O Xperia Z1 é à prova d'água.

[Review] Xperia Z1, o smartphone à prova d’água e com algumas peculiaridades


27/2/14 às 8h31

Com tantos smartphones topo de linha rodando Android, cada fabricante busca diferenciais para o seu. É assim desde os primórdios. No Xperia Z1 a mão da Sony se nota em duas áreas: acabamento do hardware e serviços extras.

Lançado em setembro de 2013, o Xperia Z1 é muito bonito. Ele converge algumas tecnologias e serviços de outros setores da Sony, um esforço conjunto que casa com a nova política de foco em mobilidade, fotografia e jogos divulgada recentemente pela empresa. Adianto que, na prática, esse smartphone me agradou mais do que eu, com meu preconceito com modificações no Android, esperava. Há deficiências, sim, mas há mais coisas para se gostar do que as que incomodam.

Com acabamento premium, serviços da Sony e uma câmera promissora de 20,7 mega pixels, o Xperia Z1 tem o suficiente para se destacar? É o que veremos em mais um review no Manual do Usuário.

Acabamento de qualidade, mas não sem pequenos deslizes

Botão de alumínio no Xperia Z1.
Foto: Rodrigo Ghedin.

Poucas vezes um monolito negro, como costumam ser os smartphones de design mais tradicionais (deixe de lado nessa definição os polímeros coloridos da Nokia), foi tão bonito quanto o Xperia Z1. Ele é grande, o que por si só já chama a atenção, e o emprego de materiais nobres, como a moldura de alumínio com cantos arredondados e os vidros temperados na frente e atrás ressaltam a beleza inerente do projeto.

As bordas laterais trazem um punhado de portinholas e botões. O de liga/desliga, também de metal, uma tradição recente da Sony que agrada bastante pela firmeza e sensação de durabilidade que transmite, se destaca. Logo abaixo dele ficam os botões de volume, uma posição ok que só atrapalha na hora de tirar screenshots — o comando nativo no Android é segurar, juntos, os botões de liga/desliga e volume para baixo. No canto inferior, ainda do mesmo lado, existe um botão físico para a câmera de dois tempos (foco e disparo) capaz de abrir o app mesmo com o aparelho bloqueado.

Portinholas protegem o interior do Z1 contra água.
Foto: Rodrigo Ghedin.

As portinholas, uma à direita (para o micro SIM), duas à esquerda (para o cartão microSD, raridade em smartphones topo de linha, outra para a porta microUSB), existem para permitir que o Xperia Z1 faça mergulhos e saia incólume deles. As certificações IP55 e IP58 atestam que o aparelho é à prova de poeira e d’água, nesse caso por 30 minutos a até 1,5 metro de profundidade. Poder lavá-lo na pia da cozinha alivia a consciência para quem é neurótico com germes e outras coisinhas invisíveis e nojentas que povoam telas sensíveis a toques, embora a remoção de impressões digitais (e o Z1 “colhe” muitas delas) seja mais fácil com uma flanela de microfibra.

Não sei se é defeito da minha unidade (bem provável), mas ao entrar em contato com a água com a tela ligada esse Xperia Z1 surta. É como se o líquido fosse um punhado de dedos apertando e arrastando a tela ao mesmo tempo, comportamento que torna impossível o uso do aparelho quando submerso. Talvez não dê para continuar o papo no WhatsApp do banho, mas pelo menos aquele salto sem medo de ser feliz na piscina depois de umas cervejas não trará dor de cabeça — salvo a da ressaca.

Xperia Z1 mergulhado.
Foto: Rodrigo Ghedin.

Fecha o rol de conexões uma similar ao do Surface, tablet da Microsoft, na esquerda, que até o momento tem por única finalidade conectá-lo a uma dock vendida pela Sony, e a saída de áudio, no topo, que não depende de portinhola por ser selada. Embaixo ficam o potente alto-falante e um “vazamento” para colocar aqueles penduricalhos/chaveiros, se for do seu gosto.

