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Isso significa que o uso do formato AMP não é mais obrigatório e que qualquer página, independentemente da pontuação nas Principais métricas da Web ou do status da experiência na página, estará qualificada para aparecer no carrossel de notícias principais.

— Google.

A atualização do algoritmo do buscador do Google, prevista para junho, acaba com o privilégio do AMP de aparecer em certos locais das páginas de resultados. Agora, os critérios para a veiculação passam a ser os “web vitals” (em inglês).

Para entender o que é o AMP e por que ele é nocivo à web aberta, leia isto.

Google e Samsung fundem seus sistemas para relógios — Wear OS e Tizen

Talvez a maior surpresa neste Google I/O tenha sido o anúncio de que Google e Samsung se uniram e fundiram seus sistemas para relógios inteligentes, Wear OS e Tizen. As duas empresas estão trabalhando junto e já mostraram alguns avanços. E o sistema final não será exclusivo delas, qualquer fabricante poderá adotar.

O novo sistema (será chamado Wear OS? Tizen? Ambos?) também tem a Fitbit na mistura, empresa de gadgets vestíveis comprada pelo Google. E conta com a promessa de melhorias drásticas a apps básicos do Google — Mapas, Pay, YouTube Music e Assistente.

A barreira estava bem baixa com o antigo WearOS, mas parece que temos avanços significativos nessa frente após anos de negligência. Se vai colar com os consumidores e gerar relógios competitivos no nível do Apple Watch, aí é outra história. Via Google (em inglês).

Android 12 trará nova linguagem visual, a Material You

O Android 12 trará a maior reformulação visual dos últimos anos ao sistema do Google. Anunciado nesta terça (18), durante a sessão de abertura do Google I/O, o sistema traz uma nova linguagem visual, chamada Material You, uma “nova maneira radical de pensar o design”. A empresa diz que, nessa linguagem, a forma não segue apenas a função, mas também a sensação. Na prática, elementos visuais se adaptam à tela e as cores, ao papel de parede — um processo chamado de “extração de cores”. Parece bonito.

O Android 12 e o Material You chega primeiro aos celulares Pixel, no “outono” (lá; aqui, na primavera). Via Material.io (em inglês), Google (em inglês).

Todos os vídeos do YouTube podem ser remixados em vídeos curtos do Shorts

Nova opção no YouTube. Lê-se: Permissões dos Shorts Permite que pessoas criem Shorts usando partes do vídeo. Desativar esta opção excluirá permanentemente todos os Shorts que usam este conteúdo. Não é possível desativar essa permissão em todos os vídeos. Saiba mais.
Imagem: YouTube/Reprodução.

O YouTube anunciou uma forte investida para barrar o crescimento do TikTok usando seus Shorts, vídeos na plataforma de até um minuto e filmados na vertical. Para isso, a empresa criou um fundo de US$ 100 milhões para distribuir a quem cria conteúdo do tipo e tornou todos os vídeos da plataforma aptos a serem “remixados” em Shorts. Essa última é, no mínimo, controversa.

O item “Permissões dos Shorts” (na imagem acima), cujo seletor está marcado por padrão em todos os vídeos públicos hospedados no YouTube, permite que qualquer pessoa pegue trechos de um vídeo e o utilize na criação de um Short. Além dos vídeos que já estão no YouTube, esse seletor vem marcado por padrão nos novos, durante o envio, e fica escondido atrás de um link “Mostrar mais”.

No anúncio oficial, o YouTube se limita a dizer que “criadores e artistas estão no controle e poderão rejeitar a opção [‘opt-out’] caso não queiram que seus vídeos longos sejam remixados”. O problema é que não existe um botão geral, que desligue essa função em todos os vídeos. É necessário entrar em cada um e desmarcar a opção, o que seria um trabalho enorme, quiçá inviável, para quem tem centenas ou milhares de vídeos hospedados no YouTube.

Mais uma vez, uma grande plataforma coloca os seus interesses acima do respeito aos participantes. Esse assunto ainda vai render. Via Search Engine Journal (em inglês), YouTube (em inglês).

