Em tablets, Android “puro” ainda é desvantagem

Tablet Galaxy Tab S2.

Demorou um pouco, mas o Google finalmente lançou seu novo tablet, o Pixel C, nos Estados Unidos. Ele foi anunciado junto aos smartphones Nexus 5X e Nexus 6P, porém teve uma gestação mais demorada. Finalmente saiu, ontem, por US$ 499. Para muitos, um tablet com Android puro é uma compra certa. Para mim, não. Quando a tela é grande, o Android sem retoques da fabricante é uma causa perdida.

Desde o começo, mesmo quando tinha uma versão paralela para tablets (a 3.0 “Honeycomb”), o Android nunca foi muito adequado para o formato. Essa variante do sistema, feita em resposta ao iPad, e as adaptações subsequentes naquelas concebidas para smartphones, sempre careceram do fator que torna o concorrente da Apple tão interessante: apps.

A maioria dos apps disponíveis no Android são os mesmos do smartphone, apenas com instruções escritas pelos desenvolvedores para que “estiquem”, de alguma forma, no espaço maior do tablet. Uns espalham mais conteúdo pela tela, outros literalmente esticam os elementos disponíveis por toda a área e alguns mantêm a largura fixa, acrescentando vastos espaços vazios nas laterais. Nenhuma dessas soluções é a adequada.

O exemplo, que deveria vir de cima, não existe. O próprio Google não se incomoda muito em adaptar o sistema Android a telas de tablets, que chegam a ter até 18,4 polegadas — embora as mais comuns variem de 7 a 10. No máximo uma ou outra tela é reorganizada, mas o foco nas pequenas, de celulares, se faz sentir por todas elas. Tablets nunca tiveram muita atenção do Google e isso se reflete no uso daqueles que rodam Android.

O Pixel C, citado acima, recebeu críticas boas, mas sempre com uma ressalva que a chamada da Wired resume bem: “O Pixel C não é muito bom porque o Android para tablets não é muito bom”. O sentimento se repete em outras análises. No Wall Street Journal, Joanna Stern reclamou do mesmo problema e, no Ars Technica, Ron Amadeo coloca, na manchete, que o “novo hardware ignora um problema fundamental de tablets Android: software”. Walt Mossberg, em sua análise, cita alguns apps populares que desperdiçam a área de tela extra, se comportando como se estivessem num smartphone.

Há mérito na experiência “pura” do Android presente no Pixel C, tablet desenvolvido e distribuído pelo próprio Google? Claro. É o ponto de venda da linha Nexus, em smartphones ou tablets. Mas não é mais algo absoluto como no passado. Se eu fosse comprar um tablet hoje, mesmo considerando o Pixel C e o Nexus 9, que não são comercializados no Brasil, não seria um desses o meu escolhido.

Eu iria de Galaxy Tab S2.

Sim, é da Samsung e, claro, vem com a Touchwiz. Nesse mesmo passado em que o Android “puro” era requisito para se comprar qualquer coisa rodando o sistema, muito disso se devia ao fato de que a Touchwiz e outras personalizações de fabricantes eram grosseiramente ruins. Eram um asterisco enorme ao se indicar a compra de um smartphone, por melhor que seu hardware fosse.

Não é mais o caso. Ainda há exageros, mas eles estão sendo reduzidos. O Galaxy S6 e o Galaxy Note 5, bem como suas variantes com telas que “derretem” nas bordas, são bem usáveis. Mas não é só isso. As personalizações, além de deixarem de ser intrusivas, estão se tornando úteis.

Em tablets, a Samsung permite a visualização de dois apps ao mesmo tempo. Microsoft (Surface Pro) e Apple (iPad Air 2 e iPad Pro) também. É algo que só o Android “puro” não entrega, e uma omissão especialmente grave no Pixel C, um dispositivo que se apresenta como ferramenta de produtividade.

