[Review] Xperia E4, o smartphone escorregadio, porém competente da Sony

Depois de passarmos por uma fase de smartphones muito baratos, as fabricantes, pelo menos as maiores, parecem estar revertendo a estratégia e reposicionando seus aparelhos de entrada em faixas ligeiramente mais altas. É o caso do Xperia E4, o novo baixo custo da Sony.

Esse movimento de subida é compreensível (leia-se dólar a +R$ 3). Mesmo quando o aparelho é montado no Brasil, caso desse, os componentes ainda vêm de fora e há custos embutidos também pagos em dólar. Isso talvez explique o acréscimo de R$ 100 no preço de lançamento do Xperia E4 em relação ao E1, lançado há um ano, e ao E3, de outubro do ano passado. (Não sei o motivo, mas não existiu um “Xperia E2”.)

O Xperia E1, aliás, passou por aqui e foi uma grata surpresa. Hoje é fácil encontrá-lo por menos de R$ 300 no varejo, valor que lhe empresta um custo-benefício bem bom. Mas e o Xperia E4? O que mudou entre em três gerações, distantes apenas um ano no tempo? Algumas coisas importantes. Vamos a elas. (mais…)

Meu celular não liga! Traga-o de volta forçando uma reinicialização

Estou testando um Xperia E4 e, logo no primeiro dia, tive um problema chato com ele: não ligava. Estava com bateria e o LED de notificações piscava esporadicamente, mas não ligava mais. Passei pelo mesmo perrengue quando testei o Xperia Z1, o que me leva a concluir que esse talvez seja um problema mais corriqueiro nos smartphones da Sony. Saiba como resolvê-lo.

Antes, um adendo: embora pareça mais frequente com aparelhos dessa marca, não é algo exclusivo dela. Todo smartphone está suscetível a congelar, travar… enfim, a se comportar mal. Antigamente, quando algo assim acontecia bastava remover a bateria e recolocá-la. Hoje, com quase todas seladas, não removíveis, o que muda com esses travamentos críticos é a forma de resolvê-los. Trata-se, pois, de um problema antigo com uma nova solução devido às circunstâncias. (mais…)

Smartphones à prova d’água, o legado de 2014

Água e eletrônicos, regra geral, não combinam. Se você alguma vez, por descuido no banheiro ou alguma brincadeira à beira da piscina deixou seu smartphone mergulhar em H2O ou outro líquido qualquer, é bem provável que aquele tenha sido um salto fatal. Felizmente, a grande tendência entre os smartphones em 2014 torna essas tragédias coisas do passado: os modelos à prova d’água vieram para ficar. (mais…)

O que importa: números enormes ou experiência de uso?

Quando se fala em gadgets, especificações costumam tomar um pedaço do debate. Antigamente isso fazia algum sentido: com processadores, memórias e outros elementos não tão avançados, qualquer ganho era importante. Hoje? Não mais. O iPhone está aí para provar: tem 1 GB de RAM e usa um SoC com processador dual core rodando a 1,3 GHz e, ainda assim, não sofre com problemas de desempenho. Pelo contrário. O diabo é enfiar isso na cabeça do consumidor.

O novo Moto X é um exemplo de reação a essa sede por números. O original, do ano passado, tinha um Snapdragon S4 Pro enquanto todos os demais eram lançados com a versão 800. Ainda que, por dentro, ambos fossem muito parecidos, a menção a “S4” criou um bloqueio em boa parte dos consumidores em potencial, aquela consciente desses nomes. Alguns sites “especializados” entraram na onda e colocaram o Moto X no segmento intermediário, mesmo ele oferecendo uma experiência de uso melhor que os topos de linha incontestáveis.

O mesmo vale para a tela. A do antigo, de 4,7 polegadas com resolução de 720p, era um “sweet spot”: grande o bastante para ver vídeos e jogar com conforto, pequena para não sacrificar portabilidade e uso com uma mão. (mais…)

Agenda de lançamentos: Samsung, Sony, Motorola, Microsoft e Apple (Apple?)

Algumas empresas se dão ao luxo de organizar eventos próprios para anunciarem novos produtos. Outras recorrem a conferências de tecnologia: CES (EUA) e Mobile World Congress (Espanha) no começo do ano e, agora no segundo semestre, a IFA na Alemanha.

A Samsung anunciou todos os Galaxy Note lançados até hoje no evento de Berlim. Em 2014 não será diferente. O novo phablet será apresentado ao mundo no dia 3 de setembro em três cidades simultaneamente — Pequim e Nova York terão eventos próprios.

Ainda no dia 3 e também na Alemanha, a Sony fará a sua apresentação. Nem convite à imprensa, nem o site oficial de credenciamento de jornalistas revelam o que será apresentado, mas dá para ver nas imagens o que aparentam serem caixas de som, o suporte de uma TV e um smartphone de perfil. Há rumores rolando sobre um Xperia Z3. Será? Já?

No dia seguinte, 4 de setembro, será a vez da Microsoft falar em Berlim. O convite pergunta se estamos “preparados para mais?” e isso, somado a outros indícios, parece bater com rumores sobre o Lumia com câmera poderosa para selfies — provavelmente o Lumia 730.

Ontem a Motorola mandou convites à imprensa para um evento próprio, em Chicago, EUA, também em dia 4 de setembro. Além de lançar o Moto 360, seu relógio inteligente com Android Wear, o convite mostra dois smartphones, um com um “X” e outro com um “G” na tela, e um acessório de áudio. Devem ser as aguardadas novas versões dos bem sucedidos Moto X e Moto G.

Convite para evento da Motorola.

Por fim, mas não menos importante (e nem confirmado), temos a Apple. John Paczkowski, do Recode, garante de pés juntos que o novo (ou os novos) iPhone será anunciado no dia 9 de setembro, também em evento próprio, como acontece desde… sempre.

Setembro será um mês cheio!

Sony desiste dos e-readers

Na BBC:

A Sony desistiu de vender sua linha de leitores para e-books após falhar na busca por um mercado grande o bastante.

“No momento não temos planos para desenvolver um sucessor do Reader”, disse a empresa japonesa à BBC.

O PRS-T3 foi a última versão fabricada e será vendido até o estoque esgotar na Europa.

O timing dessa notícia é de preocupar a Saraiva, que acabou de entrar na briga dos e-readers. Os da Sony chegaram ao mercado três anos antes do Kindle, mas nem essa vantagem, nem a abertura a publicações de outras lojas que não a da própria Sony foram suficientes para barrar a expansão massiva da Amazon.

Em alguns lugares a família Kindle detém mais de 90% do mercado, e isso em um nicho que atingiu seu pico em 2011 e desde então segue em queda pinta um futuro difícil para todos os concorrentes.

Como diz Matthew Sparkes, no Telegraph, talvez no futuro próximo Kindle seja um nome tão forte que será sinônimo da categoria — da mesma forma que aqui no Brasil chamamos esponja de aço de Bombril e água sanitária de Qboa.