Google impõe limite de espaço na nuvem a universidades brasileiras

Em meados da década passada, universidades públicas brasileiras adotaram o Google Workspace for Education para oferecerem e-mail e serviços na nuvem a docentes e discentes. Era de graça, era do Google, por que não?

Nas últimas semanas, o Google começou a notificar essas universidades de uma mudança importante a partir de 2022: o serviço não terá mais espaço ilimitado. Em vez disso, cada instituição terá um “pool” de 100 TB, ou seja, todo esse espaço para dividir entre os usuários, independentemente de quantos eles sejam. Na mensagem, que o Tecmundo obteve, o Google explica que a nova restrição será implementada “por causa do uso indevido dos serviços Google Workspace for Education (antigo G Suite) no armazenamento de filmes, séries e livros”. A Universidade de São Paulo (USP), que tem 95 mil usuários, afirmou à reportagem que já está buscando uma alternativa. Via Tecmundo.

Cinco big techs faturaram US$ 1,2 trilhão em um ano

Nesta semana, as big techs norte-americanas divulgaram seus balanços trimestrais. Levantamento da Shira Ovide, do New York Times, constatou que Amazon, Apple, Alphabet (Google), Microsoft e Facebook faturaram US$ 1,2 trilhão em um ano, valor 25% superior ao mesmo período do ano retrasado, ou seja, imediatamente antes da pandemia começar. Em uma semana, as cinco vendem mais que o McDonald’s vende em um ano inteiro. Via New York Times (em inglês).

Chrome 90 traz links diretos para trechos selecionados em uma página

O Chrome 90 traz um recurso que parece bem útil à primeira vista: links diretos para trechos específicos de uma página. Basta selecionar o trecho, clicar com o botão direito do mouse e clicar em “Copiar link para o destaque”. O recurso está sendo ativado no Android e computadores, e chegará ao iOS “em breve”. Via Google (em inglês).

Proposta: tratar o FLoC como uma questão de segurança

Os desenvolvedores do WordPress estão debatendo como o software, que está por trás de 41% dos sites da web (incluindo este Manual do Usuário), tratará o FLoC como uma questão de segurança. (FLoC é o projeto do Google para continuar segmentando publicidade sem o auxílio de cookies. Falamos dele no último Guia Prático.) A proposta é que o WordPress saia de fábrica configurado para bloquear a atuação do FLoC. Se um administrador quiser alterar essa configuração, ele poderá. A configuração padrão, como sabemos, é o que importa. Via WordPress (em inglês).

Em paralelo, Microsoft (navegador Edge) e Apple (Safari), embora não tenham se manifestado explicitamente sobre o assunto, já deram sinais de que devem rejeitar o FLoC. Via Bleeping Computer (em inglês).

O FeedBurner vive

O Google, famoso por “matar” produtos e serviços sem cerimônia, anunciou que está “reformulando” o FeedBurner, um serviço que antes de ler esta notícia eu podia jurar que já tinha uma cova no cemitério do Google.

O FeedBurner, caso você não se recorde (e tudo bem se não), foi criado em 2004 e comprado pelo Google em 2007. Ele é uma central de utilidades para feeds RSS — gerava estatísticas de uso de um feed, que leitores recebessem novos posts por e-mail e permitia o encapsulamento de arquivos MP3, criando assim podcasts.

Em julho, o Google migrará o FeedBurner para “uma infraestrutura mais estável e moderna”, o que garantirá que ele continue funcionando, mas eliminará alguns recursos, como o envio de novos posts por e-mail. Via Google.

De curioso, abri a minha conta no FeedBurner. Um dos meus feeds lá, o mais antigo, com 15 anos (!), sempre aponta para o site onde estou escrevendo — atualmente, ele entrega os posts do Manual do Usuário. Surpreendi-me: quase 700 (!!!) endereços de e-mail marcados como “ativos”, registrados entre 2008 e 2012.