Outro exemplo de carência na experiência “pura” do Android é o suporte a caneta, ou a falta dele. A linha Galaxy Note entrega há muito tempo canetas com ótima precisão e sensibilidade à pressão, e as duas rivais já mencionadas, Apple e Microsoft, também. Isso não existe na oferta do Google.

No passado, a justificativa pública das fabricantes de smartphones Android para encherem o sistema com software próprio era suprir as lacunas que o Google ainda não conseguia preencher. Para smartphones, isso faz cada vez menos sentido. Para tablets, ainda é uma justificativa válida, dado o descaso que vem de cima. O Android é excepcional e nunca foi tão bom quanto é hoje, mas isso só vale para smartphones. Quer um tablet? Ok, mas leve o bloatware da fabricante junto — por incrível que pareça, é melhor assim.

Revisão por Guilherme Teixeira.

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72 comentários

  1. Tenho um iPad Air 2 e um Galaxy Tab S 8.4 que deixei com minha namorada após a compra do iPad. Também já tive o iPad 1, 3 e mini. Posso dizer com propriedade que nada se compara ao iPad, mas as mexidas da Samsung no Galaxy Tab S são muito boas! Boas funções adicionais e úteis!

  2. Seria um ótimo aparelhinho pra produtividade, se não fosse o android. O que raios a google pensou quando resolveu colocar android nessa coisa? Nem ao menos conseguiram adicionar a função de multijanela a tempo.

  3. Me desculpem a ignorância, mas por não ter (nem nunca ter pego num) iPad, qual a diferença que tem em relação ao uso de dispositivo menor, ja´que ele usa o mesmo sistema do iPhone? Os apps, tipo Facebook, tem comportamento específico no iPad em relação ao mesmo aplicativo usado num smartphone (seja os 5, 5c, 5s de tela de 4′ ou 6, 6s, 6 Plus e 6s Plus com 4.7′ ou 5.5′)?

    1. Sim, no iPad os aplicativos ficam diferentes. Tem alguns casos até que são apps diferentes (um pra iPhone e outro pra iPad), mas ultimamente a maioria do apps são “universais” apenas se adaptando à tela que está rodando.

      E nada impede que os devs façam o mesmo no android, mas sei lá, parece que não há interesse…

  4. Me desculpem a ignorância, mas por não ter (nem nunca ter pego num) iPad, qual a diferença que tem em relação ao uso de dispositivo menor, ja´que ele usa o mesmo sistema do iPhone? Os apps, tipo Facebook, tem comportamento específico no iPad em relação ao mesmo aplicativo usado num smartphone (seja os 5, 5c, 5s de tela de 4′ ou 6, 6s, 6 Plus e 6s Plus com 4.7′ ou 5.5′)?

  5. Acho que está muito mais pra um netbook do que para um tablet. E esse esquema do teclado ficou genial. Se considerar ele como um Chromebook com “poderes de Android˜, acho uma boa compra (pena que o preço de lançamento está forçado). Vou dizer que ficou meio injusta sua comparação com tablets Samsung.

  6. Essa sensação de “coisas crescidas” no tablet foi a mesma que eu tive quando usei um iPad Pro. As configurações do sistema são iguais no meu iPad 2, mas, jogadas de maneira mais espaçada. Ficou estranho, bem estranho.

    Não sei como são outros apps além de jogos – que funcionam muito bem na tela grande do novo iPad – mas parece que a Apple não se preocupou muito com isso também (vi alguns vídeos de pessoas falando que tudo está mais espaçado no novo tablet da Apple).

  7. Por “outras e essas” que tenho um smartphone Android + iPad. E vivo bem assim

    Já tive um Samsung tab 7 xyz14 turbo 16v 2.0 (nem lembro o modelo) e basicamente era um smartphone gigante. Até hoje não consigo entender o comportamento do Google em relação a não incentivar apps que sejam específicos para Tablet.

