Inconsistências visuais e elementos datados permanecem no Windows 11

Print de uma tela do Windows 11, com elementos visuais herdados do Windows 3.1, de 1992.
Imagem: NTDEV/Reprodução.

O Windows é uma espécie de rocha que, partida ao meio, revela camadas que contam toda a sua história.

O blog NTDEV fez esse recorte e mostrou que a versão mais recente do Windows 11, do final de 2022, contém resquícios do Windows 3.1 (imagem acima), lançado em 1992, ou seja, 30 anos atrás.

Não que seja um grande problema — é um estético, se muito —, mas chama a atenção vindo de uma empresa trilionária e com lucros consistentes. Nenhum outro sistema operacional, nem mesmo os ambientes gráficos Linux mantidos por voluntários (Gnome, KDE Plasma, Xfce), apresenta inconsistências visuais do tipo. Via NTDEV (em inglês).

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29 comentários

  1. #volta cocozinho.
    Add vomito
    Poça como vamos discordar das matéria bosta, inviezada, choromingona que discordamos em 100%.
    Odeio esse rito do só aceitamos afagos e mimos.
    Quando a coisa esta coerente com o pensamento da maioria, vai line, carinha sorriso, palminhas. Agora quando a merda é bosta só nos restava a bostinha mesmo.
    #Volta cocozinho
    Pior na postagem do cocozinho não tem opção pra responder.

    Faz uma enquete no canal. Simples e funcional. “Depois de muitos pedidos” kkkkk

  2. É assim:

    Existem programas que rodam do XP ao Win 11 sem precisar de “ajustar retrocompatibilidade”, existem periféricos que basta ligar na USB e ser reconhecido (ou instalar o driver de uma versão anterior e tudo ok), e por aí vai.

    Penso que se a Microsoft tira a camada de retrocompatibilidade do Windows, ela cai em uma espiral de problemas pois vão acusa-la de “obsolescência programada” para começar (salvo engano a Apple é acusada disso, não?). A tentativa do “XP Mode” no Windows 7 foi uma forma de tentar contornar.

    Mas creio que o problema maior – e olha, não quero ofender ninguém – é a questão de inúmeros tipos de programação que faz qualquer OS ter excesso de código ou ser necessário extras (como os dotNET e runtimes de códigos tipo VisualC e Java). Pior de tudo: quando a programação é antiga, ela sofre com interferências de modificações nos OSs futuros.

    Um exemplo comum que volta e meia trago aqui nos comentários: os sistemas para autoescolas em São Paulo são ligados em um site chamado “E-CNH” (os despachantes tem um site similar chamado “E-CRV”). Tais sites precisam de dois sistemas de intermediação: um chamado E-Sec, que funciona de “interface” entre o site e os certificados digitais usados no computador, e outro chamado “Bio”, este que é uma interface entre o site e os leitores de biometria.

    Um erro que tem se tornado “comum” é que na instalação do E-Sec, é criado uma pasta na “pasta de usuário” do Windows. Se a pessoa usa o OneDrive, ele interfere nesta pasta porque o OneDrive puxa a pasta do E-Sec para uma “pasta na nuvem” (ou melhor, a pasta redirecionada do E-Sec agora na pasta do OneDrive), e isso acaba impedindo o E-Sec de reconhecer arquivos da pasta original (que agora virou uma pasta “linkada”, só com referência ao novo local).

    Reprogramar para atualizar um programa dá trabalho e tem custos – algo que poucos se propõe a pagar, diga-se. Temos que ser francos: retrabalhar em algo é custoso, e a manutenção de alguns itens no Windows ajuda a evitar retrabalhos. Creio que na verdade camadas de comunicação com banco de dados ou outros tipos de interfaces mais antigas permitem que uma pessoa que esteja usando um Windows 10/11 ainda possa usar um sistema legado sem percalços e sem maiores custos. Ter que trocar um equipamento inteiro porque o OS foi perdido é prejuízo.

  3. Agradeço diuturnamente pelas inconsistências visuais me proporcionarem utilizar tutoriais de 20 anos atrás sem percalços.

  4. Quem quiser conhecer o suprassumo da inconsistência visual tem que ver o Lotus Notes. Cada versão nova é uma camada de identidade visual diferente (e nem precisa cavucar muito pra achar as discrepâncias)

  5. Depois o camarada ainda reclamou do MacOS no último post livre. Sistema que mudou completamente em 2001 usando base Unix/NeXTSTEP. Tudo isso acontecendo depois de dez anos do lançamento do Win 3.1 que parece que ainda puxa o pé de uns e assombra outros até hoje. Credo.

