência para ajudar.

Uma dica legal, que me ajuda sempre, é ativar o modo “não perturbe” do celular. iPhone e Android têm, e no meu deixo ele sempre configurado. Quando durmo em outros horários (vide abaixo), ativo manualmente o “Não Perturbe” do iOS. No Android, quem já tem a última versão do sistema pode ativar o Modo Prioridade; os demais, instalar o Nights Keeper.

Outra dica bastante útil é fazer um bloqueio acústico do ambiente. A vida na cidade, especialmente em prédios, pode ser um tanto barulhenta – uma hora é o vizinho que resolve cozinhar de madrugada, em outra, alguém conversando na calçada altas horas da noite, sem falar nos cachorros da vizinhança. Aqueles mesmos sons que ajudam a se concentrar no trabalho também auxiliam na indução do sono — o barulhinho de chuva é muito convidativo a uma noite bem dormida.

No iPhone, alterno entre os apps Noisli (US$ 1,99) e o da Misfit, que tem essa função nativa e é gratuito. O Android tem, além desse último, um punhado de outros. Dos que testei recentemente, gostei do Rain Sounds (grátis).

Quando 8h não são o bastante

Pessoas dormindo na calçada.
Foto: Calvin Smith/Flickr.

Como disse, eu já vinha dormindo esse tanto, ou algo próximo, há muito tempo. Meu relógio biológico, nesse sentido, é bastante regulado; mesmo em feirados e nos fins de semana, sem a ajuda de um despertador, acordo cedo. E isso não parecia ser o bastante, já que no meio da tarde quase sempre sentia um cansaço enorme.

Foi pensando nisso, antes de começar meu experimento mais rígido, que lembrei-me de outra recomendação praxe: a siesta.

Você já deve ter lido em algum lugar que Grandes Nomes da História™ tinham esse hábito em comum. Esta matéria de 1999 da Veja diz que Napoleão Bonaparte, Albert Einstein, Winston Churchill, Thomas Edison, Salvador Dalí, John Kennedy e Leonardo da Vinci tiravam, todos, aquela soneca depois do almoço.

Por que a soneca pós-almoço é tão útil? Segundo Renata Federighi, consultora de sono de uma fabricante de travesseiros, porque “é o período em que o corpo está relaxado e o cérebro está trabalhando com maior lentidão, já que durante a digestão parte do fluxo sanguíneo é desviado para o estômago, moderando a capacidade de sangue em outras áreas como o cérebro e os músculos.”

Ok, parece fazer sentido, então instituí mais esse período de sono à minha rotina, concomitantemente à missão de dormir no mínimo 8h por noite. Em vários locais li que a duração máxima desse sono pós-almoço deve ser de 30 minutos, caso contrário ou algo está errado contigo, ou você cai no sono profundo, o que gera efeitos contrários aos esperados e ainda atrapalha o sono noturno daquele dia. Então, ok.

E… bom, faz pouco tempo que venho dando essa atenção maior e preventiva ao meu sono, em vez de tentar manter-me acordado quando ele bate no meio do dia. Mesmo considerando a hipótese de um efeito placebo estar agindo, sinto-me melhor disposto no período da tarde e essa sensação adentra a noite — até a hora de ir para a cama, claro. No mínimo, os resultados iniciais me animaram a continuar.

Nosso ritmo circadiano é implacável; ele não se curva, ou se adapta, às demandas contemporâneas. Em vez de brigar com a natureza em nome de uma produtividade que não faz muito sentido se vista de longe, com a mente aberta (e descansada!), resolvi aceitar meu sono, encará-lo como uma necessidade, e não um entrave, e me deixar dormir quando preciso. Até agora, pelo menos, tem funcionado.

Foto do topo: Seniju/Flickr.

30 comentários

  1. Eu também sou como o colega que aproveita que o sono é de graça, mas ao mesmo tempo sente culpa por ser tão entregue ao famigerado relógio biológico. No meio da semana durmo muito mal, então tiro o domingo só pra dormir. Tem dias que durmo umas 12 horas e durante o dia durmo mais umas duas vezes. Quando adolescente, também dormia umas 12 horas por dia e não aguentava os familiares, mas depois que comecei a trabalhar e manter essa rotina, pelo menos cessaram um pouco os comentários.

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  2. Eu sou passarinho que acompanha morcego: por mim, estaria na cama às 22:30, mas a patroa é morcega e só vai pra cama à meia-noite. E ainda quer dormir primeiro, porque eu ronco. E acorda antes de mim.
    Entenderam por que eu sou assim?????

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  3. Vocês confiam nesses apps de monitoramento do sono?

    Meu sono nunca foi ruim, e deu uma leve melhorada quando comecei a praticar atividades físicas e mudar a alimentação. Os resultados surgiram rápido. Outro hábito que estou adotando é sair da tela cerca de meia hora ou até uma hora antes de dormir. Chego em casa quase 22:50 da faculdade, enrolo na televisão por alguns minutos e vou dormir. Tem sido jóia, e isso me faz questionar esses apps de indução de sono. Parecem um caminho meio torto.