O Xperia Z1 emana firmeza, em muito pela moldura de alumínio. Ele é rígido, um pouco pesado, mas condizente com o que se espera quando se bate os olhos nele — você já imagina que ele seja assim e está tudo bem com isso. O que atrapalha mesmo em sua construção é a falta de aproveitamento da parte frontal; mesmo com um telão de 5 polegadas à disposição, sobra muita borda ali. E já que tocamos no assunto tela…

Uma tela controversa

Tela do Z1: falta contraste e ângulos de visão melhores.
Foto: Rodrigo Ghedin.

É (quase) unânime. Um punhado de gente reclama da tela do Xperia Z1, apesar de reconhecer as melhorias em relação ao Xperia ZQ. Ela é enorme, tem resolução Full HD (1920×1080) e traz na manga tecnologias com nomes pomposos, como Triluminos e o motor X-Reality. Na prática, o painel TFT entrega imagens meio lavadas e com um ângulo de visão afunilado que, com apenas uma leve virada, afeta severamente a taxa de contraste.

Essa questão do ângulo de visão em smartphones é um pouco controversa. Pessoalmente, não me incomoda muito, afinal em boa parte do tempo o smartphone é usado de frente, diferentemente de uma TV em que, além de compartilhada (se muita gente estiver assistindo, alguém fica de escanteio), dependendo da finalidade pode acabar sendo mais vista de lado mesmo. Há casos em que esse ângulo limitado atrapalha, como ao ver uma notificação no celular em cima da mesa. Não é, porém, como se fosse impossível ver qualquer coisa a 45º da tela; o que acontece, como já dito, é que se perde um pouco de contraste.

Apesar de discordar da chuva de críticas, entendo-a. Quando se coloca essa tela perto de algumas das melhores do mercado, como a do iPhone e as dos últimos topos de linha da LG como o Optimus G Pro, a diferença fica perceptível. Em uma faixa de preço com aparelhos tão maduros, são os detalhes que fazem a diferença e esse é, sem dúvida, um importante, um que o usuário vê o tempo todo. Poderia ser melhor, e parece que a Sony, depois de tropeçar nesse aspecto com os Xperia ZQ e Z1, finalmente se aprumou e colocou uma tela livre de tais deficiências no Xperia Z2, anunciado no MWC 2014 em Barcelona.

Aqueles nomes pomposos, Triluminos e X-Reality, significam o seguinte: o primeiro, que a gama de cores exibida pela tela é teoricamente maior que a de outras. Já o motor X-Reality faz um processamento em tempo real para aumentar a qualidade de imagem em vídeos e fotos “não ideais” (de baixa resolução e/ou com muito ruído).

O Triluminos é uma tecnologia fixa, ou seja, não pode ser desativada. Isso me impediu de fazer comparativos do tipo “antes e depois”, o que me parece ser o ideal — se você coloca uma tecnologia e chega ao ponto de batizá-la, por que alguém iria querer desativá-la? Não sei, mas é algo que pode ser feito com o motor X-Reality.

Alguns recursos de aprimoramento selecionáveis no Xperia Z1.
Às vezes não ter opções é a melhor opção.

Às vezes ter opções não é a melhor opção. “X-Reality” não diz nada por si só, e a entrada no menu para (des)ativá-lo também não ajuda a compreender o termo: “Melhora a qualidade de imagem de foto e vídeo”. Quando ativá-lo? Quando ele faz diferença? Sempre? Ou não? Difícil saber sem abrir o navegador e pesquisar. A descrição lacônica dá a entender que é um negócio bom, mas na prática ele não faz milagres e pode até atrapalhar graças ao sharpening pesadíssimo que faz em vídeos de baixa resolução.

O mesmo se aplica ao ClearAudio+, uma mistura de equalização com aprimoramentos no áudio. Essa opção faz uma diferença tremenda (para melhor!) na hora de ouvir música — infelizmente não é “system wide”, ou seja, não afeta apps de terceiros como Rdio e Spotify, apenas o Walkman se beneficia dela. Novamente, dá para desativá-la nas configurações. Não consigo entender por que alguém quereria fazer isso. (Também dá para personalizar a equalização, talvez seja a única parte em que a Sony acerta em ceder o poder da personalização ao usuário no ClearAudio+.)

