Espelhe a tela do Android no computador com o scrcpy

Ícone do scrcpy: a cabeça do boneco do Android dentro de um monitor de computador.

O macOS 15 Sequoia e o iOS 18 chegaram com uma nova integração: espalhamento do iPhone na tela do computador. É legal. Testei aqui e funciona bem.

A turma do Android não precisa ficar com inveja. Tem um equivalente bacana, o scrcpy (lê-se “screen copy”), de código aberto e tudo mais.

Embora o espelhamento não seja tão ~fluído como o nativo da Apple (durante o uso, a tela fica ligada e o celular desbloqueado, por exemplo), o scrcpy tem uma grande vantagem: funciona nos três principais sistemas operacionais, Linux, macOS e Windows. Ah, e não precisa instalar coisas no celular.

Fiz um teste aqui com um MacBook rodando o macOS 14 Sonoma e um Moto G7 Play com Android 13/LineageOS 20. E… funcionou!

A instalação varia de acordo com o sistema — os detalhes de cada um podem ser acessados no repositório. No celular, apesar da dispensa de apps, é preciso ativar as opções do desenvolvedor e, nelas, a depuração USB. Esta página do Android explica como fazer.

Com tudo pronto, conecte o celular ao computador por cabo USB, abra o terminal e digite scrcpy. Se estiver tudo certo, a tela do seu celular aparecerá espelhada em uma janela no computador.

“Mas na Apple é sem fios!” O scrcpy também permite isso. O comando, nesse caso, é scrcpy --tcpip.

Estando ambos os dispositivos na mesma rede, a conexão acontecerá magicamente. Se não funcionar, existe um método alternativo “manual”, mais chato, mas com maiores chances de funcionar.

Conecte novamente o celular via cabo USB e, no terminal, execute o comando adb tcpip 5555. Depois, desconecte o celular e, no terminal do computador, digite adb connect DEVICE_IP:5555, substituindo DEVICE_IP pelo IP local do Android. (Esse número, que geralmente começa com 192.168…, pode ser encontrado nas configurações de rede do Android.)

Por fim, rode o comando scrcpy.

Quando terminar, execute o comando adb disconnect para desconectar seu celular do computador.

Ok, mas…

É bem maneiro ver o celular espelhado na tela do computador e poder interagir por ali, mas não acho que seja o tipo de integração mais útil. Mesmo com dispositivos da Apple, prefiro outras integrações, como a área de transferência universal.

O Android tem um app para isso, o KDE Connect. Ele possibilita:

  • Área de transferência compartilhada/universal;
  • Sincronia de notificações;
  • Compartilhamento de arquivos e URLs (tipo o AirDrop da Apple);
  • Controles multimídia remotos;
  • Touchpad virtual (use a tela do celular como touchpad e/ou teclado);
  • Modo de apresentação remota;
  • Executar comandos no computador a partir do celular; e
  • Ler, responder e enviar mensagens de texto (SMS).

Tudo isso sem fios e de modo criptografado.

O KDE Connect demanda a instalação de um app no celular e outro no computador. Quem usa o ambiente gráfico Gnome no Linux pode optar pela extensão Gsconnect, que coloca uma “casca” GTK+ no KDE Connect, ou seja, deixa-o mais integrado ao Gnome.

Existe uma versão do KDE Connect para iOS, com limitações. A maior delas, e o que acho que inviabiliza seu uso, é que as interações só funciona com o iPhone desbloqueado e o app do KDE Connect aberto.

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Novidades e atualizações

[Linux, macOS, Windows] caniuse-cli é uma versão offline, em linha de comando, do ótimo site homônimo que indica a compatibilidade de recursos web com os principais navegadores do mercado. / bram.us (em inglês)

[iOS] O povo no fediverso anda inspirado: saiu outro app novo para Mastodon, o Sabertooth. / apps.apple.com

[Windows] Liberaram o código-fonte do Winamp clássico, aquele de 1997. Talvez o pessoal que faz o Spotify aprenda uma coisa ou outra sobre como fazer um player de música leve. / github.com

FadCam faz vídeos com discrição no Android

A maioria das pessoas usa o aplicativo de câmera nativo do sistema do celular. Há situações, porém, em que algo como o FadCam vem bem a calhar.

