4 novidades do Galaxy Note 4 que merecem a sua atenção

Vez ou outra brinco com a Samsung, mas quando ela acerta é fácil (e digno) reconhecer. O Galaxy Note Edge, que chamou a atenção na IFA por motivos controversos, não foi a única grande novidade da empresa. O Galaxy Note 4 também foi anunciado, compartilhando praticamente todas as configurações com o Edge, menos a estranha tela curvada à direita.

Após ler e ver muita coisa, algumas características do Note 4 chamam a atenção. Separei e listei algumas delas aqui. (mais…)

E o Nokia X, afinal, é lançado no Brasil

Hoje cedo estava fazendo a ronda diária pelas promoções da B2W quando me deparei com o Nokia X sendo vendido na Americanas (e com desconto! E na cor verde!):

Nokia X vendido no Brasil.

A Americanas, embora seja do mesmo grupo do Submarino, até onde sei não tem um programa de vitrine para lojas menores — da outra vez que o Nokia X apareceu por aqui, foi nessa modalidade e não tinha o aval da subsidiária da Nokia. Isso me deixou intrigado: o Nokia X foi lançado no Brasil?

Entrei em contato com a assessoria da Microsoft e ela confirmou que, sim, o aparelho está disponível aqui com a bênção oficial. Mas com ressalvas: trata-se de “um volume pequeno” que está sendo comercializado sem qualquer esforço em marketing e com uma distribuição reduzida. Afinal, agora a Microsoft é só Windows Phone, certo?

O preço sugerido do Nokia X é de R$ 499 e a Americanas já vende ele com desconto, por R$ 399. Pelo tom da assessoria e o histórico recente (havia um evento marcado para anunciar o aparelho que foi cancelado em cima da hora), parece ser apenas uma desova de estoque. E assim termina a curta, dramática e intrigante história do Android da Nokia/Microsoft.

É preciso prestar atenção para notar as novidades do Xperia Z3 (mais: outros anúncios da Sony na IFA)

Novos produtos da Sony anunciados na IFA.
Foto: Sony.

A Sony vem mantendo um ritmo frenético de atualizações do seu principal smartphone. O Xperia Z3, anunciado ontem na IFA, é a quarta geração (Z, Z1 e Z2 antes) em menos de dois anos.

O mais estranho é que cada vez que o número depois do Z aumenta as novidades para a versão anterior diminuem. Comparado ao Z2, o Xperia Z3 mudou pouco: (mais…)

Galaxy Note Edge, com tela dobrada na lateral

A tela curvada/dobrada do Galaxy Note Edge.
Foto: Sean O’Kane/The Verge.

Munido de toda a sabedoria que a área de comentários em sites de tecnologia concentra, um leitor do The Verge resumiu a aberração acima, mostrada hoje em Berlim:

Vencedor do futuro prêmio “Lembra quando eles fizeram aquilo?”

Em nota relacionada: e os canhotos, como ficam?

Outro comentário, esse do David Pierce no acima referido post:

A Samsung não tem certeza absoluta [da função da tela estendida] e depois de alguns minutos usando o Galaxy Note Edge ficou claro que embora bem implementada e útil, a ideia como um todo ainda não está amadurecida.

Desisto.

As esquisitices e virtudes do Mi4, smartphone da Xiaomi

Mi4, último smartphone da Xiaomi.
Foto: Ron Amadeo/Ars Technica.

A Xiaomi ainda não vende no Brasil, apesar de já ter escritório aqui e estar preparando sua entrada no país. Quando seus produtos chegarem, se mantiverem os preços praticados na China eles têm tudo para esgotar rapidamente: pelo que tenho lido por aí, são smartphones bonitos, rápidos, bem construídos e custam pouco.

É difícil termos uma visão ocidental do que a Xiaomi vem fazendo, por isso li com bastante interesse o review do Mi4 escrito por Ron Amadeo para o Ars Technica. (Disclaimer: gosto muito dos reviews de lá.) Alguns trechos me surpreenderam, como o que Amadeo coloca o Mi4 no topo da cadeia dos Androids, à frente do One M8 e Galaxy S5:

A grande força da Xiaomi é sua execução. Muitas das coisas que a empresa produz não são únicas, mas a Xiaomi faz um trabalho fantástico em qualquer coisa em que ela foque. Então, sim, o Mi4 é basicamente um iPhone grande, mas ele também é construído como um iPhone. Uma estrutura de aço com arestas chanfradas, bordas finas e construção impecável fazem deste o melhor hardware Android que vimos esse ano.