Para finalizar na tela, outra esquisitice: ela vem com uma película anti-estilhaço aplicada de fábrica! Não só na tela, mas no vidro de trás também. Eu, que sou contra películas, achei meio descabida essa iniciativa. Dá para removê-la, não parece ser um processo complicado e de brinde você ainda elimina os logos da Sony do aparelho, mas tenha em mente que isso pode violar a garantia e que a tela, embora seja resistente a riscos, não tem revestimento oleofóbico, o que se traduz em mais marcas de digitais que o esperado.

Uma câmera promissora

Câmera do Z1 entrega menos do que promete.
Foto: Rodrigo Ghedin.

É difícil bater a câmera do Lumia 1020, mas a presença do Windows Phone naquele smartphone deixa um espaço vago na paisagem: o do Android com a melhor câmera.

No papel, a do Xperia Z1 impressiona: sensor Exmor RS grande (1/2,3″, mesmo tamanho do que normalmente equipa câmeras compactas) com resolução de 20,7 mega pixels, lentes G da própria Sony com grande abertura (f/2) e todo o conjunto de recursos básicos em smartphones high-end (estabilização, foco automático, HDR). O histórico recente da empresa em fotografia, com suas mirrorless fantásticas, também ajuda a aumentar o hype. E ainda vem um app diferentão, recheado de modos especiais que aproveitam da força bruta do Snapdragon 800 para viabilizar modos não tão úteis, mas curiosos.

Mas vamos por partes.

Câmera no Xperia Z1.
Interface da câmera do Xperia Z1.

O software da câmera padrão do Android foi substituído por um da própria Sony. Apesar de diferente, ele é bem conservador e não foge muito do que estamos acostumados. As opções mais recorrentes ficam na lateral esquerda, junto com o botão de menu que dá acesso a configurações mais robustas.

Abaixo dos botões de disparo e gravação, à direita, existe um terceiro, dinâmico: o “aplicativo” em uso no momento. Essa solução, similar às Lentes do Windows Phone, transforma modos de câmera em “apps”. Além do efeito placebo, existe uma vantagem prática nessa abordagem: é fácil conseguir novos aplicativos pela Sony Select, a loja de apps paralela da Sony. Não que eles valham a pena, mas a porta para algo significativo estará sempre aberta.

E o que temos ali, nativamente? De modos básicos como Auto Superior, Manual e Panorama, até uns inovadores, como o Info-eye, um mecanismo de realidade aumentada que busca por informações do que estiver na frente da câmera, o Timeshift burst, que faz 61 fotos rapidamente e permite ao usuário escolher com qual ficar e o AR Effect, que coloca elfos, peixes ou dinossauros no cenário, ou decora o ambiente como se fosse uma discoteca dos anos 1970. Brincadeira tão boba quanto inútil, mas que garante umas risos (alguns, adianto, de vergonha alheia). E detalhe: tanto nesse modo, quanto no Timeshift, a resolução máxima das fotos é 1920×1080…

O Xperia Z1 tem apps para a câmera.
Aplicativos da câmera.

Na hora de fazer fotos de verdade, você talvez repare que elas saem com resolução de 8 mega pixels. Cadê aqueles 20,7 milhões de pixels? Dica: eles estão no modo manual. No automático, a Sony limita a resolução e usa a mesma técnica que a Nokia emprega no Lumia 1020, o oversampling, que condensa os pixels excedentes para aumentar a definição e diminuir o ruído. Infelizmente o “manual” não se justifica. Além da resolução máxima, ele oferece poucos recursos, não é tão flexível quanto uma câmera de verdade com controles manuais habilitados.

O Xperia Z1 faz fotos boas. Ele está em um nível que se esperaria de um smartphone topo de linha, mas chega a esse patamar se esforçando bastante e por muito pouco. Fiz algumas fotos comparativas com meu iPhone 5 (o 5 mesmo, não o 5s) e em vários casos essas saíram melhores que as do Z1, provavelmente resultado direto do pós-processamento da Apple, já que a câmera da Apple usa um sensor fornecido pela Sony.