Navegadores e extensões anunciam bloqueio ao FLoC, do Google

Não é só o DuckDuckGo que bloqueará o FLoC, novo método de rastreamento de usuários do Google. Nos últimos dias, os navegadores Brave e Vivaldi (ambos baseados no Chromium) e as extensões AdGuard e uBlock Origin também já anunciaram que bloquearão o FLoC.

Por ora, o Google está testando o FLoC em um pequeno grupo de usuários (0,5%) em alguns países, Brasil entre eles. A Electronic Frontier Foundation (EFF) publicou um site que verifica se o FLoC está ativo no seu navegador. Clique aqui para conferir.

Não sabe o que é FLoC? Leia isto.

A lerdeza do Google

Para gravar o último vídeo do site, sobre organização de newsletters, criei uma conta descartável no Gmail. Fazia alguns anos que não usava o serviço, e assustei-me com a lentidão. Mesmo atividades triviais, como listar mensagens de um marcador ou mover uma mensagem de lugar, demoram — literalmente — mais de dez segundos.

O Google Docs, que usamos para editar o Tecnocracia, também me impressiona pela lerdeza. Estava editando o episódio desta semana e lembrei-me do Gmail. Minha digitação é normal (~80 ppm), mas nem se fosse duas vezes mais rápido que isso justificaria ver palavras se formando segundos depois de digitá-las em um editor de texto.

O YouTube é outra lerdeza, em tudo — de renderizar as páginas de vídeos a listar comentários e estatísticas no Studio, o painel de controle dos canais.

Uso um notebook de 2015 equipado com um Core i5 e 8 GB de RAM — nada super rápido, mas longe de ser lento —, e o navegador Safari. Talvez seja algo dessa combinação, mas suspeito que os serviços do Google sejam realmente lentos e quem os use assiduamente acabe não percebendo, como naquela história dos caranguejos que não notam a fervura gradual da água em que são cozidos.

Extensão do DuckDuckGo bloqueará FLoC, novo método de rastreamento do Google

O DuckDuckGo (DDG) declarou guerra ao FLoC, novo método de rastreamento que o Google usará para direcionar anúncios no lugar do rastreamento individual, via cookies. Todas as ações no buscador do DDG serão blindadas do FLoC e sua extensão oficial estenderá a proteção a toda a web. Outra forma de escapar da vigilância do Google é usando qualquer navegador que não seja o Chrome, até agora único compatível com a nova tecnologia. Via DuckDuckGo (em inglês).

Veja também:

Globo anuncia parceria estratégica de co-inovação e migração para nuvem com Google Cloud

A Globo fechou um acordo de sete anos com o Google Cloud. Além de mover toda a sua infraestrutura de internet para os servidores do Google, processo que deve levar 24 meses para ser finalizado, a parceria integrará o app do Globoplay no Android TV e resultará na criação de novos produtos digitais com a aplicação de tecnologias como inteligência artificial e aprendizado de máquina. Para o Google, que no mercado de nuvem fica atrás da Amazon (AWS) e Microsoft (Azure), ganhar a conta da maior empresa de comunicação da América Latina é uma grande vitória. Via Globo, Valor.

A privacidade dos seus arquivos armazenados no Google Drive

No Twitter, a cientista da computação e pesquisadora Nina Da Hora publicou um fio questionando as práticas de privacidade do Google em relação ao conteúdo dos usuários guardado no Google Drive.

O assunto é antigo. Em 2012, quando o Google unificou suas políticas de uso e privacidade, levantamos a questão no Gizmodo Brasil. O texto dava margem à interpretação de que os direitos sobre arquivos enviados ao Drive fossem compartilhados com o Google. Não era bem assim.

Ao longo dos anos, o texto da documentação do Google foi refinado. Hoje, a parte que se refere ao conteúdo do usuário armazenado pelo Google está mais fácil de ler. De qualquer modo, o alerta da Nina é válido; sobram histórias de arquivos apagados e contas Google excluídas sem aviso prévio ou chance de revisão.