Mapa do Brasil à direita, com gráfico do índice de isolamento social à esquerda.
Imagem: Inloco/Reprodução.

No começo da pandemia, o índice de isolamento social da Inloco, startup recifense especializada em geolocalização, era muito citado no acompanhamento dos primeiros passos do SARS-CoV-2 no Brasil. (Até rendeu uma matéria legal aqui no site.) Com o recrudescimento da pandemia, lembrei-me dele. Embora estejamos longe da aderência das primeiras semanas, houve um sutil aumento no índice a partir da metade de novembro. Via Inloco.

A Anatel abriu uma consulta pública para a revisão do Regulamento Geral de Direitos do Consumidor de Serviços de Telecomunicações (RGC). O objetivo é atualizá-lo às práticas de consumo modernas, como o foco no digital. O conselheiro Emmanoel Campelo destacou a garantia do “downgrade do plano” na revisão, ou seja, facilitar a migração para ofertas com valores mais baixos, algo que algumas operadoras dificultam. Via Anatel.

É uma boa. Em março, a Justiça obrigou a Telefônica (Vivo) a oferecer o downgrade de plano por atendimento eletrônico (app ou site). Já está funcionando. Há pouco mais de um mês, consegui migrar meu plano para um mais simples. A ironia: liguei à central de atendimento e, lá, fui orientado pela atendente a fazer o downgrade pelo app Meu Vivo.

Dia desses, a Beth Veloso entrou em contato pedindo a nossa ajuda em sua pesquisa de doutorado pela Universidade do Minho, em Portugal. Ela está pesquisando a influência do lobby das grandes empresas de tecnologia nos processos de regulação da internet no Brasil.

Se o poder econômico se sobrepor ao interesse público”, diz ela, referindo-se à hipótese da pesquisa, “o Brasil e o mundo terão perdido uma chance de transformar muitas sociedades em espaços com maior igualdade social, justiça, trabalho e educação para todos”.

As perguntas não têm questões certas ou erradas, são de múltipla escolha e é rapidinho responder o questionário. Para isso, clique aqui. A Beth receberá respostas até 20 de dezembro, mas, quanto antes ajudá-la, melhor. Se ficar alguma dúvida, mande um e-mail para ela.

Inacreditável o vazamento de dados de 16 milhões de pacientes de COVID-19, revelado pelo Estadão. O funcionário do Hospital Albert Einstein confirmou à reportagem que enviou a planilha com senhas ao seu perfil no GitHub como parte de um teste e que esqueceu de removê-la. Hospital e Ministério da Saúde vão apurar o caso, e talvez a primeira pergunta a ser feita é por que uma senha importante dessas estava salva em texto puro numa planilha. Via Estadão.

A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) está propondo uma padronização dos serviços de entrega por aplicativos. O “open delivery” facilitaria a entrada de novos players nesse mercado e o trabalho dos restaurantes, que em vez de cadastrar seus produtos várias vezes em múltiplas plataformas, faria apenas um cadastro só. Para o usuário final, a experiência nos apps não mudaria e ele ainda teria promoções exclusivas em cada um; a única diferença é que haveria mais opções.

O open delivery ainda está longe de virar realidade e, para virar, terá que superar a resistência do iFood, que detém 70% do mercado brasileiro de entregas de refeições por aplicativo. Mês passado, a Rappi fez uma denúncia contra o iFood no Cade, alegando que os contratos de exclusividade que a rival fecha com restaurantes prejudica a competitividade do setor. Nesta quarta (25), a Abrasel pediu ao Cade para ingressar no processo como terceiro interessado. Via Infomoney, Folha.

O WhatsApp baniu 1.004 contas que estavam fazendo envio em massa nas eleições municipais a partir de denúncias feitas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ou 31% das contas válidas denunciadas. Segundo a empresa, 63% das contas banidas já haviam sido excluídas automaticamente. Via TSE.

Dois meses após entrar no ramo de podcasts nos Estados Unidos, a Amazon repete o movimento no Brasil. A oferta de podcasts fica dentro do Amazon Music, ou seja, é similar ao Spotify. Outra semelhança é a presença de podcasts exclusivos. O primeiro — e único, mas não por muito tempo — é o A música do dia, em que o jornalista e músico Nelson Motta apresenta 101 músicas que marcaram sua vida. Via TechTudo.

O Disney+ está disponível no Brasil. Custa R$ 27,90 — plano único, com resolução 4K e até quatro telas simultâneas — e, antes de se comprometer com a assinatura, o usuário interessado pode testar o serviço gratuitamente por sete dias.

