Hoje, às 14h, a Apple abrirá a WWDC 2015 com o tradicional keynote onde, como de costume, apresentará novos produtos, atualizações e outras coisas que ainda não sabemos o que são — e tudo bem quanto a isso.

O evento será transmitido ao vivo, por streaming, mas apenas em dispositivos da própria Apple. Isso, oficialmente. Para assisti-lo usando Windows ou Android, uma velha dica continua valendo. Siga os passos: (mais…)

Achava que demoraria mais para ver Android Auto e Apple Car no mercado brasileiro, e que quando eles chegassem, seriam restritos inicialmente ao segmento de luxo e só depois chegariam nos (ditos) populares. Afinal, o primeiro carro com suporte ao Android Auto nos EUA, o Hyundai Sonata, saiu há poucos dias. Mas, não, e graças à Volkswagen. (mais…)

O MacBook não está sozinho: 4 alternativas ao novo notebook da Apple

Quando o palco escurece, o telão atrás de Tim Cook ou de quem estiver lá se acende e a voz de Jonathan Ive toma conta do ambiente, é bom se preparar: ele vai te convencer de que o produto exibido ali é o estado da arte e você precisa dele.

Não raro, é o caso. A Apple, com os cofres cheios e valorizada em Wall Street, está numa posição única. Ela tem dinheiro para investir em ideias malucas e gente capacitada para executá-las. Parece bobo, mas até a embalagem de plástico moldado e o uso de plástico branco, duas características da Apple no passado recente, são arriscadas para empresas novatas ou em posição menos privilegiada. Escala, logística e processos são áreas importantes onde a Apple se sobressai.

O MacBook, apesar de todos os poréns, parece uma máquina fantástica. Como escrevi ontem, é um feito de engenharia. E aquele vídeo… Veja aí: (mais…)

Apple revela novo (e levíssimo) MacBook e os preços do Apple Watch

No evento de hoje a Apple anunciou um acordo exclusivo com a HBO, chamou médicos para mostrar o novo ResearchKit, apresentou o novo MacBook e deu detalhes, incluindo preços e data de lançamento, do Apple Watch, seu relógio inteligente.

HBO Now e ResearchKit

O acordo com a HBO é um pedido antigo de quem, nos EUA, sonha em “corta o cabo”, ou seja, livrar-se da TV a cabo, mas não quer perder as séries da HBO como Game of Thrones, Boardwark Empire e Girls. O HBO Now é a solução para esse impasse: por US$ 14,99 ao mês (com o primeiro, grátis), ele permitirá assistir à programação do estúdio nos gadgets da Apple. A Apple aproveitou o momento para anunciar uma redução no valor da Apple TV, de US$ 99 para US$ 69. No Brasil, a caixinha continua custando R$ 399. (mais…)

Como assistir ao evento da Apple pelo Windows ou Android

Atualização (10/3): O evento abaixo já foi. Neste post reuni todos os anúncios feitos pela Apple de uma maneira bem simples e direta. Neste outro, listei quatro alternativas reais com Windows ao novo MacBook anunciado.

Assim que a Apple liberar o vídeo da apresentação, atualizarei o post com ele.


A Apple transmitirá o evento de daqui a pouco ao vivo, por streaming. Legal! Mas o link funcionará apenas no Safari do iOS e OS X, e na Apple TV. Quem usa Windows ou Android ficará de fora. Ou quase isso.

Para assistir à transmissão usando outros sistemas não-Apple, você precisa:

  • Instalar o VLC.
  • Abrir o app, entrar no menu Mídia e, em seguida, clicar em Abrir Fluxo de Rede.
  • No único campo disponível, cole o endereço abaixo e aperte o botão Reproduzir:

http://p.events-delivery.apple.com.edgesuite.net/1503ohibasdvoihbasfdv/m3u8/atv_mvp.m3u8

Este endereço é o que a Apple TV usa para estabelecer e transmitir o streaming. Ele não funcionará até o início do evento, então não adianta muito fazer esses passos por ora.

O evento da Apple começa às 14h (horário de Brasília).

via 9to5Mac.

Promoções da Black Friday de lojas e marcas no Instagram são falsas

Com a proximidade da Black Friday, estão surgindo no Instagram supostos perfis de marcas e lojas do varejo prometendo brindes irresistíveis para quem segui-los, tirar um print screen do perfil da marca (?) e publicá-lo no seu próprio.

Não faça isso, são “promoções” falsas.

Apple, Netshoes e Saraiva no Instagram? Falso.
Clique para ampliar.

