Xperia Z1 Compact começa a ser vendido nos EUA. E no Brasil?

É uma prática recorrente entre as fabricantes Android lançar versões “mini” dos seus topos de linha, mas o Xperia Z1 Compact, da Sony, tem uma característica que o diferencia dos demais: os mesmos componentes internos da versão maior. Enquanto LG e Samsung recorrem a processadores mais fracos, menos memória e câmeras pioradas, a Sony manteve os mesmos componentes do Xperia Z1 na versão Compact, com tela de 4,3 polegadas.

Só agora, seis meses depois de anunciá-lo, a Sony lançou o Xperia Z1 Compact nos EUA. Isso reacendeu a esperança de ver o modelo no Brasil porque… ora, por que não?

Então perguntei à assessoria da Sony se ele seria lançado por aqui e a resposta foi… “não”. Valeu a tentativa.

Xperia C3: o “melhor smartphone para selfies do mundo”

Fosse pelas suas especificações medianas, o Xperia C3 seria apenas mais um. Ele ainda corre esse risco, porém uma característica distinta pode destacá-lo da multidão ou, no mínimo, torná-lo uma atração bizarra: uma câmera frontal supostamente decente e com flash para fazer selfies.

A câmera tem 5 mega pixels e uma lente do tipo grande-angular, com campo de visão de 80º, o que permite enquadramentos maiores. (A título comparativo, a do iPhone 5 tem 60º.) Há também um flash ao lado da câmera frontal, para viabilizar as selfies na balada e em outros lugares desprovidos de muita luz. O app da câmera traz funções que inserem adereços virtuais e outra, um tanto quanto creepy, para “maquiar” as pessoas nas fotos. Entenda no vídeo:

https://www.youtube.com/watch?v=YToio7g6hAw

A Sony foca em um nicho muito específico ao alardear o Xperia C3 como o “melhor smartphone para selfies do mundo”, mas deve ter público, certo? Espero que a qualidade do sensor e do pós-processamento seja melhor que a do Xperia C, que também tem um apelo relacionado a selfies (um assistente por voz para fazê-las com a câmera de trás), só que não entrega fotos muito bonitas.

Sai em agosto, primeiro na China, depois no resto do mundo, nas cores preta, branca e “menta” (ou verde-geladeira-da-década-de-1940).

[Review] Xperia T2 Ultra Dual: às vezes, parecer é o suficiente

Uma das últimas tendências no miolo da escala de preços dos smartphones é a das telas grandes, com tamanhos que vão de 5 a 6 polegadas. São aparelhos enormes com telas que, na vitrine, chamam a atenção e no bolso, incomodam. O Xperia T2 Ultra Dual é a aposta da Sony nesse emergente filão.

Outra tendência é a dos smartphones dual SIM. Enquanto o mítico topo de linha com suporte a dois SIM cards não vem, os intermediários seguem melhorando. Com configurações modestas, mas surpreendentemente melhores do que se poderia esperar, Xperia T2 Ultra Dual chega perto desse estado de união entre o melhor dos dois mundos. Quão perto? É o que descobriremos em mais uma análise. (mais…)

Duas tendências dos smartphones em 2014: aparelhos bons baratos e telas gigantes como padrão

Moto E, um smartphone bom e barato, uma das tendências de 2014.
Foto: Motorola.

Estamos chegando à metade de 2014 e algumas tendências no mercado de smartphones já podem ser observadas. Duas, nos extremos da tabela de preços, têm chamado a atenção: a qualidade dos modelos de entrada e o tamanho dos high-end.

Ano passado, fiz neste Manual do Usuário um comparativo ingrato entre quatro smartphones baratos — o teto era de R$ 500. Deles, dois passaram pelo teste e os classifiquei como boas opções; os outros, sem condição. Apesar do parecer positivo, ambos os aprovados contavam com restrições relativamente graves: a tela do RAZR D1 é bem ruim e o Lumia 520 sofre com a falta de apps decentes do Windows Phone.

Entra 2014 e, logo de cara, a Sony lança o Xperia E1, sucessor de um dos “sem condição” do referido comparativo, o Xperia E. Ainda está longe de ser um smartphone ótimo, livre de críticas, mas o salto evolutivo é notável. O E1 é um aparelho mais rápido, com acabamento melhor e uma tela bacana. Com a redução de preço, é uma oferta tentadora a partir de R$ 399.