Quando a luz não é abundante, o tempo fecha. À noite a câmera do Xperia Z1 se mostra incapaz de controlar o ruído e manter a definição em níveis decentes. O extenso comparativo que Steve Litchfield fez entre ele e o Lumia 1020 dá uma ideia de que, apesar de boa, ela não faz frente nem a essa câmera da Nokia, nem às recentes da Apple.

Confesso que esperava mais, mesmo as fotos tendo ficado longe de serem decepcionantes. Aliás, pelo tom pessimista até aqui, é bom reforçar: as fotos do Xperia Z1 são bonitas, bem bonitas na verdade. É que… você sabe: números grandiosos, muitas promessas, expectativas altas… Fica mais fácil se decepcionar, certo?

Confira algumas amostras que se destacaram nos testes de câmera, todas feitas no modo Auto Superior (automático).

Em condições ideais a câmera brilha. Repare no nível de detalhamento e como praticamente não há ruído nesta foto:

Muitos detalhes e pouco ruído.
Bom detalhamento e contraste, pouco ruído. ISO 50, f/2, 1/2000s. Crop de 100%. Foto: Rodrigo Ghedin.

Além de detalhes, em condições ideais a câmera é bem rápida. Repare como as hélices do helicóptero abaixo foram capturadas sem borrões.

Câmera rápida.
Detalhe do helicóptero. ISO 50, f/2, 1/2000s. Crop de 100%. Foto: Rodrigo Ghedin.

À noite, com menos luz, a coisa muda de figura. As fotos são aproveitáveis e bem boas se considerarmos que foram feitas com um celular, mas perde-se bastante detalhamento:

Fotos noturnas são apenas boas.
Foto noturna. ISO 500, f/2, 1/16s. Crop de 100%. Foto: Rodrigo Ghedin.

O mesmo ocorre em ambientes fechados, com luz artificial. Surge algum ruído, embora os detalhes, nesse caso, não tenham ficado tão prejudicados:

Bastante ruído nesta capa de revista.
Ruído. ISO 1000, f/2, 1/64s. Crop de 100%. Foto: Rodrigo Ghedin.

No geral, dá para fazer fotos bem bonitas com o Xperia Z1:

Bonita foto, Xperia Z1!
Céu. ISO 50, f/1, 1/400s. Redimensionada para 960×540. Foto: Rodrigo Ghedin.

No álbum abaixo estão todas as fotos acima e mais algumas outras. Para vê-las em tamanho natural, é só clicar na engrenagem no canto superior direito e, depois, em “View full resolution”:

Um detalhe bobo que pode atrapalhar: a posição do conjunto de lentes, no canto superior esquerdo (segurando o Xperia Z1 em modo paisagem, para tirar fotos). Fica tão perto das bordas que corre-se o risco do dedo tampá-lo e arruinar uma foto. Tem que ficar atento.

Desempenho ótimo, interface mais ou menos

O Xperia Z1 é um smartphone imponente.
Foto: Rodrigo Ghedin.

O Xperia Z1 roda suave com seu Snapdragon 800 quad-core a 2,2 GHz, GPU Adreno 330 e 2 GB de RAM. Nada surpreendente; estranho seria se mesmo com esse hardware poderoso ele engasgasse.

Saindo de fábrica com o Android 4.2.2, a Sony já liberou uma atualização para a versão 4.3 do sistema. Pegue seu bloquinho de esquisitices e acrescente outra aí (pelo menos para 2013): é preciso um computador, aquela coisa com teclado físico e mouse que a gente usava antigamente para acessar a Internet e escrever trabalhos de escola no Word, para atualizar o Xperia Z1. É chato, para dizer o mínimo. A venda da divisão Vaio mudará isso? Por ela ou por qualquer outro motivo, espero que sim. Ter que recorrer a um computador para atualizar um sistema móvel joga contra toda a ideia de Era Pós-PC na qual a Sony aposta o seu futuro.