O FadCam faz vídeos em segundo plano, até mesmo com a tela do celular desligada. Há diversas opções para personalizar a gravação: resolução, marcas d’água dinâmicas e geolocalização, por exemplo.

Com a tela ligada, o app exibe informações úteis, incluindo o tempo restante de gravação de acordo com a memória disponível.

O desenvolvedor está ciente dos usos questionáveis que uma ferramenta do tipo possibilita, e avisa: “Este app se destina apenas para usos éticos, como segurança pessoal, monitoramento ou a gravação de eventos importantes de maneira privada e discreta.”

O FadCam é um aplicativo para Android, gratuito e de código aberto, que *não* está na Play Store do Google. Baixe-o na F-Droid ou direto do repositório do projeto, no GitHub.

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Novidades e atualizações

[Web] Audon é uma espécie de Twitter Spaces do fediverso: autentique-se com sua conta do Mastodon ou Pleroma e entre em uma das salas para conversar por voz. / audon.space

[Android, iOS, Web] O Bluesky ganhou vídeos na versão 1.91. O processo de twitterização está completo. (Li dia desses alguém chamá-lo de “Bluitter” e ri.) / @bsky.app/Bluesky

[iOS] Doppi 5.1, meu tocador de *.mp3 favorito, ganhou um recurso para compartilhar coleções de músicas entre dispositivos próximos. / apps.apple.com

[macOS] O macOS precisa de um app como o MediaMate para livrar a pessoa que o usa de componentes visuais de alteração de volume e brilho que ocupam o pior lugar possível da tela. / wouter01.github.io

[Android] mpvKt é uma implementação bonitona do mpv, o player em linha de comando popular no Linux. / f-droid.org

[Android, iOS] O Plex está testando um aplicativo dedicado a fotos. / forums.plex.tv (em inglês)

[Linux, macOS, Windows] O VirtualBox 7.1 ganhou uma repaginada no visual (leve, mas atualizada para o Qt 6) e suporte aos chips ARM da Apple (M1, M2 etc.). / virtualbox.org (em inglês)

Reeder vira agregador de feeds para quem não entende feeds

Ícone do Reeder: raio amarelo escuro contra fundo amarelo.

A nova versão do Reeder, um dos agregadores de feeds mais tradicionais para plataformas Apple, é bem ousada. Ela rompe com convenções do gênero, como contadores de itens não lidos e organização por pastas, e se aproxima mais do fluxo de conteúdo das redes sociais.

O novo Reeder ainda lê feeds, mas não só: por ele, é possível acompanhar contas do Mastodon e Bluesky, canais do YouTube, podcasts e comunidades do Reddit.

É uma questão de UX, visto que todas essas fontes oferecem feeds RSS, Atom ou JSON, ou seja, podem ser acompanhadas em agregadores de feeds normais.

Outra ruptura do novo Reeder é a ausência de sincronia com serviços externos, como Feedly, Miniflux e Feedbin. O aplicativo só oferece sincronia via iCloud, e confia na lembrança da posição no feed para situar a pessoa em meio a tanto conteúdo. (Lembre-se, não tem contadores de itens não lidos nem pastas.)

Disponível para iOS, iPadOS e macOS, o Reeder cobra uma assinatura de R$ 4,90/mês ou R$ 49,90/ano.

Pela dimensão das mudanças que propõem, creio que o objetivo do desenvolvedor seja alcançar um público que não usa agregadores de feeds. Para quem já usa e gosta do Reeder clássico, a boa notícia é que ele continuará disponível, rebatizado na App Store de Reeder Classic, à venda via compra única de R$ 49,90.