Recentemente foi a vez da Motorola, que já tinha chacoalhado os segmentos de ponta (Moto X) e intermediário (Moto G), entrar na disputa pelo de baixo custo com o Moto E. Ainda não testei um, mas há motivos de sobra, pelo histórico recente da empresa e pelo que andam dizendo, para confiar na qualidade dessa nova aposta.

Se há dois anos qualquer smartphone abaixo de R$ 1.000 era um suplício, hoje dá para viver confortavelmente gastando R$ 500 — ou US$ 150, lá fora. Agradeça à evolução dos componentes, ao barateamento da produção e à concorrência.

Homem segurando HTC One (M8).
HTC One (M8): tela de 5 polegadas. Foto: Kārlis Dambrāns/Flickr.

No outro extremo, vemos os smartphones high-end. O último bastião abaixo das 5 polegadas no universo Android, o One, da HTC, quebrou essa barreira na encarnação 2014. Nos domínios da Microsoft, novos Lumias chegaram às 6 polegadas, inaugurando o conceito de phablets na plataforma. A única exceção a essa tendência de crescimento, o Xperia Z1 Compact, com tela de 4,3 polegadas, ficou limitada a alguns mercados, Brasil não incluso.

Por aqui resta, então, o iPhone como único aparelho de ponta pequeno. Mas se os rumores estiverem corretos, e já faz alguns anos que eles acertam com bastante precisão, a Apple está colocando fermento na fórmula do seu celular e deve apresentar, em breve, um iPhone grande — uns falam em 4,7 polegadas, outros chegam a cogitar 5,5 polegadas.

Devido às análises do Manual do Usuário, uso diferentes smartphones de tamanhos variados regularmente. No dia a dia, saí de um Nexus 4 (4,7 polegadas) para um iPhone 5 (4 polegadas). A adaptação inicial foi incômoda, mas rápida e quando completa, passou a fazer sentido carregar uma tela menor no bolso.

Um telão tem lá suas vantagens e, dependendo do usuário, pode aglutinar dois equipamentos em um só (smartphone e tablet, como aposta a Huawei com o MediaPad X1), mas há espaço para aparelhos pequenos. Para mim, o intervalo entre 4 e 4,5 polegadas é o ideal, com exceções como o Moto X que, mesmo com uma tela de 4,7 polegadas, passa a sensação de ser menor — cumprimentos às bordas reduzidas e ergonomia de alto nível.

É incrível o tanto de smartphones disponíveis no mercado atualmente, e chama a atenção, curiosamente, como nem com essa abundância existam opções para todos os públicos. Ao que tudo indica, em breve mais um ficará à deriva: aqueles que preferem aparelhos de última geração que caibam no bolso. Seria o caso de pedir bolsos maiores à indústria têxtil?

[Review] Xperia E1: um ano e recursos melhores fizeram bem ao smartphone básico da Sony

A matemática nos smartphones de entrada é ingrata. Conciliar bom desempenho com preços baixos é um trabalho difícil e que raramente alcança o resultado desejado – vimos isso na prática com o teste de smartphones abaixo de R$ 500. Um deles, o Xperia E, amargou uma das últimas posições. Se o mesmo comparativo for feito com a safra 2014 de modelos baratos, porém, é bem provável que seu sucessor, o Xperia E1, se saia melhor. A Sony aprendeu a lição, melhorou pontos-chave no seu modelo mais simples e conseguiu chegar a um smartphone barato e bem honesto.

Além do preço, o marketing da Sony aposta muito em música para destacar o Xperia E1. Ele tem um alto-falante de 100 decibéis, os tratamentos de áudio de modelos superiores, como xLOUD e Clear Phase, e um botão físico no topo que abre o player de música Walkman mesmo quando o sistema está bloqueado.

Vídeo

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Do Xperia E para o Xperia E1, melhorias significativas

Cortina de notificações do Android no Xperia E1.
Foto: Rodrigo Ghedin.

Era difícil encontrar pontos positivos no Xperia E, o antecessor do Xperia E1, lançado em 2013. A resolução da tela era baixíssima, o processador, fraco além do aceitável. Usá-lo, mesmo para as ações mais banais, era uma tarefa frequentemente irritante.

