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LibreOffice 7.2 traz melhorias na compatibilidade com arquivos da Microsoft

A The Document Foundation (TDF) liberou, nesta quinta (19), o LibreOffice 7.12 Community. O maior destaque é o trabalho de compatibilidade com os formatos de arquivos proprietários da Microsoft — mais de 60% dos “commits”, ou mexidas no código, foram por este motivo.

No comunicado publicado em seu blog oficial, a TDF explica que “os arquivos da Microsoft ainda são baseados no formato proprietário descontinuado pela ISO em abril de 2008, e não no padrão aprovado pela ISO, então eles [a Microsoft] incorporam uma grande quantidade de complexidade oculta artificial”. E depois acham ruim quando levam processos antitruste.

Outra novidade legal da versão 7.2 é a inclusão de um buscador interno para os menus do LibreOffice, acessível pelo atalho Shift + Esc, muito parecido com o recurso nativo e universal do macOS (Command + Shift + /).

Mais detalhes do que há de novo no link ao lado. Via The Document Foundation (em inglês).

Post livre #282

Toda semana, o Manual do Usuário publica o post livre, um post sem conteúdo, apenas para abrir os comentários e conversarmos sobre quaisquer assuntos. Ele fecha no domingo à noite.

Maneiras melhores de acessar YouTube, Instagram e Twitter

Se preferir, veja no YouTube. A mudança na interface do Twitter, dia desses, causou algum alvoroço. Isso me lembrou dos front-ends alternativos, ou interfaces para serviços populares, como o Twitter, que não mudam tanto e têm outras vantagens em desempenho e privacidade. Neste vídeo, falo de três delas: Nitter (Twitter), Bibliogram (Instagram) e Invidious (YouTube). […]

Twitter testa ferramenta de denúncias de desinformação relacionada à COVID-19

Um ponto cego muito comum no debate da moderação em plataformas digitais é que, regra geral, não é proibido mentir nelas. Twitter, YouTube, Facebook e afins não preveem, em seus termos de uso, proibições amplas para a disseminação de mentiras. Essas redes proíbem apenas mentiras que possam ter consequências graves, como danos físicos a terceiros. Sim, tem muita mentira que indigna, mas talvez não seja do nosso interesse que essas empresas se tornem árbitras da verdade.

O Twitter cruzou essa linha nesta terça (17). Em testes, a rede social está permitindo que usuários da Austrália, Coreia do Sul e Estados Unidos denunciem “conteúdo enganoso”. Há duas categorias disponíveis, “Política” e “Saúde”, e dentro da última, uma subdivisão entre COVID-19 e outros assuntos.

Todas as grandes redes sociais, Twitter entre elas, já proibiam desinformação relacionada à COVID-19 com base na política de danos a terceiros. A diferença é que, agora, esse tipo de abuso tem previsão oficial no fluxo de denúncias da plataforma. Ainda bem que foram rápidos — não é como se a pandemia tivesse começado a… sei lá, um ano e meio?

O Twitter não promete muita coisa, porém. “Estamos avaliando se essa abordagem é efetiva, por isso estamos começando em pequena escala”, informou no perfil @TwitterSafety. “Podemos não tomar medidas e não podemos responder a cada denúncia neste experimento, mas as contribuições de vocês nos ajudarão a identificar tendências para que possamos melhorar a velocidade e a escala do nosso trabalho mais amplo em desinformação.” Via @TwitterSafety (em inglês), @Sci_Phile (em inglês).

O que você leu de bom?

Toda quinta, na newsletter do Manual (cadastre-se gratuitamente), indico leituras longas/de fôlego (artigos, reportagens, ensaios) publicadas em outros sites.

Seria o máximo se esse trabalho fosse colaborativo, feito com a sua ajuda.

Indique nos comentários uma leitura longa da última semana, relacionada aos temas que costumam aparecer aqui no site, que você acha que deveria ser lida por mais gente. Vale em português ou inglês.

Anatel abre consulta pública sobre atribuição de número exclusivo para telemarketing

A Anatel abriu uma consulta pública para definir os detalhes da atribuição de número exclusivo para serviços de telemarketing. Pela proposta, formulada em parceria com as operadoras de telefonia, chamadas do tipo partiriam de números iniciados com o código 0303. Segundo a agência, “o uso padronizado dessa numeração será uma ferramenta importante para o consumidor na identificação das chamadas de telemarketing”. As contribuições da sociedade serão aceitas até 29 de setembro. Via Anatel.

Curtidas e compartilhamentos ensinam as pessoas a manifestarem mais indignação na internet

O que era apenas uma impressão tem, agora, respaldo científico: curtidas e compartilhamentos em redes sociais condicionam seres humanos a demonstrarem mais indignação na internet.

Pesquisadores da Universidade de Yale desenvolveram um software que analisou 12,7 milhões de postagens no Twitter de 7.331 usuários. Aqueles que receberam mais curtidas e retuítes quando expressaram indignação apresentaram uma tendência maior a repetir tal comportamento em postagens futuras. “É a primeira evidência de que algumas pessoas aprendem a expressar mais indignação com o tempo porque elas são recompensadas pelo desenho básico das redes sociais”, disse William Brady, doutor e pesquisador do departamento de Psicologia de Yale e um dos líderes da pesquisa.