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Novidades e atualizações

[Linux, macOS, Windows] O destaque do Firefox 130 é a tradução de trechos dentro de páginas traduzidas por inteiro. Não sei quando isso seria útil, mas é isso aí. / mozilla.org (em inglês)

[Web] Usa o Canva? O valor da assinatura do serviço aumentou — em alguns casos, em 300%. / ia.acs.org.au (em inglês)

[macOS] Saiu o Moom 4, nova versão de um dos mais antigos gerenciadores de janelas do macOS. Com o Sequoia na boca do forno, com gerenciamento de janelas nativo, será que apps como esse têm futuro? / manytricks.com (em inglês)

[Android, iOS, Linux, macOS, Web, Windows] O Todoist ganhou um leiaute de calendário na visualização “Hoje”. A linha que separa listas de tarefas de compromissos na agenda é bem tênue. / todoist.com

[Linux] Concessio é um aplicativo bem simples que ajuda a entender o sistema de permissões de arquivos em sistemas Unix. / github.com (em inglês)

[Android] Eu não resisto a um editor de texto simples, e o Xed-Editor parece bem bom. / github.com (em inglês)

Add Eddie gera QR codes no celular para Wi-Fi e meios de contato

Ícone do Add Eddie: retângulo preto com o texto “Add Eddie +” em letra cursiva.

“Seria legal ter alguns QR codes à mão para facilitar contatos presenciais”, pensei comigo dia desses. Por coincidência, no dia seguinte topei com o Add Eddie, um aplicativo que faz exatamente isso.

É possível criar QR codes para conexões Wi-Fi (já usei, bem útil!), aplicativos de mensagens, e-mail e sites. O app é simples, como era de se esperar, e funciona bem.

Há alguns aspectos que podem ser melhorados. Por exemplo, falta a interface clara e uma exibição em lista dos QR codes, para facilitar o acesso aos últimos da fila. O ícone é horrível, mas aí já entramos no terreno da subjetividade, né?

Troquei e-mails com o desenvolvedor, que pareceu-me bastante solícito. Fica a esperança de que essas e outras melhorias sejam implementadas em algum momento.

O Add Eddie é gratuito, com uma compra dentro do app opcional para liberar alguns recursos. (Até dia desses, a compra estava liberada gratuitamente.) Para Android e iOS.

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Novidades e atualizações

[Web] O Thunderbird lançou um web app de agendamento de eventos, similar ao Calendly. Chamado Appointment (parabéns pela criatividade, pessoal), por ora é acessível mediante convite. / blog.thunderbird.net (em inglês)

[CLI] O firebuilder é um app para o terminal que gera personalizações para o Firefox de modo fácil — se você não se intimida com a linha de comando, claro. / github.com (em inglês)

[Firefox] Uma simpática extensão que insere posts da sua instância do Mastodon nos resultados do DuckDuckGo. / tomcasavant.com (em inglês)

[Linux] Atualização grande, o Calligra Office 4.0 atualiza a suíte de apps de escritório do KDE para o Qt 6 e traz mudanças estéticas, com destaque para uma nova barra lateral. / carlschwan.eu (em inglês)

[iOS, iPadOS] Mudou tudo no Finalist 2, app que agrega agenda de contatos e lista de tarefas em uma interface diferentona. / finalist.works (em inglês)

[Android, iOS, macOS, Windows] O Evernote (lembra dele?) ganhou um novo motor de sincronização que, prometem os desenvolvedores, é três vezes mais rápido que o antigo. / evernote.com (em inglês)

[iOS, iPadOS] Woofly é um app completo para cuidar do seu cachorrinho. / woofly.app (em inglês)

[Linux, macOS, Windows] O Vivaldi 6.9 permite renomear abas, arrastar arquivos baixados a partir do painel e ganhou uma nova visualização de abas em outros dispositivos. Ah, e agora tem versão para PCs com chips ARM no Windows. / vivaldi.com (em inglês)

O movimento anti-IA chegou à fotografia digital

O Google segue chapado de IA generativa. No lançamento da linha de celulares Pixel 9 — que vêm recheados de recursos que adulteram fotos com IA —, Isaac Reynolds, diretor de produto da câmera dos Pixel, disse que o lance do Google é gerar memórias, e não fotografias.