O software, uma versão pesadamente modificada do Android que a Xiaomi batizou de MIUI (lê-se “mí iú ai”), lembra bastante o iOS no visual e, em relação a seus pares ocidentais que adotam o sistema, tem a vantagem de ser rápido, muito rápido: (mais…)

[Review] L80 ou L90, qual dos dois intermediários da LG é o melhor?

Em maio a LG lançou no Brasil, de uma tacada só, nove smartphones por preços que iam de R$ 350 a R$ 950. A linha L, que abrange os modelos de entrada e intermediários, nunca foi tão populosa quanto nesta terceira geração e, com tantos membros, era inevitável que alguns se sobrepusessem em características e preços. O caso da dupla L80 e L90 talvez seja o que mais se destaque.

Coloquei os dois lado a lado para determinar qual é a melhor escolha. O L80 saiu aqui com preço sugerido de R$ 950, e o L90, por R$ 900. Hoje, três meses depois do lançamento, dependendo da loja e da promoção os preços variam, girando a casa dos R$ 650~800, mas o L80 continua custando mais ainda que por uma margem quase irrelevante. O preço tem um peso importante nos segmentos de entrada; quando ele perde peso no processo decisório e deixa às configurações essa responsabilidade, o que acontece se essas são similares? É o que você confere agora.

L80 ou L90, qual compensa mais?

Não é preciso ser um gênio da matemática para saber que 90 é maior que 80. A superioridade estampada no nome perde muito do seu efeito quando se tem ambos os smartphones, L80 e L90, nas mãos. Com muitos recursos idênticos e exclusividades equilibradas, hierarquizá-los é bem mais difícil do que apontar o número maior. (mais…)

Aquos Crystal, o smartphone sem bordas frontais da Sharp

Muita gente ficou em polvorosa com o anúncio do Aquos Crystal, smartphone Android da Sharp que será lançado nos EUA e que tem como característica marcante a quase ausência de bordas.

É, não é sem bordas, mas elas são tão finas que dá margem para eu escrever assim. Tipo, mesmo:

Aquos Crystal: cadê as bordas?
Foto: Gizmodo US.

As configurações são menos surpreendentes: tela de 5 polegadas com resolução HD (720p), SoC Snapdragon 400, 1,5 GB de RAM e apenas 8 GB de memória interna, mais slot para cartão microSD. Pelo menos o preço está de acordo: ele sai por US$ 240, sem contrato.

Não sei se esse questionamento passou pela cabeça de muitos: a possibilidade de toques acidentais nas bordas. Foi a primeira coisa que me ocorreu. Na de Darren Orf, do Gizmodo americano, também. Ele fez o teste no hands on e sentenciou:

(…) tentei de propósito dar toques acidentais nas beiradas para ver se a falta de bordas gerava problemas de usabilidade. Não aconteceram [toques acidentais] uma vez sequer.

Existe tecnologia para detectar e ignorar toques acidentais. O iOS 6 trouxe como novidade a tecnologia que identifica toques propositais e involuntários, algo necessário para o iPad mini e, posteriormente, o iPad Air e suas bordas verticais super finas.

Outra coisa muito legal é que, pela ausência de espaço, a Sharp colocou um “receptor direto de ondas” no lugar do alto-falante que comumente vemos no topo dos smartphones. Isso significa que a tela vibra para gerar o som que você ouve nas ligações, e de quebra te livra de ter que alinhar o ouvido ao alto-falante. Basta encostar a tela, qualquer parte dela, no ouvido para ouvir a pessoa do outro lado. Que coisa maluca.

Uma pena que o Aquos Crystal não chegará ao Brasil. Ele tem um design único, elegante e aparentemente muito bonito.

https://www.youtube.com/watch?v=J3IrxnRnaVg

[Review] Lumia 630: comprometimentos nos lugares errados

Por um monte de razões o Lumia 630 é único: primeiro smartphone original a sair de fábrica com o Windows Phone 8.1, primeiro com o sistema capaz de funcionar com dois SIM cards, a usar botões virtuais em vez de táteis e a receber o sinal da TV digital brasileira. Todo esse pioneirismo se traduz em um bom smartphone? É o que descobriremos agora.

