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LibreOffice chega à Mac App Store por R$ 49,90

A Document Foundation, responsável pelo LibreOffice, lançou a versão Community da suite de aplicativos na Mac App Store como um aplicativo pago. No Brasil, sai por R$ 49,90.

A fundação explica, no comunicado, que o lançamento é uma maneira de apoiar “usuários finais que queiram obter todos os seus softwares de desktop do canal de vendas proprietário da Apple”, e que o valor levantado ali será investido no desenvolvimento do projeto.

Usuários do macOS que quiserem baixar o LibreOffice gratuitamente podem baixá-lo pelo canal tradicional, direto do site oficial.

Esse expediente não é novo. Vários aplicativos de código aberto gratuitos para macOS são cobrados quando distribuídos pela Mac App Store. Além do LibreOffice, conheço outros dois que fazem o mesmo: Maccy (R$ 54,90 via Apple) e GrandPerspective (R$ 16,90 via Apple).

Quase sempre, a cobrança de aplicativos gratuitos na Mac App Store é uma forma de financiar o desenvolvimento. Se o intuito da compra for ajudar os projetos, porém, é mais jogo doar diretamente a eles — pela loja da Apple, a empresa dona do macOS retém com 30% do valor total pago. Via Document Foundation (em inglês).

Bitwarden levanta US$ 100 milhões e promete que nada mudará para usuários

O Bitwarden, aclamado gerenciador de senhas, anunciou o recebimento de uma rodada de investimentos de US$ 100 milhões (~R$ 520 milhões) nesta terça (6).

A empresa foi bastante cautelosa no comunicado, reforçando em vários momentos que nada deverá mudar para os usuários finais. “Este investimento representa uma forte afirmação do modelo de negócio existente do Bitwarden e um compromisso em dar continuidade aos nossos valores principais”, diz o texto assinado por Michael Crandell, CEO do Bitwarden.

O Bitwarden é bem quisto pela comunidade por ter o código aberto e oferecer uma versão gratuita bastante generosa, a ponto de tornar dispensável a paga — e mesmo essa custa pouco, US$ 10 por ano. É, de fato, uma ótima solução para gerenciamento de senhas.

O dinheiro será “investido sabiamente” em áreas adjacentes, como gerenciamento de autenticação e tecnologias sem senha, com foco em clientes corporativos. A empresa também pretende gastar na expansão internacional, incluindo a América Latina.

Não é à toa o cuidado na comunicação. Muita gente correu para o Bitwarden depois que o 1Password levantou US$ 620 milhões e iniciou uma série de alterações hostis aos usuários finais, como acabar com a versão “self-hosted”, mudar o modelo de negócio de venda única para assinatura, e converter o aplicativo nativo do macOS para um baseado em Electron. Via Bitwarden (em inglês).

Ubuntu Unity se torna um sabor oficial do Ubuntu

O mundo dá voltas: quase meia década após a Canonical abandonar o Unity, ambiente que criou para o Ubuntu, em favor do Gnome, o Ubuntu Unity, com o Unity agora mantido pela comunidade, foi aceito como um sabor oficial do Ubuntu. A primeira versão como sabor oficial deve ser a 22.10, prevista para outubro.

Em junho, o Unity ganhou a primeira grande atualização (7.6) em seis anos. Via @ubuntu_unity/Twitter, 9t05Linux (ambos em inglês).

É um leiaute tão básico que é difícil imaginar uma única pessoa levando mais do que um dia para criá-lo no Squarespace, Wix, Webflow ou em um dos page builderes do WordPress.

— Matt Mullenweg, co-criador do WordPress e CEO da Automattic.

A mensagem acima foi publicada por Matt no debate da reformulação das páginas inicial e de download do WordPress.org.

Voluntários pagos decidiram usar o sistema de blocos do WordPress para criar as novas versões e demoraram 33 dias para concluir a tarefa. A menção a rivais diretos do WordPress e seu sistema de blocos, aludindo a serem mais fáceis de usar, é a cereja no pudim.

