Subpar Pool: sinuca + golfe com personalidade

por Fabio Bracht

Este post faz parte da série Jogos integrais. Saiba mais e descubra outros jogos recomendados.

Ícone do jogo “Subpar Pool”: bolinha sorridente contra fundo amarelo.

Depois de uma sugestão um pouco pesada na última coluna, desta vez quero trazer algo mais leve. O jogo da vez é Subpar Pool (criado pelo mesmo desenvolvedor de Holedown, o jogo de estreia da Jogos Integrais), uma mistura divertida de sinuca e golfe com um toque criativo: objetivos variáveis à escolha de quem joga, o que deixa tudo mais interessante.

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Root é o melhor jogo que eu conheço

por Fabio Bracht

Este post faz parte da série Jogos integrais. Saiba mais e descubra outros jogos recomendados.

Há mais de 30 anos eu dedico quase todo o meu tempo livre a jogar coisas. Não me lembro quando foi a última vez que passei um dia inteiro sem jogar. Jogos são a minha maior paixão, o meu maior interesse e o principal framework através do qual eu enxergo arte, entretenimento, interações sociais, economia e o mundo de forma geral. Algumas pessoas praticam esportes, outras leem, assistem, estudam. Eu jogo. É a minha ocupação.

E Root é o melhor jogo que eu conheço.

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Solitairica, o RPG de Paciência

por Fabio Bracht

Ícone de “Solitairica”: um bobo da corte segurando um cetro, com olhos brilhantes.

Quem está ligado no discurso de games certamente já ouviu falar de Balatro: o último megassucesso da cena independente, que transforma uma espécie de Poker em uma espécie de roguelike no qual você vai melhorando seu baralho para fazer jogadas cada vez mais poderosas, fase após fase.

Pois há quase exatos 10 anos, em agosto de 2016, a Righteous Hammer Games lançava Solitairica, um jogo que transforma uma espécie de Paciência em uma espécie de roguelike no qual você vai melhorando seu baralho para fazer jogadas cada vez mais poderosas, fase após fase.

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Automatoys, um “pinball de plataforma” pra zerar em um fim de semana

por Fabio Bracht

Bolinha branca sorridente dentro de uma calha vermelha inclinada contra um fundo azul.

Algo que eu tenho apreciado cada vez mais em jogos é o que eu chamo de “aspecto tátil”. Definir esse termo daria um texto inteiro em separado, mas, em resumo, estou falando de todas as características de um jogo que tornam ele prazeroso de manipular enquanto objeto físico — ou a simulação de um.

Esse é um grande motivo para eu ter me tornado fã de jogos de tabuleiro de uns dois anos pra cá, e também foi a primeira coisa que me chamou atenção em Automatoys, da Idle Friday.

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Jogos integrais

por Fabio Bracht

O mercado de jogos, em especial o de jogos para celular, foi dominado por “junk food”: jogos que enganam os nossos sentidos e parecem deliciosos na primeira mordida, mas que não passam de um amontoado de calorias vazias que não nutre, que só consome o nosso tempo de vida.

Eles são raros, mas jogos que oferecem uma experiência genuinamente positiva ainda existem. São títulos que você termina e não deixam um retrogosto de tempo desperdiçado. São jogos que valem a pena, que deveriam ser mais divulgados e recomendados.

Ao contrário do que eu comparei com “junk food”, acima, eu chamo esses jogos de integrais.

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Holedown: O prazer de quicar bolinhas até o centro do universo

por Fabio Bracht

Ícone do “Holedown” para Android: ponta de um cabo branco com um rosto, contra fundo rosa.

Você mira nos blocos na parte de baixo da tela. Você atira suas bolinhas quicantes e torce pra dar tudo certo.

Quanto mais as bolinhas quicarem pela tela, mais blocos são destruídos e mais você avança. Com os cristais que surgem pelo caminho, é possível comprar melhorias entre uma tentativa e outra rumo ao fim do jogo. Sim, acredita que este é um jogo de celular que tem fim?!

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Controle de video game e gambiarras

Controle de video game Logitech F710 adaptado, nas mãos de Stockton Rush, presidente da OceanGate e uma das vítimas da implosão do submersível Titan.

Chegou ao fim, da pior maneira possível, a aventura de cinco homens ricos que queriam ver de perto os destroços do Titanic, afundado em 1912 durante sua viagem inaugural após se chocar com um iceberg.

Destroços do Titan, submersível da empresa OceanGate usado pelo grupo para descer até o Titanic, foram encontrados nesta quinta (22), dias após ele perder contato com o resto do mundo. A Guarda Costeira dos Estados Unidos informou que a embarcação implodiu.

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Game houses: Nas redes sociais, proprietários mostram dia a dia e dão dicas de negócio

Três crianças, de costas, jogando video game em consoles contra uma parede com pôsteres e adesivos.

por André Alcântara

Gerailton Gomes estava sempre atento aos eventos religiosos da Paróquia Nossa Senhora da Conceição, em Ferreiros, município pernambucano de cerca de 12 mil habitantes. Na infância, ele ia às missas com um só objetivo: coletar material para criar seu próprio video game.

Com caixas em papelão de fogos de artifício, criava console, tela e controles, cuja conexão por fio era feita de uma corda de nylon simples. Mais tarde, Gerailton passou a frequentar lan houses e locadoras de games, e não tardou a perceber como esses locais facilitavam o acesso a jogos para pessoas como ele.