Note que além da forma de participação pra lá de esquisita, os perfis trazem erros estranhos. A Apple nunca escreveu “iPhone 6’s” (porque é errado), e não creio que a Saraiva prometeria “R$400,000”, seja lá que valor for esse. E seria estranho a Netshoes escrever seu nome em letra minúscula, usar ponto para separar as casas decimais dos centavos, errar “blackfrday” e escrever “so” em vez de “só”. Esses perfis são uma espécie de spam revigorado — até os erros grotescos dos antigos e-mails permanecem.

O que os criadores desses perfis, que não são as marcas que alegam ser, querem, é obter grandes bases de seguidores rapidamente para vender esses perfis em seguida. Obviamente, os prêmios prometidos são apenas fachada.

Só entre quem eu sigo já vi “prints” de supostos perfis da Netshoes (10 mil seguidores no momento), Apple (43 mil) e Saraiva (2700). Tudo balela. Na dúvida, acesse o site oficial da loja ou empresa e veja se o perfil está listado lá. A Saraiva, por exemplo, atua em seis redes sociais, mas o Instagram não está entre elas. A Netshoes tem perfil, mas esse, oficial, não promete prêmios nem pede coisas malucas aos seguidores. E a Apple… não, né? Perfis relacionados à Apple nesse esquema, aliás, já existem aos montes.

Compartilhe este post nos perfis dos seus amigos que porventura publicarem uma dessas “promoções” no Instagram. Para facilitar, copie e cole este link encurtado: j.mp/bfigfalsa

Por que o iPhone 6 custa tão caro no Brasil?

Me vê dois, por favor.
O iPhone 6 brasileiro começa em R$ 3.199.

Sabe aqueles assuntos sazonais que aparecem na mídia? Cobertura do Carnaval, atrasados dando de cara com portões fechados no ENEM, gente indo às lojas trocar presentes dia 26 de dezembro… Você pegou a ideia. Acho que já é seguro colocarmos uma nova aí: os preços absurdos do iPhone no Brasil.

Ano passado, no lançamento do iPhone 5s, escrevi:

O lançamento oficial dos novos iPhones no Brasil será na sexta-feira, mas os preços do iPhone 5s e 5c já foram revelados. Prepare-se: eles são assustadoramente caros.

Pois bem, prepare-se para se assustar novamente. A pré-venda dos iPhone 6 e iPhone 6 Plus começou à meia-noite e quem quiser um dos novos smartphones da Apple pagando preço cheio não conseguirá um sem deixar no mínimo R$ 3.200 na loja. A crescente dos preços do iPhone ao longo dos anos/versões é interessante:

Preços de lançamento dos últimos quatro iPhones.
Preços das versões entrada (16 GB) na data do lançamento.

O aumento no preço do iPhone 6 de entrada em relação ao modelo similar de 2013 (iPhone 5s) foi de 14,2%. Nesse mesmo período o dólar subiu 12,7% (de R$ 2,28 para R$ 2,57) e a inflação, de acordo com o IPCA, 6,14%.

Eu não sou economista (alguém?), mas embora talvez esses números todos expliquem objetivamente o motivo do aumento, é difícil encarar quatro anos de aumentos sucessivos. Mais ainda porque nos EUA o preço continua o mesmo: US$ 649. E nem é preciso ir lá fora para encontrar essa estratégia. A segunda geração do Moto X e do Moto G mantiveram os preços do ano passado no Brasil.

Para a maioria que encara fila ou faz reserva para o dia do lançamento, é uma grana que não deve fazer diferença no fim do mês. O problema é quando colocamos o iPhone 6 nos seu lugar: é um smartphone. Tem toda uma expertise e experiência única no mercado, para mim é o melhor à venda, mas ainda assim: é só um smartphone. Esse valor é surreal, tanto quanto o PlayStation 4 de R$ 4 mil que todo mundo reclamou e fez brincadeira no começo do ano.

Quando a Apple anunciou os novos modelos, brinquei que apostava em uma edição do iPhone 6 Plus por mais de R$ 5 mil:

https://twitter.com/ghedin/status/509396098436182017

Se considerarmos o parcelamento em 24 vezes (!) que a Apple faz, o modelo de 128 GB sai por R$ 5.014. Era brincadeira, gente!

Que preço surreal
Juros de 1,9% ao mês.