    1. tenho um lg pad 8.3 com cyanogenmod e até q me atende bem. atendia bem com o android mexido da lg, mas achei melhor atualizar a versão do android… dependendo do uso q se faz do tablet, acho q dá pra conviver em paz com o sistema instalado nele se o tablet for razoável.

  8. Eu tenho um iPad e me sinto afrontado de não poder mexer nele direito, não poder mexer nos arquivos, sequer saber onde estão os arquivos. Ainda não fiz jailbreak, mas farei, porque acho ultrajante que uma empresa entregue um produto velado, lacrado, onde não se pode mexer direito e precisa usar aquela tranqueira de iTunes pra fazer alguma coisa decente. Eu uso Linux, logo não tenho como instalar o iTunes porque a Apple não se importa com isso.

    Esse iPad eu ganhei. Se tivesse que comprar, obviamente compraria um Android, que além de não ter esses problemas, em geral têm telas wide que servem melhor ao principal motivo de ter um tablet, que é ver filmes.

    1. Você sabe que não precisa do iTunes pra praticamente nada no iPad né?
      Já que você ganhou, ao invés de fazer o Jailbreak, tenta aprender usar ele. Eu tb achava que ele era fechado e tals, mas depois que descobri que dá pra fazer muita coisa nele mesmo sendo “fechado”, a minha opinião mudou.

      Instala o Documents da Readdle (grátis na app store) que a sua opinião vai mudar tb. Com ele dá pra ver arquivos de qq tipo, compactar, descompactar arquivos rar, mandar/receber arquivos via Wifi, fazer downloads, ver vídeos, músicas sem o iTunes…

      Eu quis comprar um tablet android logo no começo (2011), mas a Apple estava (e ainda está) anos luz na frente nesse segmento e acabei comprando um iPad 2 (que aliás está comigo até hoje e com a última versão do iOS rodando até que razoável).

      Também uso Linux e não gosto do iTunes, rsrs.

    2. É preciso mudar a mentalidade. Essa de acesso direto a arquivos é muito desktop e dá para passar bem sem ela num tablet como o iOS — e mesmo quando é preciso, numa das últimas versões a Apple trouxe o Document Picker: https://developer.apple.com/library/ios/documentation/FileManagement/Conceptual/DocumentPickerProgrammingGuide/Introduction/Introduction.html

      iTunes não precisa, como o @disqus_AI5qrrVrrY:disqus comentou. Use o iCloud ou Dropbox para mover arquivos (e se estiver na mesma rede Wi-Fi, a transferência é bem rápida).

      1. “Mudar a mentalidade” para a mentalidade que a Apple quer que a gente tenha né? Desculpe mas não faz o menor sentido dizer que a gente precisa ~mudar a mentalidade~ pra ter menos controle sobre as nossas máquinas.

        Isso é apenas copiar o discurso da Apple. Em outras palavras, fazer propaganda dela.

        Mas agradeço as dicas para contornar o problema que a Apple criou.

        1. Concordo com o meu quase xará. Começar a usar iOS do zero dá uma sensação horrível, como se fôssemos largamos num lugar estranho, com língua que não entendemos.
          O Rafael realmente dá ótimas dicas e isso ajuda muito, mas é claro que a “facilidade de uso” deveria ser de fábrica..

        2. Concordo com o meu quase xará. Começar a usar iOS do zero dá uma sensação horrível, como se fôssemos largamos num lugar estranho, com língua que não entendemos.
          O Rafael realmente dá ótimas dicas e isso ajuda muito, mas é claro que a “facilidade de uso” deveria ser de fábrica..

          1. Qualquer sistema diferente é assim. Dê um Android a quem usou iPhone a vida toda, e ele também se sentirá perdido. É a boa vontade em tentar entender as especificidades do sistema a que me refiro. Se você se apega às convicções herdadas de outros sistemas e não tem disposição ou interesse em fazer pequenas alterações no workflow, não há sentido em mudar.

