A Apple liberou o iOS 15.4 nesta segunda (14). A nova versão traz suporte ao Face ID com máscara (desde que você tenha um iPhone 12 ou mais recente) e novos emojis. O macOS 12.3, também já disponível, traz emojis aos computadores da marca e o Controle Universal, que permite compartilhar mouse e teclado entre Mac e iPad. Os outros sistemas da casa também foram atualizados, sem novidades significativas. Via MacMagazine (2).
iOS
Na conferência com investidores do Facebook/Meta, nesta quarta (2), o CFO Dave Wehner deu outro dado interessante: a empresa prevê que a Transparência no Rastreamento em Apps (ATT, na sigla em inglês) do iOS da Apple, um recurso que dá ao usuário o poder de decidir compartilhar dados ou não com aplicativos, terá um impacto de US$ 10 bilhões em 2022.
É esse o custo da sua, da minha, da nossa privacidade: de bilhões de dólares. Até agora, pagávamos esse pato sozinhos. Não mais. Via CNBC (em inglês).
O iOS 15.4, que começou a ser testado nesta quinta (27) e ainda não tem data para ser lançado, finalmente permitirá o desbloqueio do iPhone com o Face ID usando máscara. (Veja um print do MacRumors.) A Apple diz que isso será possível “reconhecendo detalhes únicos ao redor dos olhos”. A novidade só funcionará no iPhone 12 e posteriores e será preciso refazer o cadastro com a máscara. O uso de óculos de grau ajudará o sistema a ser mais preciso, mas ele não funcionará com óculos escuros. Via MacRumors (em inglês).
A Apple liberou novas versões dos seus sistemas operacionais que, entre outras correções, traz a que tapa uma falha grave no Safari 15 divulgada em 14 de janeiro. A falha atinge a API IndexedDB e possibilita o vazamento de dados de um site a outros abertos na mesma sessão. Baixe agora o iOS 15.3, iPadOS 15.3, macOS 12.2 (e atualizações especiais para o Big Sur e o Catalina) e watchOS 8.4. Via MacMagazine.

O aplicativo Locket, para iOS, é uma mini rede social privada de fotos comprimida em um widget.
Após instalá-lo, você coloca o widget na tela inicial e adiciona até cinco amigos. As fotos enviadas pelo widget ficam visíveis em todos os celulares da rede — e devem ser tiradas na hora; não dá para acessar a biblioteca de fotos. É quase um “melhores amigos” do Instagram, mais direto e menos ambicioso.
Matthew Moss, programador norte-americano, criou o Locket para uso próprio, quando sua namorada foi estudar em outra cidade e o namoro deles passou a ser à distância. Seis meses mais tarde, quando Matt decidiu lançar o Locket na App Store, foi um sucesso instantâneo: nos Estados Unidos, é o app mais baixado da categoria redes sociais e um dos mais populares entre os gratuitos.
No Brasil, onde o apelo é menor, pois é uma rede/app exclusivo para iPhones, o Locket é o 5º mais baixado em redes sociais e está no top 60 dos gratuitos na manhã desta sexta (14).
Daquelas pequenas ideias geniais que ressignificam elementos de interface para fins diversos. Via TechCrunch (em inglês).
A Apple passou o rodo nas cópias do Wordle que infestaram a App Store do iOS nos últimos dias — nenhuma delas do criador original do simpático joguinho. Embora, juridicamente, cópias de jogos sejam difíceis de se proteger, as diretrizes da App Store proíbem cópias descaradas na loja. Uma delas em especial, a de Zach Shakked, causou revolta por ele ficar se gabando do crescimento meteórico do jogo e da sua conta bancária — o clone cobrava uma assinatura anual de US$ 30. Via Ars Technica, Bloomberg (ambos em inglês).
Wordle, o original, não é aplicativo, é jogado no navegador. Acesse-o aqui.
Não é a primeira vez que um jogo sensação é seguido por um exército de cópias, mas é raro a Apple interferir de maneira tão rápida e ampla em casos do tipo. O mais infame talvez tenha sido o de Threes, de 2014, que apesar do pioneirismo, acabou desbancado em popularidade por incontáveis clones do tipo 2048 — a única diferença, uso de múltiplos de dois em vez de três.
