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Este site apaga seus posts antigos no Twitter de graça, mas só se você não curte fascistas

Pássaro com faixa preta nos olhos, mascote do Semiphemeral, olhando para uma linha do tempo do Twitter do @ghedin com um gradiente na base, sugerindo que conteúdo antigo está sendo excluído.

Quando o Cardigan encerrou suas atividades, deixei de apagar automaticamente posts antigos no meu perfil pessoal no Twitter. Foi uma decisão pragmática: somente alguém lacônico e extremamente organizado conseguiria apagar seus próprios posts de uma rede social em intervalos regulares. O Cardigan fazia isso, tão bem que eu havia pago uns trocados pelo serviço. Após um tempão sem ter meu perfil limpo automaticamente, encontrei um ótimo substituo, o Semiphemeral.

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WhatsApp começa a liberar backup criptografado de ponta a ponta na nuvem

O WhatsApp começou a liberar backups na nuvem (Google Drive/iCloud) criptografados de ponta a ponta. Se a sua conta já estiver liberada, basta seguir estas instruções.

Atenção redobrada, porém: “Se você perder suas conversas do WhatsApp e não se lembrar de sua senha ou chave, não será possível restaurar seu backup. O WhatsApp não pode redefinir sua senha nem restaurar seu backup para você.” Via @zuck/Facebook (em inglês), WhatsApp.

Nunca, jamais, em hipótese alguma forneça a senha do seu computador para terceiros

Quando a tela do notebook da designer Therry Lee queimou, ela recorreu a um técnico para consertá-la. Ele arrumou a tela, mas abusou da confiança e boa-fé dela para acessar fotos e vídeos pessoais de Therry.

No fio em que compartilha essa história de terror, Therry explica como descobriu o acesso indevido e dá algumas dicas gerais. O ponto crítico da situação é este aqui: “Ele me pediu a senha do notebook (13h01) para instalar drivers necessários da tela, eu dei (sim, eu dei, eu confiei, eu acreditei como qualquer um).”

Nunca, jamais, em hipótese alguma forneça a senha do seu computador ou celular a terceiros. Quando tiver que levar o computador à assistência, certifique-se de que o disco esteja criptografado. Caso a assistência exija acesso ao computador (para instalar algo ou rodar testes), faça backup, formate-o e entregue ele seu os seus dados.

Nem sempre isso é possível ou fácil. Em um notebook com a tela quebrada, como no caso da Therry, seria necessário um monitor (ou TV) e um cabo HDMI para conectá-lo e fazer esse ajuste. O que não invalida a recomendação de nunca, jamais, em hipótese alguma fornecer a senha do computador ou celular para quem quer que seja. Via @therrylee/Twitter.

Atualização (4/6/2022): A versão original desta nota orientava o(a) leitor(a) a criar outro usuário administrador no computador para entregá-lo à assistência técnica. Conforme apontado nos comentários, essa orientação pode não ser suficiente, a depender do nível técnico da assistência e de outras configurações do computador, para impedir o acesso não autorizado aos arquivos. A orientação foi alterada para uma mais rígida e segura.

Amazon anuncia robô doméstico de vigilância — porém com olhos fofinhos

A Amazon anunciou um punhado de novos produtos em um evento nesta terça (28). O principal foi o robô doméstico Astro — parece um aspirador de pó, mas ele não tem essa habilidade. O Astro faz vários truques comuns da Alexa (seu “rosto” é um Echo Show 10 colado em uma base com rodas, motores, câmeras e sensores). Sua velocidade é de até 1 metro por segundo e ele tem uma câmera do tipo periscópio e um pequeno compartimento de cargas na parte de trás. A própria Amazon admite que o Astro ainda é meio inútil, mas acredita que esse tipo de produto será comum nas casas norte-americanas dentro de uma década, por isso aposta nele desde já. Via Amazon (em inglês), The Verge (em inglês).

Quase ao mesmo tempo em que a Amazon falava do Astro, a Vice publicava documentos internos vazados da empresa em que engenheiros questionam a precisão da identificação de rostos do Astro e criticam a fragilidade do hardware e a “inteligência” do produto. Sem surpresa, um deles, que trabalhou no projeto, definiu o Astro como “um pesadelo de privacidade”. O privilégio de colocar um robô da Amazon que te persegue dentro de casa custa US$ 999 lá fora, apenas para “convidados”. Via Vice (em inglês).

