Uma olhada no Ivory, aplicativo de Mastodon para iOS

Dos mesmos criadores do Tweetbot, vem aí o Ivory: um aplicativo para iOS que conversa com instâncias do Mastodon.

O Ivory ainda está em fase alpha, ou seja, em testes e com arestas a serem aparadas. No último sábado (14), consegui acesso à versão de testes, que agora apresento aqui.

(mais…)

É fácil encontrar aplicativos de contagem regressiva, mas um que conte os dias passados a partir de uma data… menos fácil. Topei com o Days Since no MacMagazine (para iOS, gratuito por tempo limitado via compra dentro do app) e é ótimo.

Quis um aplicativo do tipo quando experimentei esses xampus em barra. Eles costumam ser mais caros que os líquidos, mas afirmam que duram mais. Será? Não que a duração fosse o único critério para adotá-los ou não, mas queria um jeito fácil de tirar a prova.

E, sim, não é um tipo de aplicativo essencial; uma anotação no calendário ou mesmo num bloquinho de notas já cumpre o objetivo. Talvez isso explique a escassez de aplicativos do tipo. Ainda assim, fiquei contente com o achado. O Days Since é ótimo. Via MacMagazine.

Fontes internas da Apple disseram à Bloomberg que a empresa prepara mudanças substanciais no iOS e na App Store, a princípio exclusivas para a Europa, a fim de atender o Digital Markets Act (DMA), projeto de lei em estágio avançado que tenta restabelecer a competitividade em setores dominados pela big tech.

A maior delas, talvez, é a abertura do iOS/iPadOS a lojas de aplicativos de terceiros. Hoje, a única maneira de se obter apps nesses sistemas é baixando-os da App Store, da própria Apple.

A Apple passou anos fazendo lobby contra a medida, dizendo que abrir o sistema a outros métodos de distribuição de aplicativos traria inconveniência e insegurança.

Balela. Esse cenário tido como apocalíptico sempre existiu no Android e, ainda assim, a Play Store, do Google, lidera isolada a distribuição de apps.

Não duvido, porém que empresas como a Meta e a Epic Games, que reclamam abertamente das políticas da App Store, arrisquem-se com lojas próprias e até em restringir seus populares aplicativos, como Instagram e Fortnite, a elas.

Por outro lado, seria lindo algo similar ao F-Droid no iOS. Fica a expectativa, caso essa mudança se expanda para o resto do mundo.

A Apple também estaria cogitando abrir o iOS para outros motores web (hoje, todos os navegadores são obrigados a usar o WebKit do Safari), o uso do chip NFC do iPhone para outras carteiras digitais e alguns recursos da câmera hoje de uso exclusivo da Apple.

Não consigo imaginar como todas essas mudanças, mais a adoção do USB-C no iPhone, poderiam ser negativas para quem quer que seja — fora, claro, os acionistas da Apple. Via Bloomberg (em inglês).

A Apple lançou nesta terça (13) o iOS/iPadOS 16.2 e o macOS 13.1. O destaque da atualização é o novo aplicativo Freeform, uma folha em branco infinita com suporte a colaboração em tempo real. Parece interessante para se usar com a canetinha no iPad.

Nos Estados Unidos, as atualizações liberam a criptografia de ponta a ponta do iCloud. O recurso é opcional e vem desativado por padrão. No resto do mundo, o recurso só chega no início de 2023.

Outros recursos dignos de menção é o modo karaokê para o Apple Music e a nova restrição ao AirDrop, que passa a funcionar de modo público em blocos de 10 minutos — depois disso, ele reverte para o modo limitado a contatos.

Mesmo que os novos recursos não lhe chamem a atenção, as atualizações são importantes devido à segurança: as listas de correções (iOS/iPadOS, macOS) são grandes e contêm falhas graves, que permitem a execução remota de código. watchOS e tvOS também foram atualizados. Via Apple (em inglês).

A Apple divulgou os vencedores do App Store Awards, a premiação anual dos melhores aplicativos das suas plataformas. O do BeReal, rede social “autêntica”, foi eleito o aplicativo do ano para iOS — em um momento curioso em que a Apple se estranha com o Twitter.

No iPadOS, a honraria foi do GoodNotes 5, aplicativo de anotações com bom suporte à caneta. No macOS, MacFamilyTree 10, um aplicativo de quase R$ 200 para criar árvores genealógicas.

Veja os demais ganhadores no link ao lado. Via Apple (em inglês).

Desenvolvedores de aplicativos para iOS estão desde segunda (24) se lamentando dos novos anúncios da App Store. (Aparentemente, os anúncios não estão ativos no Brasil.)

