Listas são a nova busca

por Benedict Evans

Estou fascinado com todas as pessoas tentando desempacotar o Yelp para restaurantes. Quem tenta desempacotar a Craigslist o faz com uma experiência de usuário (UX) moderna, mas o Yelp é uma empresa moderna com uma UX moderna e as pessoas, tentando desempacotá-la, na maioria das vezes recorrem a limitações. Em vez de oferecer 500 ou mil restaurantes e uma caixa de busca, eles te dão uma lista — 50, dez ou mesmo um. Às vezes, isso é deliberado; em outras, apenas a execução do modelo de negócios. Mas o resultado é sempre o mesmo — elas removem a “tirania da escolha”. Eu não quero 500 opções de restaurantes, todos do meu gosto. Eu quero cinco. (mais…)

2016, o ano do conteúdo para realidade virtual

A pré-venda do Oculus Rift, a movimentação de outras empresas como HTC, Sony, Samsung e Google, e o clima de confiança da indústria depositam grandes esperanças de que, após décadas ensaiando, a realidade virtual finalmente ganhará o mundo em 2016. Será? (mais…)

O futuro da Internet das Coisas passa por geladeiras que não atualizam e perdem acesso ao Google Agenda

Imagine o futuro próximo, onde todas as apresentações de PowerPoint que as empresas de tecnologia mostraram em 2015 se materializam e a sua casa, em vez do monte de porcarias que tem hoje, passa a ter um monte de porcarias conectadas à Internet. INTERNET DAS COISAS, IoT!!!!

Se lhe falta abstração para imaginar esse futuro, eu te invejo. Mas calma, segura a minha mão e acompanhe comigo a saga dos homens que perderam o acesso ao Google Agenda em suas geladeiras inteligentes (!) da Samsung. (mais…)

Em tablets, Android “puro” ainda é desvantagem

Demorou um pouco, mas o Google finalmente lançou seu novo tablet, o Pixel C, nos Estados Unidos. Ele foi anunciado junto aos smartphones Nexus 5X e Nexus 6P, porém teve uma gestação mais demorada. Finalmente saiu, ontem, por US$ 499. Para muitos, um tablet com Android puro é uma compra certa. Para mim, não. Quando a tela é grande, o Android sem retoques da fabricante é uma causa perdida. (mais…)

Quantas pessoas realmente se importam com os serviços do Google?

por Benedict Evans

Imagine que você tem um emprego sólido num escritório, sem contato com clientes, em uma cidade provinciana em algum lugar da Europa ou dos Estados Unidos. Você mora em um subúrbio e trabalha num prédio de escritórios, e faz o trajeto diário num carro. Em uma semana típica você encontra os amigos, vai a um bar, pub ou restaurante local, faz compras num shopping ou online e às vezes vai ao centro da cidade. Então: (mais…)

O mobile não é uma plataforma neutra

por Benedict Evans

Por uma década ou duas, para a maioria das pessoas “a Internet” significava um navegador web, um mouse e um teclado. Havia algumas coisas complementares como mensageiros instantâneos, Spotify, Skype ou Steam (ou, para alguns, e-mail), mas para a maioria das pessoas e para quase todas as atividades, a web era a Internet. A web era a plataforma, não o sistema operacional — muito mais serviços foram criados para a web do que para o Windows ou o Mac OS. (mais…)

Como a competição entre navegadores ajuda a manter a web aberta e livre

O recém-lançado Chrome 46 (!) veio com novidades, correções, tudo que lhe é de praxe, mas trouxe também uma remoção na versão para desktops (Windows, Mac e Linux): o “Ok Google” universal para invocar a pesquisa não existe mais. O Chrome 47 também virá com outro recurso a menos, a central de notificações. Por que isso está acontecendo? (mais…)

Do que o Google precisa no mobile?

por Benedict Evans

Eu costumo ver o Google como um grande motor de aprendizado de máquina que vem acumulando dados há quinze anos. Tudo que o Google faz está relacionado ao alcance desse motor — alcance para coletar ainda mais dados e alcance para levá-los à superfície. A busca na web é só uma expressão disso, assim como os anúncios, o Gmail e o Maps — eles estão todos construídos sobre aquele motor fundamental. (mais…)

Uma das poucas chateações que tenho com o buscador do Google é a impossibilidade de copiar links “puros” dos resultados. O Google usa um JavaScript de redirecionamento, então é ele, e não o link de fato, que acaba copiado para a área de transferência. Se não entendeu nada, veja este vídeo. O Facebook também faz isso.

