Terminou há pouco o primeiro comercial de 1h da Apple de 2021. Os produtos anunciados e seus respectivos preços no Brasil, coletados da Apple Store online, são os seguintes:

  • Novo iMac: a partir de R$ 17.599
  • Novo iPad Pro (11″): R$ 10.799
  • Novo iPad Pro (12,9″): R$ 14.799
  • Novo Apple TV 4K (32 GB): R$ 2.399
  • Novo Apple TV 4K (64 GB): R$ 2.599
  • AirTag: R$ 369
  • AirTags (kit com 4): R$ 1.249

No último dia 16, o YouTube atualizou sua política de informações médicas incorretas relacionadas à COVID-19 e passou a prever a exclusão de vídeos que defendam o chamado “tratamento precoce”. (Via Época.) O documento cita diretamente medicamentos populares, ainda que ineficazes e potencialmente danosos à saúde de infectados com a COVID-19, e exige que os usuários da plataforma não publiquem vídeos, entre outras coisas, que sejam:

  • Conteúdo que recomenda o uso de Ivermectina ou Hidroxicloroquina para o tratamento da COVID-19.
  • Afirmações de que Ivermectina ou Hidroxicloroquina são tratamentos eficazes contra a COVID-19.

A nova política levou à primeira exclusão de um vídeo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), segundo o levantamento da Novelo: uma live de 14 de janeiro de 2021, em que Bolsonaro aparece junto ao ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, e ambos desatam a propagar mentiras sobre o “tratamento precoce”.

Foi dia foi marcante: era o ápice da crise em Manaus (AM) e, finalmente, os grandes jornais adotaram o verbo “mentir” para se referir às mentiras letais que o presidente conta. Confira a checagem da Agência Lupa do vídeo agora indisponível.

Cuide bem do seu celular

A menos que você seja rico ou jornalista/blogueiro/youtuber de tecnologia, celular é um custo considerável e, preferencialmente, esporádico em sua vida. Por ser um objeto útil, até essencial, e ao mesmo tempo caro, a gente economiza, compra e cuida, faz ele durar. No Brasil de 2021, os “incentivos” para cuidar do celular ou de qualquer outro equipamento eletrônico se multiplicaram.

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O Mercado Livre se veste de Amazon para combater a própria Amazon

por Guilherme Felitti

Há uma piada corriqueira sobre as relações próximas e perigosas entre grandes empresários e políticos no Brasil, contada pela primeira vez pelo engenheiro Henrique Guedes no livro Histórias de empreiteiros. Conta a história: durante a ditadura, houve um evento no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo estadual de São Paulo, para empossar o novo governador. Presente à posse estava um político antigo que já tinha ocupado cargos altos na administração pública. Andando pela solenidade, o tal político antigo se encontrou com Sebastião Camargo, fundador e presidente da construtora Camargo Correia, que, àquela altura e durante muitos anos, foi a maior do Brasil. Desenrolou-se o seguinte diálogo curto, iniciado pelo político velho: — Olá, Sr. Sebastião, o senhor também por aqui? — Eu estou sempre aqui. Os senhores é que mudam.

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O site Quando vou ser vacinado?, criado por um grupo de voluntários que coleta e acompanha os dados do coronavírus no Brasil, viralizou. Ele se baseia no histórico recente do ritmo de vacinação de cada estado e na idade do usuário para fazer uma estimativa de quando chegará a sua vez de alguém de tomar a aguardada injeção no braço.

Algumas pessoas próximas comentaram comigo seus resultados, e também vi muita repercussão nas redes sociais. Quase sempre, o comentário veio em tom de desalento porque, para os mais jovens, os prazos estimados são de meses, chegando até a 2022. (Até para os não tão jovens; a minha estimativa, neste momento, é de 1 ano e 2 meses de espera.)

A vacinação segue a passos lentos no Brasil, mas há motivos para ser um pouquinho otimista. Conversei com o Renan Altendorf, um dos voluntários do projeto, para entender a lógica da ferramenta. Um detalhe que me chamou a atenção, por exemplo, é que ela se baseia em dados retroativos, dos últimos sete dias de vacinação em cada estado, ou seja, desconsidera futuras remessas de vacinas já contratadas pelo governo federal, como as 138 milhões de doses da Pfizer e da Jansen que devem chegar ao Brasil até dezembro. (Ou assim esperamos.)

Renan confirma essa lacuna: “A gente até queria levar em consideração o que irá chegar, mas tanto em março quanto em abril os cronogramas [de entrega das vacinas] não foram cumpridos pelo governo. Tem um déficit de 20 milhões de doses até momento. E, para piorar, o governo não irá mais divulgar cronogramas, então ficamos no escuro e estamos tentando coletar essas informações diretamente com os laboratórios.”

Ele prossegue: “A gente sempre coloca a fórmula e os dados que foram utilizadas no cálculo. Sabemos que não é a melhor previsão possível, mas estamos acompanhando sempre com os estados e municípios.”

O Instagram Lite chegou ao Brasil nesta quarta (14). Com apenas 2 MB e disponível apenas para Android, o aplicativo é uma versão mais leve e que consome menos dados do Instagram. E traz outro benefício, sacado pelo Canaltech: não tem anúncios. Via Canaltech.

O Pix está em risco porque o orçamento federal para 2021, que ainda não foi aprovado e está recheado de erros e absurdos, zera o orçamento da área de tecnologia do Banco Central, responsável por operar o sistema de pagamentos instantâneos. Via O Globo (com paywall).

