Apple sobre o iPhone 6 Plus que entorta: nove clientes afetados

Da Apple ao Pocket-lint:

Em uso normal um entortamento no iPhone é extremamente raro e em seis dias à venda, nove clientes entraram em contato com a Apple com um iPhone 6 Plus torto.

A empresa aproveitou o contato para dizer que o iPhone 6 Plus é feito de alumínio anodizado temperado para maior resistência e que internamente ainda conta com aço inoxidável e titânio para reforçar áreas mais sujeitas à pressão. Disse, também, que usa “o vidro mais forte” da indústria dos smartphones e que submete os dois novos iPhones a rigorosos testes de qualidade.

Produtos defeituosos são uma normais

Todo produto fabricado em larga escala está sujeito a defeitos de fábrica. Todo produto. É chato? Para os nove compradores do iPhone 6 Plus que tiveram seus smartphones entortados, certamente. Mas não é motivo para pânico, nem para o alarde que vêm fazendo.

O iPhone 6 Plus poderia ser mais grosso? Sim, e com benefícios. Seria menos propenso a esse tipo de problema, teria uma bateria maior e ainda evitaria o calombo da câmera. Só que sendo ele assim, com 7,1 mm de espessura, é de se dar pelo menos algum crédito aos engenheiros da Apple. Eles meio que sabem o que fazem. A Apple não poria um iPhone (e sua reputação) em risco de forma tão ingênua, nem arriscaria perder o bom histórico de baixos índices de problemas de fábrica do seu principal produto.

Em 2010, uma pesquisa da SquareTrade Research constatou que a taxa de mal funcionamento no então novo iPhone 4S era a menor do mercado, de apenas 2,1% no primeiro ano. Se considerarmos os 10 milhões de iPhone 6 e iPhone 6 Plus vendidos no primeiro fim de semana desde o lançamento, a porcentagem de aparelhos entortados é de… 0,00009%. Acho que esse valor está dentro da normalidade.

Contestação da Consumer Reports

A mesma matéria do Pocket-link cita algumas incongruências no vídeo que, se não deu início, amplificou o #bendgate — este, do Unbox Therapy. A hora na tela de bloqueio do iPhone 6 Plus entortado muda constantemente, o que pode sugerir manipulação.

A Consumer Reports, publicação norte americana com boa reputação, submeteu os novos iPhones e outros smartphones populares lá (HTC One M8, iPhone 5s, Galaxy Note 3 e LG G3) a uma máquina de pressão industrial chamada Instron, método mais científico do que tentar dobrar um gadget com as próprias mãos. Resultado? É preciso aplicar muita força para dobrar um iPhone 6 Plus, mais do que para dobrar um iPhone 6 ou um One M8, da HTC. Veja:

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22 comentários

    1. @ghedin:disqus Apaga aí o comentário da bateria, faz favor. (E esse aqui também.) Eu não vi que tinha a parte que chamava a piada de “lame”, daí eu tentei apagar e só tornou comentário como “Guest”. :P

  1. Ghedin, fica uma sugestão de pensata sobre POR QUE as pessoas têm essa gana de maldizer e tentar ridicularizar a Apple por qualquer coisinha. Muito já foi discutido sobre o assunto, claro, mas ainda assim talvez não o suficiente.

    1. Estou preparando um post que toca nesse assunto, mas por outra via: uma análise objetiva (números, objetividade, precisão!!!!!) dos novos iPhones, tipo uma composição, em parâmetros quantificáveis, da qualidade do negócio e que, em conjunto, fazem ele ser legal e todo mundo, ou quase todo mundo, curtir.

      1. Isso é legal também, mas é rebater ódio (emoção) com lógica (razão). Eu queria ver um texto emocional, tentando compreender e explicar essas pessoas sob o ponto de vista delas próprias.

        Tipo um “Por que nós sentimos necessidade de odiar a Apple?” Na primeira pessoa mesmo, ainda que não seja a opinião do autor.

        1. Eu acho que é uma reação à chatice do applemaníacos que acreditam que tudo que a Apple faz é perfeito e àqueles que acham que só não tem iPhone quem não tem dinheiro para comprar. Na mentalidade limitada dessas pessoas não existe a possibilidade de alguém não querer iPhone porque não gosta… Outra coisa que irrita muito é ouvir as pessoas usando a palavra iPhone como sinônimo de smartphone e celular. Coisas como “Tirei uma foto com o iPhone”. “Desculpa não ter retornado sua ligação, mas é que acabou a bateria do meu iPhone”. “Tem uma tomada aí pra eu recarregar o meu iPhone?” e por aí vai. Esse tipo de coisa soa muito pedante e acaba por gerar reações de ódio contra o iPhone e a Apple.

          1. Apesar de generalista (você tá tomando as atitudes de um grupo isolado e tratando elas como se fossem as ações de todos), é uma explicação válida.

