João Gabriel Santos, da área de TI da startup de segurança Gabriel, criou o Layoffs Brasil, um site que cataloga e contabiliza as demissões em startups no Brasil. Para os RHs, há listas dos profissionais agora disponíveis — e pagando uma mensalidade, ganha-se acesso antecipado, listas tratadas e notificações para novas inclusões. Via Baguete.

A informação de que a Netflix lançará um plano gratuito no Brasil no início de 2023 foi desmentida pela empresa, assinala a coluna atualizada de Cristina Padiglione, que havia dado a notícia em primeira mão.

“Segundo a assessoria de comunicação da empresa, houve um ‘mal entendido’ por parte do vice-presidente de conteúdo da plataforma na América Latina, Francisco Ramos, o Paco, quando ele assegurou que todo o catálogo poderá ser oferecido com gratuidade”, diz Cristina.

Seria estranho, mas compreensível, se apenas um executivo tivesse dado essa bola fora, mas foram dois confirmando a mesma coisa, o que deixa no ar a hipótese de terem soltado a informação antes da hora. A conferir. Via Folha de S.Paulo.

Nós [Netflix] vamos lançar uma assinatura suportada por publicidade. Não sabemos ainda quando: pode ser entre o final deste ano e o começo do próximo

— Elisabetta Zenatti, vice-presidente de conteúdo da Netflix no Brasil.

Ainda de acordo com Elisabetta e Francisco “Paco” Ramos, vice-presidente de conteúdo para a América Latina, o plano gratuito com anúncios da Netflix dará acesso a todo o acervo da plataforma.

Atualização (15/6, às 7h30): A assessoria da Netflix desmentiu dois dos seus principais executivos e disse à Folha de S.Paulo que não há planos para a versão gratuita com anúncios.

Vai aumentar a base de usuários e o faturamento? Certamente. Vai ajudar a Netflix a voltar a crescer consistentemente, como esperam os acionistas? Tenho cá minhas dúvidas. Via Folha de S.Paulo.

A partir desta terça (14), a Proteção Total de Cookies do Firefox passa a vir ativada por padrão no mundo inteiro. O recurso, lançado de maneira limitada no Firefox 86, em fevereiro de 2021, confina cookies de terceiros ao domínio/site que o carregou, impedindo que esses dados sejam cruzados para rastrear o usuário em suas andanças pela web.

Com a Proteção Total de Cookies, diz a Mozilla, “as pessoas podem se beneficiar de mais privacidade e ter as ótimas experiências de navegação que elas esperam”. Via Mozilla (em inglês).

Alternativa chinesa ao GitHub passa a revisar códigos antes da publicação

por Shūmiàn 书面

O GitHub, da Microsoft, se destaca na China por ser um dos únicos sites estrangeiros com espaço para discussão de comunidade que não é barrado pela Grande Firewall. Já comentamos aqui como 10% dos usuários do GitHub são chineses (segundo dados de 2020) e ele acaba sendo um fórum para muito mais do que só discutir código — tem até dicas para sair do país.

Atentos a esse mercado, em 2013, foi criado o Gitee como uma alternativa local. O serviço vem ganhando espaço desde 2020, inclusive num contrato com o Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação da China.

Uma matéria de Zeyi Yang conta que no início de maio o Gitee estava fechado e que agora todos os códigos abertos precisariam ser revisados antes da publicação. Em uma nota, o Gitee sinalizou que “não teve escolha”, mas não deu explicação, o que chocou diversos programadores.

Segundo Zeyi, a teoria vigente é de que foi pressão de Pequim e ainda não se sabe quais impactos as novas políticas do Gitee vão causar na comunidade de código aberto, mas não há muito otimismo.


A Shūmiàn 书面 é uma plataforma independente, que publica notícias e análises de política, economia, relações exteriores e sociedade da China. Receba a newsletter semanal, sem custo.

Em abril, a startup californiana Smartlabs, dona da marca de produtos de casa inteligente Insteon, declarou falência. Corta para junho: a Insteon está de volta, comprada por “um pequeno grupo de usuários apaixonados da Insteon”. Apaixonados e endinheirados.

O primeiro ato dos novos donos, segundo comunicado do novo CEO, o investidor Ken Fairbanks, foi religar a conexão dos HUBs da Insteon à internet. “A cada dia, mais clientes estavam perdendo as esperanças, então era crítico restaurar isso o mais rápido possível”, escreveu.

Ainda que uma cara, é uma solução para quando suas quinquilharias de casa inteligente deixarem de funcionar porque a empresa quebrou. O que garante que agora será diferente, porém? Via Insteon, The Register (ambos em inglês).

A economia de Axie Infinity, o jogo “earn-to-play” da Sky Mavis, parece ter dado um mergulho para a morte em 2022. (Em agosto de 2021, o Manual mergulhou no jogo para entender e explicar a sua dinâmica.)

Segundo a Bloomberg, o valor das duas criptomoedas atreladas ao jogo, os Axie Infinity Shards (AXS) e as Smooth Love Potion (SLP), derreteram. O AXS, que no topo chegou a valer US$ 165, está sendo negociado a US$ 14 na manhã desta terça (13). A SLP, que bateu US$ 0,40 no pico, vale agora US$ 0,00378 (menos de um centavo de dólar).

A baixa afugentou os jogadores. O número deles, que chegou a ultrapassar os dois milhões em novembro passado, está agora em cerca de 650 mil. Os que ficaram não ajudam as criptomoedas a recuperarem seu valor pelo que o economista Lars Doucet chama de problema do “dragão sonolento”:

Axie está preso no problema do “dragão sonolento”: Toda vez que o valor da SLP começa a subir, os dragões — as pessoas que estão esperando para transformar suas SLP em dinheiro — acordam e liquidam suas fortunas, empurrando de volta o preço para baixo.