Nesse intervalo de um ano que separou as duas gerações do Android de entrada da Sony, a empresa tratou de sanar alguns dos pontos mais críticos. Eram muitos e, nessa, uma ou outra coisa evoluiu pouco ou permaneceu estagnada (casos da câmera e RAM, idênticas em ambos). As partes que mais fazem diferença no dia a dia, porém, receberam a atenção devida e o resultado disso é um smartphone que não chega a ser um deleite, mas que responde bem a maioria dos comandos do usuário.

Saiu o processador de um núcleo rodando a 1 GHz do Xperia E. Em seu lugar, temos um Snapdragon 200 com CPU dual core rodando a 1,2 GHz. Em conjunto com GPU, uma versão mais moderna da Adreno (302, contra a 200 do anterior), o processador principal dá conta de abrir apps, alternar entre eles e até rodar alguns jogos mais ou menos intensivos, como Subway Surfer, sem engasgos.

Se tivesse mais RAM, talvez o Xperia E1 entrasse naquela categoria de smartphones surpreendentes. Não é o caso, já que ele manteve os 512 MB da geração passada e, embora exista a promessa de atualização, saiu de fábrica com o Android 4.3 – a última versão, 4.4, alivia o uso de memória para permitir que smartphones com restrições nesse departamento rodem melhor. Não dá para prever como será seu comportamento após receber essa atualização, mas tomando por base o que ele já oferece, as expectativas são boas.

A falta de memória cobra seu preço, sem surpresa, onde ela é mais requisitada: navegação web e multitarefa. A câmera também sofre um pouco para abrir e se tornar usável; são alguns poucos segundos que podem ser demais para registrar um momento. Apesar desses problemas pontuais, no geral o desempenho do Xperia E1 é satisfatório para o que ele custa e em algumas situações, como ao digitar na tela sensível a toques, gera respostas melhores do que modelos superiores, como o Xperia C da própria Sony (esse, com um SoC MediaTek quad core de 1,2 GHz). Curiosamente, também em espaço interno o Xperia E1 fica na dianteira: ele traz os mesmos 4 GB de memória, mas disponibiliza 2 GB para o usuário, contra 1,2 GB no Xperia C.

O potente alto-falante do Xperia E1.
Foto: Rodrigo Ghedin.

Outro ponto em que deixa o irmão mais velho citado acima para trás é a tela. É menor, sim, mas 4 polegadas é um tamanho legal. A resolução também é pouca coisa menor, 480×800; feitos os cálculos para determinar a densidade de pixels por polegada, o Xperia E1 se sai vitorioso com 233 contra 220 PPI. Nada que salte à vista, mas no fim a tela desse aqui é superior – por ser fisicamente menor, os pixels ficam mais unidos e menos distinguíveis.

É uma tela bacana. Não excepcional, mas longe de ser ruim. O que pode desapontar muita gente é aquele velho problema da linha Xperia com os ângulos de visão. O painel usado na construção da tela do Xperia E1 é de TFT, tecnologia que, nas mãos da Sony, gera ângulos bem limitados sob a pena da perda de contraste caso alguém decida encará-la de lado.

Por fim, a bateria. Ela cresceu um pouco, saindo dos 1530 para 1700 mAh. Na prática, dá para passar um dia de uso normal sem se preocupar com tomada, e sem recorrer ao modo Stamina, um comando nas configurações do sistema que desativa várias conexões e reduz a frequência do processador para economizar bateria. Em comparação ao parâmetro “um dia longe de casa” que uso nas análises subjetivas do Manual do Usuário, a bateria do Xperia E1 se mostrou um pouco acima da média.

Som na caixa!

Botão Walkman do Xperia E1.
Foto: Rodrigo Ghedin

A menos que você esteja em casa sozinho ou com amigos que estão na mesma vibe, ouvir música no alto-falante do smartphone é, no mínimo, deselegante com as outras pessoas no recinto. É sempre bom ter isso em mente, mas com um Xperia E1, vale reforçar a mensagem: o áudio que sai da parte de trás do aparelho é alto, chega a 100 decibéis.

Player de áudio padrão nos smartphones da Sony.
Walkman.

Esse volume não é suficiente para animar uma festa, mas é capaz de se fazer ouvir. Com o xLOUD, uma tecnologia da Sony que dá um impulso nos graves das músicas, a sensação é de que o som é ainda mais alto. Fazer barulho é um dos chamarizes do Xperia E1, e algo tão incentivado que a Sony até incluiu um botão físico dedicado para abrir o player Walkman no topo do aparelho.

