Abrasel propõe “open delivery” para aumentar a competitividade entre apps de entrega de refeições

A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) está propondo uma padronização dos serviços de entrega por aplicativos. O “open delivery” facilitaria a entrada de novos players nesse mercado e o trabalho dos restaurantes, que em vez de cadastrar seus produtos várias vezes em múltiplas plataformas, faria apenas um cadastro só. Para o usuário final, a experiência nos apps não mudaria e ele ainda teria promoções exclusivas em cada um; a única diferença é que haveria mais opções.

O open delivery ainda está longe de virar realidade e, para virar, terá que superar a resistência do iFood, que detém 70% do mercado brasileiro de entregas de refeições por aplicativo. Mês passado, a Rappi fez uma denúncia contra o iFood no Cade, alegando que os contratos de exclusividade que a rival fecha com restaurantes prejudica a competitividade do setor. Nesta quarta (25), a Abrasel pediu ao Cade para ingressar no processo como terceiro interessado. Via Infomoney, Folha.

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1 comentário

  1. Taí algo que é um dilema de lidar, e ao mesmo tempo facilitaria para a população como um todo.
    A gente fala muito de monopólios, mas ignora que monopólios surgem quando se gera um padrão usado de forma comum. Do Windows ao Google, Uber e iFood, todos os “monopólios” nasceram da necessidade de todos buscarem um padrão que seja facilmente aprendido e repassado o conhecimento de seu uso. Além claro das comodidades necessárias.

    Um “OpenDelivery” não seria uma má ideia. Não li o texto, mas suponho que a ideia é que quem gerencie isso seja as associações. E provavelmente com sistemas open-source.

    É algo que me pergunto também quanto a questão de PDVs por exemplo – existem hoje PDVs para sistemas linux que tem código fonte gratuito, e há iniciativas de PDVs gratuitos como o MarketUP. Padronizar algo ajudaria a todos entenderem os sistemas, ser fácil para todos aprenderem e também corrigirem falhas e auditarem o sistema.

    Outra coisa também é na questão do transporte público – até hoje cismo que não existe um sistema “universal” de banco de dados de transporte público – englobando todos os tipos de serviços existentes. As iniciativas como Moovit e similares acabam limitadas as regiões onde podem ter voluntários ou funcionários ajustando e validando as informações.

    Talvez no final uma hora tudo acabe caminhando para um monopólio, mas de dados abertos. Vais saber.

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