O futuro da Internet das Coisas passa por geladeiras que não atualizam e perdem acesso ao Google Agenda

Um tablet na geladeira? Não, uma geladeira inteligente.

Imagine o futuro próximo, onde todas as apresentações de PowerPoint que as empresas de tecnologia mostraram em 2015 se materializam e a sua casa, em vez do monte de porcarias que tem hoje, passa a ter um monte de porcarias conectadas à Internet. INTERNET DAS COISAS, IoT!!!!

Se lhe falta abstração para imaginar esse futuro, eu te invejo. Mas calma, segura a minha mão e acompanhe comigo a saga dos homens que perderam o acesso ao Google Agenda em suas geladeiras inteligentes (!) da Samsung.

Há pouco mais de um ano, em novembro de 2014, Kris Spencer recorreu aos fóruns de ajuda do Google para resolver um problema chato com a sua geladeira: ela não se conectava mais ao Google Agenda.

Tenho uma geladeira Samsung RF4289HARS. O app do Google Agenda dela funcionava perfeitamente desde que eu comprei a geladeira, em agosto de 2012. Porém, com as recentes mudanças na API do Google Agenda, não consigo mais acessar meus compromissos. Recebo uma mensagem que diz “Por favor, verifique seu e-mail no site do Google Agenda.” Consigo acessar o serviço no meu PC e não tenho problemas em consultar a agenda no celular. Talvez seja um problema com a Samsung, mas pensei em tentar [resolvê-lo] aqui primeiro. Alguém mais teve esse problema e conseguiu encontrar a solução?

A geladeira em questão é esta:

Geladeira (supostamente) inteligente.

Aqui, a mensagem de erro que o app do Google Agenda retorna:

Mensagem de erro da geladeira da Samsung.

Fiquei sensibilizado com a esperança do nosso amigo Kris Spencer, de “alguém mais teve esse problema” e tal. Mas essas pessoas existem! Tem gente que paga US$ 2.500 numa geladeira só por causa de um tablet furreca colado na porta.

A primeira resposta do tópico nos fornece a resposta padrão que substituirá o “já tentou desligar e ligar novamente?” tão adorado pelos setores de suporte dos anos 2010:

Parece que a sua geladeira precisa de uma atualização de software para usar a nova versão da API.

Claro, por que o Kris não pensou nisso antes? O único problema é que não há atualização alguma disponível.

Dando sequência à série “coisas que nunca imaginei fazendo em uma geladeira”, um outro afetado pelo súbito problema diz:

Estou com o mesmo problema — e o suporte da Samsung apenas recomendou reiniciar a geladeira e verificar o fuso-horário. Nenhum resolveu. Estou apreensivo para que isso seja resolvido e minha filha consiga ver seus compromissos.

Ainda sentiremos saudade do tempo em que, você sabe, pais davam celulares a seus filhos na esperança de receberem em troca um pouquinho de atenção e amor. No futuro, geladeira inteligente será o mínimo.

Um cara mais entendido aparece a certa altura e explica: em julho de 2014 o Google anunciou uma nova versão da API do Google Agenda e que a primeira seria desativada. Problema: cabe às fabricantes disponibilizar atualizações para seus produtos, não ao Google. Problemão: a fabricante é a Samsung, que nem em smartphones tem lá um histórico muito bom nesse sentido.

Quando o desespero bate, o povo começa a sugerir medidas mais extremas. Não demorou muito para alguém fazer aquela chamada para pressionar a Samsung. Vemos, pelo Windows Phone e a precariedade de apps da plataforma, o quão eficaz essa estratégia é.

Alguns mais conformados começam a jogar a toalha e a fazer revelações:

Agora temos um ícone inútil em nossa geladeira e este app [Google Agenda] foi o maior motivo de eu ter comprado ela, para que eu e minha esposa possamos ver as agendas um do outro da mesa de jantar.

A situação passa a escalar em ritmo acelerado e… ok, você sabia que chegaríamos a isto: alguém desenvolveu um código em Python para forçar a geladeira a acessar o Google Agenda (olha as coisas que estou escrevendo). Não se esqueça, porém, de atualizar as regras do firewall e baixar este outro código aqui, que serve para autenticação. O que seria da Internet, inclusive da INTENRET DSA COISAS, sem os caras do “funciona, só precisa fazer root, baixar estes três scripts, compilá-los numa distro Linux obscura, instalar um bootloader na geladeira, conjurar dois feitiços e vender a alma ao capeta”? Super fácil, tem que saber usar o gadget. Certeza que esses reclamões usam iPhone.