Não consigo entender, só…. sentir. Mas se você, leitor abastado do Manual do Usuário, está em outra vibe e já com o cartão na mão para comprar o novo iPhone, peço pelo menos que compre deste link, no Submarino (ou da Americanas). A comissão deve ser gorda e, olha… não compra um iPhone, mas paga uns meses de hospedagem do blog :-)

Com vendas abaixo do esperado, iPad será campo para experimentos em 2015

A divulgação dos números da Apple referentes ao último trimestre fiscal de 2014 reforçaram algumas constantes de longa data. O iPhone segue vendendo como pãozinho quente. Foram 39 milhões de unidades, um recorde para o período. A Apple lucrou bastante também, como sempre. Só nesses três meses, embolsou mais US$ 8,5 bilhões. E o iPad, a despeito dos primeiros trimestres de crescimento incessante, segue a tendência de queda inaugurada esse ano.

A Apple vendeu 12,3 milhões de tablets, número menor que o esperado (13,1 milhões) e 13% abaixo do que foi vendido no mesmo período de 2013 (14,1 milhões). É o terceiro trimestre consecutivo em que as vendas de iPad se retraíram na comparação direta com o ano anterior e não bastasse isso, a lucratividade desse segmento também tem caído sistematicamente. (mais…)

Adoção do iOS 8 é mais lenta, mas não é isso que preocupa

Ícones do iOS 8.
Foto: Microsiervos/Flickr.

Uma das maiores vantagens do iOS para quem desenvolve aplicativos é a consistência da base de usuários. Em termos mais simples, quem usa iPhone, iPad ou iPod touch tem o hábito de atualizar esses dispositivos, facilitando o trabalho de quem cria apps. A uniformidade permite a esses profissionais explorarem o potencial de novas APIs e recursos rapidamente e dispensam o suporte prolongado a versões legadas.

A adoção das novas versões do iOS sempre foi muito rápida. Com o iOS 8, a história está um pouco diferente. Levantei a porcentagem da base atualizada do iOS 6, 7 e 8, duas semanas depois de cada lançamento (daqui, daqui e daqui): (mais…)

Apple sobre o iPhone 6 Plus que entorta: nove clientes afetados

Da Apple ao Pocket-lint:

Em uso normal um entortamento no iPhone é extremamente raro e em seis dias à venda, nove clientes entraram em contato com a Apple com um iPhone 6 Plus torto.

A empresa aproveitou o contato para dizer que o iPhone 6 Plus é feito de alumínio anodizado temperado para maior resistência e que internamente ainda conta com aço inoxidável e titânio para reforçar áreas mais sujeitas à pressão. Disse, também, que usa “o vidro mais forte” da indústria dos smartphones e que submete os dois novos iPhones a rigorosos testes de qualidade.

Produtos defeituosos são uma normais

Todo produto fabricado em larga escala está sujeito a defeitos de fábrica. Todo produto. É chato? Para os nove compradores do iPhone 6 Plus que tiveram seus smartphones entortados, certamente. Mas não é motivo para pânico, nem para o alarde que vêm fazendo.

O iPhone 6 Plus poderia ser mais grosso? Sim, e com benefícios. Seria menos propenso a esse tipo de problema, teria uma bateria maior e ainda evitaria o calombo da câmera. Só que sendo ele assim, com 7,1 mm de espessura, é de se dar pelo menos algum crédito aos engenheiros da Apple. Eles meio que sabem o que fazem. A Apple não poria um iPhone (e sua reputação) em risco de forma tão ingênua, nem arriscaria perder o bom histórico de baixos índices de problemas de fábrica do seu principal produto.

Em 2010, uma pesquisa da SquareTrade Research constatou que a taxa de mal funcionamento no então novo iPhone 4S era a menor do mercado, de apenas 2,1% no primeiro ano. Se considerarmos os 10 milhões de iPhone 6 e iPhone 6 Plus vendidos no primeiro fim de semana desde o lançamento, a porcentagem de aparelhos entortados é de… 0,00009%. Acho que esse valor está dentro da normalidade.

Contestação da Consumer Reports

A mesma matéria do Pocket-link cita algumas incongruências no vídeo que, se não deu início, amplificou o #bendgate — este, do Unbox Therapy. A hora na tela de bloqueio do iPhone 6 Plus entortado muda constantemente, o que pode sugerir manipulação.

A Consumer Reports, publicação norte americana com boa reputação, submeteu os novos iPhones e outros smartphones populares lá (HTC One M8, iPhone 5s, Galaxy Note 3 e LG G3) a uma máquina de pressão industrial chamada Instron, método mais científico do que tentar dobrar um gadget com as próprias mãos. Resultado? É preciso aplicar muita força para dobrar um iPhone 6 Plus, mais do que para dobrar um iPhone 6 ou um One M8, da HTC. Veja:

Respostas rápidas via notificações no iOS 8 são úteis, mas por ora estão restritas ao iMessage

O iOS 8 tem tantos recursos legais que talvez Joanna Stern, do Wall Street Journal,  não tenha exagerado ao dizer que instalá-lo é como ter um novo smartphone sem precisar comprar um.

