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Notepad++ 8.6

Ícone do Notepad++: uma iguana estilizada, segurando um lápis, em frente a uma folha de papel com o nome do app embaixo.

Quando o Notepad++ foi lançado, Don Ho se cadastrava em vários fóruns para postar que “o Notepad++ é massa!”. Hoje, o pequeno editor para Windows não precisa mais dessa ~estratégia.

Na última quinta (23), o Notepad++ completou 20 anos. É daqueles raros aplicativos que mudam pouco e sempre para melhor, mantendo a agilidade enquanto cresce em funcionalidades, fruto de carinho de Ho e dos voluntários que se juntaram ao projeto — que tem o código aberto.

Se você não o conhece, o Notepad++ é uma espécie de substituto do Bloco de notas (daí seu nome) capaz de lidar com várias linguagens de programação.

Para celebrar o aniversário, o Notepad++ 8.6 trouxe multi-edição, um recurso comum em outros editores e que fazia falta aqui.

Notepad++ / Windows / Gratuito.

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Clay

Ícone do aplicativo Clay para iOS: fundo preto e a palavra “Clay” escrita em branco.

Alguns anos atrás, foi moda a categoria de aplicativos “CRM pessoal”, que pega a ideia do CRM corporativo (gerenciador de relacionamentos) e a adapta às nossas relações pessoais.

O app Clay é um que surgiu naquela onda. Nessa semana, o app chegou à versão 2.0 com uma nova-velha abordagem: o mundo corporativo, com uma versão para equipes. De quebra, ganhou um banho de loja e tornou o plano pessoal gratuito (limitado a 1 mil contatos).

Com o Clay, é possível puxar interações do e-mail e de redes sociais, registrar detalhes, eventos (como aniversários) e encontros com contatos e definir lembretes para não passar muito tempo sem dar um alô às pessoas que importam em sua vida.

A empresa garante que dados de conexões e outras informações do usuário são criptografadas de ponta a ponta (política de privacidade, em inglês).

Clay / iOS, macOS, web e Windows / Gratuito (uso pessoal).

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Pasteboard

Ícone do Pasteboard para Windows.

Autointitulado “o melhor gerenciador de área de transferência para Windows”, o Pasteboard parece bem legal. (Se é o melhor, deixo em aberto.)

Um gerenciador de área de transferência salva e permite recuperar tudo que é copiado na memória com o famoso Ctrl + C.

Como o Windows 10/11 já traz esse recurso, o Pasteboard oferece alguns extras, como uma barra visual ao ser invocado (com Ctrl + Shift + V), pesquisa pelo conteúdo salvo, possibilidade de afixar itens recorrentes e até renomeá-los. Lembra o Paste, do macOS.

O Pasteboard é gratuito e sempre será. Quando os aplicativos para celulares chegarem, porém, é bem provável que haja uma cobrança para a sincronia sem fios entre computadores e celulares.

Pasteboard / Windows 10/11 / Gratuito. Download (Microsoft) », Download (Gumroad) ».

DMA mostra os dentes, Apple e Microsoft cedem

Só nesta semana, a Apple finalmente cedeu e confirmou que dará suporte ao RCS (sucessor do SMS) em 2024 e a Microsoft iniciou testes de adequação do Windows 11 — remoção de apps nativos, incluindo Bing e Edge, e outras quinquilharias da empresa.

Li várias manchetes classificando movimentos do tipo como “surpreendentes”, “chocantes”, “inesperados”… como se essas empresas tivessem sido acometidas por uma crise de consciência abrupta. Não é o caso, óbvio. O motivo de tanta abertura é a entrada em vigor iminente do Digital Markets Act (DMA) da União Europeia, que começa a valer em março de 2024. Via 9to5Mac, Microsoft (em inglês).

Files

Ícone do aplicativo Files, para Windows.

Files é um gerenciador de arquivos alternativo para os Windows 10 e 11. Foca em beleza e recursos poderosos que não são encontrados no Explorador de Arquivos, o aplicativo nativo do sistema da Microsoft.

Nesta quarta (8), os desenvolvedores liberaram a versão 3.0 do Files com algumas novidades interessantes, como cantos arredondados, renomear drives em rede, uma paleta de comandos e um visual alternativo/moderno para a janelinha de transferência de arquivos.