          2. Rodrigo, não se trata de tentar entender. Trata-se de pura falácia a tal ‘facilidade de uso’, ‘intuitividade’ e todos os demais termos manjados que tanto se fala do iOS, como se dele fossem sinônimos. Um simples ‘voltar’, em vez de ser demonstrado (gesto a partir da esquerda) na primeira utilização (tipo Android, que mostra até como por widgets na home ou como criar pasta) precisa ser adivinhado pelo indivíduo. Quem não adivinha, quebra o botão home e precisa usar o home virtual. Isso é ser intuitivo? Ter a facilidade à mão e escondê-la, fazer pica-esconde? Android e Windows Phone são muito mais amigáveis, usáveis e simples. iPhone para mim só tem uma coisa em que se destaca :sensor de luz ambiente. A melhor regulagem de brilho que já vi, mas isso é pouco, muito pouco…

        3. A Apple, o Google, a Microsoft, todas têm padrões e uma proposta de uso. Óbvio que, ao usar um produto da Apple, o ideal é tentar entender como as coisas funcionam, os diferenciais, e adaptar o workflow para essas peculiaridades. Não é propaganda, é pragmatismo. De que adianta comprar um negócio da Apple se não há um mínimo de esforço em explorar a proposta dele?

          Na visão da Apple (ou discurso, ou propaganda, chame do que quiser), gerenciador de arquivos em dispositivo móvel é dispensável. Dá para viver assim, pelo menos ao usuário médio, e há vantagens e, claro, desvantagens no modelo — da mesma forma que, no Android, navegar pelas pastas do sistema abre possibilidades, boas e ruins.

          1. Na época do Longhorn, que se tornou o Windows Vista, houve uma discussão bem pesada na MS sobre o fim do sistema de arquivos. A ideia era colocar uma versão do SQL-Server como filesystem e acabar com os conceitos de diretórios e arquivos como conhecemos. Se não me engano, isso estava disponível nas primeiras versões alphas.

            O conservadorismo da MS impediu a adoção desse modelo e, em pleno 2015 ainda temos dificuldades em saber onde estão salvas as malditas planilhas que alteramos na última reunião.

            -=-=-=-=-=-

            A Apple, com o modelo de trabalho do iCloud e o de salvar os arquivos “dentro” dos aplicativos, sem Finder no iOS, tentou implementar algo do tipo. Depois a pressão dos conservadores fez que que tivéssemos o gostaria-muito-de-ser-o-Dropbox-mas-não-sou iCloud Drive.

            -=-=-=-=-=-

            Acho que o @Marcos Pessoa é meio conservador… =)

          2. Na época do Longhorn, que se tornou o Windows Vista, houve uma discussão bem pesada na MS sobre o fim do sistema de arquivos. A ideia era colocar uma versão do SQL-Server como filesystem e acabar com os conceitos de diretórios e arquivos como conhecemos. Se não me engano, isso estava disponível nas primeiras versões alphas.

            O conservadorismo da MS impediu a adoção desse modelo e, em pleno 2015 ainda temos dificuldades em saber onde estão salvas as malditas planilhas que alteramos na última reunião.

            -=-=-=-=-=-

            A Apple, com o modelo de trabalho do iCloud e o de salvar os arquivos “dentro” dos aplicativos, sem Finder no iOS, tentou implementar algo do tipo. Depois a pressão dos conservadores fez que que tivéssemos o gostaria-muito-de-ser-o-Dropbox-mas-não-sou iCloud Drive.

            -=-=-=-=-=-

            Acho que o @Marcos Pessoa é meio conservador… =)

  9. Já se passou meia década e ainda não sei qual utilização faria de um tablet que não pudesse fazer com um smartphone de tela grande – até 5.5′.

