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Google lança app para Windows que serve apenas para baixar o Chrome

Tela do Instalador do Google Chrome para Windows 10.

O declínio do Windows como plataforma dominante explicitou o descaso do Google com a Microsoft. A empresa jamais se deu ao trabalho de adaptar seus apps à Microsoft Store (loja de apps do Windows) e faz software para o sistema no estrito limite do que mantém os usuários em seus domínios. Daí o próprio Chrome (web/buscador) e o app de backup do Google Drive. (mais…)

Uma olhada nos melhores smartphones que não são vendidos no Brasil

A tela infinita do Mi Mix 2, da Xiaomi.

Entre trambolhos com o novíssimo Snapdragon 845, protótipos feitos pela própria Qualcomm para apresentar os recursos do seu chip recém-anunciado, havia uma bancada em formato de prancha — pois Havaí — com alguns smartphones da geração passada, com Snapdragon 835. Foi uma boa oportunidade de ver alguns dos melhores aparelhos atualmente à venda e que não chegaram (nem chegarão) ao Brasil. (mais…)

Google abre as portas do YouTube Space Rio de Janeiro, o mais moderno do mundo

por Fabricio Vitorino

O Google, enfim, inaugurou o YouTube Space Rio de Janeiro, ponto de encontro dos criadores de conteúdo para a plataforma de vídeos mais usada no mundo. São cerca de 3 mil metros quadrados — quase a metade de um campo de futebol oficial — com o que há de melhor em equipamentos e toda a infraestrutura para a produção audiovisual.

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DuckDuckGo como alternativa ao capitalismo de vigilância do Google

Campo de busca do DuckDuckGo.

Na página inicial do buscador DuckDuckGo, logo abaixo do campo de busca, ou seja, em local de destaque, lê-se a seguinte frase: “A ferramenta de busca que não rastreia você”. É uma cutucada no Google, maior buscador do mundo, uma das maiores empresas de publicidade e das mais lucrativas da história. Quais as chances do pequeno DuckDuckGo frente a esse titã?

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Terceirização do discurso ─ ou do que nos faz humanos

O grande diferencial do Allo, um app de bate-papo que ignora as boas práticas de privacidade vigentes, é um intruso na conversa, o Google Assistant. Ele participa ativamente do diálogo, fazendo buscas a pedido dos interlocutores e, o que é mais preocupante, sugerindo respostas pré-fabricadas.

O Facebook Messenger também trabalha com robôs, mas em conversas paralelas, ou seja, não os traz para as conversas que mantemos com outros seres humanos — ainda, pelo menos. Mas é bobagem acreditar que isso se deva a um princípio humanista no âmago de Mark Zuckerberg.

É uma decisão de negócios. O Google quer se tornar uma entidade única nas nossas vidas digitais; o Facebook ainda depende de terceiros. Isso não o impede, porém, de experimentar com bizarrices. A última é sugerir tópicos de conversação com base no que seus amigos fizeram (ou confessaram ao Facebook terem feito) recentemente.

O problema disso tudo é que terceirizamos traços que nos são, até agora, exclusivos. A escolha das palavras e sobre o que falar são coisas muito humanas. Queremos terceirizar isso? Se sim, estamos cientes do custo?

Evan Selinger, professor de filosofia do Instituto Rochester de Tecnologia, e Brett Frischmann, professor da Faculdade de Direito Cardozo, estão escrevendo um livro intitulado Ser Humano no Século XXI (tradução livre). Um pequeno excerto publicado no Medium responde, de maneira limitada, mas didática, essas perguntas:

Terceirizar, então, não afeta apenas como uma tarefa é realizada. Quando decidimos ou não por terceirizar, precisamos considerar se vale a pena abdicar da ação, responsabilidade, controle, intimidade e possivelmente conhecimento e habilidade. Se não, provavelmente deveríamos realizar essa tarefa nós mesmos.

A conversa por texto já é bastante pobre. Ela normatiza o discurso de uma forma sutil, mas poderosa. Percebe como conversar com pessoas distintas pelo WhatsApp oferece menos nuances, como se todas fossem mais ou menos parecidas? Que as particularidades de cada um se revelam com mais facilidade, de modo inescapável, até, quando o contato é pessoal em vez de mediado por texto escrito em uma tela? Se nem esse fragmento de humanidade nos apps de bate-papo estamos dispostos a resguardar, aí tudo bem querer que o Allo escolha as suas frases e que o Facebook determine o assunto da conversa.

Pixel, o primeiro smartphone do Google, é um terminal para inteligência artificial

Imagem de divulgação do Google Pixel.

Confirmando o que já sabíamos, graças a vazamentos em baldes, o Google anunciou seus smartphones próprios, batizados Pixel e Pixel XL. Junto à dupla, a empresa também deu mais detalhes do Google Home, uma caixa de som Bluetooth inteligente; mostrou o Daydream View, óculos de realidade virtual que funcionarão com os Pixel; o Google Wifi, roteadores modulares que se conectam uns aos outros para ampliar o alcance da rede sem fio; e o Chromecast Ultra, agora com suporte a vídeo em 4K. (mais…)

Inteligência artificial, Apple e Google

Exemplos de IA na interface do iOS 10.

por Benedict Evans

Nota: para uma boa introdução à história e ao estado atual da inteligência artificial (IA), veja esta apresentação (em inglês) do meu colega Frank Chen.