Na sexta (9), o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) publicou a Estratégia Brasileira de Inteligência Artificial (PDF). Ronaldo Lemos, advogado e diretor do ITS-Rio, em sua coluna na Folha de S.Paulo classificou o documento como um “trabalho de graduação universitária malfeito” e “uma reunião de platitudes e citações de dados buscados na internet”. A mim, o documento lembrou o inacreditável “plano de governo” (PDF) do então candidato à Presidência Jair Bolsonaro (à época no PSL, hoje sem partido) nas eleições de 2018. O que, quase dispensável dizer, é bem preocupante. Via MCTI, Folha de S.Paulo.

A Globo fechou um acordo de sete anos com o Google Cloud. Além de mover toda a sua infraestrutura de internet para os servidores do Google, processo que deve levar 24 meses para ser finalizado, a parceria integrará o app do Globoplay no Android TV e resultará na criação de novos produtos digitais com a aplicação de tecnologias como inteligência artificial e aprendizado de máquina. Para o Google, que no mercado de nuvem fica atrás da Amazon (AWS) e Microsoft (Azure), ganhar a conta da maior empresa de comunicação da América Latina é uma grande vitória. Via Globo, Valor.

A Agência Lupa está vendendo algumas das suas checagens como NFT. Já venderam duas, por 0,05 ETH cada, cerca de R$ 390 no momento em que publico esta notinha. Há outras seis checagens disponíveis para compra.

Este talvez seja o melhor uso até agora de NFT. A Lupa encontrou uma forma de financiar o trabalho sério que fazem em cima da “arte” criada por gente mal-intencionada, por vezes criminosa. Via Agência Lupa, @agencialupa/Twitter.

Nunca pensei q posse parar para analisar os beneficios possiveis do Exercito tomar o poder novamente no Brasil… Hoje estou pensando nisso. Fechar a Globo, botar o STF pra fora, arrancar politicos bandidos do congresso, escola com regras para o povo, PT exilado!

— Aristóteles “Toti” de Azevedo, sócio-fundador da Vorax, dona de times de e-sports, no Twitter

A repercussão do comentário de Toti foi imediata e ampla. No mesmo dia (terça, 31, aniversário do golpe militar de 1964), a Vorax afastou o sócio do cargo de diretor, tirando-lhe “qualquer poder de decisão sobre a gestão da equipe” e do dia a dia da operação, e encerrou a nota de esclarecimento com a hashtag #DitaduraNuncaMais. Ele segue no grupo de investidores, porém, segundo informou outra sócia, Marina Leite. Via Globo Esporte.

O Magazine Luiza voltou ao interior do Paraná para uma nova aquisição. Depois do Aiqfome, nesta terça (30) a varejista anunciou a compra do GrandChef, sediada em Paranavaí (PR), que fornece um software de gestão para restaurantes. No mesmo comunicado ao mercado, o Magalu também anunciou a compra da ToNoLucro, um app de delivery com atuação em +40 cidades de Goiás, Pará e Tocantins. As duas aquisições visam fortalecer o “food delivery” via super app do Magalu — a empresa faz o caminho contrário de apps que nasceram na entrega de comida e tentam virar super apps, como a Rappi. Via Neofeed.

Na data desta publicação, eu tinha ações do Magazine Luiza (MGLU3).

O Banco Central autorizou o Facebook a fazer transferências bancárias pelo WhatsApp. O Facebook foi autorizado a operar como “iniciador de pagamentos” e autorizou dois arranjos de pagamentos para Visa e MasterCard relacionados ao WhatsApp. Via Banco Central, G1.

A Motorola fez um lançamento importante nesta quinta (25). No lugar de iterações rápidas da linha Moto G, com versões distintas de uma mesma geração diferenciadas por “sobrenomes” (Power, Play etc.), agora a fabricante lançará Moto G de baciada, emulando a estratégia (bem sucedida, diga-se) da Samsung com a linha Galaxy A. Até o nome, com um número de dois algarismos, segue a mesma lógica: Moto G10 (R$ 1,7 mil), Moto G30 (R$ 1,9 mil) e Moto G100 (R$ 4 mil).

O Moto G100 é o modelo “intermediário premium” do trio. Ele conta com a plataforma Ready For, que transforma o celular em desktop ao ser ligado a um monitor ou TV e acessórios (teclado e mouse). É outro recurso inspirado pelo Dex, da Samsung, que apesar de útil no papel, não parece ser muito popular na prática.

O recurso mais… peculiar do Moto G100, presente também no Moto G30, é uma “assinatura olfativa”, um cheirinho específico no celular e acessórios, criado em parceria com a Firmenich, empresa líder no setor. É algo que marcas de vestuário, como a Farm, já fazem há muito tempo, e, no caso da Motorola, por ora tem status de “projeto piloto”. Sei lá, acho que prefiro meu celular sem cheiro mesmo.

Os novos celulares saem de fábrica com o Android 11 e contemplam dois idiomas indígenas, Kaingang e Nheengatu. Diz a Motorola que é um passo para oferecer uma “experiência móvel mais inclusiva” e que essa novidade é crucial para a preservação desses idiomas nativos. Os três aparelhos já estão à venda no Brasil. Via Motorola.

O Procon-SP multou a Apple em R$ 10,5 milhões devido, entre outros motivos, à remoção do carregador de parede das caixas de iPhones novos. No ano fiscal de 2020, a Apple faturou US$ 274,5 bilhões, cerca de R$ 1,5 trilhão na cotação atual. A multa do Procon-SP, da qual a Apple ainda pode recorrer na Justiça, representa 0,0007% desse valor. Apesar do aspecto didático, nada que vá tirar o sono de Tim Cook. Via Uol Tilt.