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JavaScript e o futuro da web, com Felipe Moura e Jaydson Gomes

#publi A BrazilJS Conf, maior evento de tecnologia da América Latina, volta ao presencial com uma proposta que vai além do código. Será nos dias 25 e 26 de abril, no Auditório Araújo Vianna em Porto Alegre (RS).

Compre seu ingresso com 20% desconto exclusivo para leitores do Manual.

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Neste episódio do podcast, recebo Felipe Moura e Jaydson Gomes, da BrazilJS e On2, para uma conversa animada. Falamos da BrazilJS Conf e o apelo de eventos presenciais, do estado do JavaScript e o que a inteligência artificial representa para o futuro da web.

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Assinar o Manual custa pouco (a partir de R$ 9/mês ou R$ 99/ano), fortalece o projeto e, de quebra, oferece um montão de benefícios.

Conheça a assinatura: https://manualdousuario.net/apoie/

Até você, Automattic?

Depois do Reddit, agora é a Automattic, dona do Tumblr e WordPress.com, que está vendendo o conteúdo dos usuários para empresas de inteligência artificial.

A notícia, vazada pelo 404 Media, sinaliza que tal prática será comum daqui para frente. Digo isso porque a Automattic, com todas as suas falhas, sempre foi respeitosa com o conteúdo dos usuários — o que é o mínimo, mas cá estamos, elogiando quem faz o mínimo.

O maior problema dessas iniciativas é que, mesmo as que dizem respeitar a escolha dos usuários, o fazem por meio de “opt-out”, ou seja, exigem uma ação de nós para impedir que o conteúdo seja usado para IA.

É desrespeitoso, mas não surpreendente. Como disse a Molly White, se não fosse por opt-out, ninguém toparia a parceria caracu — e é exatamente esse o problema. Via 404 Media (em inglês).

O Manual é hospedado no WordPress.com e, obviamente, vai bloquear essa palhaçada.

Startup sueca diz que seu assistente de IA faz o trabalho de 700 pessoas depois de demitir 700 pessoas

Executivos de empresas dizem que a inteligência artificial é parceira e que não vai acabar com empregos.

Também executivos de empresas: “Klarna diz que seu assistente de IA faz o trabalho de 700 pessoas depois de demitir 700 pessoas.”

Pode ser só lorota para inflar o tal assistente de IA, mas isso pouco importa às 700 pessoas demitidas. Via FastCompany (em inglês).

Em nota relacionada, 87% dos profissionais de marketing temem por seus empregos diante da IA e 26% dos seus chefes planejam demitir (por causa da IA) em 2024. Via Convergência Digital.

Acordo de empresas para combater o uso enganoso de IA nas eleições de 2024

Vinte empresas envolvidas com inteligência artificial — incluindo Google, OpenAI, Meta, Microsoft e TikTok — firmaram um acordo na Alemanha a fim de combater o uso enganoso de IA nas eleições em +40 países previstas para acontecer em 2024.

É tipo um “Conar da IA”, pautado por sete princípios e algumas promessas vagas de combate a maus usos, mais transparência e conscientização dos eleitores. Melhor que nada, mas parece pouco diante do potencial da IA gerativa para fins pouco ou nada democráticos.

Sora

A OpenAI revelou — com vários clipes — a Sora, sua nova IA que produz vídeos de até 1min a partir de enunciados. São surpreendentes. Fiquei pensando em quais os casos de uso possíveis. Por que alguém iria querer forjar vídeos, fora para fins de entretenimento (cinema/ficção)? Uma hipótese é porque tudo é entretenimento, como já alertava Neil Postman nos anos 1980. Alguém tem outra hipótese?

Com nova CEO, Mozilla demite 5% e passa a focar no Firefox e em “IA confiável”

O TechCrunch obteve o memorando das mudanças anunciadas pela Mozilla, que há poucos dias trocou a CEO — saiu Mitchell Baker, entrou Laura Chambers, ex-CEO da Willow Innovations e com passagens por Airbnb, PayPal e eBay.

Praticamente todas as iniciativas recentes — instância do Mastodon, produtos de segurança (VPN, Relay etc.) e Hubs (espaço virtual/3D) — perderão espaço. O foco volta a ser o Firefox e, também, “IA confiável”.

(mais…)

Gemini

O Google rebatizou todas as suas coisas de inteligência artificial para Gemini. Ótimo. Mais fácil criticar uma coisa só do que ter que especificar um dos 354 produtos do Google — que serão encerrados daqui a um ano, de qualquer forma. Via Blog do Google.

A próxima parte crucial do nosso plano é aprender com os dados únicos e loops de feedback em nossos produtos… No Facebook e no Instagram, há centenas de bilhões de imagens compartilhadas publicamente e dezenas de bilhões de vídeos públicos, o que estimamos ser maior do que o conjunto de dados Common Crawl, e as pessoas também compartilham um grande número de postagens de texto público em comentários em nossos serviços.

