Como lidar com atualizações anuais de sistemas operacionais?

Neste episódio do podcast, falo das atualizações de sistemas operacionais. Do iOS ao Windows, passando por macOS e os diferentes sabores de Linux, todos têm cadências próprias, quase sempre muito aceleradas, de atualizações — e nem sempre pelos motivos mais nobres. No monólogo, falo como lido com isso.

Citei dois posts sobre o Daylio, um aqui no Manual e outro no meu blog pessoal.


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10 comentários

  1. Coincidentemente acabei de passar por um perrengue envolvendo atualização no Mac.
    Estava no Monterey (12), Esperando o lançamento do Sonoma (14) para estar seguro de atualizar para o Ventura (13). A princípio tudo certo, até que no update do 13.5.2 pro 13.6 o Mac desligou e não dava mais sinal de vida. Parece que corrompeu a partição de Recuperação.
    Consegui formatar usando outro Mac ligado por cabo USB e colocando o meu em “modo DFU”. Pra isso tem um app da Apple, o “Apple Configurator”. Mas ele só deixa colocar o sistema mais recente, então estou aqui usando o Sonoma na máquina principal 1 dia depois do lançamento. 😅
    Até fiz aqui uma pen-drive bootável do Ventura pra tentar o downgrade, mas parece que tudo está funcionando bem, então vou deixar quieto por enquanto.
    Desejem-me sorte!

  2. Antigamente os sistemas operacionais vinham prontos quando o assunto era features. O Windows Vista foi o melhor exemplo disso (a função de criar DVDs, Windows Mail, Sidebar, etc), tanto é que o Windows 7 foi nada mais que uma maquiagem.

    O problema é que depois que resolveram enfiar conectividade em tudo quanto é buraco do sistema, ficou visível a negligência em estabilidade geral. O Service Pack 1 do Windows 7 foi a refinada que o sistema precisava pra se adaptar a novas tecnologias da época. O Service Pack 2 do Windows Vista foi a refinada necessária para corrigir os poucos erros que restaram após o Service Pack 1 e pronto. O Windows 10, depois de quase 8 anos de 2 atualizações por ano ainda não consegue o mesmo nível de consistência dos predecessores.

    Desde o Windows 8, a Microsoft não sabe o que quer quando se trata do Windows. O 11 tem sido uma tentativa de fazer “diferente” e espero muito que dê certo, mas só vou acreditar nessa tentativa quando tudo que é legado for de fato substituído por coisas mais modernas (painel de controle, por exemplo).

  3. Uso macOS e iOS de dispositivos e costumo instalar as versões betas nos devices principais, prática que quero parar antes que dê B.O. haha
    Até hoje só deu problema na época do Ventura que no Beta 7 até o Beta 9 quebrou o suporte à hubs USB, tive que perder algumas horas do final de semana para voltar ao Monterey e reinstalar tudo, já o Beta do Sonoma foi bem suave e já considero ele bem mais rápido e estável que o Ventura.
    Como agora sou freelancer e trabalho com o Mac, quero extinguir completamente essa prática para não ter chance de descumprir prazos por conta de problemas no sistema, quero também adquirir o habito de segurar algumas semaninhas até o pessoal relatar que tudo está funcionando como deveria e ter tempo de que todos os drivers (principalmente o da mesa digitalizadora) estejam todos compatíveis.
    E desde que saí do Windows e Android não costumo mais formatar com frequência mesmo após muitas versões. Quando utilizava esses sistemas, a cada grande atualização fazia questão de formatar pois sempre dava algum problema.

    1. O Sonoma deu problema com a minha Wacom. Por mais que liberasse nas configurações de Segurança/Acessibilidade/Input Monitoring, o sistema bloqueava o uso.
      Resolvi assim: nessas configurações vc tem a opção de adicionar e retirar itens para liberar (tem um + e um – ali). Adicionei tudo que tinha “Wacom” no nome dentro de HD/Library. Aí deu certo.

  4. Ghedin está no meu oposto. Eu atualizei o iPadOS pra v17 e meu iPhone X não atualizou pro iOS v17. Inclusive já tá na v17.0.1.

    Android a maioria não atualiza mais do que uma versão, seja por limitações, seja por pregiça. E preguiça porque a maioria das operadoras e fabricantes demora muito tempo pra liberar as ondas de atualização. Chega a ficar obsoleto. Talvez em aparelhos como S22, S23 isso não seja assim.

    Sobre o Windows/Linux/macOS. Eu parei no High Sierra/Catalina (via DosDude) na Apple. Usei (e uso no trabalho) o Windows 11, bom SO e a úiltima atualização parece que deu uma acelerada nele. o Linux, como eu uso o Fedora agora (migrei do Arch) eu não tenho como saber, porque, como todo mundo, usuário de Linux tem o hobby de mudar de distro sempre =D

  5. Como você bem colocou, as atualizações vêm sendo cada vez mais voltadas ao marketing. Quando uma nova versão de um software popular é lançada, a mídia especializada se vê obrigada a noticiar, e essas notícias são basicamente marketing gratuito. Não por acaso os intervalos de lançamento são cada vez menores.

    O rumo do software moderno não é mais a melhoria necessariamente, mas tornar o produto mais rentável, por isso a esmagadora maioria das atualizações não apenas é irrelevante para os usuários, como costuma deixa o software mais lento (quando deveria ser o oposto), e tudo isso com um discurso de novidades, melhorias e mais segurança. Puro suco capitalista.

    Mesmo produtos que acompanham hardware, como os smartphones, sabemos que os modelos de 5 ou mais anos atrás no fundo fazem as mesmas coisas, e muitas vezes só não fazem tão bem quanto os modernos porque todo o restante do ecossistema só vai ficando mais pesado (novamente, sem qualquer necessidade). Falo com propriedade porque sou programador há 15 anos e tenho minha própria distro Linux.

    Vejo também que essa coisa de atualização constante de software (não apenas de sistemas operacionais) embarca nessa onda de mais notificações e doses de dopamina, deixando muita gente superestimulada, cansada e ansiosa, sem falar no comprimento das relações pessoais. Conheço muita gente que não apenas deixa ligadas as atualizações automáticas de seus celulares, como também as notificações dessas atualizações. Cruel e triste :(

    A minha sugestão é: desliguem atualizações automáticas e só deixem ligadas as notificações pessoais, de pessoas reais que estão se comunicando com você diretamente. Não sendo possível sair de todas as redes sociais, desliguem todas as notificações de likes, compartilhamentos e menções, e evitem timelines, mesmo que do YouTube. Evite que os algoritmos de grandes corporações ditem seu comportamento. Sim, pode parecer muito difícil, mas é totalmente possível e, no balanço geral, os benefícios superam as perdas.