Não dá para discutir que o Xperia E1 toca música em uma altura considerável – praticamente a mesma do iPhone 5, cujo alto-falante é mesmo alto. Infelizmente, a qualidade não acompanha o volume mesmo em canções não muito elaboradas. Distorções são facilmente percebidas, há estouros recorrentes e na maioria das músicas ouvi-las em volume máximo é uma experiência desagradável.

A situação é análoga à recente onda de smartphones intermediários com tela gigante: não adianta nada trazer muitas polegadas se a resolução não acompanha. O que a princípio é uma vantagem acaba se tornando um estorvo, e as telas de Xperia E1 e Xperia C ilustram muito bem esse dilema. No áudio do Xperia E1, qual a vantagem de fazer barulho se não for com qualidade minimamente aceitável? Há quem goste, mas o apelo se perde totalmente entre aqueles que procuram um bom sistema de som móvel para curtir músicas, jogos e vídeos.

Acabamento – no hardware e no software

Botões físicos na lateral do Xperia E1.
Foto: Rodrigo Ghedin.

Existe uma corrente que vê nas 4 polegadas o ponto perfeito de equilíbrio entre tamanho de tela e ergonomia do smartphone. Mesmo sendo mais grosso, mais largo e mais baixo que os últimos iPhones, o Xperia E1 meio que reforça essa corrente: é um aparelho confortável de segurar e carregar no bolso, sem comprometer a área real que os apps têm para exibir seus conteúdos.

As bordas são destacadas, mas menos que em modelos superiores da linha Xperia. Na verdade, está dentro do aceitável. Ele poderia, isso sim, ser um pouco mais fino, embora o acabamento arredondado das laterais ajude a melhorar a empunhadura. Todo de plástico, o da tampa traseira e beiradas tem uma textura áspera que ajuda a dar firmeza, ainda que isso sacrifique a estética – parece um negócio mais barato do que é de fato.

O Xperia E1 pesa 120g, o que é pouco. Na mão, parece muito pouco. A sensação é de que está faltando alguma coisa, talvez a bateria, o que explicaria a leveza além do confortável. Dá para removê-la sem maiores problemas, bem como espetar um cartão microSD de até 32 GB retirada a tampa, mas esse peso é com ele ligado e, obviamente, a bateria lá dentro.

O desenho desse smartphone é bastante conservador, a disposição das teclas segue o padrão recente da Sony e não existem surpresas. A grade do alto-falante traseiro é destacada, ainda que o local de onde sai o som mesmo seja uma área retangular menor.

A única coisa que foge do lugar comum é a presença de não um, mas dois LEDs. O de notificações fica no topo superior esquerdo, é pequenino e discreto. Outro, na borda inferior frontal, é acionado quando algum app em tela cheia da Sony, como o Walkman e o visualizador de fotos, é aberto. Ele é bem mais legal, e é estranho a Sony não tê-lo adotado como LED principal. Talvez para economizar bateria?

Este LED não é o de notificações.
Foto: Rodrigo Ghedin.

A abordagem pé no chão continua no software. A Xperia UI se faz presente mais uma vez e, como já disse em outras oportunidades aqui, apesar das falhas ela tem mais acertos do que erros.

Rolaram algumas adaptações para as limitações técnicas do Xperia E1, como a remoção dos apps flutuantes acessíveis a partir da tela de multitarefa, mas tudo o que se aplica levando em conta as restrições do hardware está disponível: os atalhos rápidos da cortina de notificações, os apps exclusivos para consumo/compra de conteúdo multimídia, temas, otimizações de áudio e (poucos) mini-apps da câmera.

A maturidade da Xperia UI chama a atenção. Ainda não usei um Android da Sony por períodos muito longos (leia-se qualquer tempo acima de dois meses); comparando essas mexidas com as de outras empresas nos prazos relativamente apertados que tenho para avaliar smartphones, as da Sony se sobressaem positivamente. Não supera o Android purista da linha Nexus e dos últimos aparelhos da Motorola, mas se for para modificar, que seja assim: com adições pouco intrusivas e realmente úteis no dia a dia.

Câmera

A câmera do Xperia E1 é a mesma do Xperia E.
Foto: Rodrigo Ghedin.