Os exemplos mostrados pelo The Verge de um desses recursos, o “Reimagine”, dão uma boa ideia de como uma “memória” pode se revelar um completo delírio — e ter implicações sérias no mundo real.

Embora o Google seja o mais entusiasmado com a adulteração de fotos, a overdose de pós-processamento não é de agora nem exclusiva dessa empresa.

(mais…)

8,5 milhões

O caos proporcionado pela CrowdStrike na sexta passada (19) derrubou 8,5 milhões de computadores com Windows. O número equivale a 1% da base instalada, segundo a Microsoft — um 1% bem importante, pois a CrowdStrike só trabalha com grandes clientes corporativos. Via Microsoft (em inglês).

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US$ 10

Na quarta (24), a CrowdStrike enviou cupons do UberEats de US$ 10 para clientes afetados pela falha catastrófica da sexta anterior (essa do número acima). Pior: os cupons não funcionavam porque, segundo relatos, a Uber marcou a conta da CrowdStrike como fraudulenta. (Tecnicamente, este é um “número minúsculo”.) Via TechCrunch (em inglês).

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R$ 5 milhões

A Senacon multou Oi, TIM e Vivo em R$ 5 milhões pela publicidade enganosa acerca do 5G. Segundo o despacho publicado no Diário Oficial da União, as três operadoras divulgaram “mensagens publicitárias referentes a 5G que induziram os consumidores ao erro, por não informarem com clareza e adequação as limitações da tecnologia DSS.” Via Mobile Time.

Os primeiros notebooks Copilot+ com chips Snapdragon X Elite, da Qualcomm, chegaram ao mercado estadunidense nessa semana. É mais uma tentativa da Microsoft de emplacar o Windows em chips ARM. Entre aqueles que já puseram as mãos em um Surface Laptop ou Asus Vivobook S15, as opiniões se dividiram.

Uns adoraram:

Outros esperavam mais:

Talvez a dobradinha da Microsoft+Qualcomm ainda não alcance o milagre que a Apple operou em 2020, com seus chips M1 e posteriores. Por outro lado, os resultados preliminares indicam problemas para AMD e Intel. Demorou, mas o Windows finalmente está usável em chips ARM.

Print do menu Iniciar do Windows XP, só que com vários anúncios e chamadas de outros produtos da Microsoft.
Imagem: @atom@grimgreenfo.rest.

Se o Windows XP fosse lançado em 2024.

O Recall do Windows 11, sistema de IA que tira prints da tela e permite pesquisar por tudo o que você viu, é muito mal implementado. Textos da tela são convertidos em texto puro e salvos sem qualquer proteção no disco. Já existe até uma ferramenta, com o sugestivo nome TotalRecall, que facilita a extração dos dados.

Não duvido que a Microsoft volte atrás ou, no mínimo, atrase o Recall para fazer o básico — consertar essas brechas antes do lançamento. Se não for pedir muito, seria legal se fosse um recurso opcional e não ativado por padrão, como o é nas versões de teste que já estão rodando por aí.

Recall e a segurança como prioridade máxima na Microsoft

No início de maio, Satya Nadella, CEO da Microsoft, enviou um memorando a todos os funcionários da empresa com uma mensagem explícita: segurança deve ter prioridade máxima.

A empresa se viu em maus lençóis após uma série de falhas críticas em serviços de e-mail/nuvem virem à tona, resultado de “uma sequência de falhas de segurança” que poderiam ser prevenidos, segundo relatório do Departamento de Segurança Interna dos EUA.

Menos de um mês depois, no evento pré-Build desta segunda (20), o mesmo Nadella anunciou o Recall, recurso carro-chefe dos novos notebooks “Copilot+” (leia-se: “com inteligência artificial”), que faz o Windows 11 tirar prints da tela a cada minuto e permite pesquisar por tudo que a pessoa viu e fez durante meses. Ou, como explicou um especialista em segurança, “um pesadelo de privacidade”.