De todas as bugigangas anunciadas, duas chegarão ao Brasil e já tiveram seus preços locais revelados: a segunda geração do Echo Show 81 (R$ 999, lançamento em 7 de outubro) e o novo Echo Show 151 (R$ 1.899, sem data de lançamento), uma espécie de monitor/quadro digital de 15,6″.

  1. Ao comprar por este link, o Manual do Usuário ganha uma comissão. O preço que você paga não se altera. De qualquer forma, o Manual do Usuário desaconselha a aquisição de quaisquer produtos com Alexa. ↩

Chrome 94 permite que sites observem ociosidade do usuário

O Chrome 94, lançado nesta terça (21), trouxe suporte a uma API de detecção de ociosidade. Segundo um site do Google, essa API “notifica os desenvolvedores quando um usuário está ocioso, indicando coisas como falta de interação com o teclado, mouse, tela ativação de um protetor de tela, bloqueio da tela ou alternância para uma tela diferente”. Via The Register (em inglês).

O que pode dar errado?

Apple e Mozilla rejeitaram formalmente adotarem a API de detecção de ociosidade. Em julho, Tantek Çelik, líder de padrões web da Mozilla, explicou a decisão da dona do Firefox: “Da maneira como especificada atualmente, consider a API de detecção de ociosidade muito tentadora enquanto uma oportunidade para sites motivados pelo capitalismo de vigilância para invadir um aspecto da privacidade física do usuário.”

Reportagem da ProPublica errou ao questionar a criptografia do WhatsApp; ainda assim, é um importante alerta

A ProPublica publicou uma longa reportagem mostrando os bastidores da moderação no WhatsApp. O assunto nunca está presente no marketing e nas manifestações públicas do Facebook, afinal, o WhatsApp é criptografado de ponta a ponta, certo? Sim, mas isso não significa que seja à prova de bisbilhoteiros. O Facebook contrata pelo menos 1 mil revisores/moderadores para analisar conteúdo do WhatsApp denunciado por usuários, além de sistemas de inteligência artificial que analisam os meta dados (que não são criptografados de ponta a ponta) em busca de comportamentos suspeitos.

A reportagem da ProPublica apanhou por, a princípio, sugerir erroneamente que o sistema de moderação do WhatsApp implicava em uma quebra da criptografia de ponta a ponta. Não é o caso. Quando se denuncia uma mensagem, ela e as quatro imediatamente anteriores (incluindo fotos e vídeos) são encaminhadas ao sistema de moderação, que atua como uma ponta, como se fosse um contato qualquer do aplicativo.

Tecnicalidades à parte, o alerta é importante. Ativistas, insurgentes, jornalistas e outros perfis sensíveis correm riscos ao confiarem irrestritamente na alardeada privacidade do aplicativo do Facebook. A reportagem da ProPublica cita o caso de uma ex-funcionária do Departamento do Tesouro norte-americano que vazou dados de transações suspeitas com a Rússia ao BuzzFeed News, pelo WhatsApp, e acabou identificada pelo FBI graças aos meta dados. Via ProPublica (em inglês).

ProtonMail coleta IP de usuário suspeito de atividades ilícitas na França e entrega às autoridades

O ProtonMail, serviço de e-mail criptografado com sede na Suíça, forneceu à Europol, a pedido da Justiça suíça, os endereço de IP usados pelo grupo ativista francês Youth for Climate para acessar o serviço. Não se sabe, de fonte oficial ou fidedigna, quais atividades do grupo desencadearam o pedido. Relatos desencontrados em redes sociais alegam que o grupo estava invadindo propriedades em Paris.

Nas redes, outros usuários do ProtonMail estão reclamando de uma possível quebra de confiança. O problema estaria em uma frase, no site oficial do serviço, que diz que “por padrão, não mantemos relatórios de IPs que possam ser conectados à sua conta de e-mail anônima”. A política de privacidade, porém, prevê a possibilidade de cessão de dados se requisitados pelas autoridades suíças.

Andy Yen, fundador e CEO do ProtonMail, explicou no Twitter que, “pela lei, o ProtonMail precisa colaborar com investigações criminais suíças”, que a coleta do IP dos usuários “obviamente não é feita por padrão, mas apenas quando legalmente exigida”, e que apesar do histórico de resistência a ordens do tipo por parte do ProtonMail, neste caso não havia alternativas para recorrer da decisão, proferida pelo Departamento de Justiça Federal da Suíça.