  6. A questão é que na Microsoft a regra é a seguinte: Nada é jogado fora, tudo é reciclado, passado um batom e vendido de novo como a “última inovação pika das galáxias” (sic). E como dito, com o dinheiro que eles já ganharam nesse tempo todo de monopólio disparado no desktop, eles já poderiam ter investido na reescrita do Windows e tornado ele melhor, mais seguro e coeso.

  7. A consideração, ou falta dela, com o usuário final, é percebida nos detalhes.

  8. Legalzinho.
    Mas de todas as coisas cagadas no windows (tipo o menu iniciar, e o menu iniciar, e o menu iniciar, e depois aquele settings que é uma bagunça) essa está lá, lá embaixo.
    Deve ser arrumada agora que um site famozinho descobriu e reclamou. em menos de 1 ano aposto.

      1. Se a barra de tarefas fosse mais eficiente (ou se ela se modernizasse com menos atraso, acho que essa definição é melhor) não se teria a necessidade de se criar uma barra de abas em cada aplicativo, economizando mais espaço de tela e centralizando a troca de programas e a troca de arquivos diferentes do mesmo aplicativo em um lugar só de forma mais eficiente (não que a barra de tarefas não faça isso hoje em dia, mas o fato de barras de abas em aplicativo ainda existirem e serem consideradas muito úteis atualmente já explica muito o que eu quero dizer)

    1. eu odeio tanto o menu iniciar do windows 11 que instalei o w10 nos dois notebooks daqui de casa assim que chegaram. eu simplesmente odeio, é um retrocesso sem sentido algum. o problema é que meu áudio realtek tá meio zoado, sem poder mudar o bitrate =/

        1. instalei alguns do site da Lenovo (ideapad 3 com R5500u), mas nenhum resolveu. não tenho ideia de como resolvi esse problema no Acer com R5700u, porque tinha dado a mesma treta. onde acho esses drivers alternativos?

  9. A pergunta que fica é será que os ambientes KDE e cia não tem estas inconsistências ou não foi “fuçado” o bastante?
    Esta tela do Windows se não me engano fica na configuração do ODBC algo bem antigo e pouco usado, não que não mereça atenção mas acredito que o Windows possui outras coisa para criticar/pontuar.
    Usei o Linux por muitos e muitos anos e posso falar que não existe nada mais fácil de instalar e configurar que o Windows, obviamente por sua cobertura, deixando o Linux carente em inúmeros hardwares, situação que melhorou bastante nos últimos anos mas que ainda está a anos luz do Windows.
    Quando usava o Linux diariamente sempre tinha aquela conversa que Linux não tem vírus (é claro que não tem, criar um vírus para atingir 0,000001% dos usuários).
    Meu voto para o usuário básico é e sempre foi Windows, em segundo lugar Mac para quem pode $$$ e Linux sempre uma terceira opção. (reitero, hoje já é bem mais possível usar Linux mas mesmo assim não é tão simples)

    1. Fui confirmar e realmente é do ODBC, um lugar usado por 1 em 1 milhão de pessoas, bem como aquelas configurações ultra, mega, power avançadas que no Linux só são feitas por arquivos textos, arquivos estes que ficam em locais diferentes para cada sabor Linux, Debian, RedHat, Ubuntu nunca entram em um acordo.

      1. O seletor de arquivos do ODBC é só o exemplo mais extremo. Se você abrir o post original, verá outros mais comuns.

        Por exemplo, existem aplicativos pré-instalados, da própria Microsoft, com visual datado/de outras versões no Windows 11, algo inexistente em qualquer ambiente gráfico Linux ou no macOS.

    2. A pergunta que fica é será que os ambientes KDE e cia não tem estas inconsistências ou não foi “fuçado” o bastante?

      É mais raro ter essas inconsistências, mas muito mais porque elas não precisam lidar com retrocompatibilidade como o Windows. Fora que a abrangência da UI é muito menor, já que mais coisas precisam ser feita via linha de comando: o Gnome tem muito menos opções que o Windows, então é mais fácil manter tudo atualizado.

      Ou seja, isso é melhor no Linux que no Windows, mas é basicamente porque as DEs não precisam lidar com um legado de 30 anos.