Em fevereiro deste ano, alguém gritou ali: “ATUALIZOU!” Fim do caso, certo? Calma:

Também não há atualização para [o modelo] RSG309AARS. Parece que os modelos 2014 receberam-na, mas os 2011-2012, não… O que é exatamente o que eu temia.

Aí começa a rolar uma racionalização em alguns mais desiludidos:

Apenas uma nota não relacionada: se algum dia eu mencionar a ideia de comprar uma geladeira inteligente, lembre-me de que eu provavelmente estarei melhor comprando um tablet Android baratinho e algumas fitas de velcro.

Você também pode comprar uma dessas coisas que as pessoas carregam no bolso. “Smartphones”, ou “celulares”, é como as chamam.

Rolei a página até o final. Um dos últimos posts diz:

Passados dois anos, ainda tenho esse problema… Qual a solução? Vocês sabem? É com o Google ou com a Samsung…. Perdi minha agenda e estou muito irritado por isso. Simplesmente não sei o que fazer… Cansei de falar com a Samsung… e a atitude deles é “será atualizado quando for possível…” O que as pessoas estão fazendo para terem suas agendas de volta?

O que as pessoas estão fazendo para terem suas agendas de volta?

Nem chegamos lá, mas eu já amo esse futuro. Obrigado, Samsung!


Esta história foi desenterrada pelo @internetofshit, um perfil que coleta relatos de um mundo repleto de dor e sofrimento derivado de eletrodomésticos desatualizados, inseguros e quebrados que só a Internet das Coisas pode proporcionar.

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57 comentários

  1. A Samsung mandou reiniciar a geladeira ??

    ps: já passei por algo parecido com uma SmartTv da Samsung. Ela nem roda Android, mas em determinado momento ela baixou uma atualização e depois disso ficou absurdamente lenta. Em ITIL existe uma coisa chamada Gerenciamento de Mudança. A Samsung devia estudar mais sobre isso.

  2. Interessante texto….

    Realmente o que é importante para alguns não tem a menor importância para outros…. E quem sou eu para dizer o que é importante para alguém????

    Lendo as frustrações das pessoas fico coma impressão que elas queriam e compraram um Tablet com uma geladeira junto e não uma geladeira com um Tablet na porta….

  3. Interessante texto….

    Realmente o que é importante para alguns não tem a menor importância para outros…. E quem sou eu para dizer o que é importante para alguém????

    Lendo as frustrações das pessoas fico coma impressão que elas queriam e compraram um Tablet com uma geladeira junto e não uma geladeira com um Tablet na porta….

  4. Engraçado como as empresas cometem o mesmo erro sempre de oferecer um produto com prazo de validade porque tecnologias não vivem mais em um mundo a parte…como eram as próprias geladeiras haha

    É descaso esse tipo de coisa na minha opinião, mas é realmente engraçado imaginar como algumas pessoas investem e realmente usam esse tipo de coisa…e ainda acharam alguém para fazer mudar a API que a geladeira usa (!?). Um tablet funcionaria bem melhor haha

    OBS: me lembrou os textos do Cardoso esse tipo, não acho ruim, mas achei diferente vindo do @ghedin:disqus.

  5. Entendo que a intenção do post era passear pela situação “engraçada” (mas tem umas pitadas de julgamento e pejoração). Flerta de leve com a velha discussão de quem compra iPhone do Brasil.

    Talvez no futuro eletros inteligentes tenham mais funções como monitoramento da qualidade dos alimentos e condições de armazenamento. Creio que a Electrolux tinha uma ideia conceito disso.

    1. Há potencial em eletrodomésticos inteligentes, mas ainda estamos longe de uma solução que seja realmente útil, e não esse arremedo de “inteligência” colado na porta do refrigerador.

      E, sim, a ideia era fazer uma gracinha com a situação :) Sensibilizo-me com quem fica na mão à espera do suporte, porém esse caso é muito surreal e os desdobramentos, idem. Pelo tom de alguns comentários, parece que a abordagem desagradou a alguns (o @google-c1e8c4d9f770b920ebf66bcdfb1f7dec:disqus até me comparou ao Cardoso!!); não era a intenção ser mau ou cruel, porém.

