Pessoas que compraram o novo Galaxy S23 têm reportado um consumo enorme da memória de armazenamento com o sistema-base. Um usuário no Twitter, dono de um Galaxy S23 Ultra de 512 GB, mostrou o sistema ocupando 57 GB.

Esse valor é quase quatro vezes o que o mesmo Android 13 ocupa num Pixel 7 do Google (~15 GB). No meu iPhone SE, o iOS 16.3 e os “dados do sistema” ocupam 26,5 GB. O macOS Ventura, um sistema para computadores, 32,9 GB.

O Ars Technica especula que a duplicidade de aplicativos da Samsung (de baixa qualidade) e acordos que pré-instalam aplicativos de terceiros (Facebook, Microsoft Office e sabe-se lá o que mais) podem ser os culpados.

Será por isso que a Samsung está oferecendo “upgrade” de memória de armazenamento? (Compre a versão de 128 GB, leve a de 256 GB, por exemplo.) A promoção vale até 5 de março. Via @alexmaxham/Twitter, Ars Technica (ambos em inglês).

Não é a primeira vez que o espaço consumido pelos arquivos do sistema em celulares vira polêmica. No Brasil, em 2017 a Apple foi condenada a pagar multa de R$ 100 mil e a readequar suas peças publicitárias devido à mesma questão, em uma ação movida pela Proteste. A diferença de espaço perdida pelos usuários, porém? Três giga bytes. Via Gazeta do Povo/leiaisso.net.

No apagar das luzes de 2022 (sábado, 31), o LineageOS 20 foi lançado. O projeto atualiza o Android para uma grande variedade de celulares — muitos deles já abandonados pelas fabricantes — e remove os códigos e aplicativos proprietários do Google. O LineageOS 20 é baseado no Android 13, lançado em agosto de 2022.

Fora as mudanças e melhorias do Android 13, o outro destaque do LineageOS 20 é o Aperture, novo aplicativo padrão de câmera baseado na biblioteca CameraX, do próprio Google. Segundo o projeto, o Aperture “oferece uma experiência do app de câmera muito mais próxima do ‘padrão’ [do Google] em muitos dispositivos”.

Os guias de atualização estão listados aqui. Dispositivos com suporte oficial não precisam mais ser formatados, ou seja, é possível atualizar a partir da versão 19.1 (baseada no Android 12) sem perder seus dados. De qualquer forma, um bom backup é sempre recomendado. Via LineageOS (em inglês).

Deixe seu celular Android mais leve com o Universal Android Debloater

A liberdade que o Google oferece no Android é abusada por fabricantes: não é raro deparar-se com celulares que trazem aplicativos pré-instalados que não podem ser removidos, como o do Facebook.

Um caminho para livrar-se dos excessos (ou do “bloat”, no jargão do meio) é trocar o Android da fabricante por uma variante da comunidade, como o LineageOS ou o /e/OS. Funciona, mas pode ser algo complicado, depende de muitas variáveis e é, sem dúvida, intimidador para marinheiros de primeira viagem ou alguém que não queira se dar a esse trabalho.

Um meio termo que descobri recentemente é o Universal Android Debloater (UAD). Trata-se de um aplicativo, com interface gráfica, que permite desinstalar processos que rodam no seu celular Android.

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O ótimo Pocket Casts abriu o código dos seus aplicativos para Android e iOS — links ao lado para os repositórios no GitHub. O aplicativo foi comprado há alguns anos pela Automattic e é uma ótima opção para ouvir podcasts. Ele é gratuito e oferece um plano “Plus” com alguns recursos extras. Custa ~R$ 40/ano. Via Pocket Casts (em inglês).

O Google liberou o suporte a chaves-senha no Android e no Chrome. O padrão, que a Apple inaugurou em dispositivos comerciais com o iOS 16, substitui senhas por dispositivos na hora de autenticar-se em sites e aplicativos. Numa explicação grosseira, o seu celular vira a “senha”.

Por ora, as chaves-senha no Google estão restritas a canais de testes. A empresa disse que espera promovê-las ao Google Play Services e Chrome estáveis até o fim do ano e desenvolver, ainda em 2022, uma API para aplicativos nativos no Android. Via Google (em inglês).

por Cesar Cardoso

Depois de quatro betas, a Samsung finalmente deu uma data para o OneUI 5 estável: ainda em outubro, quase certamente começando pelo S22. Nas mudanças, além das trazidas pelo Android 13, outras na tela de bloqueio, widgets empilháveis e mais privacidades.