    Quanto ao design, cada vez mais se aposta no design adaptativo, ideal para cross developing, que vai mudar os itens de tela de acordo com o tamanho da mesma de maneira proporcional. Pelo que li, todo item de tela, inclusive texto (e suas configurações) são tratados como objetos e recebem uma diretiva de adaptação de acordo com a resolução da tela em que o app está rodando. É o que entendi de QML, mas não cheguei a me aprofundar (achei complexo bagarai, então larguei de mão). Alguém que trabalha com isso poderia dar mais detalhes?

    1. Isso existe sim, até no Windows tem :P
      O problema disso é o que o Ghedin comentou no artigo, o app simplesmente cresce, deixando tudo maior, ou podem até mostrar mais conteúdo de uma vez, mas isso não necessariamente é aproveitar melhor o espaço.

      1. Por exemplo: o app Twitter, no meu Nexus 7 deitado, tem dois grandes espaços vazios, um de cada lado. Desperdício maior de tela não há.

        1. Ele poderia ter “crescido” e ocupado a tela toda, mas mesmo assim não estaria aproveitando o espaço disponível. Esse é o argumento principal do artigo e esse teu exemplo ilustra bem isso.

          Usar mais de um painel ao mesmo tempo, com a timeline e mentions ao mesmo tempo, por exemplo, faria mais sentido. O poir é que o SDK do Android permite isso, mas os devs não se preocuparam em melhorar…

      2. Sim, já vi isso com alguns apps do Windows 10 e muitos websites. Pra ficar bem feito em qualquer tela, depende do desenvolvedor saber o que fazer pra maximizar o uso da tela.

    1. O tablet é um equipamento entre um computador tipo Notebook e um smartphone.

      A utilidade depende de quem o usará. Geralmente os usos mais comuns são:

      – Consumo de media – Um tablet tem tela maior, permitindo assistir com mais conforto.
      – Jogos – argumentos similares ao anterior
      – Leitura de livros e outros – a leitura é mais confortável, com fonte maior.
      – Uso de teclado – alguns tablets permitem o uso de teclado externo, assim possibilitando dispensar um notebook.
      – Artes – melhor para uso de apps de edição de imagens ou criação artistica.

      Mesmo com grandes smarphones (como a serie Note), um aparelho deste tipo é pequeno. Tablets partem a partir de 7″, assim permitindo o uso de programas que necessitem de detalhes melhores por tamanho.

      Um aventureiro pode usar um tablet para ver uma carta cartográfica com mais amplitude e possibilidade de outros verem junto, diferente de uma pessoa em um smartphone ou GPS pequeno, onde é difícil mostrar para mais de duas pessoas as informações na tela ao mesmo tempo. Uma pessoa que participa de rallys pode trocar as folhas de demarcação de ponto por um tablet. Claro, a desvantagem é que por ser eletrônico, pode acabar a bateria ou sofrer um problema que lhe cause um defeito. Tal como um paple das folhas de demarcação podem se molhar ou sofrer algum incidente.

      1. O que você citou como usos mais comuns, um smartphone com tela grande, de 5.5′, já resolve. Só vejo necessidade em casos específicos, como você mesmo exemplificou.

        1. Isso é subjetivo. Uma tela de 5,5 / 6″ pode não ser bom para algumas pessoas. Principalmente quem tem algum problema de visão.

          O bom nesta “escada de tamanhos” é que uma pessoa pode achar um equipamento que se adeque a sua necessidade.

    2. Isso é bem subjetivo. Eu usava muito o meu para ler, por exemplo. Artigos do Pocket, Feedly, sites, redes sociais… Usava todo dia e sinto falta de um. Os smartphones cresceram e para muitos bastam, especialmente se colocados perto de tablets de 7 polegadas, mas enfim. Tem que jogue em tablets, tem que veja vídeos, use apps profissionais. A gama de possibilidades é bem grande.