      1. Não iria tão longe na comparação… extremo do extremo. No meu caso, por falta de sentimento/descrição melhor é a sensação de “judgmental” (do inglês) que o texto passou. Mas lendo os replies, percebi que não foi bem isso! :)

      1. Eu não conheço… estou curioso, falam que é IoT, mas na verdade é tipo pirâmide.

        Estou curioso.

  6. MEO DEOS! hahahahahaha

    Adoro uma geladeira tecnológica, mas isso significa ela fazer muito bem e com bons recursos avançados o que se propõe: Gelar e Congelar…. ( em tempo, recursos avançados, leia-se, gelar bem rápido bebidas que foram compradas de ultima hora)

    O dia que etiquetas RFID forem bem mais comuns e minha geladeira apenas avisar, no meu smartphone, o que tem dentro dela (o que eu preciso provavelmente comprar o app faz), até aceito.

    Até lá, adoro meus eletrodomésticos meio burrinhos, mas que tentam parecer mais chiques fazendo o que apenas devem fazer.

  7. Imagina você comprar lâmpdas HUE da Philips, que mudam de cor com app no smartphone, e rolar um bug, servidor cair, API mudar etc. e a lâmpada ficar eternamente travada na cor vermelha.

  8. @Ghedin, no paragrafo em que fala do Phyton tem um suposto erro na frase “INTERNET DSA COISAS”… Acredito que o correto seria “DAS”, a nao ser que tenha sido alguma piada tipo “os mais fortes entederao”… ?

      1. Ahhh! Mas “conjurar dois feitiços” foi otimo! “Hocus Pocus!!!” E aquela caldeira enfumaçada… Ahhahaha

  9. Não sei porque este drama e ironia nerd todo…

    Como colocado pelo Joel Nascimento, o conceito de internet das cosias é bem mais amplo. Significa equipamentos integrados, acionados, administrados ou monitoráveis remotamente via conexão com a internet. Uma lampada com acionamento via app é um outro exemplo.

    Não vejo nada de errado uma pessoa comprar uma geladeira com um computador embutido. Este é o mercado tentando se adequar e ofertar necessidades. Existiu uma necessidade, eis uma alma vendedora pronto para ofertar aquela necessidade. Seja um “tablet furreco na porta”, mas que está integrado de forma a combinar com o design da geladeira e tudo mais.

    Se o cara precisa de suporte, o ideal é que ele tivesse suporte.

    Só que suporte custa. E nerds programadores custam caro (infelizmente). Só poucas almas (Como o cara que falou para usar uma distro obscura para fazer um código python) tentam ajudar, mas é aquela coisa, a cabeça de muitos programadores subentendem que uma pessoa pode ou pegar os códigos que ele fornecer de forma livre e fazer, ou cobrar por isso. A Samsung não vai pagar um programador que sabe a solução, vai esperar ela aparecer de graça. Tal como o comprador também, já que na cabeça do(e qualquer) comprador, quem vende é quem tem que ofertar a solução.

    Em uma geladeira com as tecnologias que o cliente desejava que se gastou US$2,500.00 , colocar um tablet de US$ 50,00 com velcro me soa (e deve soar ao dono da geladeira também) como desperdício. É como se fizesse uma apresentação de obras de arte com estruturas feitas com itens recicláveis, porém não bem tratadas (pintadas, polidas, limpas).

    Isso mostra um dos piores problemas da área de informática – limbos que são criados quando as tecnologias ficam defasadas rapidamente e não tem mais suporte. Mesmo fora dos padrões da Internet das Coisas, existem muitas pessoas que ainda usam tecnologias de 20 anos atrás, e rezam para que nada de errado aconteça pois não há mais suporte disponível, ou quando há, é tão caro quanto adquirir um equipamento novo.

    Quem trabalha com gráficas por exemplo, tem as vezes equipamentos para criar as “chapas” que são bem antigos. Computadores Pentium II ou III, com placas dedicadas ao sistema de impressão de chapas. Se queimar uma peça da placa ou da impressão de chapas (reveladora), se achar custa caro a peça e o reparo. E comprar um novo é uma diferença de escala gigante.

    Voltando ao padrão da internet das coisas, um caso comum são com as televisões e aparelhos conectáveis (como Blu-Ray) da primeira geração. Muitos deles tem sistemas “embarcados e fixos”, não atualizáveis ou com atualização não mais possível devido a mudanças de padrão. Uma televisão que valia R$ 5.000,00 e tinha estas “vantagens”, três anos depois ficou na desvantagem. Quem comprou se sentiu lesado.