Anunciado junto ao Lumia 930, a versão GSM do Lumia Icon, o Lumia 630 (e seu clone 4G, o Lumia 635) foi a escolha da Nokia/Microsoft para mostrar ao mundo o Windows Phone 8.1. Há diversos indícios de que esse aparelho ou foi um projeto feito às pressas, ou a vítima de uma série de decisões desastrosas. Independentemente do que aconteceu, o resultado é um conjunto bastante comprometido por detalhes quase bobos. Explicarei isso melhor nos próximos parágrafos. (mais…)

MIUI ou iOS?

No último sábado a Xiaomi lançou o MIUI 6, nova versão do seu sabor do Android AOSP. Na China, empresas de tecnologia ocidentais não têm a mesma presença que aqui e esse cenário é propício para o surgimento de alternativas locais. A MIUI abdica dos serviços Google desde a quarta versão, tem um visual  que em pouco lembra o sistema original e, no fim, acaba sendo um Android bem diferente daquele a que estamos acostumados.

Talvez na mesma medida em que difere do Android do Google a MIUI flerta com o iOS da Apple. Os casos recentes de uso indevido de fotos protegidas e cópias flagrantes de assets da Apple não são nada perto da MIUI 6, porém: ela parece uma cópia bem convincente do iOS 7. Já era antes, com a ausência da app drawer em favor de telas iniciais como as do sistema que move o iPhone; agora, com visual flat e apps básicos reformulados, a semelhança ficou mais evidente.

Duvida? Vamos fazer um jogo, então. Chamei ele de “MIUI ou iOS?”, e consiste em olhar duas screenshots lado a lado e dizer qual sistema é qual. Está pronto? Valendo! (mais…)

Agenda de lançamentos: Samsung, Sony, Motorola, Microsoft e Apple (Apple?)

Algumas empresas se dão ao luxo de organizar eventos próprios para anunciarem novos produtos. Outras recorrem a conferências de tecnologia: CES (EUA) e Mobile World Congress (Espanha) no começo do ano e, agora no segundo semestre, a IFA na Alemanha.

A Samsung anunciou todos os Galaxy Note lançados até hoje no evento de Berlim. Em 2014 não será diferente. O novo phablet será apresentado ao mundo no dia 3 de setembro em três cidades simultaneamente — Pequim e Nova York terão eventos próprios.

Ainda no dia 3 e também na Alemanha, a Sony fará a sua apresentação. Nem convite à imprensa, nem o site oficial de credenciamento de jornalistas revelam o que será apresentado, mas dá para ver nas imagens o que aparentam serem caixas de som, o suporte de uma TV e um smartphone de perfil. Há rumores rolando sobre um Xperia Z3. Será? Já?

No dia seguinte, 4 de setembro, será a vez da Microsoft falar em Berlim. O convite pergunta se estamos “preparados para mais?” e isso, somado a outros indícios, parece bater com rumores sobre o Lumia com câmera poderosa para selfies — provavelmente o Lumia 730.

Ontem a Motorola mandou convites à imprensa para um evento próprio, em Chicago, EUA, também em dia 4 de setembro. Além de lançar o Moto 360, seu relógio inteligente com Android Wear, o convite mostra dois smartphones, um com um “X” e outro com um “G” na tela, e um acessório de áudio. Devem ser as aguardadas novas versões dos bem sucedidos Moto X e Moto G.

Convite para evento da Motorola.

Por fim, mas não menos importante (e nem confirmado), temos a Apple. John Paczkowski, do Recode, garante de pés juntos que o novo (ou os novos) iPhone será anunciado no dia 9 de setembro, também em evento próprio, como acontece desde… sempre.

Setembro será um mês cheio!

Galaxy Alpha é o novo smartphone de metal da Samsung

Galaxy Alpha, novo da Samsung.
Foto: Samsung.

A Samsung havia prometido um smartphonfe feito com “novos materiais” na última vez que conversou com seus investidores. Após algumas semanas de rumores, o Galaxy Alpha foi enfim anunciado oficialmente.

