O Medium abriu sua instância ao público, me.dm. O ingresso é um benefício da assinatura do próprio Medium, de US$ 5/mês.

Dias atrás, o Flipboard abraçou o Mastodon: deu suporte à integração com a rede descentralizada em seu aplicativo e lançou uma instância própria.

O Manual tem uma revista no Flipboard.

Antes deles, o navegador Vivaldi havia lançado uma instância própria, aberta a todos os usuários cadastrados.

Nesta quinta (9), a Meta, do Facebook, Instagram e WhatsApp, confirmou estar trabalhando em uma nova rede social baseada em posts de texto, codinome P92, e compatível com o ActivityPub — o protocolo por trás do Mastodon.

E ainda tem o Bluesky, gestado dentro do Twitter, que usa outro protocolo, mas a mesma abordagem do ActivityPub/Mastodon. E Flickr e Tumblr, que prometeram compatibilidade com o ActivityPub em algum momento futuro. A Mozilla, do Firefox, também vai lançar sua instância própria.

O cenário é promissor para redes sociais descentralizadas. Só é preciso cuidado para que nenhuma dessas empresas, em especial a Meta, se torne dominante num espaço que é, por definição, plural. Via Medium, Flipboard, Platformer (todos em inglês).

Como manter um diário de humor

Você talvez tenha visto a história da norte-americana que só tomou 37 banhos em 2022.

Ela me chamou a atenção por outro motivo além do óbvio: pela primeira vez, vi o aplicativo Daylio ser citado por aí.

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Em vez de colocar um chatbot sabe-tudo na frente dos resultados da busca, como os rivais Bing e Google estão fazendo, o DDG está usando os poderes da OpenAI e Anthropic para resumir textos da Wikipédia e devolver em consultas/perguntas mais objetivas, que comportem respostas diretas.

Por ora, só funciona em consultas em inglês e usando o navegador ou extensão do DDG. Se tudo correr bem, o chamado DuckAssist será “promovido” ao buscador, independente do navegador/extensão próprio da empresa.

Fora a utilidade, que ainda precisa se provar, a iniciativa do DuckDuckGo é, no mínimo, interessante, por mostrar que outros usos de IAs gerativas são possíveis. Estou curioso com o que virá a seguir — no comunicado, a empresa disse que o DuckAssist é o primeiro de vários produtos previstos que usam essa tecnologia. Via DuckDuckGo (em inglês).

Enquanto o Spotify coloca a música em segundo plano para promover podcasts e outros produtos de áudio, a Apple segue na direção contrária, reforçando o foco em música do seu streaming… de música. (Parece óbvio, né?)

Nesta quinta (9), a Apple anunciou o Apple Music Classical, um aplicativo à parte dedicado a música clássica.

O Apple Music Classical é baseado no Primephonic, um serviço de streaming que a Apple adquiriu em agosto de 2021.

Pode parecer meio estranho dedicar um aplicativo a um estilo (? gênero? Como se define isso?) musical, mas a dor não só existe como é objeto de vários aplicativos específicos para este fim.

A classificação/organização de música clássica é bem diferente das canções contemporâneas, começando pelo fato de que os compositores têm maior peso e são mais conhecidos do que os intérpretes. (No mínimo, é impossível ouvir os maiores, como Mozart ou Beethoven, tocando suas próprias composições; ambos morreram antes da invenção da música gravada.)

Esta boa reportagem do New York Times (em inglês), de 2019, explica um pouco o drama dos ouvintes de música clássica na era do streaming.

O Apple Music Classical será lançado no dia 28 de março como um extra, sem custo adicional, na assinatura do Apple Music. Já dá para “pré-baixar” o aplicativo na App Store. Via @AppleClassical/Twitter (em inglês).

Se o TikTok for banido dos Estados Unidos — uma hipótese longínqua, mas não descartada —, seu fantasma continuará pairando sobre os usuários norte-americanos. E não digo isso apenas pela “tiktokzação” do Instagram.

Nesta semana, o Reddit anunciou um novo feed de vídeos no estilo TikTok e o Spotify reformulou a interface do seu aplicativo, que agora incluí um feed vertical infinito que… lembra o TikTok.

A outra frente em que o TikTok se destaca, a recomendação de conteúdo por inteligência artificial, está bem representada no Artifact, o novo aplicativo dos criadores do Instagram — que nem disfarçam a inspiração e definem o app como o “TikTok de textos”.

O último fenômeno do tipo foi quando todos os gerentes de produtos decidiram que stories com bolinhas no topo da tela, a grande sacada do Snapchat, eram algo imprescindível em seus aplicativos. Sobrou quem? Só o Instagram, se não me falhe a memória.

