KeePassXC 2.7.7 ganha suporte a chaves-senhas (passkeys)

Ícone do KeePassXC: chave branca dentro de um círculo verde.

O KeePassXC 2.7.7, nova versão do gerenciador de senhas de código aberto, traz suporte às chaves-senhas (ou passkeys), padrão que substitui senhas tradicionais para autenticação em sites.

A implementação se aproveita da integração já existente entre o KeePassXC e navegadores para guardar e usar as chaves-senhas. Essa integração funciona com o Firefox e Chrome e derivados.

Outras novidades de destaque da versão são a importação de senhas das versões mais recentes do 1Password e Bitwarden, e a simplificação da tela de desbloqueio do cofre/banco de dados.

KeePassXC / Linux, macOS e Windows / Gratuito

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Navegador do DuckDuckGo ganha sincronia e backup de favoritos e senhas

Ícone do DuckDuckGo, um pato de gravata borboleta verde contra fundo vermelho.

O navegador do DuckDuckGo ganhou um recurso imprescindível nesta quarta (14): sincronia e backup de favoritos, senhas e configurações da proteção de e-mail.

No anúncio, a empresa diz que a sua solução dispensa a criação de contas e que todos os dados são criptografados de ponta a ponta.

A conexão entre dispositivos feita por QR codes e códigos alfanuméricos. Nas configurações do navegador, é possível gerenciar os dispositivos sincronizados.

Um detalhe importante: ao sincronizar/fazer backup dos seus dados, o navegador do DuckDuckGo gera um código de recuperação em um arquivo PDF. Caso perca o acesso aos dispositivos sincronizados, esse código é a única maneira de recuperar seus dados.

O navegador do DuckDuckGo tem bloqueador de anúncios nativo, uma ferramenta de consentimento automático para cookies e outros recursos de privacidade. Ele usa o motor de renderização padrão de cada sistema operacional onde está disponível.

DuckDuckGo Browser / Android, iOS, macOS e Windows / Gratuito

A Microsoft começou a extirpar o suporte a realidade mista do Windows. A versão de testes liberada nesta quinta quebra o suporte a headsets de realidade mista; a mudança alcançará todos os usuários no fim do ano, com o Windows 11 24H2.

Embora não impacte o HoloLens, é uma regressão à tentativa de popularizar headsets de realidade mista/aumentada/virtual. E num momento curioso, logo após o lançamento do Vision Pro, da Apple.

Parece que estamos em um ponto de inflexão, só não sei quem está certa, se a Apple ou a Microsoft. Via Pixel Envy (em inglês).

Heynote, um bloquinho de anotações para desenvolvedores

Ícone do Heynote, o nome do aplicativo em duas linhas, com fundos em tons diferentes de verde.

Sou um grande entusiasta dos bloquinhos de texto — não posso ver um que já fico alvoroçado. O Heynote traz como diferencial o foco em desenvolvedores.

Além do óbvio suporte às sintaxes de diversas linguagens de programação, o Heynote trabalha com blocos para dividir as anotações.

Aperte Ctrl + Enter para criar um novo bloco. A separação funciona também para a seleção do conteúdo, ou seja, um Ctrl + A seleciona apenas o conteúdo do bloco em foco.

Ah, também serve de calculadora “esperta”, do tipo que cria variáveis e faz pequenas conversões — parecida com aplicativos como Numi e Soulver.

Desenvolvido por Jonatan Heyman, o Heynote tem o código aberto.

Heynote / Linux, macOS e Windows / Gratuito

LibreWolf, um fork mais privado do Firefox configurado de fábrica

Silhueta branca de um lobo dentro de um círculo azul.

O LibreWolf é, nas palavras dos desenvolvedores, “uma versão customizada do Firefox, focada em privacidade, segurança e liberdade”.

Isso talvez confunda algumas pessoas. O Firefox já não é “focado em privacidade, segurança e liberdade”? Sim, mas sendo um produto de alcance maior, é preciso encontrar o equilíbrio entre proteções e facilidade de uso.

Sem essa amarra, o LibreWolf se posiciona como um fork do Firefox configurado de fábrica com as melhores opções de privacidade e segurança. O que é um adianto para quem compartilha das preocupações do projeto.

Parte do seu apelo é esse mesmo: um punhado de configurações alteradas do padrão do Firefox. Não só, porém. Outras vantagens do LibreWolf são a remoção de alguns incômodos (Pocket, estou olhando para você), uBlock Origin instalado por padrão e recursos de conveniência que ferem a natureza livre do software, como DRM para vídeos, desativados.

Algo não mencionado, mas que me agrada bastante no LibreWolf, é o visual e recursos espartanos dele. É algo mais direto ao ponto. E se algum recurso fizer falta (para mim, por exemplo, é o Firefox Sync), é bem provável que dê para reativá-lo com alguns cliques.

LibreWolf / Linux, macOS e Windows / Gratuito

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Onde estão os bons apps de e-mail?