A respeito dos blocos e do futuro do WordPress (o Manual do Usuário usa esse sistema), leia isto. Via Search Engine Journal (em inglês).

LibreOffice 7.4

O LibreOffice 7.4, lançado nesta quinta (18), traz melhorias pontuais nos três principais aplicativos da suíte, como suporte a imagens no formato WebP, opções de hifenização no Writer e extensão do limite de colunas para 16.384 no Calc. Aqui tem as notas da versão.

Nas melhorias e correções gerais, o foco da Document Foundation continua sendo a compatibilidade com arquivos do Microsoft Office. Segundo a fundação:

Os arquivos da Microsoft ainda são baseados no formato proprietário descontinuado pela ISO em 2008, e não no padrão ISO aprovado, de modo que eles escondem uma grande quantidade de complexidade artificial. Isso gera problemas com o LibreOffice, que adota um formato verdadeiramente padronizado (o OpenDocument).

Baixe aqui o LibreOffice 7.4 para Linux, macOS e Windows. Via Document Foundation (em inglês).

GitLab planejava excluir repositórios inativos há mais de um ano

O GitLab, serviço que oferece ferramentas e espaço para o desenvolvimento colaborativo de software, planejava excluir automaticamente projetos hospedados na plataforma em contas gratuitas após um ano de inatividade.

A medida, descoberta via fontes pelo The Register, pegou muita gente de surpresa. Segundo essas mesmas fontes, a motivação do GitLab era financeira: a exclusão poderia gerar uma economia de até US$ 1 milhão por ano.

A notícia, porém, desceu quadrada entre desenvolvedores. O GitLab sempre se posicionou como uma alternativa mais aberta ao GitHub, o titã do setor que a Microsoft comprou em 2018 por US$ 7,5 bilhões. O GitHub nunca excluiu repositórios inativos.

O GitLab se pronunciou dizendo que projetos inativos serão movidos para um armazenamento mais lento, ou seja, não serão excluídos. O The Register afirma ter provas de que esse desfecho resultou da repercussão negativa e que o plano original era excluir em definitivo esses projetos. Via The Register (2), @GitLab/Twitter (todos em inglês).

Mint 21 “Vanessa”

O Mint 21, codinome “Vanessa”, chegou à versão final. Ele é baseado no  Ubuntu 22.04 LTS e vem com o kernel Linux 5.15. Links para uma apresentação das novidades (sabor Cinnamon) e de download.

Mint é uma distribuição Linux que entrega uma experiência mais “clássica”, com uma interface WIMP (para ser usada com mouse), e que acaba sendo bastante aproveitada em computadores antigos. O ambiente gráfico principal é o Cinnamon; há outros dois sabores com Xfce e MATE. Via Mint (em inglês).

As decisões do SteamOS para usuários avançados

por Cesar Cardoso

O Steam Deck é, antes de tudo, um computador; um computador feito para jogos, rodando um Linux consumer-friendly e em um formato de console, mas é um computador, com Modo Desktop e tudo. Já o Tailscale é uma das queridinhas do momento, reinventando a venerável VPN corporativa (mas nada impede de você usar na sua rede doméstica) usando o modelo Zero trust networking e o protocolo WireGuard. Parece simples juntar os dois, já que o Steam Deck é um computador que roda Linux.

Parece. Mas não foi simples instalar o Tailscale no SteamOS, e ainda bem que não foi.

(mais…)

Calibre 6.0

Calibre é um aplicativo para gerenciar e ler e-books (livros eletrônicos). O Calibre 6.0, nova grande versão, trouxe novidades significativas:

  • Suporte à indexação e pesquisa de livros inteiros. É opcional.
  • Suporte à leitura dos livros, usando o sistema “text-to-speech” nativo do sistema operacional.
  • Suporte a URLs iniciadas com calibre://.
  • Suporte à arquitetura ARM no macOS (chips M1, M2 e variantes) e no Linux. Por outro lado, o aplicativo deixa de suportar sistemas 32 bits.

