Solitairica, o RPG de Paciência
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Quem está ligado no discurso de games certamente já ouviu falar de Balatro: o último megassucesso da cena independente, que transforma uma espécie de Poker em uma espécie de roguelike no qual você vai melhorando seu baralho para fazer jogadas cada vez mais poderosas, fase após fase.
Pois há quase exatos 10 anos, em agosto de 2016, a Righteous Hammer Games lançava Solitairica, um jogo que transforma uma espécie de Paciência em uma espécie de roguelike no qual você vai melhorando seu baralho para fazer jogadas cada vez mais poderosas, fase após fase.
(Eu já estava planejando citar esse jogo nesta coluna bem antes de ficar sabendo que Balatro existia, e o fato de eu estar ansiosamente esperando Balatro ser lançado para celulares não tem nada a ver, necessariamente, com eu estar falando de Solitairica agora. Ok?! Eu sou uma pessoa paciente!)
Em Solitairica, você joga uma versão de Paciência simplificada por alguns ângulos e tornada mais interessante por outros. Nada de arrastar cartas para cima de outras cartas. Aqui, você usa a carta que virou do baralho para eliminar as cartas da mesa até não sobrar nenhuma.
Qualquer carta um número acima ou abaixo na sequência pode ser eliminada. Por exemplo: se você virar um 10, pode procurar na mesa por qualquer 9 ou J e descartá-lo. O bom é que, depois de fazer isso, você pode continuar descartando outras cartas da mesa que continuem a sequência.
Cada mesa de cartas é um monstro que você tem que derrotar a caminho de um castelo com um chefão final. Descartou todas cartas da mesa? O monstro é derrotado e você passa de fase. Só que os monstros também revidam: cada vez que você vira uma carta nova do baralho para tentar uma nova sequência, o monstro realiza alguma ação contra você. Novas cartas na mesa, dano direto, magias com efeitos diversos…
Se você acha que isso já está mais parecido com um RPG do que com Paciência, não está longe da verdade. Seu personagem tem pontos de vida e também pode usar magias com os naipes das cartas, num sistema bem simples e engenhoso em que cada naipe representa uma característica de personagem de RPG — força, resistência, vida e magia.
Ao final de cada fase de Balatr—digo, Solitairica, você ganha moedinhas para investir em novas magias ou itens e melhorar as suas chances de conseguir derrotar todos os monstros e chegar no castelo. E, ao final de uma aventura (seja com sucesso ou não), você ganha uma outra espécie de “moedinha mágica” que serve unicamente para desbloquear outros decks com composições que favorecem mais um ou outro naipe, possibilitando outros combos.
No iOS, Solitairica custa R$ 20, e por mais R$ 5 você compra a única “expansão” do jogo, um pacote com quatro decks iniciais diferentes. No Android, o download é gratuito, mas o jogo é apenas um demo, exigindo uma compra de R$ 14 para liberar o conteúdo base.
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Não é Balatro, mas é um belo joguinho!
Passei anos com ele no celular e jogando nos intervalos de almoço. Diversão garantida!
Adorando essas indicações de jogos integrais
Esse jogo é excelente. Me consumiu por uns 2 anos.