Em ambas as versões, a de fábrica ou a 4.3 pós-atualização, o Android da Sony vem bastante modificado, cortesia da Xperia UI, a interface da empresa para smartphones.

Atalhos na cortina de notificações.
Atalhos discretos e personalizáveis.

A Xperia UI é um misto antagônico de elegância e mau gosto. Ícones e elementos de interface foram todos redesenhados, alguns resultando em trabalhos agradáveis aos olhos, outros em um apelo meio datado. As animações são fluídas e bonitas, e é fácil se deparar com boas intervenções no Android puro, algo raro de se ver. Apenas para que fique claro, porém, ainda prefiro o Android sem mexidas, aquele do Nexus, mas não ficaria incomodado se o Google tomasse algumas lições com a Sony.

Entre os acertos, temos uma linha (fina!) e personalizável de atalhos rápidos na cortina de notificações, diversos modos de organização do app drawer (pessoal, alfabético, preferidos e um filtro para os apps instalados, além da busca), o Smart Connect, que permite criar regras de automação para o smartphone, do tipo “entre em modo silencioso e desative o 3G às 22h e reative-os às 7h” e os apps multimídia da Sony, que além de bonitos, servem de acesso ao conteúdo que a empresa vende.

A exemplo de outros smartphones grandalhões, o Xperia Z1 também conta com mini-apps flutuantes, acessíveis a partir da tela de multitarefa. A seleção, o meio de acesso e a própria execução são exemplares. Nas mãos da Sony essa intervenção se saiu melhor do que nas investidas similares de Samsung e LG.

Ninguém merece Ana Maria Braga...
Foto: Rodrigo Ghedin.

A variante brasileira do Xperia Z1 ainda conta com um trunfo que não se via na categoria “smartphone caríssimo” desde o Galaxy S original: suporte a TV digital. O progresso cobra seu preço e nesse telão Full HD, o padrão 1SEG, concebido para trabalhar com dispositivos móveis (e de baixa resolução, 320×240), fica terrível. Eis o cenário ideal para o X-Reality, pois.

É um sabor de Android diferente, cujo padrão visual parece imune à tendência flat/plana dos sistemas móveis modernos — incluindo o próprio Android. Há muito esqueomorfismo e às vezes a interface se mostra um pouco brega, mas nada capaz de tirar muitos pontos do dispositivo. Em termos de praticidade, há alguns avanços reais em relação ao Android puro e, no fim das contas, entre mortos e feridos o saldo é, no mínimo, zero.

Sony até a alma, com corpo reforçado

Detalhe do Xperia Z1.
Foto: Rodrigo Ghedin.

O Xperia Z1 é e se parece com um smartphone topo de linha. Seu acabamento é um dos melhores que já passaram por aqui, embora a usabilidade fique um pouco comprometida pelo não-aproveitamento do espaço que seu tamanhão oferece — falta tela para preencher melhor a frente e a moldura grossa afeta a usabilidade.

Com um Android modificado, mas modificações em sua maioria positivas, mais uma câmera que se destaca, ainda que não faça frente a algumas poucas outras contemporâneas, ele se mostra um conjunto coerente. Peca pela tela, se você tem o costume de encarar seu smartphone de perfil, mas no geral segura a onda e deve deixar seus proprietários felizes.

Quem ainda não é um proprietário feliz e se interessou pelo Xperia Z1 precisa considerar dois fatores. Primeiro, o preço. A sugestão da Sony é que as lojas cobrem R$ 2.399 e, contrariando a praxe dos smartphones Android, mesmo seis meses depois de lançado o preço do Z1 não caiu muito — com uma boa pesquisa dá para encontrá-lo por cerca de R$ 2.000.

O outro, e que pesa mais, é o seu sucessor, o Xperia Z2, que promete (e parece mesmo) corrigir os pequenos deslizes do Z1. Anunciado agora no MWC, ele deve chegar ao Brasil ainda no primeiro semestre, a tempo da Copa do Mundo. Além de um aparelho aparentemente superior, a sua chegada talvez signifique descontos no Z1. Por um preço mais em conta, e a perspectiva de atualização para o Android 4.4, ele deve ficar ainda mais interessante.

