Na última quarta (6), a Apple anunciou uma novidade para os vindouros iOS/iPadOS 16 e macOS Ventura: o “Lockdown Mode”, ou Modo de Bloqueio, uma configuração opcional que incrementa a segurança do dispositivo a fim de protegê-lo de ataques sofisticados, como o Pegasus, do NSO Group.

O Modo de Bloqueio limita os tipos de arquivos aceitos no iMessage, desabilita algumas tecnologias web no Safari, bloqueia por padrão o contato por tecnologias da Apple, como o FaceTime, bloqueia acessórios cabeados com o dispositivo bloqueado e impede a instalação de novos perfis de uso.

São mudanças pontuais que prejudicam um pouco a usabilidade e, ao mesmo tempo, a área de ataque possível. (O Pegasus, por exemplo, se disseminava via imagens compartilhadas por mensagens de texto.)

Por isso, a Apple foi bem cuidadosa na divulgação do recurso: ele é direcionado a pessoas que correm algum risco real de serem alvos de ataques sofisticados, como ativistas, políticos e jornalistas investigativos.

Será interessante ver até que ponto o Modo de Bloqueio prejudica o uso comum do aparelho. Segurança, como se sabe, é o resultado do equilíbrio entre proteção e comodidade. Arrisco dizer que a maior parte dos recursos do Modo de Bloqueio não é tão incômoda, mas só testando na prática para ter certeza. Via Apple (em inglês).

Como ser lembrado(a) dos aniversários de amigos e familiares sem depender do Facebook

Até algum tempo atrás, era comum ouvir de gente com perfis no Facebook que o único motivo de continuar usando essa rede social eram os lembretes de aniversários. Se este for o seu caso, boa notícia: a dica de hoje é como ser lembrado(a) de aniversários sem depender do Facebook.

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iOS/iPadOS 16 e macOS Ventura terão uma opção que burla CAPTCHAs, aqueles testes em que você precisa escrever uma sequência de letras e números ou identificar semáforos em fotos borradas. Com ela ativada, o usuário passa direto por esses “pedágios”.

A Apple vai aproveitar os sensores e sistemas de autenticação do dispositivo para sinalizar a aplicativos e sites compatíveis que é um ser humano fazendo requisições. Afinal, o objetivo do CAPTCHA é separar humanos de robôs.

O recurso se chama Private Access Tokens, e você pode vê-lo em ação neste vídeo técnico da Apple — a demonstração começa aos 3min50s. Via MacRumors (em inglês).

Em 2021, o WhatsApp passou a permitir a migração de contas, incluindo todo histórico de conversas, do iPhone para celulares Android — ainda que, até o momento, de forma bastante limitada, somente em celulares Samsung e Google.

Agora, passa a ser possível o caminho contrário, ou seja, migrar de um Android para o iPhone (veja como fazer). Via @zuck/Facebook (em inglês).

A atual leva de editores de texto puro, puxada por Obsidian, Roam Research e Joplin, tem como característica definidora as ligações entre notas. Usando o padrão da Wikipédia de links [[colchetes duplos]], é possível criar ligações entre as notas e formar redes de notas que ficam bonitas no gráfico.

É como se estivessem descobrindo a web 30 anos depois da web nascer.

O interesse nesse recurso é tamanho que aplicativos veteranos têm se rendido à “novidade”. Nesta terça (14), foi a vez do iA Writer ganhar uma nova grande versão que traz como carro-chefe as ligações entre notas. Com lasers — ou um efeito neon meio brega nos links internos.

O iA Writer custa R$ 279,90 para iOS/iPadOS e outros R$ 279,90 para macOS. Para quem já tem o aplicativo, a atualização é gratuita.

(Eu recorro muito a notas para referência, controles diversos e anotações rápidas, usando uma mistura de arquivos *.txt soltos em uma pasta e Simplenote, e nunca vi muita utilidade em fazer ligações entre essas notas.) Via iA Writer (em inglês).

A Apple não mencionou, durante a apresentação de abertura da WWDC, quais dispositivos receberão o recém-anunciado iOS 16. Talvez porque, desta vez, os mais antigos ficaram pelo caminho: iPhone 6S, iPhone SE (original) e iPhone 7 não receberão a nova versão do sistema. A má-notícia aparece enterrada no final do comunicado à imprensa. A versão final do iOS 16 chega no outono do hemisfério Norte, o que normalmente se traduz em setembro. Via Apple (em inglês).

A partir de 30 de junho, todos os aplicativos da App Store que oferecem contas aos usuários terão que oferecer meios para que eles excluam suas contas dentro do próprio aplicativo. E esses meios deverão “ser fáceis de achar”.

Às vezes, a mão de ferro da Apple no controle da App Store gera resultados positivos. Via 9to5Mac (em inglês).

