Sony desiste dos e-readers

Na BBC:

A Sony desistiu de vender sua linha de leitores para e-books após falhar na busca por um mercado grande o bastante.

“No momento não temos planos para desenvolver um sucessor do Reader”, disse a empresa japonesa à BBC.

O PRS-T3 foi a última versão fabricada e será vendido até o estoque esgotar na Europa.

O timing dessa notícia é de preocupar a Saraiva, que acabou de entrar na briga dos e-readers. Os da Sony chegaram ao mercado três anos antes do Kindle, mas nem essa vantagem, nem a abertura a publicações de outras lojas que não a da própria Sony foram suficientes para barrar a expansão massiva da Amazon.

Em alguns lugares a família Kindle detém mais de 90% do mercado, e isso em um nicho que atingiu seu pico em 2011 e desde então segue em queda pinta um futuro difícil para todos os concorrentes.

Como diz Matthew Sparkes, no Telegraph, talvez no futuro próximo Kindle seja um nome tão forte que será sinônimo da categoria — da mesma forma que aqui no Brasil chamamos esponja de aço de Bombril e água sanitária de Qboa.

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10 comentários

  1. Já que é para falar de água sanitária, e não do equipamento, no norte de Mato Grosso falamos Qboa também. Mas aqui foi colonizado pelo povo da região sul mesmo, então… Hehe

    1. Eu acho divertido esses regionalismos da linguagem.

      Há uns dez atrás eu estava em Curitiba e fui comer um lanche em uma carrocinha de rua que vendia o que parecia ser cachorro-quente. O desenho na placa era de um cachorro-quente e tinha uns bastões vermelhos em água quente que pareciam ser salsichas, mas no cardápio constava as descrições dos lanches com todos os ingredientes. Todos eles tinha “vina”, mas nenhum deles tinha salsicha nos ingredientes!!!

      É claro que eu perguntei o que era vina e o vendedor antes mesmo de responder já devolveu: você não é daqui, né?

      1. Vina é um clássico paranaense, mas só na região de Curitiba e mais ao centro do estado. No oeste, inclusive aqui na região de Maringá, todo mundo fala salsicha mesmo :-)

    1. No sul o pessoal conheçe como Qboa mesmo.

      Mas voltando aos e-readers, eu tenho um requisito que nenhuma das 3-4 marcas disponíveis no Brasil preenche: preciso de um e-reader com suporte a arquivos de áudio. Juntar o e-book com o audiobook é uma das melhores formas para exercitar o inglês (ou qualquer outra língua). Mas pelo jeito sou só eu, já que o Kindle abandonou esse recurso faz tempo e ninguém mais ocupou essa lacuna.

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