    Impressoras conectáveis via rede também entram na lista. Quem compra equipamentos antes da troca de padrões de OS (como quando trocou de WinXP para WinVista), acaba depois ficando com problemas.

    Enfim, acho que tratar esse assunto como se usar uma outra coisa fosse a melhor solução não é o que a pessoa que investiu tempo e dinheiro para adquirir o que queria realmente gostaria que fosse. Dinheiro para muitos, se mal gasto, a pessoa cria teorias conspiratórias e fica relutante depois com a marca, com as tecnologias.

    Quem é esperto poderia aproveitar este mercado e criar uma nova leva de serviços, recuperando equipamentos antigos e defasados. Isso também contribuiria para o meio ambiente e para a economia.

    E as marcas também tem que parar e pensar nisso também. Isso recaí em pós venda. É a relação da marca com o cliente.Se o cliente compra um equipamento e tem a intenção que é atendida com aquilo, se não atende mais, como fazer?

    1. Você disse “não vejo nada de errado uma pessoa comprar uma geladeira com um computador embutido” e depois lista um monte de problemas dessa abordagem — falta de suporte, de interesse e de longevidade. Esses são os problemas. Tem que pesar até que ponto a comodidade de conectar tudo sobrepõe os custos (para as empresas) e os transtornos advindos do descaso dessas (para os clientes). Até o momento, a balança está bastante desequilibrada.

      1. Esse é o problema – a lista de problemas.

        Se as empresas criam, deveria fornecer ou incentivar um suporte. As pessoas se compraram é porque viram que aquilo tem uma comodidade para elas. Não se compra algo a toa, esperando dar problemas.

        Estamos falando também de equipamentos que tem mais de 2, 3, 5 anos. Não sei se o padrão futuro será este – cria-se um equipamento para usar entre 1 a 3 anos e depois o suporte cai. Salvo engano, em países com legislação pró-consumidor, se alguém entrar com um processo, ganha e a empresa perde mais ainda.

        Senão seria muito mais fácil as empresas falarem: “olha, criamos isso, agora se virem quando acabar o suporte.” Só que isso significa poucas vendas. Por isso o “estamos estudando para resolver o problema”. Se a empresa fala “não conseguimos resolver o problema”, o resultado é um processo e menos lucro para a mesma. Além da imagem queimada.

        E existem formas de reparar isso de forma sem tantos custos. Por exemplo: por que a Samsung não cria uma adaptação do equipamento inteligente usado na geladeira, usando alguma coisa na prateleira deles compatível, como um tablet? Bastaria desenvolver a adaptação de forma que substitua o equipamento inteligente (o computador) anterior da geledeira. Quanto será que custaria?

          1. O problema aqui não é adquirir algo que parece que vai dar problema no futuro, mas sim esperar que o que é oferecido será problemático no futuro. O tom do Rodrigo soa como se tudo que fosse oferecido para a Internet das Coisas fosse problemático no futuro. Esse é o ponto.

            Se há possibilidade de corrigir estes problemas em itens atuais, maravilha. Se não há, por que não ofertar uma correção? Sei lá.

            Quem compra algo, quer que este algo funcione. A “lista de problemas” é o problema que tem uma solução – basta fazer, consertar, oferecer a manutenção, a correção. Simples! Se não há, que a empresa seja sincera. O ruim é isso – nenhuma grande empresa é sincera. Assim como nenhum grande famoso, seja político, jornalista, blogueiro, comentarista, celebridade, etc… Pois a sinceridade ainda é temida. As pessoas preferem a ilusão da publicidade do que a sinceridade franca de um empresário de fundo de quintal.

            Ou a gente ao invés de reclamar de tanto de objetos “inúteis” (isso é subjetivo), vamos reclamar da falta de suporte para estes objetos “inúteis”, ou é melhor então parar com a inovação, com a criação de novos projetos.

          2. Mas eu reclamo (de verdade) da falta de suporte. O ponto do texto é esse: Internet das Coisas tem um potencial enorme de frustração porque escalona sistemas que podem (e fatalmente) têm falhas, dificultando ainda mais o processo de reparação/atualização (o que, convenhamos, nem na “Internet do Celular” está perto de ser um ponto resolvido).

            A chacota com os clientes é brinde :) Eu acho meio risível alguém pagar muito a mais numa geladeira por conta um tablet furreca grudado na geladeira, mas cada um, cada um, façam o que quiser.