Há, ainda, a promessa de melhorias no desempenho, um dos principais problemas apontados por alguns usuários. O Files tem o código-fonte aberto.

Files / Windows 10/11 / R$ 34 (Microsoft Store) ou gratuito (instalador clássico).

Como lidar com atualizações anuais de sistemas operacionais?

Neste episódio do podcast, falo das atualizações de sistemas operacionais. Do iOS ao Windows, passando por macOS e os diferentes sabores de Linux, todos têm cadências próprias, quase sempre muito aceleradas, de atualizações — e nem sempre pelos motivos mais nobres. No monólogo, falo como lido com isso.

Citei dois posts sobre o Daylio, um aqui no Manual e outro no meu blog pessoal.


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Dangerzone mitiga o risco de ataques via documentos ou imagens adulterados

Documentos e imagens podem ser vetores para a disseminação de vírus e outras pragas digitais. O aplicativo Dangerzone ajuda a mitigar esse risco.

Como? Com “sandboxes” isoladas do sistema operacional e uma ideia engenhosa de desconstrução e reconstrução dos arquivos suspeitos.

Transcrevo (e traduzo) a descrição do site oficial:

Você dá a ele um documento no qual não sabe se pode confiar (por exemplo, um anexo de e-mail). Dentro de uma “sandbox”, o Dangerzone converte o documento em um PDF (se ainda não for um) e, em seguida, converte o PDF em dados brutos de pixels: uma enorme lista de valores de cores RGB para cada página. Então, em uma “sandbox” separada, o Dangerzone pega esses dados de pixels e os converte de volta em um PDF.

O aplicativo lida com arquivos *.pdf, documentos do Microsoft Office e LibreOffice e alguns formatos de imagens.

Um projeto da Freedom of the Press Foundation, o Dangerzone é gratuito, tem o código aberto e versões para Linux, macOS e Windows. Baixe-o aqui.

Firefox não terá mais atualizações para versões antigas do Windows e macOS

O Firefox 115, lançado nesta terça (4), é a última versão compatível com os Windows 7 e 8 e com o macOS 10.14 (Mojave) e anteriores. A Mozilla orienta quem ainda estiver nessas versões que use o Firefox ESR a fim de continuar recebendo atualizações críticas de segurança — até setembro de 2024. Via Mozilla (em inglês).

Windows 11 ganha suporte a RAR, 7-Zip e outros formatos de compactação

Enterrado no anúncio do Bing Chat (ChatGPT) dentro do Windows 11, a Microsoft revelou que seu sistema operacional ganhará suporte nativo a outros formatos de compactação além do *.zip, como *.7z, *.rar e *.gz — todos os suportados pela biblioteca libarchive. Será que as pessoas continuarão instalando (ou comprando) o WinRAR e similares? Via Microsoft (em inglês).

ChatGPT no Windows, Bing no ChatGPT: As novidades em IA da Microsoft

A Microsoft anunciou (mais) um punhado de coisas envolvendo inteligência artificial, em parceria com a OpenAI, na abertura do evento Build nesta terça (23):

  • O Windows Copilot (vídeo) lembra muito as promessas da Cortana, porém sem uma interface de áudio, tudo por texto escrito/bate-papo. O lance de resumir PDFs e interagir com aplicativos de terceiros (Spotify, no exemplo) são bem legais.
  • A Loja da Microsoft ganhou uma central de inteligência artificial (vídeo) destacando aplicativos do tipo.
  • Já o Dev Home (vídeo) conecta o Windows 11 ao GitHub e reaproveita alguns recursos já existentes para facilitar e acelerar a criação de um ambiente de desenvolvimento.
  • O mais interessante, do ponto de vista dos negócios, é que a parceria com a OpenAI virou uma relação de mão dupla com a chegada do Bing ao ChatGPT.

Impressiona o volume e a rapidez com que a Microsoft tem explorado a parceria com a OpenAI e colocado na praça produtos baseadas em IA. Via Microsoft (2) (3) (em inglês).

Microsoft corrige falha de cinco anos no Windows que fazia Firefox consumir muito processamento

A Microsoft corrigiu uma falha no Defender, o antivírus nativo do Windows — que vem ativado de fábrica —, que causava picos de processamento quando o Firefox estava em uso.