Ainda segundo Andy, desde 2015 o ProtonMail publica relatórios anuais de transparência e em 2020 a empresa contestou mais de 700 pedidos de quebra de sigilo dos seus usuários. Via @tenacioustek/Twitter (em inglês), r/ProtonMail (em inglês).

Apple adia novos recursos polêmicos de proteção a abusos infantis

A Apple adiou a liberação (que só ocorreria nos Estados Unidos) das novas ferramentas de proteção contra abusos infantis que liberaria no iOS 15. “Com base nas opiniões de consumidores, ativistas, pesquisadores e outros, decidimos dedicar mais tempo nos próximos meses para coletar dados e fazer melhorias antes de liberar esses recursos importantes de segurança infantil”, alegou em um comunicado à imprensa. Via 9to5Mac (em inglês).

Relembrando, um desses recursos consiste em analisar fotos armazenadas em celulares e tablets (iOS, iPadOS) atrás de assinaturas de imagens que batam com as de imagens de abusos infantis conhecidas das autoridades, algo sem precedente na indústria.

TJ-SP reforma primeira sentença embasada pela LGPD do Brasil

A alardeada primeira decisão judicial com base na Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), de setembro de 2020, que condenou a construtora Cyrela ao pagamento de indenização de R$ 10 mil por vazar dados de um cliente, foi reformada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). De acordo com a relatora, desembargadora Maria do Carmo Honório, a aplicação da LGPD não cabia ao caso, visto que não estava em vigor na data da sentença, e não há prova inequívoca de que foi a Cyrela quem repassou os dados pessoais do autor aos prestadores de serviços que o contataram por e-mail e WhatsApp. A defesa do cliente vai recorrer. Via Conjur.

Apple pedirá permissão para segmentar anúncios no iOS 15

No iOS 15, a Apple perguntará aos usuários se eles desejam que os anúncios da App Store seja segmentados. Hoje, essa configuração vem ativada por padrão e não há qualquer aviso ao usuário de que ela existe.

Os anúncios personalizados da Apple não estão ativos no Brasil, segundo a tela de configuração do iOS 14 (Ajustes, Privacidade, Publicidade da Apple). De qualquer maneira, nos lugares onde o recurso existe, a atuação da Apple é no mínimo contraditória considerando todos os entraves que a empresa impõe a aplicativos de terceiros em seus sistemas na coleta e personalização de anúncios. Via 9to5Mac (em inglês).

Facebook é multado em € 225 milhões na Europa por infrações à lei de proteção de dados com WhatsApp

Baseada na GDPR, a lei de proteção de dados da União Europeia, a Irlanda multou o Facebook em € 225 milhões (cerca de R$ 1,41 bilhão) nesta quinta (2) devido a violações praticadas com o WhatsApp. Segundo a Comissão de Proteção de Dados do país, onde fica a sede europeia do Facebook, o WhatsApp faltou com transparência na explicação, a usuários e não usuários, de como seus dados são tratados, incluindo o compartilhamento deles com outras propriedades do grupo, como a rede social Facebook.

De acordo com o Wall Street Journal, esta é a segunda maior multa aplicada pela União Europeia com base na GDPR; o valor equivale a 0,8% do lucro do Facebook em 2020. (Em julho, Luxemburgo multou a Amazon em € 746 milhões.) A princípio, a Irlanda queria multar o Facebook em € 50 milhões, mas oito países da União Europeia fizeram objeções ao valor, considerado baixo, o que desencadeou um mecanismo de resolução de disputas previsto na GDPR. Após uma votação, a Comissão de Proteção de Dados irlandesa quase quintuplicou o valor original. O Facebook pode e vai recorrer. Via Comissão de Proteção de Dados (em inglês), Wall Street Journal (em inglês, com paywall).

Vazar conversas de WhatsApp gera dever de indenizar, decide STJ

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu, por unanimidade, que vazar conversas por aplicativos de mensagens, como o WhatsApp, gera o dever de indenizar sempre que for constatado dano. Segundo a ministra Nancy Andrighi, relatora do caso julgado, de 2015, o registro da conversa em si não é ilegal, mas divulgá-lo, sim, pois esses diálogos estão protegidos pelo sigilo das comunicações. “Em consequência, terceiros somente podem ter acesso às conversas de WhatsApp mediante consentimento dos participantes ou autorização judicial”, afirmou.

A única exceção é quando a exposição das mensagens visa resguardar um direito próprio de um dos participantes da conversa, num exercício de autodefesa. Nesses casos, porém, a análise da situação deve ser feita em juízo, caso a caso. Via Agência Brasil.