A Microsoft bate na tecla de que os dados são armazenados apelas localmente e criptografados — ainda que faça uma distinção confusa sobre níveis de criptografia a depender da edição do Windows 11.

Ok, é o mínimo, mas isso não ajuda em diversos cenários, como roubo/furto do dispositivo, apreensão do dispositivo por autoridades e abuso/assédio doméstico.

Comentários jocosos pós-anúncio diziam que a Microsoft instalou um spyware nativo no Windows 11. O Recall pode ser útil? Com certeza, ainda mais para pessoas distraídas e/ou bagunçadas. É preciso pesar utilidade com segurança, porém, um cuidado que o CEO da empresa pediu — relembro — que fosse elevado a prioridade há menos de um mês.

Talvez o Copilot do Outlook tenha ignorado essa mensagem ao “resumir” a caixa de entrada de algum gerente de produtos da Microsoft.

Substitua o cursor do mouse pela pata de um gatinho

Substitua o cursor do mouse pelo seu pior inimigo: a pata de um gatinho. ~US$ 2,99 (e está com 50% de desconto), apenas para Windows 10 e 11.

Se o link acima não funcionar, acesse a página do Desktop Cat Cursor na itch.io.

Com muita rapidez para os padrões da Microsoft, levou menos de um mês para que a implementação de apps patrocinados no menu Iniciar do Windows 11 fosse da divulgação à liberação para usuários finais (KB5036980).

Para desativá-los, entre em Configurações, depois Personalização e Iniciar, e desative a opção Mostrar recomendações para dicas, promoções de aplicativo e muito mais.

O Windows é um caso a ser estudado. O tanto de abusos que usuários que confiam ou dependem do sistema são capazes de tolerar vindos da fornecedora não é pouca coisa.

O Bloco de Notas deve ser um dos aplicativos mais usados no Windows e, ainda assim, carece de recursos básicos. Só agora o app está ganhando verificação ortográfica e corretor automático. (Um dia, talvez, alguém dentro da Microsoft resolva arrumar o “desfazer” horrível do Bloco de Notas.) Por enquanto, apenas nas versões de testes do Windows 11. Via Microsoft (em inglês).

Atualização (23/3, às 7h40): Aparentemente, o comportamento esquisito do “desfazer” no Bloco de Notas foi corrigido. Obrigado ao Rodrigo Teixeira Dias e Marcellus, que trouxeram a boa nova nos comentários.

Dissent, um cliente alternativo para Discord que parece em casa no Gnome

Ícone do Dissent: um balão de diálogo que se parece com um controle de video game roxo.

Quem usa Discord e Linux tem uma alternativa nativa para usar o app de comunidades, o Dissent (antes, conhecido como gtkcord4).

Em especial para quem usa Gnome como ambiente gráfico, o Dissent “parece em casa”, pois é construído com as ferramentas nativas do sistema.

O projeto ainda é um tanto cru (está na versão 0.0.22) e lida com as limitações impostas pelo Discord, que desencoraja a criação de clientes alternativos.

Aliás, vale o aviso do repositório do Dissent (grifo do original):

Usar um cliente não oficial é contra os Termos de Serviço do Discord e pode fazer com que sua conta seja banida! Embora o Dissent tente o seu melhor para não usar a API REST, a menos que seja necessário para reduzir o risco de abuso, ainda é possível que o Discord possa banir sua conta de usá-la. Por favor, use por sua conta e risco!

Dissent / Linux, Windows / Gratuito

O Proton Mail ganhou um aplicativo para macOS e Windows. (A versão Linux ainda está em beta.) Parece uma boa notícia, mas… será? Trata-se de mais um app feito em Electron, ou seja, é o site do Proton Mail empacotado com uma cópia do Chromium. Talvez seja mais negócio continuar usando o Proton Mail no navegador. Via Proton (em inglês).