Além de dificultar a cópia do link, as duas empresas usam esse “pedágio” para registrar todos os nossos cliques, ou seja, é mais um artifício para conhecerem e assimilarem nossos hábitos de navegação.

A extensão DirectLinks remove esse JavaScript. A original é para Safari, mas fizeram uma versão para Chrome que funciona tão bem quanto.

Só que há um porém: ela surte efeito apenas no google.com; no google.com.br, não. Felizmente o código-fonte está disponível no GitHub, então não deve ser muito difícil alterar esse detalhe. Alguém se habilita?

Atualização (8/9, 10h30): O leitor Vinicius Kunst indicou a extensão GSanitizer, que faz a mesma coisa e funciona nas versões localizadas do Google, como google.com.br. Baixe-a aqui.

Via Daring Fireball.

Os melhores vídeos da semana #4

Sábado é dia de abrir o YouTube na TV e curtir a seleção de vídeos do Manual do Usuário. Drama, comédia, curiosidades, suspense… ok, na verdade não tem tudo isso, mas a seleção desta semana está bem variada. Para todos os gostos. (mais…)

O que eu perco (e ganho) trocando o Google pelo DuckDuckGo

O Google ainda é, de longe, o buscador mais usado no mundo. No Brasil, sua fatia do mercado passa dos 90%, e não é por acaso: é um serviço bom, que costuma entregar o que o usuário procura numa frequência bem satisfatória. Apesar disso, o Google não é o único e, por uma série de razões, resolvi experimentar o DuckDuckGo por uns tempos. (mais…)

Não, o Google não vai usar suas fotos salvas no Google Fotos para fazer propaganda

O novo Google Fotos é fantástico, mas suas fotos estarão seguras lá? O que diz os termos de uso da empresa?

Alguns sites (Loop Insight, The Register) alertam: leia os termos de uso antes de entregar suas fotos ao Google. Ambos citam um trecho que, segundo a interpretação dos seus autores, concedem poderes ao Google para, basicamente, se apropriar das imagens enviadas e usá-las da maneira que quiser, inclusive em propagandas do serviço. (mais…)

O que você prefere: privacidade ou comodidade?

Smartphones são incríveis e atingiram a maturidade faz algum tempo. Tanto que começamos a ver, em termos práticos, o surgimento de uma segunda fase, uma tentativa de Apple e Google de dar mais destaque a iOS e Android como fim em vez de servirem apenas de palco para apps de terceiros. Em meio a essa disputa, a privacidade do usuário desponta como um fator de diferenciação. (mais…)

Além do aluguel de filme grátis para quem tem Chromecast, o Google, em parceria com algumas das maiores editoras do Brasil, derrubou para R$ 0,99 o preço de várias revistas no Google Play Banca.

A promoção está no ar desde o início de junho e vale até o dia 15. Entre as editoras participantes estão a Abril, Globo, Escala e Alto Astral (infelizmente não tem o especial Guia da Selfie, nem o Guia da Netflix). Estão disponíveis títulos como Veja, Época, Carta Capital, Superinteressante, Galileu, GQ, Exame, VIP e algumas de culinária e celebridades. É uma seleção bem eclética, e o preço está bem abaixo do comumente cobrando — entre R$ 8 e 15, dependendo da revista.

As revistas podem ser lidas pelo navegador mesmo, ou usando apps — tem para Android e iOS.

O futuro do Google depende de apps indexados e coisas como Now on Tap

Serviços na nuvem, ferramentas corporativas e invenções malucas (do Google Glass ao Project Loon) são quase startups autônomas dentro do Google se tomarmos o faturamento por referência. O que rende na empresa e paga o salário de todo mundo no fim do mês ainda são os anúncios contextuais, puxados em muito pela busca e a capacidade inigualável do Google em entender o que você está procurando na Internet.

Quando “Internet” era quase sinônimo de web (não confunda), antes da ascensão dos smartphones, o trabalho dos motores do Google era mais fácil. A natureza aberta da web permitiu a criação de robôs capazes de varrê-la e indexá-la. Com apps a história é diferente e, para se manter na liderança, o Google vem tentando saber mais sobre quais apps você tem no seu celular e como os usa. (mais…)