Nos últimos dois anos, começou a acontecer mágica em IA. Técnicas começaram a funcionar ou passaram a funcionar muito melhor e novas técnicas apareceram, especialmente em torno de aprendizado de máquina (ML, na sigla em inglês). Quando foram aplicadas em alguns casos de uso consagrados e importantes, começamos a ter resultados dramaticamente melhores. Por exemplo, as taxas de erros para o reconhecimento de imagens, de voz e processamento de linguagem natural caíram para próximas às dos humanos, ao menos em algumas medições.

Assim, você pode dizer ao seu smartphone: “mostre-me fotos do meu cachorro na praia” e um sistema de reconhecimento de fala transforma o áudio em texto, o processamento de linguagem natural pega o texto e interpreta que se trata de uma demanda por fotos e a entrega ao seu aplicativo de fotos; esse, que usa sistemas de aprendizado de máquina para classificar fotos com “cão” e “praia”, faz uma busca no banco de termos e retorna as imagens que batem. Mágica. (mais…)

Momento de transição

Anúncio da CompuServe, 1983.

Como acontece todo ano, em 2016 o Google dominou as manchetes com os anúncios do Google I/O, sua conferência anual para desenvolvedores. Desta vez sem nada realmente novo, apenas produtos e serviços que replicam o que concorrentes já oferecem com o tempero do Google, ou seja, personalização e inteligência artificial. Vindo de quem vem, porém, é sempre bom prestar atenção — vai que, sei lá, daqui a um ano estejamos todos conversando pelo Allo ou com um “little brother” que tudo ouve e tudo envia aos servidores do Google em nossas salas? (mais…)

É possível viver sem o Google?

Google com um X vermelho na frente.

Um dia parei e me percebi bastante dependente do Google. Com um serviço aqui e outro ali, algumas coisas realmente boas, outras usadas por mero comodismo, notei que muito do que faço online passava pelos servidores do Google. Tanta coisa que, a essa altura, chamá-lo apenas de “buscador” é um reducionismo perigoso. Incomodado, me fiz a pergunta: é possível viver sem o Google? (mais…)

A crise de obesidade dos sites

Cachorro gordo deitado.

por Maciej Ceglowski

Nota do editor: Este texto é a adaptação de uma palestra de Maciej Cegłowski realizada em 29 de outubro de 2015. Maciej é um programador que vive em San Francisco, escreve o blog Idle Words, tem um perfil divertidíssimo no Twitter e é fundador e único funcionário do Pinboard, um serviço de favoritos na web.


Deixe-me começar dizendo que sites bonitos existem nos mais diversos formatos e tamanhos. Eu adoro grandes sites cheios de imagens. Eu adoro vídeos em alta resolução. Eu adoro experimentos de JavaScript dispersos ou webapps bem desenhados.

Este artigo não é sobre nenhum deles. Ele é sobre sites com predominância de texto que, por razões inexplicáveis, estão ficando mais pesados a cada ano que passa.

Embora eu use alguns exemplos para evitar que isso fique muito abstrato, não estou aqui para constranger ninguém, exceto algumas empresas (Medium) que deveriam ter uma noção melhor das coisas e estão intencionalmente quebrando a web. (mais…)

Listas são a nova busca

Livraria em Nice, França.

por Benedict Evans

Estou fascinado com todas as pessoas tentando desempacotar o Yelp para restaurantes. Quem tenta desempacotar a Craigslist o faz com uma experiência de usuário (UX) moderna, mas o Yelp é uma empresa moderna com uma UX moderna e as pessoas, tentando desempacotá-la, na maioria das vezes recorrem a limitações. Em vez de oferecer 500 ou mil restaurantes e uma caixa de busca, eles te dão uma lista — 50, dez ou mesmo um. Às vezes, isso é deliberado; em outras, apenas a execução do modelo de negócios. Mas o resultado é sempre o mesmo — elas removem a “tirania da escolha”. Eu não quero 500 opções de restaurantes, todos do meu gosto. Eu quero cinco. (mais…)

O futuro da Internet das Coisas passa por geladeiras que não atualizam e perdem acesso ao Google Agenda

Um tablet na geladeira? Não, uma geladeira inteligente.

Imagine o futuro próximo, onde todas as apresentações de PowerPoint que as empresas de tecnologia mostraram em 2015 se materializam e a sua casa, em vez do monte de porcarias que tem hoje, passa a ter um monte de porcarias conectadas à Internet. INTERNET DAS COISAS, IoT!!!!

Se lhe falta abstração para imaginar esse futuro, eu te invejo. Mas calma, segura a minha mão e acompanhe comigo a saga dos homens que perderam o acesso ao Google Agenda em suas geladeiras inteligentes (!) da Samsung. (mais…)