O Calibre 6.0 está disponível para Linux, macOS e Windows. Via Calibre (em inglês).

Darktable 4.0.0

O projeto Darktable lançou uma nova grande versão (4.0.0) para celebrar seu décimo aniversário. Entre as principais mudanças, a interface foi reescrita para “melhorar o visual e a consistência”, foram feitas melhorias de desempenho e há novos recursos, como um mapeamento de cores e exposição e outros novos ajustes.

O Darktable é uma solução gratuita e de código aberto para tratamento de fotos — uma alternativa a aplicativos como o Fotos da Apple e o Lightroom, da Adobe. Via Darktable (em inglês).

A PINE64 entra de cabeça no RISC-V

por Cesar Cardoso

Um SBC (computador em uma placa) da PINE64, da arquitetura RISC-V.
Imagem: PINE64/Divulgação.

RISC-V é “A Arquitetura do Futuro”, isso é ponto pacífico. Também é ponto pacífico que, para ser “A Arquitetura do Futuro”, precisa de um SBC [computador de placa única, sigla em inglês] de baixo custo, porque, afinal, foi assim lá em 2012, quando esta posição era da ARM; a Raspberry Pi transformou a ARM na “Arquitetura do Presente”.

A PINE64 já usa o RISC-V, no Pinecil (o ferro de solda inteligente). No entanto, viu que havia uma bola quicando — o SBC de baixo custo para colocar o RISC-V na mão da massa — e foi chutar essa bola.

Esse novo SBC é o destaque absoluto do update de junho do projeto. Não que não tenha nada — tem muita coisa sobre PinePhone (estão de volta à venda!) e PineNote (quase usável) —, mas o anúncio do computador, que vai ser, grosso modo, um Quartz64 model-A com RISC-V, é a estrela da companhia. E, sendo um SBC baseado no Quartz64, o board RISC-V da PINE64 vai ter 4 ou 8 GB de RAM, USB 3.0, slot PCIe e pelo menos uma Gigabit Ethernet (certamente vai ter slot microSD e a possibilidade de slot eMMC).

Agora, preços: o Quartz64 Model A com 4GB de RAM custa US$ 59,99 e com 8GB custa US$ 79,99. Se a PINE64 colocar os preços do SBC nessa mesma faixa… talvez seja o que o RISC-V esteja precisando para sair do “agora vai” e chegar no “agora foi”.


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Thunderbird 102 traz mudanças na interface e suporte ao Matrix

A reformulação do Thunderbird começa a ganhar corpo na versão 102, lançada nesta terça (28). O aplicativo ganhou novos ícones na barra lateral, uma agenda de contatos reformulada e uma nova barra lateral, para acesso rápido às partes do sistema — e-mail, calendário etc. Outra grande adição é o suporte ao Matrix, um protocolo aberto de mensagens. Via Thunderbird (em inglês).

Alternativa chinesa ao GitHub passa a revisar códigos antes da publicação

por Shūmiàn 书面

O GitHub, da Microsoft, se destaca na China por ser um dos únicos sites estrangeiros com espaço para discussão de comunidade que não é barrado pela Grande Firewall. Já comentamos aqui como 10% dos usuários do GitHub são chineses (segundo dados de 2020) e ele acaba sendo um fórum para muito mais do que só discutir código — tem até dicas para sair do país.

Atentos a esse mercado, em 2013, foi criado o Gitee como uma alternativa local. O serviço vem ganhando espaço desde 2020, inclusive num contrato com o Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação da China.

Uma matéria de Zeyi Yang conta que no início de maio o Gitee estava fechado e que agora todos os códigos abertos precisariam ser revisados antes da publicação. Em uma nota, o Gitee sinalizou que “não teve escolha”, mas não deu explicação, o que chocou diversos programadores.

Segundo Zeyi, a teoria vigente é de que foi pressão de Pequim e ainda não se sabe quais impactos as novas políticas do Gitee vão causar na comunidade de código aberto, mas não há muito otimismo.


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