A coisa mais legal do iOS/iPad 15.2, lançado nesta segunda (13), é o relatório de privacidade dos apps. (Ele vem desativado por padrão. Entre em Ajustes, Privacidade, Relatório de Privacidade dos Apps e ative-o.) Por ele, é possível ver quais recursos (câmera, microfone, contatos) e quais domínios e endereços IP cada aplicativo usou/trocou informações. Uma mão na roda para detectar comportamentos estranhos e turbinar as listas de bloqueios de soluções como o Pi-Hole.
Outra novidade legal é a liberação do Ocultar Meu E-mail para assinantes do iCloud+, que permite a criação de e-mails aleatórios que direcionam as mensagens enviadas à sua caixa de entrada — parecido com o Firefox Relay e outros serviços dedicados.
Atualização (13h30): O Ocultar Meu E-mail já estava disponível. A novidade é que ele agora está disponível diretamente do app Mail. Valeu pelo aviso, Lacorte!
A Adobe lançou o Adobe Creative Cloud Express, serviço baseado em templates para a criação rápida e facilitada de artes visuais — em outras palavras, seu rival do Canva. Tem versão web e apps para Android e iOS, versão grátis e uma paga, de R$ 43/mês, com acesso a fotos, fontes e muito material da Adobe. Via TechCrunch (em inglês).
Lamentável toda a situação envolvendo Thiago Tavares, presidente da SaferNet, que se exilou na Alemanha após sofrer ameaças e ter seu computador invadido, reflexo do recrudescimento do cenário brasileiro. Via Uol Tilt.
Na carta em que anunciou a decisão, um detalhe chamou a atenção: Thiago afirma que teve seu computador infectado pelo Pegasus, software espião da empresa NSO Group, sediada em Israel, no noticiário há alguns meses por uma série de casos do tipo, ou seja, em que foi usado contra ativistas, jornalistas e opositores.
O Pegasus é um software poderoso. Ele se instala discretamente e concede acesso a praticamente tudo que existe no celular da vítima. Segundo o NSO Group, o Pegasus é vendido (supostamente) apenas a governos e autoridades, e tem como alvos celulares — ele ataca os sistemas Android e iOS. No comunicado à imprensa em que anunciou que processaria a empresa israelense, a Apple sequer menciona o macOS, seu sistema para computadores.
No dia 3 de dezembro, o perfil da SaferNet no Twitter enviou uma mensagem aos perfis da Apple e da Adobe pedindo para que as empresas trabalhassem na correção do vetor de ataque usado pelo NSO Group.
Vale lembrar que a última falha explorada pelo Pegasus/NSO Group afetava iOS, macOS e watchOS a partir do iMessage. Até agora, porém, não se tinha notícia de um ataque ao macOS.
Fica a dúvida, então: ou a SaferNet confundiu-se, ou o Pegasus evoluiu. Sendo quem é, seria um deslize muito óbvio tal confusão.
O Manual do Usuário entrou em contato com a SaferNet pedindo esclarecimentos. Aproveito para prestar toda a solidariedade ao Thiago — aspectos técnicos chamam a atenção, mas não se sobrepõem à gravidade da situação como um todo.
Não tenho rádio em casa, mas gosto de ouvir rádio. Para isso, uso aplicativos que tocam transmissões via internet, um recurso que ao menos as rádios mais populares oferecem há bastante tempo.
O primeiro app que usei para isso foi o TuneIn. Funciona, porém a interface é bastante carregada, com anúncios, podcasts e outras coisas que não me importam muito. Hoje, uso e recomendo outros apps para cada plataforma:
- No Android, a melhor pedida é o Transistor (F-Droid, Play Store). É um aplicativo bem cru, mas que cumpre bem a sua função e que, por ser cru, acaba sendo leve e direto por tabela. Tem o código-fonte aberto e é gratuito.
- No iOS, descobri dia desses e tenho usado o Radio Turner (App Store). Ainda é um tanto carregado, com várias listas de estações sem qualquer segmentação por localidade, mas permite acrescentar suas próprias rádios e funciona bem. É gratuito com anúncios, e tem duas compras in-app: para remover anúncios R$ 22,90) e para estender o recurso de gravação (R$ 4,90).