O Xperia Z1 é um smartphone cheio de peculiaridades, mas elegante e bem capaz. Ignore o mimimi sobre a sua tela, conheça e aceite essas estranhezas e ele passa a ser um sério concorrente a ser o próximo smartphone a estar no seu bolso.

Notas de teste

Esta unidade do Xperia Z1 está bem detonada.
Risco nas costas do Xperia Z1. Foto: Rodrigo Ghedin.

Geralmente não separo notas de teste nos reviews, prefiro colocar todas as impressões no texto. Abro uma exceção para três situações excepcionais que rolaram com o Xperia Z1:

  • Repararam que havia um negócio branco nas beiradas da tela, na junção dela com a moldura de alumínio? Pois é, existe um vão ali. A unidade de testes cedida pela Sony, que já deve ter rodado um monte de redações, veio assim. Não sei o que é isso, e acho que prefiro continuar sem saber.
  • Uma vez a bateria acabou e, ao colocar o Xperia Z1 na tomada, o LED de notificação (bem posicionado e discreto na medida certa, aliás) piscou três vezes em vermelho e só. Não carregava, não ligava, nada. Pesquisando, descobri que é um problema recorrente. Uma das soluções apresentadas é dar um hard reset (segurar por oito segundos o botão liga/desliga e o de diminuir o volume), depois colocá-lo na tomada, esperar uma hora e tentar ligá-lo novamente. Deu certo, mas que rolou um friozinho na barriga, ah rolou…
  • A película que evita que a tela estilhace caso ela quebre tem um efeito colateral: como ela não é resistente a riscos, mas sim a tela, marcas de batalha aparecem com relativa facilidade — vide a foto do topo. Já peguei muito smartphone rodado, mas entre os topos de linha esse foi o primeiro a vir com marcas tão aparentes. Na frente e atrás, um punhado de risquinhos difíceis de ver, mas presentes, e um riscão atrás, do lado esquerdo do logo da Sony. Torço muito para que eles abandonem essa ideia ruim no Xperia Z2.
Compre o Xperia Z1 e ajude o Manual do Usuário!

Compre o Xperia Z1

Comprando pelos links acima o preço não muda e o Manual do Usuário ganha uma pequena comissão sobre a venda para continuar funcionando. Obrigado!

Colabore
Assine o Manual

Privacidade online é possível e este blog prova: aqui, você não é monitorado. A cobertura de tecnologia mais crítica do Brasil precisa do seu apoio.

Assine
a partir de R$ 9/mês

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

42 comentários

  1. infelizmente a sony deixa a desejar e muito no quesito assistência técnica, pois comprei o meu z1 em fevereiro de 2014 e não tive problemas com a água. mas um dia pra minha infelicidade ele caiu e quebrou a tela, entrei em contato com a sony care e eles mandaram um código de postagem pra uma “empresa” chamada elsys. enviei o telefone dia 26 de junho e após pagar 762 reais para repará-lo só o recebi de volta no dia 24 de outubro e com uma nota fiscal no valor de 300 reais. desde o recebimento não entrei com o dito telefone na água, e hoje o fiz e me arrependi amargamente, pois o telefone simplesmente não funciona mais…. e agora?

  2. O meu Z2, a portinhola de vedação da alimentação de bateria não está mais fechando e olha que ele só têm 6 meses e me custou 2.300,00 reais. Um conselho, não comprem este celular se quiserem tirar fotos subaquáticas.