    3. Uso diariamente. Leio, pela manhã, o jornal da minha cidade nele. Minha filha brinca com os apps do Lego Duplo, Snoopy e afins, somente disponíveis para tablet (ela tem dois anos, a tela de 10 pol. é fundamental para a experiência). Vejo videos de maneira muito mais confortável. Coloco ele “em pé” na cozinha com receitas e as visualizo de maneira fácil… enfim, todas as facilidades da tela grande. Não é à toa que ainda hoje pagamos ingresso para ver filmes naquelas grandes telas naquele lugar que chamamos cinema… =)

  10. O android puro, mesmo em celulares, só se torna ideal depois de rooteado e com modificações tipo xposed e gravitybox, entre outras.

    Só consegui pleno uso do meu Moto X de 2013 (android quase puro), após rootear. O fato de ser android quase puro chamou minha atenção. Mas, agora, o calcanhar de aquiles dele é justamente o que ele trazia de bom: as modificações da Motorola. Rootear e permancer no Lollipop com ROM oficial, ou instalar uma ROM alternativa, perdendo as personalizações da Motorola por falta de drivers?

    Com os bugs chatos do Lollipop, prefiro perder uma ou outra facilidade, mas ganhar em performance.

    1. Eu já usei bastante xposed e gravitybox. Hoje não vejo necessidade. Meu cel somente é rooteado por causa do cerberus. Mesmo assim, é mto chato por causa das atualizações.

    2. Poderia elaborar melhor sobre o Android só ser melhor depois de rooteado e com esses apps? É uma pergunta séria, realmente não sei quais as deficiências do sistema para necessitar disso.
      Já tive a minha fase de ficar fuçando no sistema, trocar ROM, overclock, etc, etc. Mas não vejo mais necessidade nisso desde que comprei um Nexus – e agora com um Moto X.
      Eu sei que o meu perfil de uso é bem básico, não sou parâmetro para um heavy user, mas acredito que a maioria dos usuários sejam como eu. Por isso não entendi essa necessidade que tu citou.

      1. Mas a questão de rootear nem é para trocar sistema, fazer overclock etc, são para coisas simples, que poderiam ser implementadas pelo Google. Dessas, o que utilizo:

        1. Alterar a ordem/ícones da barra de configurações rápidas. Gravitybox permite, como outros módulos do xposed.

        2. O sistema de volume do Lollipop ficou ridículo. Dividiram em 3 tipos, sons de mídia/fone, sons de campainha/mensagens e sons de alarme. Se o celular está tocando música e você mexe no volume, ele altera o volume de mídia, abre o popup de volume, mas não existe a opção de alterar os outros volumes. É outra solução simplíssima mas que o Google deixou assim. O Gravitybox coloca os 3 tipos de volume no popup que abre.

        3. Esse nem é do android, mas já vou citar. Adoro o google now launcher, mas não existe como personalizar nada. Já com Xposed e Xposed GEL settings, dá para tirar o app drawer e colocar o botão “home” como botão para abrir a gaveta de aplicativos, colocando mais um ícone na barra com os ícones fixos, ficando com cinco. Outros launchers não tem o google now com um deslizar à esquerda.

        4. Habilitar o botão “back” para fazer o telefone dormir quando na tela principal.

        5. Quando o telefone toca, virar com a tela para baixo o silencia.

        6. Modos mais avançados de gerenciamento de energia, como utilizar perfis para desligar rádios específicos (wifi, dados móveis) com a tela desligada e fazer ligar a cada X minutos, ficando ligado por Y minutos e depois desliga de novo, para poupar energia. Algumas roms de fabricantes incluem ferramentas ótimas para gerenciamento de energia. O modo stamina da Sony é um ótimo exemplo. Já o modo de economia nativo do android kit kat e nada é a mesma coisa. O do Lollipop deixa o telefone completamente capado (corta qualquer conexão com a tela desligada e com underclock, mas sem possibilidade de customizar apps específicos ou um temporizador).

        Todos esses itens que listei consigo me virar sem, mas com eles, a utilização do telefone fica muito melhor para mim.