Recurso muito útil.
Valeu, Rics!

Um dos mais legais é a resposta rápida na notificação do iMessage. Ao receber uma mensagem, se você puxa a notificação para baixo um campo de texto aparece, junto com o teclado, permitindo que se digite a resposta dali mesmo, sem a necessidade de abrir o app inteiro ou sair do app em uso no momento. É prático num nível que nem mesmo o sistema de notificações do Android é, e ele desde sempre foi referência nessa área.

A única limitação é que… bem, é um recurso, por ora, apenas do iMessage. É a nova versão do iOS que o viabiliza, mas nenhum outro app replica essa facilidade. E ainda há alguns casos de uso que precisam de mais reflexão para serem melhores, como o recebimento de novas mensagens enquanto se está digitando uma resposta rápida. A mensagem não é atualizada e a única saída é tocar na notificação para abrir o iMessage e, aí sim, visualizar o que chegou por último.

Talvez a resposta rápida do iMessage siga o mesmo destino do TouchID: a princípio, restrito para destravar o iPhone e fazer compras na App Store, no iOS 8 qualquer desenvolvedor tem acesso a ele e coisas legais propiciadas pela nova extensibilidade do sistema, como o 1Password onipresente, já estão aparecendo.

Notificações do Twitter adaptadas ao iOS 8.
Imagem: MacStories.

A área de notificações ainda tem outros recursos bacanas, como botões de ação ao alcance de um arrasto, remoção de notificações individuais e widgets no painel Hoje. Alguns apps já se aproveitam disso — Twitter, Wunderlist e Dropbox, para citar alguns.

O primeiro primeiro comprador de iPhone a derrubá-lo no chão em rede nacional

Entra ano, sai ano e as intrigantes filas para comprar iPhones continuam:

https://twitter.com/YahooSG/status/512621681009913857

Em Perth, na Austrália, o roteiro “entra na loja, compra, sai comemorando” mudou. Um rapaz, o primeiro a comprar o iPhone 6 lá, ao ser entrevistado por uma emissora local conseguiu inovar e entrar para a história das filas de iPhone como o primeiro primeiro comprador a derrubar o aparelho novo no chão.

As primeiras análises do iPhone 6 e iPhone 6 Plus

Reviews do iPhone 6 e iPhone 6 Plus.
Foto: Will Lipman/Engadget.

Assim que o embargo para os reviews dos novos iPhones caiu, vários sites norte-americanos publicaram os seus. Já li alguns, outros estão na fila, e dessas leituras já foi possível concluir algumas coisas.

Walt Mossberg, do Recode, diz que o iPhone 6 é a opção a ser considerada por quem prefere as versões anteriores, menores:

A Apple vê o iPhone 6 como sucessor direto do iPhone 5s e como o modelo mais popular dos dois — um smartphone com uma tela grande e outras melhorias. Eu também. O iPhone 6 Plus está em uma categoria diferente, um cruzamento entre um smartphone e um tablet pequeno, ou um “phablet”. Se você adora seu iPhone, mas quer uma tela significativamente maior, eu diria para ir com o 6 normal. Se você quer algo muito, muito maior (algo diferente) e adora seu iPhone, então o Plus provavelmente é para você.

(mais…)

Eu esperava menos do Apple Watch

Ontem a Apple se lançou em uma categoria inédita tendo como parâmetro de comparação apenas produtos das concorrentes, desenvolvidos a toque de caixa e lançados ante a mera especulação de que ela estaria criando algo nesse segmento, nenhum deles definitivo em forma ou função. Um relógio, um relógio inteligente.

Nada do que Samsung, Google, LG e Motorola fizeram, até agora, é interessante. São gadgets curiosos, sem dúvida, mas sobram deficiências para afastar tanto quem gosta de telinhas brilhantes quanto os que usam relógios estilosos e estão à espera de um assim que, por acaso, também tenha alguma inteligência.

O Apple Watch tem apps, sensores, compartilha até as batidas do coração com outros usuários. Tem funções para a prática de exercícios físicos. Oferece indicações curva a curva do GPS (via Apple Maps e usando o módulo do iPhone) e puxa fotos para exibi-las numa tela incapaz de mostrar muita coisa. (mais…)

Conheça os novos iPhone 6, iPhone 6 Plus e Apple Watch

Terminou agora pouco o evento da Apple — e, sim, todos os rumores se confirmaram. Ainda estou digerindo o que foi anunciado e, mais tarde, farei um post analítico. Por ora, um resumo cru: (mais…)