WhatsApp se compromete a atender às recomendações sobre sua política de privacidade

O Facebook/WhatsApp anunciou que atendeu às recomendações da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) e o Ministério Público Federal (MPF) em relação à sua (já não tão) nova política de privacidade:

[…] o WhatsApp sinalizou que pretende atender aos demais pontos, principalmente o ajuste da política de privacidade para refletir práticas de transparência, nos moldes em que já realiza para usuários da União Europeia; atualização dos termos sobre o WhatsApp Business; elaboração do relatório de impacto, abarcando o tratamento de dados de crianças e adolescentes; sistematização dos mecanismos de controle interno; entre outros.

Até a próxima terça-feira (31), o Facebook/WhatsApp disponibilizará um documento com “comprovações das evoluções” e em seguida se reunirá com os órgãos mencionados acima. Via Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Entenda o que mudou com a nova política de privacidade do WhatsApp (em vídeo).

Apple analisa e-mail do iCloud contra imagens de abuso infantil, mas não as fotos

A Apple confirmou que não analisa fotos ou backups do iCloud contra imagens de abuso infantil (CSAM, na sigla em inglês), mas que, desde 2019, faz essa verificação em anexos de mensagens enviadas e recebidas pelo e-mail do iCloud. Via 9to5Mac (em inglês).

Relembrando, no início do mês a Apple anunciou que passará a analisar, no próprio iPhone ou iPad, as assinaturas de imagens marcadas para serem enviadas ao iCloud contra um banco de dados de assinaturas de imagens de abusos infantis. O recurso deve chegar no iOS 15 e, a princípio, estará limitado aos Estados Unidos. Houve forte reação de especialistas em segurança e privacidade, que pedem para que a Apple desista do recurso sob o temor de que ele seja explorado por governos autoritários para fins menos nobres.

Em nota relacionada, pesquisadores da Universidade de Princeton revelaram um estudo, iniciado há dois anos, de um sistema similar ao que a Apple está prestes a lançar. A conclusão deles é de que a tecnologia é muito perigosa: “Nosso sistema poderia facilmente ser remanejado para vigilância e censura”, escreveram o professor assistente Jonathan Mayer e a pesquisadora e candidata ao doutorado Anunay Kulshrestha. “O processo de correspondência de conteúdo poderia gerar falsos positivos e usuários maliciosos poderiam manipular o sistema para sujeitar usuários inocentes a escrutínios.” Via Washginton Post (em inglês).

Serasa lança recurso pago que esconde score de crédito para evitar fraudes

A Serasa lançou um recurso chamado Lock & Unlock que promete “minimizar as chances de o consumidor sofrer alguma fraude financeira”. Exclusivo para usuários “Premium” (R$ 19,90/mês, atualmente com 400 mil assinantes), o recurso bloqueia o score de crédito para consultas por empresas, então se alguém tentando se passar por você tentar um empréstimo ou a contratação de um produto de crédito, o bloqueio ao score sinalizará à empresa concedente de que você (você de verdade, não o fraudador) não está em busca de crédito.

A descrição soa como o pedido de resgate para um sequestro de dados. Afinal, a Serasa coletou meus dados sem eu pedir ou autorizar (obrigado, Cadastro Positivo!) e agora quer me cobrar para esconder esses mesmos dados de estelionatários. É isso mesmo ou entendi errado? Na dúvida, perguntei à própria Serasa que, por meio da assessoria, enviou a (não-)resposta abaixo:

O Serasa Score é uma informação que as empresas podem utilizar no processo de decisão para conceder ou não um crédito ao consumidor, juntamente de outras informação como, por exemplo, documentos, comprovantes de renda, histórico de dívidas etc., sempre de acordo com suas políticas internas.

Normalmente, quando um fraudador busca crédito em nome de outra pessoa, utiliza seus documentos indevidamente. Nesses casos, como o bloqueio do Serasa Score pode indicar que o consumidor não está em busca crédito no momento, essa pode ser uma ferramenta muito importante para que o consumidor e a empresa possam prevenir as fraudes.

O Serasa Score foi lançado para acesso gratuito do consumidor em 2017, e desde então mais de 60MM de brasileiros já consultaram e aprenderam sobre como cuidar da sua pontuação para facilitar o acesso ao crédito.

No mínimo, o Lock & Unlock deveria ser gratuito.