Com a expansão, a Apple agora exibe anúncios nas páginas dos aplicativos. Pior: parece não haver filtro e há muitos anúncios de aplicativos de apostas, jogos caça-níqueis e outras atividades suspeitas, para dizer o mínimo.

É lamentável que uma empresa que lucra dezenas de bilhões de dólares por trimestre (US$ 19,4 bi no mais recente) se sujeite a isso, mas não surpreendente. Nesse arranjo, o que importa é crescer — não importa o quão grande você já seja.

Seria ótimo se esses desenvolvedores insatisfeitos se voltassem a plataformas abertas, em que uma empresa mesquinha não detenha a exclusividade na distribuição de aplicativos.

Alguns exemplos da choradeira nos links ao lado. Via @simonbs/Twitter, @marcoarment/Twitter, @cabel/Twitter, @TimothyBuckSF/Twitter (todos em inglês).

Atualização (27/10): Após a pressão, a Apple suspendeu “anúncios de aplicativos de apostas e outras categorias da App Store”. Não disse quais, nem por quanto tempo, porém. Via Macrumors (em inglês).

Já estão disponíveis para download as versões estáveis do iPadOS 16.1 e do macOS 13 Ventura. O iOS 16.1 também foi liberado nesta segunda (24).

Abaixo, as listas de dispositivos compatíveis e links diretos para os comunicados à imprensa da Apple (por ora apenas em inglês) detalhando as novidades de cada sistema:

  • iPadOS 16.1: iPad (5ª geração em diante), iPad mini (5ª geração em diante), iPad Air (3ª geração em diante) e todos os modelos de iPad Pro.
  • macOS 13 Ventura: iMac (2017 em diante), iMac Pro, MacBook Air (2018 em diante), MacBook Pro (2017 em diante), Mac Pro (2019 em diante), Mac Studio, Mac mini (2018 em diante) e MacBook (2017).

O ótimo Pocket Casts abriu o código dos seus aplicativos para Android e iOS — links ao lado para os repositórios no GitHub. O aplicativo foi comprado há alguns anos pela Automattic e é uma ótima opção para ouvir podcasts. Ele é gratuito e oferece um plano “Plus” com alguns recursos extras. Custa ~R$ 40/ano. Via Pocket Casts (em inglês).

O pessoal do Feedbin lançou um aplicativo de podcasts para o iOS, o Airshow.

Com apenas 4 MB (!), ele traz uma abordagem bastante simplificada da experiência de ouvir podcasts. O objetivo, segundo os desenvolvedores, era criar um aplicativo “que tenha apenas os recursos necessários para ouvir e curtir os podcasts que você ama”.

Gostei do modo do modelo de organização, que separa as inscrições de favoritos (“bookmarks”). No segundo, o usuário pode salvar episódios avulsos de podcasts que não acompanha. E é só isso, ou seja, nada de etiquetas, pastas e outros arranjos mais complexos.

O Airshow é gratuito e oferece uma compra dentro do app (R$ 102,90/ano) para ativar a sincronia entre dispositivos — também exigida para notificar novos episódios. A depender do perfil de uso, como é o meu caso, é algo dispensável. Quem já tem uma assinatura do Feedbin ganha a sincronia do Airshow sem ter que pagar a mais. Via Feedbin (em inglês).

Os desenvolvedores Ansh Nanda e Hardik Patil lançaram o The OG App, um novo aplicativo para Android e iOS que lembra muito o Instagram de alguns anos atrás — sem Reels ou recomendações de perfis que a gente não segue.

A ideia é boa, e embora o The OG App use APIs oficiais do Instagram, algumas coisas funcionam meio na base da gambiarra, o que pode ensejar problemas.

A autenticação, por exemplo, usa métodos pouco ortodoxos que envolvem o login em regiões remotas usando sistemas Android, que os desenvolvedores destrincharam com engenharia reversa para fazer funcionar o The OG App.

Ansh e Hardik publicaram um fio no Twitter para esclarecer o modelo de autenticação. Para alguns, foi tarde demais — gente que teve o acesso ao Instagram bloqueado pela plataforma da Meta.

Vale lembrar, ainda, que outro aplicativo do tipo, o Barinsta (somente para Android), também sofria dos mesmos problemas e, pior, o desenvolvedor recebeu uma notificação extrajudicial da Meta exigindo o encerramento do aplicativo.

O The OG App tem versões para Android e iOS. No Brasil, apenas o aplicativo para Android aparece disponível. Use-o por sua conta e risco. Via TechCrunch (em inglês).