Será que estou mal acostumado ao Apple Mail? Ou apenas acostumado a ele? Afinal, é quase uma década usando-o diariamente. Após passar por vários outros aplicativos de e-mail no último fim de semana, fiquei com a impressão de que não fazem mais bons apps de e-mail, ou comparáveis ao Apple Mail.

Tive essa revelação enquanto configurava o Fedora 39 em um desses “mini PCs”, para ficar mais próximo do sistema e usá-lo vez ou outra. E não é como se eu quisesse algo elaborado, certamente nada que envolva “IA” nem que processe meus e-mails em servidores alheios. (E que não custe US$ 30/mês, rs.) Tudo que peço é um app com interface e atalhos que fazem sentido e que converse com os protocolos IMAP e SMTP. É pedir muito?

Antes de enveredar pelo Linux, aproveitei que o Windows 11 veio pré-instalado no computador para dar uma olhada no “novo” Outlook, a rendição da Microsoft ao elefante na sala, o webmail.

Se você usa Windows e ainda não teve a infelicidade de topar com o novo Outlook, é apenas uma casca em torno do Outlook da web, aquele acessível pelo navegador. Bom para a Microsoft, para os 766 parceiros dela que recebem dados dos usuários, e só. Não, não é bom para você.

Windows superado, instalei o Fedora padrão, com o ambiente gráfico Gnome, e iniciei a minha via crucis pelos clientes de e-mail no Linux. Primeira parada: Thunderbird.

Mesmo com a repaginada visual em curso, o Thunderbird continua… esquisito. São muitos botões, atalhos estranhos ao sistema, visual fora do lugar. Vários desses problemas são comuns ao Firefox, mas, por motivos que não consigo articular, o Firefox não me passa essa sensação. Poderia usá-lo? Sim, meio a contragosto. Funciona. Vamos testar outros apps antes de bater o martelo.

O próximo da lista foi o Evolution, uma espécie de equivalente ao Thunderbird para o ambiente Gnome: lida com e-mail, calendário, listas de tarefas, notas. (Só faltou mensagens via Matrix, coisa que o Thunderbird incorporou não faz muito tempo.) Com um pouco de paciência dá para tirar os excessos de botões e barras e deixar o Evolution mais agradável, ou menos feio. Não num nível ideal, porque tem muita coisa acontecendo ao mesmo tempo, mas ok, não é de todo ruim.

Continuei os testes. O aplicativo seguinte, Geary, é o que mais se parece com o Apple Mail. Simples, focado em e-mail, atalhos no teclado ok, funciona mais ou menos dentro do que se espera de um app moderno.

O problema é que o Geary padece de alguns defeitos injustificáveis a essa altura. O pior deles é o das colunas fixas.

Por motivos que talvez nem Deus explique, não é possível redimensionar as colunas de pastas/filtros, lista de mensagens e mensagem aberta. Para piorar, a coluna da lista de mensagens tem quase a mesma largura da da mensagem, mesmo em telas enormes.

A situação é essa desde abril de 2021. O histórico do Geary é acidentado, com longas lacunas de baixa ou nenhuma manutenção. Esse defeito, porém, é uma regressão. Não era assim e não poderia ter ficado assim, jamais.

Cheguei ao extremo de testar o Claws antes de dar por encerrado meu giro por apps de e-mail. Gosto e só escrevo e-mails em texto puro (text/plain), logo, por que não? Talvez eu me adaptasse com dedicação e paciência para arrumar a configuração padrão, um tempo que não quero gastar com isso.

Será que a maioria já migrou para o webmail em computadores, aplicativo só no celular? Para quem usa app de e-mail no computador: qual? Esqueci de testar algum? Sou todo ouvidos.

O Authy costuma aparecer nas recomendações de leitores do Manual quando pedem por aplicativos de OTP. Aos que usam o app, atenção: a versão para computadores (Linux, macOS e Windows) será descontinuada em agosto de 2024. Via Central de ajuda do Authy (em inglês), que também será fechado, só que na próxima segunda (15).

Baixou o espírito da Positivo na Microsoft. Em 2024, notebooks “com inteligência artificial” e Windows 11 virão com uma nova tecla do Copilot, a marca guarda-chuva das aplicações de IA da empresa. (Veja o vídeo.) O bom é que quando o Copilot não estiver disponível, a tecla invocará a pesquisa do Windows. Mais útil que a de menu de contexto, que a nova tecla substitui. Via Blog da Microsoft (em inglês).

Ansel

Ícone do Ansel: um diafragma de câmera semi-aberto.

Pessoas que fotografam por profissão ou hobbistas usam aplicativos especializados em edição e organização de imagens — como o Lightroom, da Adobe, ou o Photomator.

Entre os de código aberto, o Darktable talvez seja o mais robusto e conhecido. Só que nem todos estão satisfeitos com ele, a começar por Aurélien Pierre, desenvolvedor e designer que, desde 2018, contribuía com o código do Darktable.

Pierre ficou tão irritado com os rumos do projeto que decidiu criar um “fork”, ou seja, um novo projeto a partir do Darktable. Nasceu ali o Ansel.

Ele ficou, tipo… realmente irritado. Neste textão, Pierre explica os motivos do seu desencanto e por que o Ansel é melhor. Eu não sei, mas a justificativa faz sentido e ele parece se importar.