  3. Não recomendo a sony mais a ninguém, pelo motivo da entrada de água no aparelho mesmo com as portas fechadas pois eu não iria a momento algum deixa-lo aberto pois zelo muito pelo oque tenho e seus míseros 1800 R$ não são tão fáceis de conseguir… enfim, no momento o meu celular após um banho de piscina está com a tela apagada sem eu ter acesso a ele e eu sinceramente não sei oque fazer com relação a isso…

    1. 1 passo: compra um celular que seja smartphone ou do contrario um celular da nokia, pois é o unico que nao seja smartphene que consegue instalar whataspp.
      2 passo: faz um pacote com planos internet, ou utiliza wi-fi
      3 passo: aplicativos chamdo play store
      4 passo: cadastre uma conta para que vc possa ter acesso a todos aplicativos gratis e pagos.
      5 passo: apos cadastrado uma conta, ja pode começar, busca o aplicativo de sua vontade no seu caso é o whatsapp, clique em cima e faz o download

  4. Faz uma semana q adquirir um z1,um ótimo gagts ,só segundo testei a ele debaixo d’gua e foi o q eu esperava não entrou uma gota d’gua ,a câmera deixa a desejar esperava mais de uma câmera de 20,7. Ele tem uma excelente bateria ainda não carreguei mais 4vzes.outra parte q fiquei satisfeito foi jogos não trava um se quer testei aspht 8,Real racing 3,e entre outros jogos pesados. estou muito satisfeito com meu z1.

  5. A tampa dome z1 esta com um arranhão de uma queda mais não trincou nem nada mas estou comendo de molhar ele .Tem algum problema?

  6. o Z2 e uma bosta ele esquenta facil e ai vc nao usa a camera enquanto nao esfriar ai nao compensa pode olhar no yputube no canal Eu testei…

  7. eu molhei o meu… ele fico normal depois de alguns dias n quis mais carrega. eu fiz oq vc falow, vamos ver se vai dar certo

  8. Li que você teve problemas para carregar o celular, compramos um z1 hoje e quando comecei a aceitar alguns termos do google play ele apagou, tinha +/- 20% de bateria, não acende o led de notificação, não liga e não carrega, quando você citou que no seu ao apertar o botão liga/desliga e o diminuir o volume e deixá-lo carregando por 1 hora ele funcionará, o led liga de imediato? ou só depois de 1 hora? Estou um pouco digamos que angustiada pois como disse compramos hoje e na loja ele funcionou perfeitamente. Att

  9. Comprei o Z1 á algum tempo e acabou de travar na tela do whats, não sei o que faço porque nem desligar eu consigo.. estou desesperado pq ele nunca deu esse problema!

  10. Tenho um z1 foi tira foto e começo a embarcar a tela e depois o botão de tira foto n ta funcionando vcs sabe pq?

  11. To surpresa com todos esses comentários!! Tenho o z1 desde dezembro de 2013 e sou completamente apaixonada por ele… Nunk tive problemas… Realmente a noite a imagem não é totalmente perfeita, mais se fizer alguns ajustes ela da uma melhorada razoável… Qnto ao toque com a tela molhada realmente já reparei q dispara algumas letras sem vc tocar, mais acho q isso nao seja um problema tao grande, ja q embaixo d’agua ninguém vai teclar, so msm tirar fotos!! Super amo meu Z1, quem pensar em comprar nao vai se arrepender… E já fiz umas duas atualizações a mais q estao perfeitas… Feita pelo proprio celular sem precisar de computador!!!
    Xero gente :)

  12. Depois que eu fiz as atualizações do Z1 ele não carrega igual antes, demora e só desligado, se for ligado ele só mantém a bateria e não carrega e quando chega aos 72% ele desliga! Tem como eu voltar às atualizações para ver se o problema sai?

    1. Comprei um z1 dia 7 desse mês ja perdi as contas de quantas vezes ja usei ele tomando banho basta apenas você ter certeza que todas as tampas do celular exemplo chip,carregador estão fechadas corretamente.

  13. Boa noite, comprei um Z1 no site da Sony e recebi ele sexta passada, fiz atualizações que o próprio celular pede (android 4.4.2), então fui desabilitar os dados móveis e para minha surpresa ele não desabilita. A letrinha E continua la na tela e meus créditos foram embora mesmo eu tendo pacote de dados! você poderia me ajudar? entrei em contato com a Sony pelo Chat online e mandaram eu fazer um atualização já fiz e nada resolveu. Poderia me ajudar?

