Ajude-me a vencer o processo contra a Folha de S.Paulo!

Desenvolvedores reclamam de anúncios de mau gosto na App Store

Desenvolvedores de aplicativos para iOS estão desde segunda (24) se lamentando dos novos anúncios da App Store. (Aparentemente, os anúncios não estão ativos no Brasil.)

Com a expansão, a Apple agora exibe anúncios nas páginas dos aplicativos. Pior: parece não haver filtro e há muitos anúncios de aplicativos de apostas, jogos caça-níqueis e outras atividades suspeitas, para dizer o mínimo.

É lamentável que uma empresa que lucra dezenas de bilhões de dólares por trimestre (US$ 19,4 bi no mais recente) se sujeite a isso, mas não surpreendente. Nesse arranjo, o que importa é crescer — não importa o quão grande você já seja.

Seria ótimo se esses desenvolvedores insatisfeitos se voltassem a plataformas abertas, em que uma empresa mesquinha não detenha a exclusividade na distribuição de aplicativos.

Alguns exemplos da choradeira nos links ao lado. Via @simonbs/Twitter, @marcoarment/Twitter, @cabel/Twitter, @TimothyBuckSF/Twitter (todos em inglês).

Atualização (27/10): Após a pressão, a Apple suspendeu “anúncios de aplicativos de apostas e outras categorias da App Store”. Não disse quais, nem por quanto tempo, porém. Via Macrumors (em inglês).

iPadOS 16.1 e macOS 13 Ventura são lançados

Já estão disponíveis para download as versões estáveis do iPadOS 16.1 e do macOS 13 Ventura. O iOS 16.1 também foi liberado nesta segunda (24).

Abaixo, as listas de dispositivos compatíveis e links diretos para os comunicados à imprensa da Apple (por ora apenas em inglês) detalhando as novidades de cada sistema:

  • iPadOS 16.1: iPad (5ª geração em diante), iPad mini (5ª geração em diante), iPad Air (3ª geração em diante) e todos os modelos de iPad Pro.
  • macOS 13 Ventura: iMac (2017 em diante), iMac Pro, MacBook Air (2018 em diante), MacBook Pro (2017 em diante), Mac Pro (2019 em diante), Mac Studio, Mac mini (2018 em diante) e MacBook (2017).

Airshow, o aplicativo de podcasts levinho do Feedbin

O pessoal do Feedbin lançou um aplicativo de podcasts para o iOS, o Airshow.

Com apenas 4 MB (!), ele traz uma abordagem bastante simplificada da experiência de ouvir podcasts. O objetivo, segundo os desenvolvedores, era criar um aplicativo “que tenha apenas os recursos necessários para ouvir e curtir os podcasts que você ama”.

Gostei do modo do modelo de organização, que separa as inscrições de favoritos (“bookmarks”). No segundo, o usuário pode salvar episódios avulsos de podcasts que não acompanha. E é só isso, ou seja, nada de etiquetas, pastas e outros arranjos mais complexos.

O Airshow é gratuito e oferece uma compra dentro do app (R$ 102,90/ano) para ativar a sincronia entre dispositivos — também exigida para notificar novos episódios. A depender do perfil de uso, como é o meu caso, é algo dispensável. Quem já tem uma assinatura do Feedbin ganha a sincronia do Airshow sem ter que pagar a mais. Via Feedbin (em inglês).

Novo aplicativo alternativo promete a experiência original do Instagram

Os desenvolvedores Ansh Nanda e Hardik Patil lançaram o The OG App, um novo aplicativo para Android e iOS que lembra muito o Instagram de alguns anos atrás — sem Reels ou recomendações de perfis que a gente não segue.

A ideia é boa, e embora o The OG App use APIs oficiais do Instagram, algumas coisas funcionam meio na base da gambiarra, o que pode ensejar problemas.

A autenticação, por exemplo, usa métodos pouco ortodoxos que envolvem o login em regiões remotas usando sistemas Android, que os desenvolvedores destrincharam com engenharia reversa para fazer funcionar o The OG App.

Ansh e Hardik publicaram um fio no Twitter para esclarecer o modelo de autenticação. Para alguns, foi tarde demais — gente que teve o acesso ao Instagram bloqueado pela plataforma da Meta.

Vale lembrar, ainda, que outro aplicativo do tipo, o Barinsta (somente para Android), também sofria dos mesmos problemas e, pior, o desenvolvedor recebeu uma notificação extrajudicial da Meta exigindo o encerramento do aplicativo.

O The OG App tem versões para Android e iOS. No Brasil, apenas o aplicativo para Android aparece disponível. Use-o por sua conta e risco. Via TechCrunch (em inglês).