    E já há (ou sempre houve) teorias que questionam essa sono em uma deitada só. Não apenas há o sono polifásico (aquilo é insano!) como teorias de dois sonos médios ao dia. Tem um livro muito bom* que trata do sono no séc XXI: 24/7 — Capitalismo tardio e os fins do sono [ http://editora.cosacnaify.com.br/ObraSinopse/2674/24/7—Capitalismo-tardio-e-os-fins-do-sono-%5BE-book%5D.aspx ]. O livro é curto (mas eu não terminei ainda) e conta como a nossa organização social baseada no capitalismo financeiro afetou e afeta o sono. Conta sobre experiencias para humanos sem sono e o que isso significaria para os meios de produção.

    * Esse livro que me motivou a perguntar sobre livros no post livre. Mas percebo que o que eu queria mesmo não era só sobre tecnologia, mas sobre o comportamento do séc. XXI. A tecnologia é indissociável.

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    1. Opa, debate bem interessante Frederico, obrigado pela sugestão de leitura.

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  4. Bom texto, Ghedin!

    Estou naquela vida estágio/faculdade, e às vezes dormir o suficiente pode ser um desafio complicado. Por isso, valorizo cada período que posso tirar uma soneca livre de culpa – seja no ônibus, em casa ou na biblioteca da faculdade.

    Durmo cerca de seis horas por noite (estudar no período noturno e fazer estágio de manhã causa isso). O jeito é compensar à tarde e durante os fins de semana.

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  5. Ghedin, assim que li esse texto eu instalei o Rain Sounds. Testei essa noite, e está mais que aprovado, hehe

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  6. Eu tirei a prova recentemente. Tava num corre sinistro aqui pra terminar uns trabalhos e fiquei 1 semana dormindo tipo 5 ou 4h/noite. Qualidade de vida tava indo pro caralho já. Passada essa semana, voltei a dormir tipo umas 7h aprox e no outro dia, faço as coisas mais de boa. Trabalho melhor em suma.

    Vou monitorar com mais cuidado quando a minha xiaomi mi band chegar do tio aliexpress.

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  7. Belo artigo Ghedin! Essa é uma das coisas que preciso me disciplinar. Dormir cedo e acordar cedo! Sabes de algum app bacana semelhante a este da Misfit, mas que não necessite de um wearable?

    Abs

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  8. Ótima matéria! No meu caso, o sono só melhorou depois de iniciar a prática de esportes, especificamente corrida de rua. Resultado: 22h já estou um bagaço e procurando a cama

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  9. Para mim sempre precisei dormir de 8 a 9 horas por noite. Se durmo menos que isso por 2 ou 3 noites seguidas entro no processo de zumbificação. Estranhamente, se dormir mais de 10 horas também fico muito sonolento o dia todo…

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  10. Eu tenho insônia. As coisas que não resolvo ou angústias sempre atrapalham na hora de dormir, fora o zumbido (que tenho há anos e até hoje não sei como lidar). Acabei pegando uma aversão ao hábito de ter que deitar na cama e esperar.

    Qualquer coisa incomoda: respiração, dobra no lençol. Costumo ficar acordado até não aguentar mais e capotar. Mesmo se eu dormir 8h por dia eu sinto cansaço mental muito grande, falta de disposição, enfim…

    Conhece o Soundrown? Ele é um site interessante, que permite fazer um mix de sons da natureza:

    http://soundrown.com/

    Há sons variados: chuva, ondas, crepitar do fogo, cafeteria e outros.

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  11. A maioria dos CEOs grandões dizem dormir no máximo 6h por noite, inclusive a Marissa Mayer do Yahoo!. Agora a senhora HuffPo, depois de dormir 6h e chegar ao topo profissional assim, vem com uma “pregação” de dormir 8h ou mais, sendo que tudo que conseguiu foi por dormir pouco e trabalhar mais do que o recomendável.

    Fico confuso entre seguir a teoria ou meu sensor de recalcado que diz que enquanto estou dormindo tem outro produzindo e se transformando em alguém maior ou melhor que eu.

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    1. Te entendo em relação ao conflito de pregação….Não acompanhei a Arianna falando de sono, tampouco a Mayer. Mas será que elas não estão fazendo essa reflexão porque depois que chegaram lá, olham para suas vidas pessoais e sua saúde e notam o que perderam no processo? Afinal, vc chegou no topo.. nada mais certo que refletir sobre a jornada. E nós só olhamos pra “capa” CEO. O que sobrou da vida delas, não sabemos. Vale pagar o preço? Depende.

      Agora.. sobre seu sensor… a pessoa pode estar se transformando numa pessoa mais bem sucedida, mas não “melhor” do que você. sem papo piegas de auto-ajuda…. além disso potência não é nada sem controle, ou seja, Talento é nato e não aumenta dormindo pouco (ou muito)

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      1. Email do trabalho eu nunca leio fora do horário de expediente, simples assim.
        Mas nem todo mundo pode fazer o mesmo, dependendo do cargo ou área de atuação, aí é mais complicado.