        1. É, tenho que concordar, há muita funcionalidade que poderia estar no sistema nativo. Só acho que algumas dessas coisas não são importantes para usuários mais comuns, acredito serem mais úteis para usuários mais avançado como tu. O que quero dizer é que mesmo que isso estivesse no sistema original, muitos usuários nem iriam usar ou saberiam que existe.

          Aliás, o Google alterou o sistema de volume no 6.0, agora é possível ajustar os três volumes separadamente a partir do popup.

          1. Mas dar a opção não dificultaria a vida do usuário básico e ajudaria a vida do usuário que quer algo mais. EDIT: Até porque quem normalmente compra telefones Nexus normalmente são usuários mais avançados. FIM DO EDIT.

            Mas nem digo incluir todas as funções do mundo, mas coisas triviais, como personalizar a barra de configurações rápidas (um botão para ligar e desligar os dados móveis sem precisar entrar nas configurações), a questão dos volumes (que foi melhorada no 6) e a parte de gerenciamento de energia (que também parece que foi melhorada no 6).

            Talvez seja a estratégia do Google: fornecer o mais básico possível para que as fabricantes implementem soluções em cima.

  11. Outro ponto que é interessante, pelo menos pra mim, é que o sistema deve “combinar” com o dispositivo, visualmente mesmo. Tenho um HTC One M8, adoro mexer com a ROM e outras coisas, cheguei a instalar android puro nele, pra ficar como um Play Edition e ficou horrível… Além de perder muitas funcionalidades, principalmente a câmera dupla, o sistema não combinava com o visual smartphone e, aos meus olhos, ficou bem estranho. Depois de alguns dias voltei para o Sense e meu M8 é muito mais lindo – e útil – assim.

  12. sobre o ponto de falar que o android puro é suficiente na experiência de um smartphone. eu discordo totalmente. o android puro até hoje não tem formas nativas e claras de editar a bel prazer a barra de atalhos rápidos, ou controle total e absoluto de permissões ( sim, mesmo considerando o M, ainda existe (muitas) permissões que não são acessíveis aos usuários). não existem formas de customizar TODA a aparência do sistema. Não tem como simplesmente DESATIVAR as notificações headsup, que são uma chatisse extrema, ou pelo menos de controlar o tempo que elas ficam na tela. não tem sequer um botão fechar tudo no recentes, que diga-se de passagem, perdeu muito em usabilidade com a introdução do novo design. pra mim, que uso e MUITO android, a experiência pure google é incompleta, e não sou o único, basta ir nas comunidades de nexus/motorola no google plus e ver

      1. já conhecia esse app, tive que instalar no moto g da minha mãe, porque a google não teve a capacidade de oferecer uma opção nativa pra desativar essa porcaria

    1. Eu me sinto satisfeito usando o Moto G 2013 Lollipop Stock, apesar de ter que reiniciar todos os dias por conta do memory leak. Ainda não senti falta de nenhum recurso que tive no meu antigo Xperia X10 – modificado até a alma depois de 6 meses com ele. Confesso que quero muito instalar a CM por conta da performance e conserto desse maldito memory leak, mas não tenho coragem. Nem root tenho…

    2. “Pra mim, que uso e MUITO android, a experiência pure google é incompleta, e não sou o único, basta ir nas comunidades de nexus/motorola no google plus e ver.”

      Talvez seja limitadora para usuários ditos avançados, mas a maioria passa bem sem essas coisas. Eu mesmo não uso, nem sinto falta de nada disso que você cita como falhas do Android.

    3. “Pra mim, que uso e MUITO android, a experiência pure google é incompleta, e não sou o único, basta ir nas comunidades de nexus/motorola no google plus e ver.”

      Talvez seja limitadora para usuários ditos avançados, mas a maioria passa bem sem essas coisas. Eu mesmo não uso, nem sinto falta de nada disso que você cita como falhas do Android.