Embora seja um problema no Defender, a falha foi registrada no Bugzilla, da Mozilla, por Markus Jaritz em fevereiro de 2018:

Notei que já faz algum tempo a maior parte do tempo em que o Firefox está ativo, o [serviço] nativo do Windows 10 “Antimalware Service Executable” usa mais de 30% do meu processador e lê e escreve arquivos aleatórios em Windows/Temp, todos começando com etilqs_.

Isso tem me atrasado significativamente e faz com que o Firefox fique bem lento.

A correção finalmente chegou nesta terça, na atualização de março do Defender (plataforma 4.18.2302.x, motor 1.1.20200.4).

Yannis Juglaret, engenheiro da Mozilla, testou a correção e confirmou a melhoria:

Os números sugerem uma melhoria de ~75% no uso do processador do MsMpEng.exe ao navegar com o Firefox (o número específico se aplica a navegar no youtube.com na minha máquina).

Foi um mês cheio: na terça (11), a Microsoft liberou correções para 96 falhas, incluindo uma do tipo “dia zero” e sete classificadas como críticas. Antes disso, no dia 6/4, 17 falhas do Edge já haviam sido corrigidas. Via Neowin, Bleeping Computer (ambos em inglês)

Mullvad VPN e Projeto Tor lançam novo navegador com foco em privacidade

O pessoal da VPN Mullvad juntou forças com o do Projeto Tor para lançar um novo navegador web com foco em privacidade, o Mullvad Browser (baixe-o aqui). Ele foi “projetado para ser usado com uma VPN confiável em vez da Rede Tor” e, apesar dessa recomendação, pode ser usado sem VPN também.

O Mullvad Browser é gratuito e está disponível para Linux, macOS e Windows. Via Mullvad Blog (em inglês).

Atualização sem nome do Windows 11 traz Bing Chat e abas ao Bloco de Notas

A Microsoft liberou uma atualização grande do Windows 11. (E… bem, é isso, “uma atualização”; as atualizações do Windows não têm mais nomes.)

O carro-chefe da versão é a presença do Bing Chat, a inteligência artificial baseada no ChatGPT da OpenAI, embutido na barra de tarefas do sistema. Os caras estão viciados nisso.

Há outras novidades boas, como o aplicativo Assistência Rápida redesenhado, painel de widgets ocupando a tela inteira, interface mais adaptada a tablets, gravação em vídeo da tela com o aplicativo Captura e Esboço e abas no Bloco de Notas. Veja em vídeo.

Você pode esperar o Windows Update baixar a atualização em algum momento de março, ou forçar o processo fazendo uma verificação manual por atualizações. Via Microsoft (em inglês).

Inconsistências visuais e elementos datados permanecem no Windows 11

Print de uma tela do Windows 11, com elementos visuais herdados do Windows 3.1, de 1992.
Imagem: NTDEV/Reprodução.

O Windows é uma espécie de rocha que, partida ao meio, revela camadas que contam toda a sua história.

O blog NTDEV fez esse recorte e mostrou que a versão mais recente do Windows 11, do final de 2022, contém resquícios do Windows 3.1 (imagem acima), lançado em 1992, ou seja, 30 anos atrás.

Não que seja um grande problema — é um estético, se muito —, mas chama a atenção vindo de uma empresa trilionária e com lucros consistentes. Nenhum outro sistema operacional, nem mesmo os ambientes gráficos Linux mantidos por voluntários (Gnome, KDE Plasma, Xfce), apresenta inconsistências visuais do tipo. Via NTDEV (em inglês).

Bloco de notas ganhará abas no Windows 11

Print do Bloco de notas do Windows 11, em modo escuro, com duas abas.
Imagem: Windows Central/Reprodução.

Interrompo o recesso do Manual para dar uma notícia de última hora: o Bloco de notas do Windows 11 ganhará suporte a abas em algum momento próximo.

Um funcionário da Microsoft postou um print do aplicativo exibindo duas abas. (A janela também apresenta uma faixa vermelha em que se lê “Confidencial: Não debata os recursos nem tire prints”. Ops!)

Aplicativos similares ao Bloco de notas de outros sistemas operacionais, como o Editor de Texto do macOS e do Linux/Gnome (apps diferentes, apesar do mesmo nome), trabalham com abas há tempos. Nunca vi muita utilidade nelas nesse contexto, mas talvez seja só o meu fluxo de trabalho. Via Windows Central (em inglês).