Intel anuncia aplicativo que conectará notebooks Windows a celulares Android e iOS

A Intel anunciou um novo aplicativo para conectar celulares (Android e iOS) a computadores com chip Intel rodando Windows. Não que faltem opções — do Vincular ao Celular da Microsoft a soluções abertas, como o KDEConnect, além de iniciativas do Google. É que nenhuma é tão suave e confiável quanto a integração que a Apple consegue com os seus iOS e macOS.

O Intel Unison, nome do vindouro aplicativo, é baseado no Screenovate, outro aplicativo que fazia isso e que foi comprado pela Intel no final de 2021.

A Intel promete que o Unison será diferente porque será desenvolvido em parceria com as fabricantes e fará uso de recursos de conectividade do hardware, como Wi-Fi e Bluetooth.

O Unison permitirá acessar fotos, mensagens, ligações e notificações do celular pelo computador, e o usuário poderá usar o celular com o teclado e touchpad do notebook.

A princípio, o Unison estará limitado a alguns poucos notebooks com chips Intel de 12ª geração e o selo Evo. A Intel promete uma expansão considerável na leva de notebooks de 13ª geração. Via Windows Central (em inglês).

Talvez seja uma boa esperar para atualizar o iPhone para o iOS 16

Um alerta do tipo “first world problems”, mas… né, importante: se você tem um iPad ou Mac além do iPhone, talvez seja uma boa esperar para atualizar o celular para o iOS 16, a nova versão disponível ao público nesta segunda (12).

O iPadOS 16 e o macOS 13 Ventura saem mais tarde, provavelmente em outubro. Nesse ínterim, usar o iOS 16 no celular pode causar algumas anomalias na sincronização entre esses dispositivos, daí a recomendação para adiar a atualização do iPhone.

Às vezes, essas incompatibilidades são sutis e difíceis de detectar. Mês passado, por exemplo, notei que o Safari do meu MacBook não estava sincronizando com o celular e o tablet. Daí vi que o notebook era o único do trio que ainda não estava na versão mais recente, que corrigia umas falhas, entre elas uma no Safari. Bastou atualizado o macOS e o Safari voltou a sincronizar direito.

O iOS 16 traz algumas novidades relevantes, com destaque para a nova tela de bloqueio personalizável e com suporte a widgets. Apesar disso, eu escolhi esperar.

Apple corrige duas falhas graves do tipo “dia zero” no macOS e iOS/iPadOS

Às vezes sinto como se estivesse reescrevendo a mesma nota todo mês, mas é sempre algo novo: a Apple liberou atualizações de segurança para o macOS (12.5.1) e iOS/iPadOS (15.6.1) que corrigem duas falhas graves, do tipo “dia zero” — uma no motor WebKit, usado no Safari, outra no kernel do sistema.

Diferentemente de grandes versões, como os vindouros macOS 13 “Ventura” e o iOS/iPadOS 16, para essas de segurança a recomendação é que sejam instaladas o quanto antes. Via TechCrunch (em inglês).

iPhones com Face ID terão indicador de porcentagem da bateria sempre visível no iOS 16

Print da tela de configuração da bateria no iOS, com o ícone persistente da bateria no canto superior direito mostrando um número dentro (porcentagem de carga restante).
Imagem: 9to5Mac/Reprodução.

Típico da Apple: remove um recurso por qualquer motivo para, anos depois, restaurá-lo para regojizo de todos.

(Exceto, é claro, àqueles que permaneceram firmes no iPhone de botão, que nunca perdeu o indicador de porcentagem da bateria sempre visível.) Via

O indicador sempre visível deu o ar da glória nos iPhones com Face ID no iOS 16 Beta 5, liberado nesta segunda (8). Curiosamente, ele não consta ainda nos modelos iPhone XR, iPhone 11, iPhone 12 mini e iPhone 13 mini; imagina-se que seja uma falha temporária. Via 9to5Mac (em inglês).

Aplicativos “leitores” do iOS/iPadOS começam a usar link externo para evitar taxa da Apple

Print do aplicativo da Netflix para iPadOS, exibindo a mensagem: “Você está prestes a sair do aplicativo e acessar um site externo. A transação não será realizada com a Apple.”
Imagem: Netflix/Reprodução.

O aplicativo da Netflix para iOS e iPadOS passou a incluir um link externo (na web) para contratação do serviço.

Em setembro de 2021, a Apple foi obrigada pela Justiça dos Estados Unidos a permitir esse movimento dos chamados “aplicativos leitores”, aqueles que oferecem um ou mais dos seguintes tipos de conteúdo digital como principal funcionalidade: revistas, jornais, livros, áudio, música ou vídeo.