          3. Se eu fizesse chacota contigo por comprar algo que achou interessante, útil e deu um defeito depois, mas eu não julguei interessante, tu ia gostar? Sinceramente não vejo a graça em “zoar” com a situação, pelo contrário. Não é absurdo comprar uma geladeira com tablet embutido – isso é o que garante a renda da empresa também. Como você falou, cada um cada um. Julgar deste jeito me soa inferiorizar algo que não merecia isso. É ver só um lado da história.

            É que nem quando a gente vota no político “errado”, depois tira onda do cara que votou no político “errado” pois o político “ferrou” a vida do cara e a nossa também.

          4. Não, a situação é bem diversa da do político. Não está nem na mesma esfera — uma coisa é pública, afeta a mim e o todo, a outra é algo totalmente privado e, pelo custo-benefício do produto, voltado a quem tem mais dinheiro para gastar com bobagens.

            É preciso levar em conta todo esse contexto, aliás. Eu achei engraçado o povo dando xilique porque a agenda da geladeira deles parou de funcionar. É surreal. Diga isto, “pessoas estão reclamando porque a agenda da geladeira deles parou de funcionar” para qualquer pessoa que.. sei lá, não visita o Manual do Usuário. O humor também bebe do inusitado, do absurdo, e esta história é tudo isso e muito mais.

            Não ligo que tirem sarro de mim de coisas triviais do tipo.

          5. Mas a oferta de produtos é algo público. E se uma empresa oferece algo que não dá suporte, seja um relógio de pulso, seja uma geladeira com tablet, o contexto aqui é outro – é se realmente deveria se ofertado algo que não tem suporte. E para o cara não é uma bobagem. O cara achou útil, funcional, tinha o que ele precisava. Não é bobagem para o rapaz.

            E acho que a pessoa se sentiria ofendida com isso. “Poxa, estão achando graça porque a agenda da geladeira parou de funcionar. Que chato isso, eu estou lutando para ter meu direito de consumidor e usuário respeitado, e as pessoas zoam com isso?” A cada dia que passa, tenho aprendido que nada na vida é absurdo. Tudo o que pode acontecer, acontecerá. Vamos nos supreender, achar absurdo, não querer que aconteça… depende da convenção social que a pessoa usa. Mas tudo é normal também.

            Porém acho mais absurdo rirem da pessoa que adquiriu um produto do que reclamar da falta de suporte. Enfim. Melhor me retirar. A cada dia que passa, vejo que é difícil conviver com pessoas…

          6. Eita, o “Ex-comentarista” apagou todos os comentários dele? Tava interessante a discussão :o

          7. Uxe, que estranho. Vai entender viu. Valeu Ghedin.

            Vale a piada:
            “O único problema dele é ter uma lista de problemas” :)

          8. O que tem que se entender é que não é errado criar um objeto novo, novamente – este é o mercado. O errado é não fornecer um suporte para ele no futuro. Isso que gera problemas. Isso não vale só para IoT, é para tudo.

  10. Acredito que a culpa não é a IoT, mas do fabricante, neste caso. Solução melhor poderia ser transformar geladeiras, microondas e o que for mais “internetizado” em “espelhos” e smartphones, como é o caso dos smartphones.

    Só lembrando que o conceito geral de IoT é bem mais amplo que apenas geladeiras que acessam o Google Calendar.

    1. Mas é a fabricante que faz o produto conectado, logo… vê? IoT é mais amplo mesmo. Nossa vida doméstica será arruinada por completo, sem espaço para eletrodomésticos “burros”.

    2. Mas é a fabricante que faz o produto conectado, logo… vê? IoT é mais amplo mesmo. Nossa vida doméstica será arruinada por completo, sem espaço para eletrodomésticos “burros”.

  11. Acredito que a culpa não é a IoT, mas do fabricante, neste caso. Solução melhor poderia ser transformar geladeiras, microondas e o que for mais “internetizado” em “espelhos” e smartphones, como é o caso dos smartphones.

    Só lembrando que o conceito geral de IoT é bem mais amplo que apenas geladeiras que acessam o Google Calendar.

  12. Eu acho bem útil, não teria uma porque é muito mais caro que uma geladeira “simples”. Mas acho bacana.

  13. Carros estão passando pelo exato mesmo problema.
    Eu gosto de comprar carro com a central multimidia integrada no painel, fica bonito. Mas os softwares delas são horríveis e zero de atualização.
    Meu sonho é uma central multimidia BURRA, que apenas espelhe a tela do telefone.