Enquanto isso, tem beta do OneUI 5 para o Galaxy Z Flip 3.


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Em novembro de 2020, escrevi um perfil de Tibor Kaputa e sua coleção de aplicativos para Android, Simple Mobile Tools. Corta para 2022: Kaputa começou a vender um celular baseado nos aplicativos que criou.

Batizado Simple Phone, o aparelho virá com os aplicativos da SMT pré-instalados e uma implementação própria do Android, chamada SimpleOS e criada por uma tal de Good Phone Foundation. O sistema é “degoogled”, usa o microG para manter compatibilidade com aplicativos dependentes das APIs do Google e traz a F-Droid como loja de aplicativos.

O Simple Phone é um aparelho simples, com chip da MediaTek, suporte a redes 4G e dois anos de garantia. A pré-venda está aberta apenas na Europa. Não vai chacoalhar o mundo, mas é sempre bom mais alternativas ao duopólio Apple/Google.

por Cesar Cardoso

Dos dois lançamentos da semana, em termos lógicos para a maior parte do globo, os Xiaomi 12T e 12T Pro são mais relevantes que os Pixel 7 e Pixel 7 Pro, e não apenas porque os Pixel continuam sendo acessíveis apenas em alguns países do Norte Global, enquanto os 12T estarão disponíveis globalmente.

Os 12T “normal” e Pro se parecem muito: ambos têm a promessa de 3+4 (3 atualizações de versão Android, 4 anos de atualizações de segurança), bateria de 5.000 mAh e carregador 120 W. No entanto, o 12T Pro tem Snapdragon 8+ Gen 1 e câmera com sensor de 200 megapixels (mas sem Leica), enquanto o 12T “normal” tem que se contentar com um chip Dimensity 8100 Ultra e uma câmera traseira de 108 megapixels.

A € 599 (12T) e € 749 (12T Pro), ambos serão um sucesso indiscutível nessas faixas de preço e nesse mercado de “flagship killing” que é disputado especialmente entre as chinesas.

(Os interessados em reviews tem o Xiaomi 12T e o Xiaomi 12T Pro no GSMArena.)

No entanto — e é sempre importante reforçar isso quando se fala de Google Pixel —, a linha Pixel é a realeza do mundo Android. É o telefone contra o qual todos os outros telefones Android são comparados, mesmo que na prática venda pouquíssimo. É o veículo do Google para mostrar para onde o mundo Android deve seguir.

Na atualização anual dos Pixels, o Google usou um termo muito usado no resto do mundo Android em 2022: refinamento. É o chip Google Tensor G2 e sua melhora em consumo de energia e aprendizado de máquina, são as telas praticamente iguais às da linha 6, são as câmeras com algumas melhoras (bem mais no 7 Pro que no 7 “normal”), é a nova temporada de facilidades dos Pixels com doses cavalares de inteligência artificial…

Uma coisa que não mudou? Os preços. Uma coisa que voltou? Os mimos dos Pixels — agora a VPN que originalmente era só do Google One de 5 TB pra cima. Uma coisa que melhorou? Estará à venda em um recorde de… 17 países, Brasil de fora.

Ah, outra coisa que não mudou: coisas que também já eram esperadas: o Pixel Watch, o novo porta-bandeira do WearOS, e o segundo teaser do Pixel Tablet, reforçando a visão do Google para o tablet como parte da casa, já que vai ter um berço próprio que o faz parecer muito um Nest Hub ou Echo Show.

(Aos interessados em “hands-on”, tem os 7 e 7 Pro e o Pixel Watch no The Verge.)


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Os desenvolvedores Ansh Nanda e Hardik Patil lançaram o The OG App, um novo aplicativo para Android e iOS que lembra muito o Instagram de alguns anos atrás — sem Reels ou recomendações de perfis que a gente não segue.

A ideia é boa, e embora o The OG App use APIs oficiais do Instagram, algumas coisas funcionam meio na base da gambiarra, o que pode ensejar problemas.

A autenticação, por exemplo, usa métodos pouco ortodoxos que envolvem o login em regiões remotas usando sistemas Android, que os desenvolvedores destrincharam com engenharia reversa para fazer funcionar o The OG App.