A Apple liberou as versões finais do iOS/iPadOS 15.5 e do macOS 12.4. De novidades, pouca coisa: melhorias no problemático aplicativo Podcasts para o iOS/iPadOS e ajustes na webcam do Studio Display no macOS.

O mais importante dessas atualizações incrementais são os remendos. No iOS/iPadOS, são quase 30 correções; no macOS, mais de 50.

Parece até atualização do Windows nos anos 2000. É o preço que se paga pela popularidade? Ou está rolando um desleixo por parte da Apple? Via Apple, 9to5Mac (ambos em inglês).

Roubo/furto de celulares para limpar contas bancárias: Como se proteger?

O agente de talentos Bruno de Paula tinha acabado de voltar de uma viagem à Espanha. Já em São Paulo (SP), logo depois de desembarcar do avião, teve seu celular furtado de dentro de um táxi. O que a princípio seria apenas um dissabor, um prejuízo limitado ao valor do aparelho, virou um rombo de R$ 143 mil: o ladrão conseguiu acessar os aplicativos bancários de Bruno e fez uma limpa em suas contas.

A magnitude do prejuízo de Bruno chamou a atenção, o caso viralizou no Twitter e teve um final feliz — na medida do possível, ou seja, ele recuperou o dinheiro perdido. Não foi, porém, um caso excepcional.

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O KDE Connect, solução para integrar celulares a computadores rodando Linux com o ambiente gráfico KDE Plasma (ou Gnome, usando a extensão GSConnect), ganhou sua primeira versão oficial para iOS.

Devido a limitações impostas pela Apple, o KDE Connect do iOS é menos capaz que seu par para Android. Ainda assim, ele faz bastante coisa:

  • Área de transferência compartilhada: copiar e colar entre os seus dispositivos.
  • Envie arquivos e URLs para o computador a partir de qualquer aplicativo.
  • Touchpad virtual: use a tela do celular como touchpad do computador.
  • Apresentação remota: controle um pontinho de destaque no seu computador movimentando o celular de um lado para o outro.
  • Comandos à distância: execute comandos no seu computador a partir do celular.

Toda a comunicação entre celular e computador é criptografada de ponta a ponta. O aplicativo, por ora, está disponível apenas em inglês. Via OMG! Ubuntu (em inglês).

O novo aplicativo para iOS do desenvolvedor Simon Støvring, Runestone, é um editor de texto puro leve, rápido, com suporte a destaque de sintaxe e alguns extras bem legais.

“É como um Editor de Texto [do macOS] colorido e personalizável”, diz a descrição do site. É isso mesmo, e é maravilhoso. Já substituiu o Pretext aqui.

O código do Runestone é aberto e o aplicativo, “freemium”, ou seja, gratuito e com algumas opções atrás de um pagamento único, de R$ 54,90. Via MacStories (em inglês).

Sem alarde, o Google lançou um aplicativo para iOS que facilita a migração de dados de usuários que estão do iPhone para um Android. O aplicativo, que é gratuito, foi batizado Mudar para o Android.

A estratégia é similar à que a Apple emprega desde 2015 com o aplicativo para Android Migrar para iOS. Via TechCrunch (em inglês).

A Apple liberou uma pequena, mas importante atualização na sexta (1º) para o iOS, iPadOS (15.4.1) e macOS (12.3.1). No iOS/iPhone, ela corrige uma falha que fazia o celular consumir mais bateria que o normal. Nos três sistemas, tapa duas falhas do tipo “dia zero” que, segundo a empresa, já estavam sendo exploradas.

Em 2022, a Apple já corrigiu cinco falhas do tipo “dia zero” — preocupantes porque expõem os sistemas a ataques antes mesmo que a Apple saiba que elas existem. Via BleepingComputer, Apple (ambos em inglês)

Três telas do Overcast reformulado, mostrando a tela inicial, playlist e tela de play.
Imagem: Overcast/Divulgação.

O Overcast, popular aplicativo de podcasts para iOS, passou pela “maior reformulação em seus oito anos de história”, segundo o desenvolvedor Marco Arment. E é só o começo, a primeira de duas partes. Nesta, Marco focou na tela inicial, playlists, tipografia e espaçamento. Um toque legal é que agora a cor de realce é personalizável, não precisa mais ser o laranja característico do aplicativo.

O Overcast é gratuito e tem alguns recursos extras atrás de uma assinatura anual de R$ 31,90. No post em que anuncia a nova versão, no link ao lado, há imagens do “antes e depois”. Via Marco.org (em inglês).

Divida gastos (com privacidade!) usando o Splid

Então você decidiu fazer uma viagem com amigos ou morar junto com a pessoa amada ou com uma galera — ou com a pessoa amada e uma galera. Vocês terão gastos conjuntos que terão que ser divididos. Anotar tudo no caderninho ou confiar na memória são ótimas maneiras de se estressar e perder as amizades ou o relacionamento — ou as amizades e o relacionamento. Existem ótimos aplicativos para evitar esse triste desfecho.

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