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Apple e a promessa de popularizar a realidade aumentada/virtual

Na próxima segunda (5/6), tudo indica que a Apple revelará ao mundo seu headset de realidade aumentada e/ou virtual.

Há grandes expectativas em torno desse possível lançamento.

Nas últimas décadas, a Apple fez fama como uma espécie de Midas corporativo, capaz de transformar em ouro tudo o que toca, mesmo em categorias de produtos que outras empresas não conseguem emplacar sucessos, como tablets e relógios inteligentes.

Não será tarefa fácil. Grandes empresas, como Meta e Microsoft, há anos investem pesado no setor, sem grandes retornos até aqui.

Quando se fala em software, o grande (único?) sucesso de realidade aumentada de que se tem notícia é Pokémon Go, joguinho de celular de 2016.

Ainda assim, há quem argumente que a grande sacada da Niantic não foi a realidade aumentada, mas sim a geolocalização. Não era raro, no auge da febre, ver celulares com o jogo aberto, mas a câmera fechada, porque a experiência era mais ou menos a mesma, com o bônus de preservar bateria.

O fato de a Niantic nunca mais ter emplacado outro jogo, mesmo com franquias do mesmo nível de Pokémon — NBA, Harry Potter —, é um sinal de alerta.

No início de maio, a Niantic lançou Peridot, seu primeiro jogo de realidade aumentada original, uma espécie de bichinho virtual moderno, no celular. Embora porta-vozes da empresa afirmem que o jogo teve boa receptividade, na frieza dos números Peridot não empolgou — as avaliações de parte dos jogadores é negativa e os downloads, poucos.

Talvez uma versão para o vindouro headset da Apple — caso o toque de Midas ainda esteja funcionando — possa reverter esse cenário.

Loja de apps do Google tinha gravador que vazava áudios dos usuários e jogo de escravidão

Não foi uma boa semana para a Play Store, loja de aplicativos para Android do Google.

Na terça (23), o pesquisador Lukas Stefanko, da ESET, revelou que um aplicativo a princípio legítimo, chamado iRecorder Screen Recorder, foi atualizado no segundo semestre de 2022 e passou a gravar e enviar áudios a servidores externos, sem o conhecimento do usuário, a cada 15 minutos.

O iRecorder Screen Recorder tinha mais de 50 mil downloads. O Google removeu o aplicativo da loja.

Caso mais grave ganhou destaque no Brasil. Um jogo chamado Simulador de Escravidão estava sendo distribuído na Play Store. O título descreve bem o conteúdo do jogo, que, após a repercussão, também foi removido pelo Google.

O mais bizarro (e triste) nesse caso é que Simulador de Escravidão tinha nota 4,0 (de 5,0 possível), resultado de 66 avaliações na Play Store. Via ESET (em inglês) e O Globo.

Não tem game falando de amor. Não tem game falando de educação. É game ensinando a molecada a matar. Eu duvido que tenha um moleque de 8, 9, 10, 12 anos que não esteja habituado a passar grande parte do tempo jogando essas porcarias.

— Luiz Inácio Lula da Silva, presidente do Brasil.

Já tem gente associando a fala de Lula ao arroubo do deputado Zé Trovão, que dia desses sugeriu suspender a venda de todos os jogos violentos por 30 dias.

O recorte que Lula faz é correto. Jogos destinados a maiores de idade por retratarem mortes e violência, como os das franquias Call of Duty e Free Fire, são acessados livremente por crianças. Via GE, Veja.

Aplicativos de celular não serão o principal caminho para futuros jogos [da franquia] Mario.

— Shigeru Miyamoto, diretor e fellow da Nintendo.

A retirada da Nintendo diz muito do estado dos video games em celulares. Apesar de todos os seus defeitos, a Nintendo respeita a mídia enquanto atividade recreativa e entrevistas como essa de Miyamoto passam a impressão de que tem algo além do dinheiro em jogo.

Fora alguns redutos, como o Apple Arcade e títulos com uma pegada mais artística, o sucesso em celulares fica cada vez mais condicionado a dinâmicas exploradoras, microtransações desonestas e técnicas que estimulam o vício e a compulsão. Uma pena. Via Variety (em inglês).

EUA multam Epic Games, de “Fortnite”, em US$ 245 milhões por enganar consumidores

A Federal Trade Commission (FTC), espécie de Cade dos Estados Unidos, multou a Epic Games em US$ 245 milhões por enganar consumidores a fim de fazê-los gastar mais.

O comunicado da FTC diz que a Epic Games, dona do video game Fortnite, “usou ‘dark patterns’ para enganar jogadores a realizarem compras indesejadas e permitir que crianças gastassem sem autorização ou qualquer envolvimento dos pais”.

“Dark patterns” são decisões de projeto que estimulam e enganam, de modo subliminar, a comportamentos desejados pela empresa que as desenvolve.

A Epic Games, vale dizer, é a principal antagonista da Apple na longa disputa para derrubar o monopólio da App Store na distribuição de aplicativos para o iOS.

Uma demanda justa, mas que leva a pensar se, caso a Epic Games ganhe, seria bom negócio instalar uma loja de aplicativos da dona do Fortnite no celular… Via FTC (em inglês).