Ansel / Linux (Appimage) e Windows / Gratuito

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Notepad++ 8.6

Ícone do Notepad++: uma iguana estilizada, segurando um lápis, em frente a uma folha de papel com o nome do app embaixo.

Quando o Notepad++ foi lançado, Don Ho se cadastrava em vários fóruns para postar que “o Notepad++ é massa!”. Hoje, o pequeno editor para Windows não precisa mais dessa ~estratégia.

Na última quinta (23), o Notepad++ completou 20 anos. É daqueles raros aplicativos que mudam pouco e sempre para melhor, mantendo a agilidade enquanto cresce em funcionalidades, fruto de carinho de Ho e dos voluntários que se juntaram ao projeto — que tem o código aberto.

Se você não o conhece, o Notepad++ é uma espécie de substituto do Bloco de notas (daí seu nome) capaz de lidar com várias linguagens de programação.

Para celebrar o aniversário, o Notepad++ 8.6 trouxe multi-edição, um recurso comum em outros editores e que fazia falta aqui.

Notepad++ / Windows / Gratuito.

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Clay

Ícone do aplicativo Clay para iOS: fundo preto e a palavra “Clay” escrita em branco.

Alguns anos atrás, foi moda a categoria de aplicativos “CRM pessoal”, que pega a ideia do CRM corporativo (gerenciador de relacionamentos) e a adapta às nossas relações pessoais.

O app Clay é um que surgiu naquela onda. Nessa semana, o app chegou à versão 2.0 com uma nova-velha abordagem: o mundo corporativo, com uma versão para equipes. De quebra, ganhou um banho de loja e tornou o plano pessoal gratuito (limitado a 1 mil contatos).

Com o Clay, é possível puxar interações do e-mail e de redes sociais, registrar detalhes, eventos (como aniversários) e encontros com contatos e definir lembretes para não passar muito tempo sem dar um alô às pessoas que importam em sua vida.

A empresa garante que dados de conexões e outras informações do usuário são criptografadas de ponta a ponta (política de privacidade, em inglês).

Clay / iOS, macOS, web e Windows / Gratuito (uso pessoal).

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Pasteboard

Ícone do Pasteboard para Windows.

Autointitulado “o melhor gerenciador de área de transferência para Windows”, o Pasteboard parece bem legal. (Se é o melhor, deixo em aberto.)

Um gerenciador de área de transferência salva e permite recuperar tudo que é copiado na memória com o famoso Ctrl + C.

Como o Windows 10/11 já traz esse recurso, o Pasteboard oferece alguns extras, como uma barra visual ao ser invocado (com Ctrl + Shift + V), pesquisa pelo conteúdo salvo, possibilidade de afixar itens recorrentes e até renomeá-los. Lembra o Paste, do macOS.

O Pasteboard é gratuito e sempre será. Quando os aplicativos para celulares chegarem, porém, é bem provável que haja uma cobrança para a sincronia sem fios entre computadores e celulares.

Pasteboard / Windows 10/11 / Gratuito. Download (Microsoft) », Download (Gumroad) ».

Só nesta semana, a Apple finalmente cedeu e confirmou que dará suporte ao RCS (sucessor do SMS) em 2024 e a Microsoft iniciou testes de adequação do Windows 11 — remoção de apps nativos, incluindo Bing e Edge, e outras quinquilharias da empresa.

Li várias manchetes classificando movimentos do tipo como “surpreendentes”, “chocantes”, “inesperados”… como se essas empresas tivessem sido acometidas por uma crise de consciência abrupta. Não é o caso, óbvio. O motivo de tanta abertura é a entrada em vigor iminente do Digital Markets Act (DMA) da União Europeia, que começa a valer em março de 2024. Via 9to5Mac, Microsoft (em inglês).

Files

Ícone do aplicativo Files, para Windows.

Files é um gerenciador de arquivos alternativo para os Windows 10 e 11. Foca em beleza e recursos poderosos que não são encontrados no Explorador de Arquivos, o aplicativo nativo do sistema da Microsoft.

Nesta quarta (8), os desenvolvedores liberaram a versão 3.0 do Files com algumas novidades interessantes, como cantos arredondados, renomear drives em rede, uma paleta de comandos e um visual alternativo/moderno para a janelinha de transferência de arquivos.

Há, ainda, a promessa de melhorias no desempenho, um dos principais problemas apontados por alguns usuários. O Files tem o código-fonte aberto.

Files / Windows 10/11 / R$ 34 (Microsoft Store) ou gratuito (instalador clássico).

Como lidar com atualizações anuais de sistemas operacionais?

Neste episódio do podcast, falo das atualizações de sistemas operacionais. Do iOS ao Windows, passando por macOS e os diferentes sabores de Linux, todos têm cadências próprias, quase sempre muito aceleradas, de atualizações — e nem sempre pelos motivos mais nobres. No monólogo, falo como lido com isso.

Citei dois posts sobre o Daylio, um aqui no Manual e outro no meu blog pessoal.


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