Dois prints do comprovante de pagamento de um Pix feito para uma conta corrente no Bradesco.
Clique para ampliar. Imagens: Manual do Usuário.

Recebi um Pix. O dinheiro entrou na mesma hora na minha conta (corrente, no Bradesco) vindo da de um leitor* no C6 Bank, como é esperado, e gerou um comprovante com detalhes da transação, do pagador e um botão para devolver total ou parcialmente o valor recebido.

Um detalhe curioso é que, pelo menos no caso do Bradesco, o Pix tem uma área de extrato à parte, separada das outras movimentações da conta. No extrato convencional, porém, as transações feitas pelo Pix também aparecem.

* O apoio (assinatura) anual ao Manual do Usuário já pode ser pago por Pix. Para saber mais detalhes, mande um e-mail.

O Pix, novo sistema de pagamentos instantâneos do Brasil, começa a valer para todo mundo às 9h desta segunda-feira (16). O sistema, gratuito para pessoas físicas, instantâneo e disponível 24h por dia, 7 dias por semana, foi autorizado pelo Banco Central a 762 instituições financeiras e promete uma revolução no sistema bancário brasileiro.

Se ainda não cadastrou suas chaves Pix, entenda o que são elas e cadastre-as agora. Para outras dúvidas, indo o nosso último podcast e este especial do Valor Investe. às 9h30, o Banco Central transmitirá a cerimônia de lançamento do Pix pelo YouTube. Já fez um Pix? Conta para nós, ali nos comentários, como foi a experiência.

Supostos ataques hacker, a centralização da contagem de votos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e uma falha no super computador responsável pelo trabalho impediram que o resultado das eleições municipais deste domingo (15) fosse divulgado com a agilidade habitual.

A confluência de fatores abasteceu discursos antidemocráticos, vindos de maus perdedores, de que teria havido fraude. A SaferNet fala em “ação coordenada” a fim de minar a credibilidade da Justiça Eleitoral. Isso é grave e deve ser encarado como tal. Redes sociais rotularam alguns desses posts conspiratórios, mas é preciso fazer mais; é preciso repudiar veementemente ataques levianos que, sem qualquer fundamento, só servem para tumultuar e fragilizar um sistema que, até agora, e apesar da gritaria, tem se mostrado confiável. Via Folha, O Globo.

Entre os dias 3 e 12 de novembro, na fase inicial de liberação do Pix (o “soft opening”), foram feitas 826 mil transações que totalizaram R$ 325 milhões, segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban). De acordo com o Banco Central, já foram cadastradas 69,5 milhões de chaves Pix, sendo 66,6 milhões de pessoas físicas. Até o momento, o tipo de chave mais cadastrada é a do CPF, com 25,4 milhões, segundo dados do Banco Central.

Na segunda (16), a partir das 9h da manhã, o Pix estará valendo para todos os clientes das 762 instituições autorizadas pelo Banco Central a operarem no sistema. Ouça o nosso último podcast para tirar suas dúvidas e leia esta matéria para entender o que são as chaves Pix.

Xícaras de café, bichos e orações

por Laura Castanho

Há cerca de três anos, Walter Vitti, de Mogi das Cruzes (SP), começou a receber mensagens de dois amigos pela manhã. Eles não se conheciam, mas tinham o hábito — assim como Walter — de acordar muito cedo, entre as cinco e seis horas.

Walter, 60, criou gosto pelas imagens de bom dia que recebia dos amigos e criou um esquema para respondê-las: “Eu sempre esperava um me mandar, pegava a mensagem e mandava para o outro”, explica. Assim, ele jamais repetiria a mesma mensagem e acumularia, organicamente, um arquivo de imagens que poderia servi-lo no futuro.

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De longe, o iPhone mais caro já vendido no Brasil

Reza a lenda que a calmaria precede a tormenta. Essa declaração se encaixa bem com o que aconteceu com o preço do iPhone no Brasil: após uma atípica queda em 2019, o iPhone 12 chega ao país este ano custando muito caro.

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A Avell, fabricante de notebooks sediada em Joinville (SC), anunciou que não usará o termo “Black Friday” na divulgação das suas ofertas de Black Friday este ano porque, segundo a empresa, ele teria conotação racista. “Toda mudança tem seus riscos, mas entendemos que este é o momento oportuno para o mercado promover discussões positivas com a sociedade e, principalmente, ouvi-la”, disse, em nota, Júlia Salomão, gerente de marketing da Avell. As promoções de novembro da fabricante serão identificadas pelo termo “Tech Month”.

A Avell não é a primeira empresa a tomar essa decisão. Em setembro, O Boticário anunciou que deixaria de usar “Black Friday” pelo mesmo motivo.