Em tempo: o Spotify ainda não oferece músicas em alta qualidade (hi-fi), um ano após prometer o recurso. É o único dos grandes apps de streaming de música que ainda não o tem. Via Spotify, Reddit (ambos em inglês).

Uma das maiores estranhezas de quem se aventurava no Linux até alguns anos atrás era o conceito de repositórios e, num nível mais amplo, “onde/como baixar aplicativos”.

Alguns esforços paralelos têm tentado resolver essa situação. Como? Com gerenciadores de “pacotes” modernos, que tratam os aplicativos de maneira independente, em vez de dependentes de códigos do sistema. Coisas como Flatpak, Snap e AppImages.

Vendo de fora, parece que o Flathub, principal repositório baseado em pacotes Flatpak, se descolou do grupo e caminha para tornar-se a loja de aplicativos de fato do universo Linux.

Em um post publicado nesta terça (7), Rob McQueen, CEO da distro Endless e presidente do conselho do Gnome, delineou os próximos passos do Flathub em 2023 (resumo do OMG! Ubuntu!):

  • Adicionar uploads diretos, aplicativos verificados e suporte a pagamentos no site do Flathub.
  • Estabelecer uma entidade legal independente para controlar e operar o Flathub.
  • Levantar US$ 250 mil em financiamento/patrocínios.
  • Estabelecer a governança para supervisionar o projeto.
  • Iniciar grupos de foco no Flathub para receber feedback dos desenvolvedores.

Parecem-me todas boas iniciativas, ainda que algumas possam ser controversas no meio, como o suporte a pagamentos.

O Flathub já tem 2 mil aplicativos em seu catálogo e a média de downloads diários supera os 700 mil.

Via Robotic Tendencies, OMG! Ubuntu! (ambos em inglês).

Meta só garante privacidade de usuários europeus do WhatsApp

Nesta segunda (6), a Meta chegou a um acordo com a União Europeia (UE) acerca da política de privacidade do WhatsApp.

A confusão começou em janeiro de 2021, quando o WhatsApp atualizou a sua política de privacidade para abrir uma brecha na criptografia de ponta a ponta em conversas entre usuários pessoas físicas e empresas.

Na Europa, a Meta se comprometeu a permitir que os usuários do WhatsApp declinem da nova política (e de futuras atualizações) sem serem importunados “ad infinitum”. (Até hoje, mais de dois anos depois, tenho que descartar o popup pedindo para aceitar aquela política de privacidade todo santo dia.)

A Meta também garantiu à UE que não compartilha dados pessoais de cidadãos europeus que usam o WhatsApp com empresas de fora nem com as suas (Facebook e Instagram) para fins de publicidade.

Tudo muito bonito, ainda que tardio, mas e o resto do mundo?

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A Microsoft tornou gratuito o Outlook para macOS (baixe na App Store), o aplicativo de e-mail que, até então, era parte do Microsoft 365, o serviço de assinatura da empresa.

Apesar de homônimo do serviço de e-mail da Microsoft, o aplicativo Outlook lida com outros serviços, como Gmail, Yahoo e qualquer um compatível com o protocolo IMAP.

A julgar por um comentário de Jeremy Perdue, funcionário da Microsoft que assina o post de anúncio do novo Outlook, a versão gratuita traz de “brinde” anúncios. Assinantes pagantes do Office 365 se livram da publicidade.

Outra esquisitice: o aplicativo para macOS é nativo, ou seja, feito especialmente para o sistema da Apple. No lado Windows, há quase um ano a Microsoft está testando em público uma nova versão do tipo PWA — em outras palavras, um site maquiado para se parecer com um aplicativo. Via Microsoft (em inglês)

Redes sociais são um micro-cosmo da humanidade. É curioso ver, em tempo real, ainda que tardiamente, elas se darem conta disso.

No final de fevereiro, a Meta “aperfeiçoou” seu sistema de punições/moderação. Em vez de aplicar penas restritivas (bloqueios e proibições de interagir) na primeira violação no Facebook e Instagram, a empresa será menos rígida e apostará em conscientização, dando mais chances aos “réus primários” e transparência às suas decisões.

Nossa análise revelou que quase 80% dos usuários com baixo número de advertências não voltam a violar as nossas políticas nos 60 dias subsequentes. Isso significa que a maioria das pessoas reage bem a um aviso e explicação, uma vez que não querem violar as nossas políticas.

Agora, segundo a Meta, penalidades restritivas serão a exceção, usadas apenas em violações graves ou reiteradas.