O smartphone é, para a Samsung, “a evolução do design Galaxy”. O tal novo material é o metal, usado nas bordas chanfradas que lembram muito as dos últimos iPhones. De resto, o Galaxy Alpha não nega a raça: estão lá o botão físico central característico da Samsung, bem como o acabamento de pontinhos na parte traseira.

Apesar de recursos avançados, como o SoC Snapdragon 805 com suporte a redes LTE Advanced em alguns mercados (em outros, virá com um Exynos octa-core) e câmera de 12 mega pixels com suporte a gravação em 4K/UltraHD e HDR em tempo real, em outras áreas o Galaxy Alpha é mais mundano. Coerente, eu diria.

A tela, por exemplo, tem resolução de 720p. Pouco? Se considerarmos seu tamanho físico, 4,7 polegadas, não — a densidade de pixels fica em 320 PPI, bem próxima dos 326 PPI do iPhone 5/5c/5s. A bateria tem 1860 mAh e se isso afeta o uso, só testando para saber. Outra coisa incomum nos últimos topos de linha da Samsung podem ser notadas: não há slot para cartão microSD e ele usa nano SIM — não me lembro de outro Galaxy que faça uso desse padrão. Do ponto de vista ergonômico, chamam a atenção a leveza (115 g) e a espessura (6,7 mm).

Tem quem esteja criticando a Samsung pela resolução da tela e capacidade da bateria; a mim, parece um conjunto bastante equilibrado e melhor pensado que outros smartphones recentes da linha Galaxy. O comercial (abaixo) e as características em destaque transmitem a ideia de um aparelho estiloso, mais preocupado em ser visto e usado do que reverenciado por adoradores de specs. Uma abordagem bem conveniente em tempos de comoditização e que funciona muito bem com o iPhone e o Moto X. A corrida armamentista dos smartphones acabou; todos os premium são rápidos e cheios de recursos. É hora de focar em design de interação e experiência de uso. (E isso nos leva à TouchWiz, onde ainda há muito trabalho a ser feito. Mas divago.)

https://www.youtube.com/watch?v=u8OZoyHvX78

Disponível em cinco cores, o Galaxy Alpha será lançado no começo de setembro. Ainda pairam no ar dúvidas como preço e em quais mercados ele estará disponível. Mais informações no blog oficial da Samsung.

[Review] Moto E: a Motorola repete o milagre no segmento de entrada

É quase inacreditável que a mesma Motorola do Motoblur e implementações desastrosas do Android de três, quatro anos atrás seja essa mesma que tem nos brindado com smartphones excepcionais e relativamente baratos. Demorou para uma fabricante entender que menos é mais, que o Android puro e hardware de qualidade são coisas que todo consumidor aprecia.

Depois de se destacar com RAZR i, D1 e D3, e de lançar os elogiados e bem sucedidos Moto X e Moto G, a prova de fogo é este Moto E que hoje passa pelo crivo do Manual do Usuário. O desafio era manter a experiência de uso consistente dos irmãos mais caros em um conjunto ainda mais barato que o do Moto G. Já adianto que, no geral, a Motorola conseguiu, mas há detalhes que merecem explicações detalhadas. Vamos a elas, pois. (mais…)

[Review] Xperia Z2, mais do mesmo só que melhor

Demorou apenas seis meses para a Sony atualizar seu smartphone topo de linha. As mudanças não são tão expressivas à primeira vista e, vendo o Xperia Z2 de relance corre-se o risco de confundi-lo com seu antecessor, o Xperia Z1. Tamanha semelhança tira o brilho do grande aparelho da empresa para 2014? É o que veremos nesta análise. (mais…)

Primeiras impressões do Lumia 630

Mais um dia, mais um smartphone desembarca aqui. Desta vez foi o Lumia 630, da Microsoft, o palco para a estreia no Windows Phone de dois recursos de muito apelo no segmento de entrada: suporte a dois SIM cards e TV digital.

Atualização: O review completo do Lumia 630 já está no ar.

Lumia 630.
Foto: Rodrigo Ghedin.

Gostei: o tamanho é bem legal. Se encaixa bem na mão, no bolso e a espessura, embora não seja das mais finas, também fica dentro dos limites confortáveis para o manuseio. Ele tem um design bem simples, ainda mais do que a média dos Lumias — nada de botão dedicado a fotos, ou os táteis do sistema, que agora são virtuais. Ajuda na composição de um visual mais clean. Já vem com Windows Phone 8.1 instalado.