Uma conclusão curiosa é que pessoas moderadas seriam mais suscetíveis à influência algorítmica. “Nossos estudos descobriram que pessoas com amigos e seguidores politicamente moderados são mais sensíveis ao feedback social que reforça suas manifestações de indignação. Isto sugere um mecanismo para como grupos moderados podem se tornar politicamente radicais com o tempo — as recompensas das redes sociais criam um ciclo de feedbacks positivos que exacerba a indignação”, disse Molly Crockett, professora associada de Psicologia e outra líder da pesquisa.

O estudo não visa fazer juízo moral, ou seja, dizer se essa indignação gerada pelas redes é boa ou ruim, mas Molly afirma que ele pode ter implicações para líderes que usam essas plataformas e legisladores que estejam considerando regular as empresas do setor. Via YaleNews (em inglês).

Pine64 anuncia PineNote, tablet com tela e-ink

Tablet com tela e-ink, branco, com o logo da Pine64 e o nome “PineNote” na tela.
Foto: Pine64/Divulgação.

A Pine64, empresa norte-americana especializada em dispositivos mais “abertos” como notebooks e celulares, anunciou que está desenvolvendo o PineNote, um tablet com tela e-ink de 10,3 polegadas, rodando Linux. Deve ser lançado no final do ano, pelo preço sugerido de US$ 399. Mais detalhes, fotos e vídeo, no link ao lado. Via Pine64 (em inglês).

Debian 11 “bullseye” lançado

No último sábado (14), o projeto Debian lançou a versão estável do Debian 11 “bullseye”.

Quem conhece o Debian sabe que o projeto trabalha com uma ideia diferente de “software atualizado”, dando preferência a versões não tão novas, mas testadas exaustivamente para serem seguras e estáveis. Não espere, por exemplo, ver o Firefox 91 ou o Gnome 40 no bullseye. (Ele vem com o Firefox 78.12 e Gnome 3.38.)

Ainda assim, há novidades interessantes como suporte ao sistema de arquivos exFAT, um novo protocolo para impressoras mais modernas, e milhares de pacotes novos, atualizados e removidos. O download é gratuito. Via Debian.

Achados e perdidos #29

Todo sábado, pego uns links que acumulei ao longo da semana e que, embora curiosos e/ou interessantes, não renderam nem notinhas, e os publico num compilado que chamo de “achados e perdidos”. É um conteúdo mais leve, curto, quase lúdico — a cara do fim de semana.

Serasa lança recurso pago que esconde score de crédito para evitar fraudes

A Serasa lançou um recurso chamado Lock & Unlock que promete “minimizar as chances de o consumidor sofrer alguma fraude financeira”. Exclusivo para usuários “Premium” (R$ 19,90/mês, atualmente com 400 mil assinantes), o recurso bloqueia o score de crédito para consultas por empresas, então se alguém tentando se passar por você tentar um empréstimo ou a contratação de um produto de crédito, o bloqueio ao score sinalizará à empresa concedente de que você (você de verdade, não o fraudador) não está em busca de crédito.

A descrição soa como o pedido de resgate para um sequestro de dados. Afinal, a Serasa coletou meus dados sem eu pedir ou autorizar (obrigado, Cadastro Positivo!) e agora quer me cobrar para esconder esses mesmos dados de estelionatários. É isso mesmo ou entendi errado? Na dúvida, perguntei à própria Serasa que, por meio da assessoria, enviou a (não-)resposta abaixo:

O Serasa Score é uma informação que as empresas podem utilizar no processo de decisão para conceder ou não um crédito ao consumidor, juntamente de outras informação como, por exemplo, documentos, comprovantes de renda, histórico de dívidas etc., sempre de acordo com suas políticas internas.

Normalmente, quando um fraudador busca crédito em nome de outra pessoa, utiliza seus documentos indevidamente. Nesses casos, como o bloqueio do Serasa Score pode indicar que o consumidor não está em busca crédito no momento, essa pode ser uma ferramenta muito importante para que o consumidor e a empresa possam prevenir as fraudes.

O Serasa Score foi lançado para acesso gratuito do consumidor em 2017, e desde então mais de 60MM de brasileiros já consultaram e aprenderam sobre como cuidar da sua pontuação para facilitar o acesso ao crédito.

No mínimo, o Lock & Unlock deveria ser gratuito.

Recursos de proteção a crianças da Apple geram preocupações entre funcionários da empresa

Os recursos de privacidade da Apple para combater conteúdo de abusos infantis continuam gerando celeuma. A Reuters revelou que, no Slack interno da empresa, mais de 800 mensagens relacionadas ao assunto se avolumam, com muitos funcionários “expressando preocupações de que o recurso possa ser usado por governos repressivos em busca de materiais para [justificar] censura e prisões”. Via Reuters (em inglês).

Será que os responsáveis por implantar o Slack na Apple estão arrependidos? Nos últimos meses, a ferramenta de comunicação tem causado fissuras visíveis na imagem outrora concreta da empresa. Discussões internas, como essa acima e a do retorno ao escritório, parecem bem acaloradas e acabaram vazando para a imprensa.

Toda a sua história

Em sua última atualização, o Signal ganhou um recurso que, ao ser ativado, passa a excluir automaticamente mensagens antigas, sendo “antigas” um período definido por você, usuário(a). Isso me deixou pensativo.

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