A Intel anunciou um novo aplicativo para conectar celulares (Android e iOS) a computadores com chip Intel rodando Windows. Não que faltem opções — do Vincular ao Celular da Microsoft a soluções abertas, como o KDEConnect, além de iniciativas do Google. É que nenhuma é tão suave e confiável quanto a integração que a Apple consegue com os seus iOS e macOS.

O Intel Unison, nome do vindouro aplicativo, é baseado no Screenovate, outro aplicativo que fazia isso e que foi comprado pela Intel no final de 2021.

A Intel promete que o Unison será diferente porque será desenvolvido em parceria com as fabricantes e fará uso de recursos de conectividade do hardware, como Wi-Fi e Bluetooth.

O Unison permitirá acessar fotos, mensagens, ligações e notificações do celular pelo computador, e o usuário poderá usar o celular com o teclado e touchpad do notebook.

A princípio, o Unison estará limitado a alguns poucos notebooks com chips Intel de 12ª geração e o selo Evo. A Intel promete uma expansão considerável na leva de notebooks de 13ª geração. Via Windows Central (em inglês).

Um alerta do tipo “first world problems”, mas… né, importante: se você tem um iPad ou Mac além do iPhone, talvez seja uma boa esperar para atualizar o celular para o iOS 16, a nova versão disponível ao público nesta segunda (12).

O iPadOS 16 e o macOS 13 Ventura saem mais tarde, provavelmente em outubro. Nesse ínterim, usar o iOS 16 no celular pode causar algumas anomalias na sincronização entre esses dispositivos, daí a recomendação para adiar a atualização do iPhone.

Às vezes, essas incompatibilidades são sutis e difíceis de detectar. Mês passado, por exemplo, notei que o Safari do meu MacBook não estava sincronizando com o celular e o tablet. Daí vi que o notebook era o único do trio que ainda não estava na versão mais recente, que corrigia umas falhas, entre elas uma no Safari. Bastou atualizado o macOS e o Safari voltou a sincronizar direito.

O iOS 16 traz algumas novidades relevantes, com destaque para a nova tela de bloqueio personalizável e com suporte a widgets. Apesar disso, eu escolhi esperar.

Às vezes sinto como se estivesse reescrevendo a mesma nota todo mês, mas é sempre algo novo: a Apple liberou atualizações de segurança para o macOS (12.5.1) e iOS/iPadOS (15.6.1) que corrigem duas falhas graves, do tipo “dia zero” — uma no motor WebKit, usado no Safari, outra no kernel do sistema.

Diferentemente de grandes versões, como os vindouros macOS 13 “Ventura” e o iOS/iPadOS 16, para essas de segurança a recomendação é que sejam instaladas o quanto antes. Via TechCrunch (em inglês).

Print da tela de configuração da bateria no iOS, com o ícone persistente da bateria no canto superior direito mostrando um número dentro (porcentagem de carga restante).
Imagem: 9to5Mac/Reprodução.

Típico da Apple: remove um recurso por qualquer motivo para, anos depois, restaurá-lo para regojizo de todos.

(Exceto, é claro, àqueles que permaneceram firmes no iPhone de botão, que nunca perdeu o indicador de porcentagem da bateria sempre visível.) Via

O indicador sempre visível deu o ar da glória nos iPhones com Face ID no iOS 16 Beta 5, liberado nesta segunda (8). Curiosamente, ele não consta ainda nos modelos iPhone XR, iPhone 11, iPhone 12 mini e iPhone 13 mini; imagina-se que seja uma falha temporária. Via 9to5Mac (em inglês).

Print do aplicativo da Netflix para iPadOS, exibindo a mensagem: “Você está prestes a sair do aplicativo e acessar um site externo. A transação não será realizada com a Apple.”
Imagem: Netflix/Reprodução.

O aplicativo da Netflix para iOS e iPadOS passou a incluir um link externo (na web) para contratação do serviço.

Em setembro de 2021, a Apple foi obrigada pela Justiça dos Estados Unidos a permitir esse movimento dos chamados “aplicativos leitores”, aqueles que oferecem um ou mais dos seguintes tipos de conteúdo digital como principal funcionalidade: revistas, jornais, livros, áudio, música ou vídeo.

Antes disso, aplicativos leitores tinham que dividir a receita das assinaturas com a Apple, o que levava muitos deles — como o da Netflix — a simplesmente não oferecem a opção de pagamento pelo app do iOS/iPadOS.

O link externo é fornecido por uma API da Apple. Ao tocar nele, antes de chegar ao destino (um site), o iOS/iPadOS exibe uma mensagem padrão (imagem acima cortesia do MacMagazine). Via 9to5Mac (em inglês), MacMagazine.