    1. Meu pai comprou um Vectra GT em 2008, quando esse tipo de solução embarcada nem era tão comum. Porém o carro vinha com um GPS de brinde, desses estilo Garmin mesmo. Não conseguimos atualizar o mapa para a nossa cidade nem no ato da compra do carro, virou um peso morto. Tenho horror a quem acha que essas pequenas funcionalidades em eletrodomésticos e demais aparelhos do dia a dia representam ganho real de produtividade. Eu só quero que a minha geladeira conserve bem minha comida – e com a obsolescência programada de hoje está cada vez mais difícil comprar uma que dure 10, 15 anos como as de antigamente.

      1. Essas soluções se mostram interessantes por que ambas não permitem que a fabricante do automóvel interfira na solução. Isso permite que atualizações de software ocorram. Talvez se existirem softwares para eletrodomésticos assim o problema do Kris desapareça na próxima versão de geladeira. :p

      2. Precisa sim, quanto menos software tiver na central melhor.
        Eu vejo ela como um periférico: tela e som. De preferencia compativel com qualquer aparelho.

        Por exemplo, se o cara quizer trocar de android para iOS ou vice versa.
        Poxa um carro dura mais que um smarphone, nao faz sentido casar os dois, e depender de atualizações de software vindos de uma fábrica de carros.

        Na boa, seria simplesmente perfeito uma baia com carregador Qi no console e comunicação via NFC ou wifi, voce entra no carro, joga o celular no console, a tela dele aparece no painel da central multimidia e pronto.

        Por exemplo, o software do player de audio do meu Hyundai é simplesmente um lixo. O Gps, que não é online, tá com mapas desatualizados e custa 200 reais para atualizar, etc….

        Porque eu nao posso usar o Waze? Ou qualquer outro aplicativo que eu queira instalar no celular? Não gosta de um, usa outro…. Não gosta de iOS? Usa Android… mas o CARRO é o mesmo.

        1. Concordo com você, @claudiorobertocussuol:disqus, estou falando no caso de se adotar algum sistema o mais interessante seria dar a opção ao comprar o carro de colocar o Apple Car ou o Android Auto por exemplo, com opção de troca se quiser (vai que vende para alguém que queira outro).
          Mas concordo que a opção de simplesmente replicar a tela é interessante, mas também esbarra em soluções terceiras. O que usar, Miracast? Acho que a Apple não dá suporte o que fazer? Não sei se existe alguma solução 100% universal.

        2. Concordo com você, @claudiorobertocussuol:disqus, estou falando no caso de se adotar algum sistema o mais interessante seria dar a opção ao comprar o carro de colocar o Apple Car ou o Android Auto por exemplo, com opção de troca se quiser (vai que vende para alguém que queira outro).
          Mas concordo que a opção de simplesmente replicar a tela é interessante, mas também esbarra em soluções terceiras. O que usar, Miracast? Acho que a Apple não dá suporte o que fazer? Não sei se existe alguma solução 100% universal.

    2. São terríveis.

      A única que pensei em comprar é a da Pionner com o appradio, (que funciona como uma espécie de espelhamento de apps) Ou seja, Waze ali…. é algo muito bom de pensar. Mas desisti também.

      O suporte para Smartphone na saída de ar resolve (e deixa o smart geladinho). O som do carro é muito bom mesmo original… e ele tem essa função incrível de…. ser o som do carro.

    3. Enquanto isso a Tesla não só atualiza o software, como ela ADICIONA NOVAS FEATURES AO CARRO com a atualização over-the-air.

      O problema não é o tipo de software presente ou a forma como ele é distribuído, é a mentalidade da empresa.

    4. Pois é… depois da decepção da Ford com a Microsoft (Fusion com Sync), que levou a Ford a romper o contrato, não faço mais a mínima questão de ter multimídia no carro (se bem que o Sync pra mim até que funciona bem). Acho que um tablet Android ligado no gerenciador de informações do veículo e no som é melhor que 99,9 % dos multimídias existentes (tirando, claro o do Tesla).

    1. Não sei, mas se eu comprasse uma geladeira “inteligente”da Samsung, eu certamente tentaria! hahahahahahaha

      Qual será o Hardware da dita cuja?!

  14. Eu espero que essa fase de achar que IoT é enfiar Internet nas Coisas e não Coisas na Internet passe logo haha

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