  14. Comprei um XPERIA Z1 há aproximadamente 45 dias e agora a bateria não carrega mais. A quem peço socorro?

    1. Acaba de acontecer o mesmo comigo! Não tem 2 meses que comprei o Z1 e agora ele não carrega. A tela também tá dando uns tilts doidos… Começo a me arrepender desse grandalhão =P

  15. Pessoal,eu tenho o g2 e ele…na boa?achei o g2 melhor…em quase tudo!o z1e muito bom,resistente,foca bem com sua câm. De dia,mas esses problemas de carregamento são estranhos…preciso fazer uma pergunta:o z1ou g2 tem a tecnologia qi por carregamento em indução?sera que funciona com os carregadores da nokia com essa tecnologia ou algum outro carregador do tipo?

  16. Ghedin,
    Ando procurando esse bicho pra comprar, e qual não foi minha surpresa ao encontrar um review seu!
    Excelente review, mas me deixou com a pulga atrás da orelha. Primeiro pelas coisas ruins que vc apontou. Segundo porque, apesar de vc ter gostado, eu percebi muita granulação nas fotos tiradas com ele (ou é impressão?).
    Sei lá, acho que vou esperar o Z2 também.
    Valeu.

    1. Eu tenho o xperia z1, ele é muito bom mais realmente a noite as fotos são boas mais o foco de luz é muito forte no ambiente aberto realmente a foto fica com uma sobra como se fosse uma fumaça, mais em lugares fechados a noite é um espetaculo (exemplo dentro do carro pode deixa tudo no maior escuro, fica a foto perfeita o z1 a camera nao fica boa a noite em ambiente a céu aberto pra ficar melhor a foto é preciso que vc fique na mesma posição que a claridade.

  17. Quase comprei essa porqueira há umas duas semanas.

    Agora quero muito o Z2, mas vou esperar a facada da Sony. Achei o acabamento dele lindo, uma pena que a Samsung não se interesse por materiais similares.

  18. Ghedin,

    As telas capacitivas comercias de hoje não funcionam com a tela molhada, a tecnologia empregada nelas não permite, logo não é um defeito da sua unidade. Quem quer comprar um smartphone a prova d’água para usar debaixo da ducha ou na piscina vai ter que esperar um bocado ainda.

    1. Mas há muitos relatos em vídeo do Xperia Z1 sendo usado embaixo d’água, como o deste cara engraçado aqui. A unidade que testei enlouquecia quando entrava em contato com a água. Com a câmera aberta, ficava tirando fotos aleatoriamente e entrando nas opções da tela até sair com um “toque” no lugar errado. Não acredito que esse comportamento seja normal.

      1. Ghedin,

        O rapaz no vídeo aciona a gravação de vídeo antes de entrar na água. Por isso não há muito problema, pois ele não precisa mais tocar na tela.
        Nas propagandas aparecem tirando foto debaixo d’água e isso só é possível graças ao botão dedicado.

        Em casa minha irmã tem um aparelho da Sony a prova d’água também e é a mesma coisa. Aliás, todos são. Touchscreen capacitivo não vai funcionar bem com a tela molhada.

        1. Mesmo acionando a gravação antes de mergulhar, esse Xperia Z1 enlouquece. Fiz um pequeno vídeo. Note como, logo de cara, ele para de gravar e retoma a gravação e, no final, faz uma foto. Momentos depois ele fez outras coisas no app da câmera, saiu dele, abriu a multitarefa… Isso não é normal.

          1. Rodrigo, o meu acontece a mesma coisa que o seu, você conseguiu resolver ?

          2. Testei uma sugestão de leitor com o Xperia Z2 e deu certo: ative a câmera depois de submergir o smartphone, segurando o botão físico da câmera. Nessa condição, deve funcionar a contento.

          3. Testei e comigo não deu certo. O meu fica tão doido que assim que ativo a camera debaixo da agua ele sai rapidamente e abre um monte de coisas.