      1. Essa é a chave. A retrocompatibilidade é ao mesmo tempo um dos maiores trunfos do Windows, mas também pode ser um pesadelo, pelo menos pra quem o desenvolve.
        Cada um dos 3 principais sistemas tem uma situação única, pode-se dizer:

        Windows precisa funcionar em uma ampla gama de hardware (porém as fabricantes se esforçam pra fazer funcionar), mas também precisa manter as coisas que funcionavam em 1992 funcionando agora.
        Linux também precisa funcionar em tudo, mas geralmente os devs precisam se virar pra descobrir como fazer funcionar em algum hardware obscuro que tal fabricante usa. Por outro lado, a preocupação com software legado não é tão grande, a não ser em distros específicas.
        Já o Mac tá numa situação mais confortável, onde só precisa rodar em uma game limitada de máquinas, que são controladas pela mesma empresa. Acho que o maior desafio que enfrentam é uma eventual unificação com o iPadOS/iOS, pelo menos por baixo dos panos.

        1. Mas no Windows 11 foi implementado algumas travas bem pesadas como o TPU que já obriga o uso de hardware mais novos, muito mais radical que remover diversas retrocompatibilidades.

          Parece que internamente as áreas não se conversam.

          1. Sim, acho que estão começando a cortar um pouco essa retrocompatibilidade, pelo menos na versão comum. Mas mesmo assim ainda não tiveram o tempo/saco de fazer uma limpa nas coisas mais antigas. Imagino que essas UIs do Windows 3.1 dependem de bibliotecas da época, que se forem removidas, quebram outras coisas… é uma trabalheira ir limando o código legado e ainda manter o atual funcionando e sem remover opções importantes do sistema.

          2. Mas esse é o ponto, você é a Microsoft, com muito dinheiro em caixa, com milhares de funcionários. Mas não consegue limpar legados.

            Inclusive no Windows 11 refizeram todo menu iniciar o que é positivo, mas removeram funcionalidades 🤡

          3. Não parece – eu tenho absoluta certeza que internamente as árias não se conversam, e ficaria incrédulo se alguém afirmasse o oposto.

      2. A Microsoft precisava abandonar esses legados, manter estruturas tão antigas apenas pela retrocompatibilidade fica gerando um monte de gambiarra e software inseguro por aí.

        1. Não há muitos incentivos para mudar essa situação, ainda mais agora que o smartphones virou o computador pessoal no contexto dos usuários domésticos. Esses problemas incomodam alguns entusiastas basicamente – que nem tem alternativas a não ser reclamar – e resolvê-los é um transtorno enorme para os usuários corporativos.

          Por exemplo, as macros do Excel são um runtime de Visual Basic, algo que fazia sentido 20 anos atrás, hoje é um grande problema sem solução. É um risco enorme ter um runtime de Visual Basic “escondido” em uma aplicação de planilha, quando você abre o Excel dá um monte de aviso assustador ao ativar o recurso.

          Provavelmente é impossível portar esse recurso fora do Windows, para rodar em cloud ou Linux/MacOS. Só que é extensamente utilizado pelas empresas, então é impossível desabilitar também. Se não desabilitar, as pessoas continuarão criando “planilha sistemas” no Excel.

          O Internet Explorer era um cenário parecido, mas com uma alternativa clara (HTML5) e muito menos legado desenvolvido, mesmo assim a Microsoft demorou anos para mater e nem conseguiu terminar o serviço ainda.

        2. … é; até tu precisar uma coisa muito antiga, digamos… acessar alguma camera das que apenas abrem com o IE. E será hora de dar gracas a deus que não removeram esse recurso ainda.

          Não tem como tirar as coisas antigas – na verdade o que fizeram no IE no windows 11 é um ótimo exemplo pratico: diz que tira, mas deixa ele ali, bem escondido, para que o 1 em 1 milhão (são 2000 pessoas em 2 bilhões de usuários…) possam continuar usando.
          Pelo contrário, e pelo risco, ninguém atualizará o sistema operacional.

          1. Aconteceu hoje comigo, hahaha! Tentei usar uma impressora a laser antigona da casa dos meus pais, que funcionava super bem em versões antigas do macOS (era plug and play, bem suave), mas… não tem mais drivers no macOS Ventura. Arrisquei um genérico da lista das impressoras suportadas pelo sistema, e nada. Tive que usar o desktop (Windows 10) dos meus pais para imprimir o que queria.

          2. Mas o IE é um exemplo de como resolveram decentemente, tá separado como um feature do Windows, você pode inclusive remover ele inteirinho e nada irá mudar.

            A não ser que tenha que acessar alguma coisa da Intelbras e seu software capenga.