Antes disso, aplicativos leitores tinham que dividir a receita das assinaturas com a Apple, o que levava muitos deles — como o da Netflix — a simplesmente não oferecem a opção de pagamento pelo app do iOS/iPadOS.

O link externo é fornecido por uma API da Apple. Ao tocar nele, antes de chegar ao destino (um site), o iOS/iPadOS exibe uma mensagem padrão (imagem acima cortesia do MacMagazine). Via 9to5Mac (em inglês), MacMagazine.

Para quem é o novo Modo de Bloqueio da Apple?

Na última quarta (6), a Apple anunciou uma novidade para os vindouros iOS/iPadOS 16 e macOS Ventura: o “Lockdown Mode”, ou Modo de Bloqueio, uma configuração opcional que incrementa a segurança do dispositivo a fim de protegê-lo de ataques sofisticados, como o Pegasus, do NSO Group.

O Modo de Bloqueio limita os tipos de arquivos aceitos no iMessage, desabilita algumas tecnologias web no Safari, bloqueia por padrão o contato por tecnologias da Apple, como o FaceTime, bloqueia acessórios cabeados com o dispositivo bloqueado e impede a instalação de novos perfis de uso.

São mudanças pontuais que prejudicam um pouco a usabilidade e, ao mesmo tempo, a área de ataque possível. (O Pegasus, por exemplo, se disseminava via imagens compartilhadas por mensagens de texto.)

Por isso, a Apple foi bem cuidadosa na divulgação do recurso: ele é direcionado a pessoas que correm algum risco real de serem alvos de ataques sofisticados, como ativistas, políticos e jornalistas investigativos.

Será interessante ver até que ponto o Modo de Bloqueio prejudica o uso comum do aparelho. Segurança, como se sabe, é o resultado do equilíbrio entre proteção e comodidade. Arrisco dizer que a maior parte dos recursos do Modo de Bloqueio não é tão incômoda, mas só testando na prática para ter certeza. Via Apple (em inglês).

Como ser lembrado(a) dos aniversários de amigos e familiares sem depender do Facebook

Até algum tempo atrás, era comum ouvir de gente com perfis no Facebook que o único motivo de continuar usando essa rede social eram os lembretes de aniversários. Se este for o seu caso, boa notícia: a dica de hoje é como ser lembrado(a) de aniversários sem depender do Facebook.

(mais…)

iOS 16 e macOS Ventura terão opção para burlar CAPTCHAs

iOS/iPadOS 16 e macOS Ventura terão uma opção que burla CAPTCHAs, aqueles testes em que você precisa escrever uma sequência de letras e números ou identificar semáforos em fotos borradas. Com ela ativada, o usuário passa direto por esses “pedágios”.

A Apple vai aproveitar os sensores e sistemas de autenticação do dispositivo para sinalizar a aplicativos e sites compatíveis que é um ser humano fazendo requisições. Afinal, o objetivo do CAPTCHA é separar humanos de robôs.

O recurso se chama Private Access Tokens, e você pode vê-lo em ação neste vídeo técnico da Apple — a demonstração começa aos 3min50s. Via MacRumors (em inglês).

WhatsApp libera migração de Android para iPhone

Em 2021, o WhatsApp passou a permitir a migração de contas, incluindo todo histórico de conversas, do iPhone para celulares Android — ainda que, até o momento, de forma bastante limitada, somente em celulares Samsung e Google.

Agora, passa a ser possível o caminho contrário, ou seja, migrar de um Android para o iPhone (veja como fazer). Via @zuck/Facebook (em inglês).

iA Writer 6 ganha ligações entre notas usando [[colchetes duplos]]

A atual leva de editores de texto puro, puxada por Obsidian, Roam Research e Joplin, tem como característica definidora as ligações entre notas. Usando o padrão da Wikipédia de links [[colchetes duplos]], é possível criar ligações entre as notas e formar redes de notas que ficam bonitas no gráfico.

É como se estivessem descobrindo a web 30 anos depois da web nascer.

O interesse nesse recurso é tamanho que aplicativos veteranos têm se rendido à “novidade”. Nesta terça (14), foi a vez do iA Writer ganhar uma nova grande versão que traz como carro-chefe as ligações entre notas. Com lasers — ou um efeito neon meio brega nos links internos.

O iA Writer custa R$ 279,90 para iOS/iPadOS e outros R$ 279,90 para macOS. Para quem já tem o aplicativo, a atualização é gratuita.

(Eu recorro muito a notas para referência, controles diversos e anotações rápidas, usando uma mistura de arquivos *.txt soltos em uma pasta e Simplenote, e nunca vi muita utilidade em fazer ligações entre essas notas.) Via iA Writer (em inglês).