Não chega a ser surpresa que um jogo medíocre cujo único incentivo é fazer dinheiro tenha implodido. A Sky Mavis sacou isso, ainda que tardiamente, e agora faz um trabalho para exaltar a porção “play” do “play-to-earn”: removeu referências a ganhos na promoção de Axie Infinity, lançou uma variação do jogo livre do esquema de criptomoedas, Axie: Origin, e tem organizado reuniões públicas com jogadores em que a direção garante que vai ficar tudo bem. Acredita quem quiser. Via Bloomberg (em inglês).

Que o histórico de aplicativos de mensagens do Google é uma bagunça, não é novidade. Que o GTalk, o primeiríssimo (e o mais querido) desses apps, ainda estava ativo, isso sim é uma surpresa.

O Google avisa que o suporte ao GTalk em aplicativos de terceiros, como Pidgin, Trillian e Adium, será encerrado na próxima quinta-feira (16). (O GTalk funcionava no protocolo aberto XMPP, o que permitia acessá-lo de outros aplicativos.)

O GTalk foi lançado em 2005, dentro do Gmail. Em 2013, perdeu protagonismo dentro do Google para o Hangouts, parte do Google+ (lembra?). Os aplicativos oficiais foram descontinuados em 2017 e agora, enfim, sai de cena o suporte a apps de terceiros — o último prego no caixão do GTalk.

Demorou tanto para o GTalk dormir em paz que, agora, o Hangouts nem existe mais (acho). Em seu lugar, o Google agora recomenda o Google Chat, o aplicativo de mensagens do Google Workspace. Via Google, blog do Google (2017), Wikipedia (todos em inglês).

Há algumas semanas, o projeto Thunderbird anunciou planos de desenvolver um aplicativo para Android. Nesta segunda (13), saiu o anúncio de que o Thunderbird para Android será, na realidade, o venerável K-9 Mail, resultado da fusão dos dois projetos.

Àqueles que não o conhecem, o K-9 Mail é um app de e-mail para Android de código aberto — e único, depois do melancólico fim do FairEmail.

O K-9 Mail e seu desenvolvedor, Christian “cketti” Ketterer, agora fazem parte da família Thunderbird e trabalharão juntos para transformar o K-9 Mail em Thunderbird para Android, com paridade de recursos, sincronia e identidade visual alinhada à do Thunderbird para computadores. Via Thunderbird (2) (em inglês).

O engenheiro Blake Lemoine, do Google, acredita que a inteligência artificial LaMDA, apresentada pela empresa em 2021, é senciente. Acredita tanto que causou um rebuliço na empresa e fora dela, quebrando contratos de confidencialidade para provar seu argumento, até ganhar férias remuneradas do Google. A empresa nega que sua IA seja senciente.

LaMDA, abreviação em inglês para “modelos linguísticos para aplicações de diálogo”, é uma tecnologia que o Google emprega em vários dos seus produtos para predizer sentenças que humanos usariam. Não é senciente, é só uma inteligência artificial relativamente boa em regurgitar de forma coerente as toneladas de conteúdo escrito por seres humanos que o Google devora e processa.

A história de Lemoine, contada em ótima reportagem de Nitasha Tiku no Washington Post, envolve crenças transcendentais e alguns questionamentos interessantes. E ecoa o primeiro robô de conversação da história, o ELIZA.

Criado em 1966 por Joseph Weizenbaum, do Laboratório de Inteligência Artificial do MIT, o ELIZA emulava um terapeuta. Mesmo com uma lógica simples, a ilusão era forte o suficiente para fazer vários estudantes se abrirem com o programa. Via Washington Post (em inglês).

Como manter o computador ligado — sem dormir, suspender ou abrir o protetor de tela

Todo computador oferece uma configuração para apagar a tela e entrar em suspensão após algum tempo de inatividade. Isso é útil para não desperdiçar energia, algo ainda mais importante em notebooks.

Ocorre que às vezes você quer que a tela fique ligada e o computador, ativo. Sim, dá para entrar nas configurações e alterar o comportamento padrão do sistema, mas não seria melhor se houvesse um botão que, ao ser tocado, mantivesse o computador ligado?

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Dwight Schrute no metaverso e outros links legais

Todo sábado, um amontoado de links curiosos e/ou interessantes. Leia as edições anteriores.

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Pavel Durov, CEO do Telegram, confirmou nesta sexta (10.jun) que vem aí uma versão paga do aplicativo — e ainda neste mês de junho. Em seu canal, Durov disse que em breve será oferecido um Telegram Premium, com “mais recursos, velocidade e funcionalidades” que a versão gratuita.

O executivo citou, de maneira vaga, alguns dos possíveis recursos aos usuários pagantes: envio de arquivos e documentos grandes, e figurinhas, reações e formatos de mídia exclusivos. Os limites atuais do Telegram — que já são bem generosos — continuarão valendo para quem preferir continuar na versão gratuita. Via @durov/Telegram (em inglês).

Quando um computador se torna obsoleto?

Em junho de 2021, a Microsoft deu um banho de água fria em muita gente no anúncio do Windows 11: a nova versão só seria compatível com computadores que têm o Trusted Platform Module (TPM) 2.0, um módulo de segurança que só se popularizou em processadores e placas-mãe comerciais a partir de 2017.

Um ano depois, na última segunda (6), durante a abertura da WWDC, foi a vez da Apple promover ruptura similar, porém sem especificar o motivo. A próxima versão do seu sistema para computadores, o macOS Ventura, é incompatível com qualquer Mac lançado antes de 2017 — e com alguns lançados em 2017, como o MacBook Air.

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