Maus perdedores tentam minar a credibilidade da Justiça Eleitoral

Supostos ataques hacker, a centralização da contagem de votos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e uma falha no super computador responsável pelo trabalho impediram que o resultado das eleições municipais deste domingo (15) fosse divulgado com a agilidade habitual.

A confluência de fatores abasteceu discursos antidemocráticos, vindos de maus perdedores, de que teria havido fraude. A SaferNet fala em “ação coordenada” a fim de minar a credibilidade da Justiça Eleitoral. Isso é grave e deve ser encarado como tal. Redes sociais rotularam alguns desses posts conspiratórios, mas é preciso fazer mais; é preciso repudiar veementemente ataques levianos que, sem qualquer fundamento, só servem para tumultuar e fragilizar um sistema que, até agora, e apesar da gritaria, tem se mostrado confiável. Via Folha, O Globo.

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5 comentários

  1. Eu acho que são pontos diferentes.
    Não conheço NINGUEM da área de tecnologia que ateste a urna eletrônica, justamente porque ela NÃO permite a coisa mais obvia: como meu voto foi computado?

    Meu voto na urna, é o mesmo que sai no relatório e é o mesmo quando foi pra contagem final?

    A questão não é ser mau perdedor, é entender um pouco de tecnologia e ver o que os especialistas em segurança que puderam testar a urna, disseram sobre os pontos falho dela.

    Eu acho a ideia muito boa, mas, em segurança tecnológica… a urna tem MUITOS furos, que ainda não foram explicados e só pelo fato dela ser uma caixa “preta”, sem acesso a pessoas que pudessem ajudar com a parte de segurança, ja diz muito sobre o assunto.

    Por ser da área, conhecer vários artigos falando sobre a segurança das urnas… da pra ver, claramente que ela não é confiável.

    Isso quer dizer que houve adulteração ou coisa do tipo? Não.
    Mas, descartar 100%? também não.

    1. Em essência, eu concordo contigo: a urna e todos os demais sistemas públicos devem estar sempre abertos ao escrutínio, porque não existe sistema 100% à prova de falhas e o ser humano é corruptível.

      Existem muitas maneiras de se fazer isso, várias delas legítimas e bem intencionadas. Arguir no dia de uma votação e após ter sido derrotado que houve fraude não é um desses caminhos, ainda mais quando não há qualquer fundamento para a suspeita. É coisa de mau perdedor sim, o equivalente eleitoral ao enxadrista que, diante do xeque-mate, bagunça o tabuleiro. Isso não tem nada a ver com a confiança da urna eletrônica.

      Há dois anos, ~60 milhões de brasileiros votaram em um total inapto para assumir a Presidência. Eu e muitos outros que não votamos nele ficamos embasbacados com esse resultado chocante, mas não vi ninguém questionar a idoneidade da eleição que o elegeu. Aliás, o vencedor questionou a legitimidade da urna (???). Nota-se por aí a má-intenção de quem, ontem, alegou fraude. Maus perdedores, antidemocráticos.

      Quando você diz que “da pra ver, claramente que ela não é confiável”, qual o seu fundamento?

      1. São coisas diferentes.

        Uma coisa, é você dizer que existe fraude (sem ter alguma prova sobre isso).
        Outra é dizer que não existiu nenhuma fraude (como comprovar alguma, se eu não tenho como afirmar como meu voto esta computado?).

        Um exemplo bem simples.
        Uma cidade tem 2 candidatos, 100 eleitores.

        No final, sai uma papel afirmando que 80 votaram em “A” e 20 votaram em “B”. Dai você olha na contagem final e pensa “uau, esta certinho com a urna!”.
        Só que NÃO é essa a questão.. a questão é: como você conseguiria fazer uma contraprova nessa urna, para afirmar que as 80 pessoas REALMENTE votaram em A e 20 em B, foram exatamente assim?
        Se você não consegue me dizer como tirar uma contraprova em UMA urna, como me garante que em milhares, não pode ter ocorrido algo?

        Entendeu como a questão é bem mais complexa?

        “Quando você diz que “da pra ver, claramente que ela não é confiável”, qual o seu fundamento?”
        Tem alguns artigos muito bons, falando sobre isso.
        Mas, o que eu mais gosto é do Diego F. Aranha, que exemplifica muito bem o queijo suíço que era/(é?).

        E pelo simples fato de não estar aberto (nem mesmo para de repente, um grupo de profissionais gabaritados) para verificação… eu NUNCA vou considerar realmente, como algo seguro.

        1. Tem as pesquisas eleitorais e de boca de urna, que comumente se aproximam bastante dos resultados das urnas. E as urnas eletrônicas são auditadas e colocadas à prova periodicamente.

          Há espaço para melhorias, sem sombra de dúvida. O trabalho do Diego Aranha é sério e reconhecido, e ele merece ser ouvido. Acharia lindo se o código-fonte da urna fosse aberto, por exemplo; seria um reforço na confiabilidade do pleito.

          O problema de ontem, Paulo, não é tecnológico; é político. Puxar a carta da fraude imediatamente após perder a eleição, tendo antes concordado em concorrer pelo voto eletrônico, é uma afronta ao sistema, não uma desconfiança legítima do processo. Acho importante manter essa distinção, principalmente, para que questionamentos sérios não sejam usados por gente mau-intencionada.

          Para ver a questão de outro ângulo: se dependesse de alguns maus perdedores de ontem, o voto voltaria a ser impresso, como se isso não fosse gerar mais desconfiança e fraudes comprováveis, como acontecia em toda eleição antes da adoção da urna eletrônica. É preciso um mínimo de confiança nas instituições, no TSE. Não há evento algum na história que justifique tanta desconfiança da urna eletrônica.

    2. Sei lá mas, com devidas exceções, vejo o resultado das urnas batendo com as pesquisas mais recentes antes do pleito. Aqui na minha cidade por exemplo, não foi surpresa nenhuma.

      Uma coisa que me chamou a atenção foi que, um dos candidatos apurou “manualmente”, somando o resultado impresso das urnas e divulgando no Whatsapp o resultado. A planilha que ele fez bateu exatamente com o que foi divulgado no site do TSE horas mais tarde.

      Obviamente, se tratou de um município pequeno, com apenas 32 seções eleitorais. Mas ainda assim, apesar de possível, não creio que seja provável uma fraude em escala a ponto de alterar significamente o resultado de uma eleição.

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