  13. Qual o tamanho do Tab S2? Por que não considerar tablets de 7″? O uso deles com aplicativos não desenvolvidos para telas grandes não é nem um pouco prejudicada, sei sido por ter utilizado durante algum tempo o Galaxy Tab 7.

    Tenho também um Nexus 10 e sinceramente, Ghedin, não sei se concordo com você por completo. Claro que a maioria dos aplicativos não são as melhores coisas, mas para o que eu fazia com ele, ver o Google+ (sim, eu acompanho muitas comunidades de lá), Facebook (como muitos que não usam o aplicativo nem mesmo no celular utilizo no Chrome), internet em geral, aplicativo do Gmail, Google Agenda. Gostava muito dele. Parei de usar por que estou com um celular com tela grande e agora não sinto a necessidade de 10″.

    O que quero dizer é, falar assim do Android puro não me parece tão honesto.

    1. Mas a principal reclamação do texto era sobre a maioria dos apps serem mal otimizados. Você mesmo falou que usava praticamente o navegador e mais meia dúzia de apps, é bem improvável mesmo que tenha os mesmos problemas.

      1. Minha dúvida na maioria das vezes é quais aplicativos os usuários comuns utilizam num tablet que seja tão ruim a experiência?

        Eu não disse que usava praticamente o navegador disse que utilizava para navegar na internet, mas usava muito mesmo para o Google+ e o Facebook é realmente nele eu usava o navegador, mas muito mais pelo peso do aplicativo por que ele até que é bonito para usar em tablets de 10″ em paisagem. E muita gente usa o Facebook pelo navegador em celulares por causa do peso do aplicativo…

        Quer dizer, vejo muita gente falar que os aplicativos não são bons, mas quais? Sentem falta? Não vejo exemplos, entende?

        1. Entendo o que você disse

          Mas o cara do The Verge que o Ghedin citou no texto mencionou alguns apps bem populares que tem a experiência prejudicada em alguns pontos como o Slack, o Twitter e o Facebook

    2. Tablets de 7 polegadas ficam muito próximos de smartphones, hoje a maioria entre 5 e 6 polegadas. Acho que esse crescimento em tela dos celulares canibalizou os tablets pequenos.

  14. Quer tablet e tem dinheiro à vontade? Surface ou iPad. Preferencialmente iPad, pra crianças e usuários em geral, e Surface pra produtividade, por ser Windows, pelo aumento do número de aplicativos universais. E isso porque tenho um tablet Android: tudo é igualzinho ao celular, mas crescido.

    (Samsung? Deus-o-livre)

    1. Nem todo mundo (na verdade, a grande maioria das pessoas) pode pagar por Surface ou iPad.

      É como se fosse uma análise entre Corola e Civic e eu falasse “quer carro? compre um Aston martin”.

    2. Nem todo mundo (na verdade, a grande maioria das pessoas) pode pagar por Surface ou iPad.

      É como se fosse uma análise entre Corola e Civic e eu falasse “quer carro? compre um Aston martin”.

    3. Eu não sei se é um problema do Android ou dos equipamentos específicos que eu uso, mas os tablets Android que eu uso no trabalho têm bateria que descarrega rápido, e demora uma eternidade para carregar. Meu iPad é o contrário: dura dias a bateria, e recarrega completamente em poucas horas.

  15. Por isso que acho que a Microsoft, unificando de uma vez os Windows e obrigando que os apps sejam feitos pensando nas telas de celular e tablets, vai dar uma vantagem competitiva enorme lá na frente, quando o ecossistema estiver mais forte, com mais apps. Eles não vão decepcionar, independente do form factor, e assim o Windows vai voltar a dominar o mundo, como sempre deveria ter sido.

  16. Pelo que dá a entender deste movimento do Google, eles devem matar lentamente o Chrome OS em favor do android. Espero que eles melhorem bastante a usabilidade do android para a utilização com mouse/teclado. Hoje, realmente, ainda não dá.

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