Da mesma forma que prender ladrões de galinha não ajuda a ressocializá-los, só gera incentivos para uma piora, punir de maneira desmedida quem comete um deslize “culposo” no Facebook só contribui para aumentar o sentimento de injustiça e uma percepção por vezes equivocada de que a plataforma “censura” as pessoas. Via Meta (em inglês).

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A Anatel começou a bloquear os aparelhos de IPTV piratas, chamados “gatonet”.

Em entrevista ao Uol Tilt, o superintendente de fiscalização da Anatel, Hermano Tercius, explicou o “modus operandi” da agência para lidar com o problema.

Destaque para o recebimento de denúncias, que dá início ao processo de bloqueio:

“É importante ressaltar que a denúncia não é ‘olha, meu vizinho está usando equipamento pirata’. A gente não quer pessoas em específico, mas uma rede de aparelhos. As denúncias costumam detalhar, por exemplo, fabricante, modelos e os servidores que eles acessam.”

Segundo Tercius, alguns consumidores fizeram reclamações à Anatel após seus aparelhos pararem de funcionar. O equívoco talvez se explique pelo fato de que muitas dessas caixinhas cobram mensalidade, o que pode dar um ar de legalidade. Via Uol Tilt.

Novo jogo de dormir de Pokémon e outros links legais

As três ameaças ao Google

A história do Google é daquelas raras em que uma boa ideia é executada de maneira brilhante na hora certa. O buscador web do Google, lançado ao público em 1997, desencadeou uma revolução.

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Criado quando Jack Dorsey era CEO do Twitter, o Bluesky é uma espécie de rede social reimaginada como um protocolo aberto, chamado AT Protocol.

Um aplicativo para iOS foi liberado esta semana, dando ao público o primeiro gostinho do que os desenvolvedores — que em algum momento do passado se emanciparam do Twitter — estão preparando.

Por ora, o acesso ao Bluesky se dá por convites limitados. Tive acesso a um e te conta como é esse céu azul alternativo ao Twitter.

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por Shūmiàn 书面

Fez sucesso na internet brasileira na última semana um vídeo da influenciadora Naomi Wu mostrando dezenas de jovens chinesas sentadas em calçadas com suas ring lights, fazendo streaming de conteúdo.

A explicação para o fenômeno é simples: a expectativa é de que os aplicativos priorizem para seus usuários os conteúdos criados localmente — assim, quem estiver transmitindo de um bairro mais rico teria maiores chances de se comunicar com um público endinheirado, revendo melhores gorjetas. Mas tem também quem acredite que essa estratégia atrai doações por pena, como mostra esta reportagem da Hong Kong Free Press.

A indústria do livestream movimenta 30 bilhões de dólares na China, o que tem levado o governo a regular o setor, buscando diminuir o tempo de exposição de jovens aos vídeos, a influência de pessoas desqualificadas, o excesso de gorjetas oferecidas a influenciadores e a evasão fiscal, mas novos nichos continuam a surgir, inclusive companhia para sessões de estudo.


A Shūmiàn 书面 é uma plataforma independente, que publica notícias e análises de política, economia, relações exteriores e sociedade da China. Receba a newsletter semanal, sem custo.

Um teste com o post livre e o Órbita

O Órbita criou um impasse com o post livre: em muitos aspectos, os dois espaços são, em larga medida, redundantes.

Nesta quinta, em vez de abrir o post livre, quero convidar você a dar uma atenção especial ao Órbita. Cadastre-se (é de graça), proponha uns assuntos, debata.

Considere isso um “teste”; se for um fiasco, voltamos com o post livre tradicional semana que vem.

Lembrando que:

  • O Órbita aceita dois tipos de posts: baseados em links externos e sem links, que estamos chamando de conversas. Tem alguma dúvida, “causo”, curiosidade para compartilhar? Esse conteúdo, clássico do post livre, também cabe no Órbita.
  • Não precisa de cadastro para comentar no Órbita. O cadastro é exigido apenas para postar links/conversas e para votar nos demais. Cadastre-se aqui — é de graça.
  • Em março, o Manual sorteará produtos com a sua marca (zine e carimbos) entre os posts mais populares do Órbita. Um por semana, em dias aleatórios. Note que o critério para concorrer não é quantidade, mas sim qualidade: para um link/conversa subir na capa do Órbita e te dar chances de concorrer, ele precisa instigar a comunidade a interagir.

Para evitar mal entendidos, os comentários deste post estão fechados. Se tiver alguma dúvida ou sugestão, envie um e-mail.