Ansh e Hardik publicaram um fio no Twitter para esclarecer o modelo de autenticação. Para alguns, foi tarde demais — gente que teve o acesso ao Instagram bloqueado pela plataforma da Meta.

Vale lembrar, ainda, que outro aplicativo do tipo, o Barinsta (somente para Android), também sofria dos mesmos problemas e, pior, o desenvolvedor recebeu uma notificação extrajudicial da Meta exigindo o encerramento do aplicativo.

O The OG App tem versões para Android e iOS. No Brasil, apenas o aplicativo para Android aparece disponível. Use-o por sua conta e risco. Via TechCrunch (em inglês).

A Intel anunciou um novo aplicativo para conectar celulares (Android e iOS) a computadores com chip Intel rodando Windows. Não que faltem opções — do Vincular ao Celular da Microsoft a soluções abertas, como o KDEConnect, além de iniciativas do Google. É que nenhuma é tão suave e confiável quanto a integração que a Apple consegue com os seus iOS e macOS.

O Intel Unison, nome do vindouro aplicativo, é baseado no Screenovate, outro aplicativo que fazia isso e que foi comprado pela Intel no final de 2021.

A Intel promete que o Unison será diferente porque será desenvolvido em parceria com as fabricantes e fará uso de recursos de conectividade do hardware, como Wi-Fi e Bluetooth.

O Unison permitirá acessar fotos, mensagens, ligações e notificações do celular pelo computador, e o usuário poderá usar o celular com o teclado e touchpad do notebook.

A princípio, o Unison estará limitado a alguns poucos notebooks com chips Intel de 12ª geração e o selo Evo. A Intel promete uma expansão considerável na leva de notebooks de 13ª geração. Via Windows Central (em inglês).

Como acompanhar perfis no Twitter sem ter que criar uma conta no Twitter

Mesmo quem não tem conta no Twitter às vezes precisa ou gostaria de acompanhar perfis públicos lá. E embora o Twitter esteja dificultando cada vez mais essa prática, exigindo login até para mostrar perfis públicos, ainda existem algumas alternativas para fazer isso sem ter que baixar o aplicativo oficial e criar uma conta no Twitter.

Atualização (30/6/2023): Uma atualização do Twitter passou a bloquear acessos a perfis e posts da rede sem login. Com isso, todas as dicas abaixo ficam inutilizadas.

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Use o celular como webcam no seu notebook/computador

Se você está lendo isto em um notebook, é bem provável que seja um com webcam, ainda que uma webcam ruim. E é bem provável, também, que você tenha no bolso ou esteja lendo isto na tela de um celular que, por mais barato ou defasado que seja, tem câmeras bem melhores que a média das webcams de notebooks. E se desse para unir as duas coisas?

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por Cesar Cardoso

A feira de tecnologia alemã IFA começa mesmo, assim, pra valer, nesta sexta (2), mas ontem tivemos algumas coisas interessantes.

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O Google liberou a versão final do Android 13 para celulares Pixel elegíveis nesta segunda (15), um pouco cedo que o habitual.

O comunicado oficial lista 13 novidades, muitas delas reconhecíveis por quem usa iPhone, como permissão seletiva no acesso a fotos por aplicativos, pedido dos apps para exibirem notificações e eventos de “Continuidade” envolvendo o Chrome OS, como receber e responder mensagens de texto e copiar e colar coisas entre o celular e um tablet/Chromebook.

Celulares de outras marcas podem levar alguns meses para serem atualizados — até outro dia ainda tinha aparelho recebendo o Android 12, lançado há quase um ano. Via Google (em inglês).

Dez anos de Android 4.1 “Jelly Bean”

por Cesar Cardoso

Em 2012, a liderança do Android não estava consolidada. Apesar da queda dos fabricantes (Palm, Nokia “clássica”, Blackberry) e dos sistemas (PalmOS, Symbian, Windows Mobile) da primeira geração de smartphones, apesar do webOS ter sido vítima da crise da HP, havia um espaço enorme para um outro sistema operacional surgir e, aproveitando as fraquezas do Android de então, assumir a liderança de um mercado que, apesar de todo o esforço (e aí incluindo Apple), ainda era pequeno.

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