          2. Claro que não! Em nenhum momento eu disse que todos os donos de iPhone agem assim. O que eu disse é que os applemaníacos irritam e acabam por gerar o ódio contra o iPhone e a empresa, mas é claro que eles são uma minoria. Se não fui claro o suficiente, espero que tenha sido agora.

          3. É exatamente o que penso e a postura soberba parte da empresa – seja na ridicularização da Samsung com telas grandes (e depois, dobrar a língua e lançar uma ‘mesa’ que entorta) ou no próprio comandante da empresa que chegou a culpar o usuário por ‘estar pegando o iPhone de maneira errada’ e, por isso, afetar qualidade de ligações. Tanto não era, que depois fizeram alterações de antena – contam para isso e é o mais lastimável, pois ter ‘fã retardado’ que insulta todos os que não compartilham da mesma visão é algo incontrolável (em todas as áreas, como no futebol), mas uma cultura de se colocar no pedestal e caçoar de concorrente, seja no hardware ou no software, como se fossem os únicos no mundo a terem alcançado a perfeição, só contribui para despertar ódio mesmo e a empresa, pessoa jurídica, assim como os produtos, nada têm com isso. A culpa é das pessoas que a comanda(ra)m.

          4. Faço um paralelo com futebol: quando o Barcelona ganhava tudo, despertou ira em muita gente, que fazia de tudo para desmerecer o sucesso da equipe, como, por exemplo, afirmar que ‘adversários eram fracos’ (M. United do Ferguson e outros gigantes como Real Madrid o seriam?) e que eles ‘contavam com a sorte’. Era pura dor de cotovelo; entretanto, o Guardiola NUNCA desdenhava de adversários publicamente e proibia jogadores de fazerem atos que pudessem servir como combustível para aumentar a raiva do outro, pela humilhação.

          5. Longe de mim defender pessoa jurídica, mas Samsung, Nokia, LG e HTC zoam muito mais a Apple do que o contrário. Exemplo mais recente: http://www.macrumors.com/2014/09/25/iphone-6-plus-bend/

            https://twitter.com/SamsungMobile/status/515074944485449728

            Eles jogam pra torcida. Entusiasta de tecnologia, esse perfil tão restrito mas que faz tanto barulho, gosta e entra na onda, compra a briga, fica se esgoelando na Internet para defender o seu.

            O #antennagate foi um lance muito parecido com esse do iPhone 6 Plus torto. A Apple não mudou o projeto, continuou vendendo o mesmo iPhone 4 por anos e ninguém reclamou. Tudo o que a Apple faz ecoa mais, daí que qualquer problema, por menor que seja, ganha grandes proporções.

            Toda empresa está sujeita a falhas e essas aumentam na medida do seu sucesso. Daria para fazer uma longa lista só de relatos e pedidos de ajuda de gente que cai aqui no blog com Moto G defeituoso, por exemplo. É um aparelho ruim? Longe disso.

          6. Mas elas o faziam anos atrás ou apenas reagem (hoje) à soberba de quem começou, como aqueles meninos que sempre zoam o outro porque ‘ele me xingou primeiro’?

          7. Jobs saiu faz um tempo já, desde aquela época não me lembro de nenhum ataque direto da Apple contra seus concorrentes. Tim Cook mandou desculpas em carta aberta devido ao Apple Maps e propôs o uso de serviços concorrentes. Não me lembro de alguém ter feito algo similar.

            Steve Ballmer era igual Steve Jobs ou pior e saiu faz pouco tempo, mas ninguém fica remoendo os erros do passado como fazem com a Apple. Aliás, eu fui vítima do Windows Phone 7.x com um caríssimo Lumia 800 na época. Existe algo mais grave para o usuário que descartar um produto premium daquela forma?

            Para mim, é como o Barcelona que você citou. Todo mundo gosta de fazer a briga “grande vs pequeno” e a Apple virou a grande, inverteu de papel com a Microsoft dos anos 90.

          8. A diferença era que Ballmer era um boquirroto, do tipo que fala demais mas não apresenta algo que realmente faça o crítico ‘ter de engolir’, diferente da Apple, que mexe com o mercado mesmo quando só muda coisas internas (versões ‘s’). Isso do Lumia 800, também concordo contigo e o mínimo que a empresa deveria fazer era dar um desconto gigante para o usuário migrar para um novo modelo (820, na época).

    2. O pessoal da mac magazine de ótimo exemplo de uma chamada de matéria em algum site qualquer: “Usar o Apple watch pode lhe colocar na cadeia por até dois anos”

      Se vc usar um gear fit ou moto 360 dirigindo o mesmo vai ocorrer…. Usar o termo smart watch não conta clique

  2. Isso porque entre os 9 deve ter alguns blogueiros/vloggers que entortaram de propósito pras fazer matérias e vídeos…

  3. Ghedin, sugiro uma ajustada no terceiro parágrafo. Ao invés de “o iPhone poderia ser maior” ficaria melhor “ser mais grosso”. Dá a impressão que ele poderia ter uma tela ainda maior…

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