Mark Zuckerberg
CEO da Meta

Common Crawl é o maior conjunto de dados da web disponível, com +250 bilhões de páginas coletadas no intervalo de 17 anos. Foi usado pela OpenAI na criação do GPT 3.

É nas conferências com investidores, e não em depoimentos no Congresso, que os CEOs falam sem muitas amarras do que realmente importa. Não poderia ter exemplo melhor disso do que as falas de Zuckerberg um dia depois de pedir desculpas às famílias de adolescentes vítimas de abusos no Instagram (e só depois de ser coagido por um senador). Via Bloomberg (em inglês).

Minhas expectativas — positivas e negativas — para 2024

A convite do Fernando Paiva, diretor editorial do Mobile Time, escrevi no final de 2023 quais eram as minhas expectativas — positivas e negativas — na tecnologia para o ano que se avizinhava.

Transcrevo-as abaixo, e deixo o convite a você para ler as dos outros colunistas do Mobile Time.

Qual tendência do mundo da tecnologia mais te entusiasma para 2024? Por quê?

Soluções não comerciais para comunicação via internet.

Coisas como o Mastodon e o protocolo que o move, o ActivityPub, não são novas, mas ganharam um impulso importante desde os primeiros rumores de que Elon Musk poderia comprar o Twitter, no início de 2022.

Sinto que, até pouco tempo atrás, protocolos abertos eram quase uma excentricidade. Hoje ainda são poucos que se aventuram nesse universo — o Mastodon, talvez o projeto de maior sucesso do tipo, tem ~2 milhões de usuários ativos —, mas ganhamos espaço no mainstream, uma barreira dificílima de transpor.

Seria ótimo se soluções do tipo — para redes sociais, mensageiros instantâneos e tantas outras aplicações — fossem dominantes, mas me darei por satisfeito se elas apenas se sustentarem como alternativas viáveis às comerciais.

Qual tendência do mundo da tecnologia mais te preocupa para 2024? Por quê?

O domínio da inteligência artificial no mundo do trabalho.

Arrisco dizer que, em 2024, o ritmo de inovação não será tão intenso quanto foi em 2023. Em vez disso, é provável que o novo ano seja de racionalização e “pé no chão”, de separar o que é realmente útil daquilo que é apenas curioso.

O “realmente útil” da minha previsão é o que me preocupa, porque o termo enseja uma questão vital: útil para quem?

Há mais de um século, novas tecnologias prometem futuros utópicos aos trabalhadores, de menos trabalho, mais lazer e a distribuição da riqueza excedente gerada pelas inovações. Na prática, até agora, essas promessas não se realizaram. Ao contrário: temos mais gente trabalhando mais do que antes e a riqueza ainda mais concentrada nas mãos de poucos.

Nada indica que com a IA será diferente. De inédito, apenas o perfil de profissional afetado — talvez pela primeira vez, os trabalhadores intelectuais, criativos.

A ver como essas disputas serão travadas.

Novas regras para eleições municipais contemplam IA gerativa e mais obrigações às redes sociais

O TSE divulgou minutas (rascunhos) das resoluções para as eleições municipais de 2024. A da propaganda eleitoral traz vários dispositivos relacionados à internet, com novas atribuições às plataformas/empresas de redes sociais, transparência e restrições a conteúdo “fabricado ou manipulado” (leia-se: por IA gerativa). Na íntegra (PDF).

Algumas coisas ali me pareceram bastante otimistas.

No dia 23 de janeiro, às 9h, será feita uma audiência pública híbrida do tema, com transmissão ao vivo pelo YouTube. Via TSE, Folha de S.Paulo.

Notebooks Windows virão com nova tecla Copilot

Baixou o espírito da Positivo na Microsoft. Em 2024, notebooks “com inteligência artificial” e Windows 11 virão com uma nova tecla do Copilot, a marca guarda-chuva das aplicações de IA da empresa. (Veja o vídeo.) O bom é que quando o Copilot não estiver disponível, a tecla invocará a pesquisa do Windows. Mais útil que a de menu de contexto, que a nova tecla substitui. Via Blog da Microsoft (em inglês).

Intel lança plugins de IA do Audacity para edição de podcasts e música

A Intel lançou alguns plugins gratuitos e de código aberto, baseados em inteligência artificial, para o editor de áudio Audacity. Batizados de OpenVINO, eles são indicados para podcasts (remoção de ruído e transcrição de áudio em texto escrito) e música (geração de músicas e separação de vocais e instrumentos). Parecem bem úteis.

Infelizmente, por ora os plugins só funcionam em uma versão específica do editor e apenas no Windows — e, mesmo ali, a instalação é complicada. Via Audacity (em inglês).