Holedown: O prazer de quicar bolinhas até o centro do universo
Você mira nos blocos na parte de baixo da tela. Você atira suas bolinhas quicantes e torce pra dar tudo certo.
Quanto mais as bolinhas quicarem pela tela, mais blocos são destruídos e mais você avança. Com os cristais que surgem pelo caminho, é possível comprar melhorias entre uma tentativa e outra rumo ao fim do jogo. Sim, acredita que este é um jogo de celular que tem fim?!
Se parece chato, é porque você está lendo sobre o jogo. Se estivesse jogando, seria assim como no vídeo abaixo.
Nas suas mãos, Holedown é uma overdose de dopamina. Quando você mira a sua jogada, imagina as coisas acontecendo de uma certa forma. Cria-se certa expectativa. Aí você solta o dedo, as bolinhas começam a voar e muitas vezes o que acontece é ainda melhor do que você esperava. Quando não é, você imediatamente pensa em um ajuste e tenta de novo.
Esse ciclo se repete mais ou menos a cada 10 segundos. É extremamente ágil. E à medida que você vai jogando e conseguindo melhorias, vai ficando cada vez mais gostoso. Sem contar que o jogo é uma verdadeira aula de estética: desde as cores e a tipografia até a resposta tátil da tela chacoalhando e piscando com o caos das suas jogadas, é tudo extremamente bem feito.
Holedown, um jogo de Martin Jonasson, é o único jogo de celular que eu já “zerei” mais de duas vezes. De tempos em tempos, lembro dele, começo um save novo e jogo até o fim no decorrer de alguns dias. É sempre muito legal, e por isso Holedown é um dos primeiros que indico a quem procura um joguinho de celular bacana.
- Download (Android, R$ 20,90) »
- Download (iOS, R$ 19,90) »
- Download (Switch, US$ 9,99) »
- Download (Windows, R$ 32,99) »
Preços em 18/1/2024. Os valores podem variar por diversos fatores.
Gostei da indicação! É um jogo bem viciante, perdi umas boas horas aqui… É daqueles jogos que prendem e são gostosos de jogar pela sensação de que nós vamos ficando melhores independente dos poderes que vamos adquirindo no decorrer do jogo… mas não consegui chegar no final. Tem final mesmo? A última fase é um infinito!
Tem incluso naquela assinatura da play store (play pass eu acho)… Que sempre assino quando aparecem aquelas promoções do tipo 6 meses por R$1. O bom dessa assinatura é justamente achar esses jogos que talvez se enquadrem nessa categoria de integrais.
Proposta interessante desta nova seção e também do jogo.
Mas bem que poderia ter uma versão demo. Achei alto o preço pedido.
Infelizmente sempre teremos essa constante, Borges.
Esse valor até que eu consideraria baixo, inclusive. Ao menos no iOS e Android. É preciso entender que os jogos que não buscam “lucro infinito” com venda de itens e exibição de publicidade têm um custo inicial mais elevado. E que isso é bom.
Parte do que eu tento fazer é justamente oferecer resistência à noção de que um jogo que custa 20 reais é um jogo caro. Essa percepção de valor reduzida dos jogos de celular é parte do problema causado pela cultura dos jogos de celular que temos hoje. É *extremamente fácil* gastar muito mais do que 20 reais em qualquer um desses joguinhos “free-to-play” que existem por aí — e a experiência nunca vai ser melhor do que a de ter investido esse mesmo preço em um jogo integral, que oferece uma experiência completa.
Sim, entendo.
Por isso mesmo acho que outra forma de venda do jogo seria mais interessante, com a versão completa por 20 reais, e com um demo de 1 fase grátis. Ou ele grátis com a IAP para liberar o jogo completo.
Acho que assim vence a resistência de pagar por algo que você não sabe se vai gostar.
Acho que o próximo jogo que vou mencionar na coluna segue esse modelo. Espero que você goste!