Avell não usará o termo “Black Friday” em apoio às causas raciais

A Avell, fabricante de notebooks sediada em Joinville (SC), anunciou que não usará o termo “Black Friday” na divulgação das suas ofertas de Black Friday este ano porque, segundo a empresa, ele teria conotação racista. “Toda mudança tem seus riscos, mas entendemos que este é o momento oportuno para o mercado promover discussões positivas com a sociedade e, principalmente, ouvi-la”, disse, em nota, Júlia Salomão, gerente de marketing da Avell. As promoções de novembro da fabricante serão identificadas pelo termo “Tech Month”.

A Avell não é a primeira empresa a tomar essa decisão. Em setembro, O Boticário anunciou que deixaria de usar “Black Friday” pelo mesmo motivo.

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13 comentários

  1. Eu sinceramente tenho minhas dúvidas, porém entendo perfeitamente esta questão do posicionamento das palavras.

    Existe toda uma questão cultural mal resolvida que hoje tentam resolver ignorando que faltou uma educação para gerar o senso crítico necessário para se fazer adotar estas mudanças culturais – a origem de termos, a questão do racismo e demais preconceitos ocorridos, etc…

    E nem que faltou educação, é que na verdade é só nestes tempos atuais que esta educação vem sendo aprimorada – com estudiosos colocando as palavras certas e os porquês na mesa.

    Eu, como branco, nem posso falar muito – a questão do racismo tem que ser discutida em conjunto, porém tem que se dar as correções de espaço a negritude / pardos / afrodescendentes. E na verdade também criar meios para fazer todas as questões serem claras a todos – quais termos incomodam, quais termos seriam o ideal, etc…

    (Ao meu ver mesmo, o ideal seria o combate a todo e qualquer tipo de preconceito humano, ou seja, não existir julgamentos por aparência, trejeitos e detalhes de comportamento humano; mas sim por comportamentos à sociedade [ se a pessoa cria problemas] e caráter [o quão solícito e respeitoso a população a pessoa o é])

    1. agora que notei que mandei um “claras” ali no meio, sendo que a briga das terminologias em relação ao racismo é justamente esta questão do fato que para certos pontos – como a definição de “certo / errado”, são usados termos como “claros” e “escuros”, e com isso os estudiosos do racismo implicaram com o mesmo e querem que a mesma seja corrigida.

  2. Que coisa mais idiota. Se você vê depreciação em um termo usado pra designar um dia de descontos simplesmente porque ele contém a palavra ‘preto’, o racismo tá em quem?

    1. Não é abolir, mas sim fazer o valor das palavras ser o correto.

      desde quando banalizaram os palavrões e censuraram as hipocrisias, o brasil (e o mundo) viraram esta porcaria.

  3. Sendo que estão removendo o “black” justamente de um dos poucos casos em que a cor preta tem uma conotação positiva, não? O que me consta quanto à origem do nome “Black Friday”, pelo menos, é que nos EUA é a partir dessa data que os lojistas “saem do vermelho” e passam a operar “no preto”, termo equivalente ao “no azul” que usamos em português (ao menos aqui no Brasil).

    1. Eu não conheço a origem do termo, mas também achei esquisito. Mas parece ser uma tentativa de só mudar aparências sem uma necessidade de mudança em políticas internas mesmo, acaba que não se dão ao trabalho de uma pesquisa qualificada.

      1. Não só de mudar aparências como também de gerar mídia e propaganda espontânea de pessoas que comentam positivamente e até mesmo de sites de notícia. O fato dessa notinha ter sido publicada aqui já prova isso. Aliás, até me surpreende o Ghedin publicar isso aqui no Manual.

        1. Interessante, não tinha pensado por esse ponto de vista. É isso que os vendedores de curso de instagram chamam de “marketing orgânico”?

          Foi marketing indireto, gratuito e bem focado. O público que acessa o manual não é abrangente, mas a maioria das mesas que aparecem são de pessoas com (talvez) relativo poder aquisitivo, capazes de comprar os produtos vendidos pela empresa.

          Só posso dizer que foi uma estratégia genial.

          1. O critério para publicar a notinha foi puramente editorial! Quando o Manual publica conteúdo comercial, ele é sinalizado como tal.

            Achei válido publicar porque é uma empresa de tecnologia se engajando em uma causa importante, mas de uma maneira… curiosa, para dizer o mínimo.

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