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  12. Essa da siesta eu aplico sempre, desde meu primeiro emprego, quando eu tinha apenas 1 hora de almoço. Eu almoçava em um restaurante na esquina (no máximo meia hora, contando o trajeto) e voltava para o escritório, onde descansava, debruçado na mesa de trabalho mesmo, o restante do tempo.

    Às vezes as pessoas deixam isso para lá por falta de condições adequadas. É claro que é mais confortável poder fazer isso na própria cama ou em um colchonete, mas é preciso se virar com o que tem. É melhor passar meia hora descansando debruçado na mesa que ficar acordado e com sono durante metade do expediente. No meu segundo emprego eu podia trancar a porta da sala, porque ficava sozinho nela, mas no primeiro nem isso. Descansava na frente dos colegas mesmo.

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    1. Eu tinha um colega de trabalho que fazia o mesmo. Rolava uma zoação e um preconceito com ele, mas posso dizer que invejava a “coragem” de respeitar suas necessidades e descansar.
      Sao poucas as empresas que permitem de alguma forma o funcionário ter uma condição saudável no trabalho.
      Exercícios laborais são difíceis de encontrar também.

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  13. Confesso que leio esse post com um certo receio.
    Consigo facilmente ter uma noite de 11 horas de sono, e acordar carregando a culpa de não ter produzido nada é sempre inevitável.

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      1. Pois é. Eu sou daqueles que acha impressionante dormir ser de graça, de tão bom que é

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        1. Tbm sou do time que acha impressionante dormir ser de graca, de tao bom que é dormir! Hehehe

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    1. se durmo onze horas, hoje em dia, meu corpo não levanta da cama de tão quebrado.

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    2. Pois é, eu sou daqueles que acha impressionante dormir ser de graça, de tão bom que é.

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  14. Em muitos seguimentos do mercado trabalho, uma hora a menos de expediente certamente aumentaria e muito a produtividade. A cultura do “Deus ajuda quem cedo madruga” e a do “trabalho dignifica o homem” muitas vezes obrigam as pessoas a mostrar pra sociedade que fazendo menos (ou mais, dependendo do contexto) tu é um preguiçoso, vagabundo. E o sacrificado é o sono.

    Quando fazia faculdade de manhã, em época de provas eu estudava no máximo até as 21h do dia anterior. O resultado era super positivo. Nas vezes que me matei durante as madrugadas por causa de provas ou trabalho o resultado nunca foi satisfatório.

    Já quanto ao meu sono, minha média são 7 horas por noite, não consigo passar disso. A não ser que o dia tenha sido punitivo ou algum sono atrasado esteja me perseguindo, aí são 9 – 10 horas no talo. (risos)

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  15. Um bom complemento desta matéria talvez seja esse link: http://www.papodehomem.com.br/como-virar-a-noite-dicas-do-exercito-americano-para-aplicar-no-dia-a-dia/
    (*ou seja, o que fazer no dia que precisar ficar acordado até tarde e para se recuperar depois. Spoiler: eu fazia quase tudo errado….provavelmente muita gente tbm)

    Rodrigo, ótimo texto como sempre. Mas eu não consigo seguir as 8 horas de sono porque nem sempre a rotina me permite isso. Fora que a noite demoro demais para esfriar os motores e desligar (de manhã sou um carro velho… demoro pra esquentar e funcionar…risos). Talvez pela sensação de coisas demais pra fazer e pouco tempo para as coisas prazeirosas da vida . Vivo com aquela sensação de que o dia precisa ter 28 horas, a semana 7 dias (e o final de semana 5 dias… risos).

    Mas a idade já está me obrigando a dormir mais. Hoje, dormir menos de 6 horas me transforma em um zumbi no dia seguinte. (antes tirava de letra). Não sei se vou conseguir 8 horas…. talvez um dia. Mas estou fazerndo algumas coisas pra melhorar: menos luzes a noite… menos coisas estressantes… evitando a fadiga…. vinho…

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    1. Outro complemento, e isso serve também ao fato da sua rotina, é entender o porque de algumas culturas por exemplo fecharem na hora do almoço. Acho que tem lugares no Brasil (muitas vezes no Sul, onde se mantém a origem dos imigrantes europeus) que se fecha 12h e volta 13h30min, 14h.

      Não é a toa também a luta política pela redução da carga horária oficial: para com isso dar mais condições até de saúde aos trabalhadores.

      Poderia negociar com sua empresa para adequar seus horários. Sei que provavelmente a reposta será “faço isso e posso perder meu emprego”, mas aí reflito: o que vale mais, a saúde ou a renda?

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      1. A renda, pois sem ela você não paga o plano de saúde.

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      2. A questão cultural que temos é realmente muito forte Ligeiro. Aqui sucesso é culpa e pensar em qualidade de vida em detrimento das horas de trabalho é pecado.

        Mas até me refiro a rotina pós escritório. No geral precisamos comprimir 7 bilhões de coisas que queremos fazer, que precisamos fazer e que somos obrigados a fazer em 720 horas mensais. Não é fácil… aja bocejos

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