Tem algum outro que você use e goste? Fala para mim nos comentários.
Depois do Google/Android, hoje é a vez da Apple revelar os melhores apps das suas plataformas em 2021. O ganhador na categoria apps é Toca Life: World, uma espécie de ~metaverso infantil da desenvolvedora Toca Boca — que, lembra o TechCrunch, acabou de completar 10 anos de vida. O jogo do ano no celular da Apple foi League of Legends: Wild Rift. Na página da premiação estão os apps e jogos do ano para iPad, Apple Watch e macOS, e apps da “tendência do ano”: aqueles que nos unem. Via Apple, TechCrunch (em inglês).
Veja, também, as listas de apps mais populares (dois chineses no topo da de gratuitos) e a dos jogos (Free Fire segue líder).
A extensão Vinegar, para iOS e macOS e criada por Zhenyi Tan, substitui o tocador de vídeos do YouTube — no próprio site do YouTube e em outras páginas, onde eles estiverem incorporados — por um leve, usando a tag <video> do HTML. Custa R$ 10,90 na App Store. Via Zhenyi Tan and a dinosaur (em inglês).
Para quem não usa os sistemas da Apple ou outro navegador, a extensão Privacy Redirect (Chrome e derivados, Firefox) faz algo similar: se assim configurada, ela troca o tocador de vídeos do YouTube incorporado em outros sites pelo do Invidious. A estabilidade depende da instância adotada, mas funciona bem. E para links diretos ao YouTube, como o nome sugere, a extensão redireciona o usuário a uma instância do Invidious.
O corretor ortográfico do teclado do iPhone que transforma “e” em “é” é um problema comum e amplamente difundido, mas precisamos falar do Android que transforma qualquer “ok” em “OK” e te faz mandar, quase sempre sem querer, uma energia total passivo-agressiva aos interlocutores.
Isto talvez te surpreenda, mas o Facebook (a rede social) tem um programa de incentivo para criadores, uma espécie de Patreon/Catarse próprio. Nesta quarta (3), Mark Zuckerberg anunciou que os “criadores” participantes ganharão uma nova ferramenta para burlar a taxa de 30% que a Apple cobra de qualquer pagamento feito em apps no iOS (e, de quebra, os 15% do Google na Play Store também).
(A pira dele com metaverso está tão intensa que, de algum modo, conseguiu enfiar o assunto neste anúncio. Em seu perfil no Facebook, Zuckerberg disse que taxas como as que a Apple cobra dificultam desbloquear oportunidades para criadores “à medida que construímos para o metaverso”. Ok?)
Não se trata de uma tecnologia das mais avançadas. Segundo o CEO da Meta, o recurso é “um link promocional para criadores”. Esse link leva o usuário/assinante à web, onde ele pode fazer o pagamento usando o sistema do Facebook, livre de taxas extras (as do pagamento em si ainda são cobradas).
Embora a Justiça norte-americana tenha obrigado a Apple a permitir que aplicativos anunciem meios de pagamento alternativos no iOS, o prazo ainda está correndo — a Apple tem até 9 de dezembro para virar essa chave.
O Facebook também permitirá que os criadores baixem uma lista de e-mails dos seus seguidores e pagará um bônus, entre US$ 5 e US$ 20, para cada novo assinante pago. Via Mark Zuckerberg/Facebook (em inglês), Facebook for Creators (em inglês).
“Sideloading” é o melhor amigo dos criminosos digitais e exigir isso no iPhone seria uma corrida do ouro para a indústria do malware.
— Craig Federighi, vice-presidente sênior da Apple.
A fala de Craig, na Web Summit, em Lisboa, Portugal, foi uma resposta à intenção da União Europeia de forçar a Apple a abrir o iOS ao “sideloading”, ou seja, à instalação de aplicativos por fora da App Store.
A posição da Apple é, obviamente, influenciada pelo pedágio que cobra de desenvolvedores que publicam apps no iOS, mas não é despida de mérito. O assunto dá um bom debate, mas que acaba interditado quando se adota essa linguagem terrorista. Sem surpresa, a Apple ou seus executivos não citam pontos potencialmente positivos do sideloading no iOS. Dá para imaginar o porquê. Via The Verge (em inglês).