Não preciso me alongar muito nesse ponto porque, como dito lá em cima, a câmera do Xperia E1 é a mesma do modelo anterior. Ela segue com foco fixo, resolução de 3,15 mega pixels e filmagem em WVGA (800×600). E, como é de se esperar em smartphones de entrada, cheia de ruídos e com definição baixíssimas. É o tipo de câmera que serve para flagrantes da vida, mas que lá na frente você se arrependerá de ter usado em momentos importantes.

Não dá para contar com o Xperia E1 na hora de fazer fotos, nem mesmo se forem apenas para redes sociais. A qualidade das imagens é baixa e nem uma pós-produção caprichada consegue amenizar as fraquezas dessa câmera. Como quase sempre imagens falam mais que palavras, e esse é um dos casos, alguns exemplos feitos com o Xperia E1 (no vídeo review, lá em cima, tem uma tomada em vídeo):

Falta definição.
A falta de definição é gritante nesta foto.
Exemplo de foto feita com o Xperia E1.
Cores um tanto lavadas.

Aqui tem uma galeria com essas e outras fotos em resolução natural.

Simples, honesto, direto

Xperia E1 no detalhe.
Foto: Rodrigo Ghedin.

O Xperia E1 começou a ser vendido no Brasil em abril. Ele está disponível em três cores (preto, branco e roxo), e em três versões: uma simples, com apenas um SIM card; outra, a testada aqui no Manual do Usuário, com suporte a dois SIM cards; e uma terceira, com dois SIM cards e receptor para TV digital. Preços? R$ 449, R$ 549 e R$ 599, respectivamente.

Pelo que cobra e pelo que entrega, é um aparelho bem bom. Geralmente, a faixa abaixo dos R$ 500 é tomada por modelos que, se não decepcionam como um todo, sempre trazem um ou outro aspecto que beira o inaceitável. Com o Xperia E1, isso não rola. Poderia ter mais RAM, e a câmera poderia ser melhor, mas de qualquer forma ele supera as expectativas. Para quem está em busca de um smartphone quebra-galho barato ou quer ter um Android que não dê nos nervos, é uma boa recomendação.

Compre o Xperia E1.

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[Review] Xperia C, o smartphone grandalhão e dual SIM da Sony

Em um mundo ideal todo mundo compraria e usaria smartphones topos de linha. Eles são mais rápidos, bonitos, telas deslumbrantes e câmeras que rivalizam com as dedicadas mais simples. Esse mundo ideal não existe, então as fabricantes “deterioram” seus melhores projetos para diminuir os preços e levar a maravilha do smartphone moderno a mais pessoas.

No caso da Sony, quem não pode bancar um Xperia Z1 tem, entre outras opções, o Xperia C. Por menos da metade do que custa o irmão mais caro, esse grandalhão desajeitado e que aceita dois SIM cards é capaz de deixar seu dono plenamente satisfeito? É o que descobriremos neste review. (mais…)

[Review] Xperia Z1, o smartphone à prova d’água e com algumas peculiaridades

Com tantos smartphones topo de linha rodando Android, cada fabricante busca diferenciais para o seu. É assim desde os primórdios. No Xperia Z1 a mão da Sony se nota em duas áreas: acabamento do hardware e serviços extras.

Lançado em setembro de 2013, o Xperia Z1 é muito bonito. Ele converge algumas tecnologias e serviços de outros setores da Sony, um esforço conjunto que casa com a nova política de foco em mobilidade, fotografia e jogos divulgada recentemente pela empresa. Adianto que, na prática, esse smartphone me agradou mais do que eu, com meu preconceito com modificações no Android, esperava. Há deficiências, sim, mas há mais coisas para se gostar do que as que incomodam.

Com acabamento premium, serviços da Sony e uma câmera promissora de 20,7 mega pixels, o Xperia Z1 tem o suficiente para se destacar? É o que veremos em mais um review no Manual do Usuário. (mais…)

Para voltar a ter lucro, Sony vende divisão de PCs, remaneja a de TVs e anuncia demissões e cortes

Vaio Fit 11A, um dos últimos Vaio sob as asas da Sony.
Foto: Sony/Reprodução.

Admirada por Steve Jobs e sinônimo de computadores e notebooks de qualidade para muita gente, a linha Vaio1, da Sony, com quase 20 anos de tradição, foi vendida. O anúncio, que já era esperado, foi feito pelo CEO Kaz Hirai durante a apresentação dos resultados financeiros do último trimestre do ano fiscal de 2013.