Não gostei: a unidade que recebi está bem gasta, com a tampa de trás suja (e ainda por cima é branca) e umas marcas na tela deixadas pelo adesivo de fábrica que a cobre. A primeira impressão da tela é ruim: além da resolução que não empolga, o brilho no médio está mais para baixo (e não há sensor de luminosidade) e a sensação do toque é ruim. Lembra muito aqueles smartphones abaixo de R$ 500 que testei ano passado.

O que mais: não sei se alguém esqueceu dele ou se não existe mesmo, mas diferente de outros smartphones com suporte a TV digital este Lumia 630 não tem aquela antena externa que vai no plug dos fones de ouvido. Pelo Twitter o Guilherme me avisou que a antena do Lumia 630 está embutida nos fones de ouvido. Vieram na caixa o carregador de parede, a bateria (solta) e os fones, que parecem extremamente básicos. A caixa, aliás, é bem diferente daquelas azuis padrão Nokia. Gostei da mudança, o novo desenho tem um ar mais moderno.

Nova caixa do Lumia 630.
Foto: Rodrigo Ghedin.

O próximo review da fila é o do Xperia Z2 (o da SmartBand, que vem no pacote, saiu semana passada), depois vem o Moto E e, aí sim, Lumia 630. Se tiver alguma dúvida ou quiser sanar uma curiosidade sobre o Lumia 630, use os comentários abaixo.

O Lumia 530 empurra o Windows Phone ainda mais para baixo na tabela de preços

https://www.youtube.com/watch?v=T663YbyHzDY

A Microsoft anunciou o Lumia 530 mirando no segmento low-end. Na Europa, ele custará € 85, o que lhe dá o título de Windows Phone mais barato já lançado pela Nokia/Microsoft. (Para colocar em perspectiva, o Lumia 520 foi lançado por € 139.) Apesar da numeração dos modelos, não se engane: o sucessor do Lumia 520 é o Lumia 630, lançado no final de maio.

O Lumia 520 é (justificadamente) um sucesso de vendas. Responde por 1/3 dos Windows Phone vendidos pela Nokia/Microsoft e abriu os olhos da Microsoft para o segmento de entrada. Com a absorção da Nokia e o fim das linhas mais baratas com S40 e Android AOSP (leia-se Nokia X), a missão de conquistar o consumidor que chega agora ao mundo dos smartphones recai toda no Windows Phone.

O Lumia 630 (review em breve) traz várias melhorias e similaridades em relação ao Lumia 520. Já o Lumia 530 é um downgrade: com exceção do processador, algumas configurações são iguais e várias, inferiores.

O Lumia 530 mantém a limitada RAM de 512 MB e a câmera de 5 mega pixels, e essa, para piorar, perdeu a capacidade de gravar vídeos em alta definição e o foco variável. Outra baixa notável é a memória interna, que de 8 GB no 520, caiu para 4 GB. Tudo bem, existe o slot de para cartão SD, o problema é que gastar mais para expandir uma memória limitadíssima vai contra a motivação de quem compra um smartphone de entrada, que é gastar menos. Ele também é mais grosso e pesado que o Lumia 520, e perdeu o painel IPS da tela.

Os Lumia 530 e 630 parecem variantes de projetos multiplataforma, como notou Paul Thurrott. Eles têm botões virtuais e carecem do (físico) dedicado à câmera, característica marcante e, até então, onipresente nos Windows Phone da Nokia. Talvez a ideia da Nokia, antes de ser vendida e de focar totalmente num sistema só, fosse compartilhar esse projeto entre as linhas Lumia e X. Isso, claro, além de custo: é seguro presumir que o valor alcançado pelo Lumia 530 só foi possível economizando aqui e ali, em detalhes que isoladamente são quase inexplicáveis.

No Brasil o Lumia 530 sai ainda neste trimestre, apenas nas cores preta e branca — lá fora existem também as opções laranja e verde. A Microsoft do Brasil ainda não revelou o preço. Ano passado o Lumia 520 foi lançado, inicialmente, por R$ 599, então é de se esperar que o novo aparelho chegue por menos que isso.