A divisão de PCs da Sony foi vendida para o Japan Industrial Partners (JIP), um grupo de investimentos japonês. O comunicado à imprensa informa que a conclusão do negócio ocorrerá em março próximo, que a Sony terá 5% de participação na nova empresa e dá outros detalhes da transição.

Segundo o documento, com a transferência da Vaio para o JIP a Sony “deixará de planejar, projetar e desenvolver produtos PC. Fabricação e vendas também serão encerradas depois que a linha [de equipamentos] da primavera de 2014 [incluindo o Fit 11A, da imagem acima] for lançada globalmente”. As garantias dos equipamentos vendidos recentemente serão honradas.

De 250 a 300 funcionários da Sony serão movidos para a nova empresa que nascerá da venda para a JIP. Ela terá sua sede em Nagano, mesmo local onde fica, atualmente, o quartel-general da Vaio. Inicialmente, a nova companhia se dedicará ao mercado japonês, com a possibilidade de expansão, no futuro, para outros países.

Por que a Sony se desfez da linha Vaio?

A Sony resolveu vender a divisão de PCs por uma questão de foco e rentabilidade. No comunicado, a empresa diz que passará a concentrar seus esforços no desenvolvimento de produtos Pós-PC, nominalmente tablets e smartphones, que apresentaram “melhorias significativas na lucratividade”, além das elogiadas câmeras fotográficas e no PlayStation.

Vender computadores, hoje, é uma tarefa quase ingrata. Não foi por capricho que a Dell voltou a ser uma empresa privada, ou que a HP flertou seriamente com a descontinuação da sua divisão de PCs. Além da estagnação na demanda, a lucratividade tem caído nos últimos anos. Estima-se, hoje, que cada notebook vendido gere algo entre 2% e 3% de lucro.

Para piorar, diferentemente de tablets e smartphones, computadores tradicionais caem no que Charles Arthur chama de “armadilha de valor”: é difícil fazer dinheiro com esses equipamentos depois que eles são saem das lojas. Ao longo dos anos as fabricantes têm tentado, sem sucesso, explorar essa via com a oferta de software pré-instalado e serviços — por isso a maioria dos computadores Windows vir atulhada de bloatware. Como qualquer um que já teve que lidar com esses computadores sabe, não é uma estratégia agradável e, do ponto de vista comercial, é uma de resultados pífios.

Demissões e mudanças também na divisão de TVs

Outra marca conhecida da Sony passará por profundas mudanças: a linha de TVs Bravia. Em julho, a operação será separada da empresa principal e transformada em uma subsidiária — totalmente controlada pela Sony. Ao longo do ano a Sony aumentará a proporção de TVs 4K em seu portifólio e, em mercados emergentes, lançará mais modelos adequados às condições locais — medo do que pode sobrar para nós.

O comunicado à imprensa revela ainda que, no ano fiscal de 2013 (que termina em março de 2014), a previsão é de que a Sony tenha prejuízo de US$ 1,1 bilhão. Há cerca de um mês as previsões eram bem mais otimistas: lucro de cerca de US$ 300 milhões.

Além da venda da linha Vaio e da separação da Bravia, outras medidas da Sony para voltar a lucrar incluem corte de custos fixos no valor aproximado de US$ 988 milhões e a demissão de 5000 funcionários — 1500 deles no Japão.

  1. Vaio era, originalmente, um acrônimo para Video Audio Integrated Operation. Em 2008 o significado mudou para Visual Audio Intelligent Organizer.

CES 2014: os principais anúncios, as maiores apostas e Michael Bay

A CES (Consumer Electronics Show) é o primeiro grande evento de tecnologia do ano. Em janeiro, emendado com as festas de fim de ano, expositores, profissionais de TI e jornalistas se reúnem em Las Vegas, EUA, para darem ao mundo um vislumbre do que provavelmente será o tom da tecnologia de consumo nos meses seguintes.

É um negócio enorme. Nesta edição, mais de 3200 empresas disputaram a atenção 150 mil pessoas que passaram por lá. E mesmo assim, ao longo dos últimos anos o evento tem perdido um pouco da sua força. Empresas maiores, como MIcrosoft, Apple, Samsung e Google, não aparecem, preferem anunciar novos produtos em eventos próprios ou mais focados. Faz sentido, dado que o volume de notícias numa CES é capaz de soterrar mesmo novidades que em outro contexto seriam o centro das atenções.

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